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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 10 Aug 2026 19:18:27 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Mulher baleada na baixa de Lisboa e dois suspeitos em fuga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 19:18:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma mulher foi hoje baleada na baixa de Lisboa e transportada para o Hospital de S. José, adiantou à Lusa fonte policial, acrescentando que os dois suspeitos colocaram-se em fuga numa viatura.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma mulher foi hoje baleada na baixa de Lisboa e transportada para o Hospital de S. José, adiantou à Lusa fonte policial, acrescentando que os dois suspeitos colocaram-se em fuga numa viatura.</p>
<p>O incidente ocorreu ao final da tarde de hoje junto a uma unidade hoteleira na rua dos Correeiros, na baixa de Lisboa, referiu fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis).</p>
<p>A mesma fonte indicou que a mulher ficou ferida na zona do abdómen e transportada para o Hospital de S. José, desconhecendo-se no momento a gravidade dos ferimentos e a idade da vítima.</p>
<p>Dois suspeitos foram vistos a fugirem do local numa viatura, ainda segundo a fonte policial.</p>
<p>A notícia foi avançada pelo Correio da Manhã, que refere que a vítima é uma mulher de 41 anos de nacionalidade suíça e que os suspeitos são conhecidos por estarem ligados ao tráfico de droga.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799695]]></sapo:autor>
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		<title>Mau tempo: Iniciadas obras de recuperação da Estrada Nacional 8 no Cadaval &#8211; IP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 19:05:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Cadaval, Lisboa, 10 ago (Lusa) - A Infraestruturas de Portugal (IP) iniciou hoje as obras de estabilização da Estrada Nacional (EN) 8, no concelho do Cadaval, distrito de Lisboa, um investimento de 1,6 milhões de euros, divulgou a empresa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cadaval, Lisboa, 10 ago (Lusa) &#8211; A Infraestruturas de Portugal (IP) iniciou hoje as obras de estabilização da Estrada Nacional (EN) 8, no concelho do Cadaval, distrito de Lisboa, um investimento de 1,6 milhões de euros, divulgou a empresa.</p>
<p>Segundo a IP, a intervenção terá um custo de 1,6 milhões de euros e vai decorrer durante cinco meses, inserindo-se no programa de reparações das estradas danificadas pelo mau tempo dos meses de janeiro e fevereiro.</p>
<p>&#8220;A intervenção surge na sequência de diversos movimentos de instabilidade registados ao longo deste troço da EN8, que originaram escorregamentos e danos significativos na plataforma rodoviária, condicionando a circulação e comprometendo as condições de segurança da infraestrutura&#8221;, adianta a IP, em comunicado.</p>
<p>Ainda de acordo com a empresa, os estudos realizados permitiram identificar três zonas de instabilidade distintas, duas das quais  associadas à existência de &#8220;camadas de materiais com reduzidas características geomecânicas sob o aterro rodoviário&#8221;, enquanto outra está &#8220;relacionada com deficiências no encaminhamento das águas recolhidas por um atravessamento hidráulico existente&#8221;.</p>
<p>Na nota, a IP refere que a estabilização das áreas mais críticas vai ser realizada através da construção de muros de contenção, complementados por sistemas de drenagem destinados a assegurar a durabilidade e o adequado comportamento geotécnico da solução. </p>
<p>Na restante extensão afetada do talude vai ser executado um sistema de drenagem, para a melhoria das condições de estabilidade da encosta.</p>
<p>Os trabalhos incluem ainda a execução de um novo pavimento em toda a extensão da via direita e em troços específicos da via esquerda. </p>
<p>Estão também previstos trabalhos de sinalização horizontal e vertical, instalação de barreiras de segurança, equipamentos de guiamento e balizagem e outras medidas destinadas a reforçar as condições de segurança rodoviária.</p>
<p>&#8220;Com o objetivo de minimizar o impacto ambiental e reduzir os efeitos da erosão em períodos de maior pluviosidade, as áreas intervencionadas serão alvo de revestimento com terra vegetal e hidrossementeira, promovendo a integração paisagística e a proteção dos taludes&#8221;, acrescenta a IP.</p>
<p>A circulação vai manter-se condicionada na via, mas a IP vai garantir &#8220;condições que permitam a circulação em segurança dos veículos associados ao transporte de produtos agrícolas da época, mitigando os impactos da intervenção na atividade económica local&#8221;, lê-se na nota.</p>
<p>Agricultores e municípios do Cadaval e do Bombarral têm vindo a pedir soluções de circulação provisórias durante a colheita da pera rocha e das vindimas, para facilitar o transporte de trabalhadores e sobretudo dos produtos dos campos até às centrais fruteiras ou às adegas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799694]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Nvidia negoceia com sociedades de Wall Street financiamento de 432.000 ME</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 19:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um grupo de gigantes norte-americanos investidores está prestes a estabelecer uma parceria com a Nvidia para um pacote de financiamento de 500 mil milhões de dólares (432 mil milhões de euros) para inteligência artificial, segundo a Bloomberg. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um grupo de gigantes norte-americanos investidores está prestes a estabelecer uma parceria com a Nvidia para um pacote de financiamento de 500 mil milhões de dólares (432 mil milhões de euros) para inteligência artificial, segundo a Bloomberg. </p>
<p>A agência, que citou fontes conhecedores da operação, noticiou que a Apollo Global Management, Blackstone, BlackRock, Brookfield Asset Management, Goldman Sachs Group e KKR estão entre as empresas que negoceiam com a Nvidia este investimento.</p>
<p>Um acordo poderá ser anunciado ainda hoje, acrescentaram.</p>
<p>Os representantes das empresas recusaram comentar ou não responderam aos pedidos de esclarecimento da Bloomberg. O Financial Times noticiou anteriormente os esforços para obter este financiamento.</p>
<p>A Nvidia já celebrou acordos no valor de centenas de milhares de milhões de dólares com empresas de várias áreas do ecossistema da inteligência artificial, alimentando preocupações entre alguns investidores de que a fabricante de &#8216;chips&#8217; esteja a inflacionar a procura e as avaliações das empresas do setor através da natureza circular destes acordos.</p>
<p>A fabricante de &#8216;chips&#8217; para IA tem estado em negociações para garantir até 250 mil milhões de dólares (216 mil milhões de euros) de financiamento, de forma a ajudar a OpenAI a arrendar capacidade computacional num projeto de centro de dados nos EUA.</p>
<p>Este seria um dos maiores negócios de financiamento da Nvidia com um cliente. O acordo permitiria à empresa responsável pelo ChatGPT arrendar capacidade num complexo de 500 mil milhões de dólares e 10 gigawatts, que a SB Energy, uma subsidiária do SoftBank Group, está a desenvolver no Ohio, segundo noticiou a Bloomberg no mês passado.</p>
<p>A Nvidia também esteve em negociações para financiar 350 mil milhões de dólares (302 mil milhões de euros) das compras de &#8216;chips&#8217; da OpenAI destinadas ao projeto, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, que pediram para não ser identificadas por as negociações serem privadas, segundo a Bloomberg.</p>
<p>Não é ainda claro quais os projetos ou empresas que seriam financiados, qual seria a natureza do financiamento, nem se os 500 mil milhões de dólares representariam novos compromissos ou compromissos já existentes.</p>
<p>A Nvidia acelerou os seus investimentos e parcerias com empresas tecnológicas e de inteligência artificial nos últimos meses, apesar das crescentes preocupações com os seus negócios de natureza &#8220;circular&#8221;.</p>
<p>Além das negociações de financiamento com a OpenAI, a empresa reforçou no mês passado a parceria com o conglomerado sul-coreano SK Group e afirmou que as duas empresas realizarão mais de 500 mil milhões de dólares em negócios entre si.</p>
<p>A Nvidia também fez um investimento &#8220;substancial&#8221; na Safe Superintelligence, a &#8216;startup&#8217; de inteligência artificial cofundada pelo antigo diretor científico da OpenAI, Ilya Sutskever.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799693]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia: Supremo russo proíbe único partido contra a guerra de participar em eleições</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 18:59:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Supremo Tribunal da Rússia proibiu hoje o Yabloko, único partido antiguerra de participar nas eleições legislativas de setembro no país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal da Rússia proibiu hoje o Yabloko, único partido antiguerra de participar nas eleições legislativas de setembro no país.</p>
<p>&#8220;Os pedidos de anulação do registo&#8221; da lista de candidatos do Yabloko para a renovação da Duma (câmara baixa do parlamento russo) &#8220;foram aceites&#8221;, declarou o juiz que presidiu à audiência, Viatcheslav Kirillov.</p>
<p>Kirillov é o mesmo juiz que ilegalizou a organização de direitos humanos Memorial, Nobel da Paz em 2022.</p>
<p>Horas antes do veredicto, o líder do partido liberal, Nikolai Rybakov, depôs perante o Supremo Tribunal, em Moscovo, e disse que os líderes do regime presidido por Vladimir Putin, no poder desde 2000, &#8220;compreendem que as pessoas querem votar pela paz&#8221;.</p>
<p>&#8220;E têm medo. Por isso é que nos querem excluir das eleições&#8221;, afirmou, citado pela agência de notícias espanhola EFE.</p>
<p>Rybakok disse que, nas últimas semanas, em toda a Rússia, os dirigentes do Yabloko receberam &#8220;milhões de mensagens com palavras de apoio&#8221;.</p>
<p>Muita gente &#8220;quer e está disposta a votar nas próximas eleições no Yabloko&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Na mesma linha, o fundador do partido, Grigory Yavlinsky, afirmou numa mensagem que &#8220;o Yabloko propôs às pessoas votarem a favor da paz, da liberdade e da vida sem medo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Isso é o mais importante agora e nenhum outro partido na Rússia propõe algo parecido&#8221;, disse Yavlinsky, que fundou o Yabloko em 1993, juntamente com Yury Boldyrev e Vladimir Lukin.</p>
<p>A ação judicial é semelhante à que o partido nacionalista Rodina apresentou, em julho, na região noroeste da Carélia, e que levou o Supremo local a excluir o Yabloko das eleições para a assembleia regional.</p>
<p>Entre outras questões, o Yabloko exige a cessação imediata dos combates e o início célere de negociações de paz com a Ucrânia, além da libertação dos mais de 1.750 presos políticos.</p>
<p>Políticos russos de renome manifestaram nos últimos dias que o Yabloko, cujas listas foram aprovadas no final de julho pela Comissão Eleitoral Central, devia ser excluído.</p>
<p>Vários candidatos mais populares do Yabloko, incluindo o líder, já foram excluídos por criticarem a guerra ou por extremismo, por terem publicado nas redes sociais imagens do falecido líder opositor Alexei Navalny.</p>
<p>As autoridades e outros partidos pró-Kremlin temem que o Yabloko agregue o voto de protesto contra a guerra na Ucrânia, que o Presidente russo, Vladimir Putin, decidiu invadir em fevereiro de 2022.</p>
<p>O Yabloko é o único partido que, desde a queda da antiga União Soviética, se opôs a todas as guerras em que a Rússia esteve envolvida, na Chechénia (1994), na Síria (2015) ou na Ucrânia (2022).</p>
<p>Formação liberal ao estilo ocidental, o Yabloko, que significa maçã em russo, tem defendido a economia de mercado, os direitos humanos e o Estado de direito, o que o colocou em confronto com os governos liderados por Boris Yeltsin e Putin.</p>
<p>A formação política foi fundada em 1993, menos de dois anos após a desintegração da União Soviética, como uma aliança de democratas de diversas tendências, desde democratas-cristãos a social-democratas, verdes e feministas.</p>
<p>Grigori Yavlinski, líder histórico do Yabloko, é um economista nascido na Ucrânia que fundou o partido juntamente com outros reformistas de renome da época: Vladimir Lukin e Yuri Boldirev.</p>
<p>O partido desempenhou um papel preponderante na política russa durante a sua primeira década, período em que sempre teve representação parlamentar na Duma, embora atrás dos nacionalistas e dos comunistas.</p>
<p>O Yabloko perdeu peso político a partir da chegada de Putin à Presidência, em 2000.</p>
<p>Deixou de ter um grupo parlamentar em 2003 e ficou sem assentos quatro anos mais tarde.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799692]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PR diz que olhar para o Côa é um exercício de contemplação da humanidade</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/pr-diz-que-olhar-para-o-coa-e-um-exercicio-de-contemplacao-da-humanidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 18:54:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente da República assinalou hoje que o Parque Arqueológico do Côa, que celebra 30 anos, é um trabalho em construção e que olhar para aquele vale é um "exercício de contemplação da humanidade".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente da República assinalou hoje que o Parque Arqueológico do Côa, que celebra 30 anos, é um trabalho em construção e que olhar para aquele vale é um &#8220;exercício de contemplação da humanidade&#8221;.</p>
<p>&#8220;Começo por dizer-vos que as causas em que acreditamos valem a pena. Há trinta anos, eram poucos os que, olhando para este vale, imaginavam que hoje estaríamos aqui. É evidente que foi preciso mais do que acreditar. Porém, se não acreditássemos que isto era possível, então nada mais seria possível&#8221;, afirmou António José Seguro, num discurso no Museu do Côa, onde hoje se celebrou o 30.º aniversário do Parque Arqueológico do Vale do Côa.</p>
<p>Seguro acrescentou que &#8220;olhar para este vale não é um pormenor, é um exercício de contemplação da humanidade, como o é toda a cultura e todo o nosso trabalho com o património, seja imaterial ou edificado&#8221;.</p>
<p>Hoje, segundo o Presidente da República, o museu do Côa e o auditório António Guterres são uma realidade, o parque já recebeu mais de 400 mil visitantes desde a sua abertura e Vila Nova de Foz Côa &#8220;entrou no mapa das referências culturais&#8221;.</p>
<p>Por isso, frisou que falar deste parque é &#8220;referir um trabalho em construção permanente&#8221;, porque acredita &#8220;no papel da cultura como cimento das comunidades e dos territórios&#8221;. </p>
<p>&#8220;Ou seja, para falarmos claro, não basta falarmos dos 30 anos de vida do parque arqueológico, nem dos 20 mil anos que contemplamos e nos contemplam, se não tivermos uma visão integrada do território e da coesão territorial&#8221;, salientou.</p>
<p>A criação deste parque, desta fundação e deste Museu é a prova, para António José Seguro, &#8220;de que é possível, fora dos circuitos dominantes, manter instituições importantes e memoráveis&#8221;. </p>
<p>&#8220;Este investimento tem sentido e terá resultados. Faz parte de um desígnio nacional de combate ao isolamento e ao envelhecimento do território e das populações. Faz parte de uma missão de que estamos investidos: a de respeitar um monumento milenar e de o legar às gerações futuras. E faz parte, finalmente, desse futuro. Um futuro que não existe sem memória, sem lugares que a preservem e sem pessoas&#8221;, afirmou.</p>
<p>O Côa e o seu conjunto de gravuras rupestres são património da UNESCO, um selo que Seguro disse que &#8220;não é inamovível&#8221;: </p>
<p>&#8220;Exige que a mereçamos e que façamos dessa responsabilidade uma causa (&#8230;) Isso implica pensar não apenas na sua dimensão museológica, mas também humana e material, na mobilidade, na reabilitação e reanimação da ferrovia. No turismo do nosso tempo, cada vez mais atento à cultura e à natureza, na rede escolar, nos cuidados aos mais velhos, no futuro dos mais novos&#8221;, frisou.</p>
<p>Realçando que é necessário &#8220;pensar também na ligação entre as duas classificações de Património Mundial que ligam o parque arqueológico do Vale do Côa ao Douro Vinhateiro&#8221;. </p>
<p>&#8220;Os seus destinos estão ligados desde há muito, quando ainda não havia classificação de Património Mundial. Mas em comum havia dimensões elementares, como geografia, orografia, clima, botânica, agricultura, comércio e economia local, circulação de pessoas e bens. Muitas dessas condições mantêm-se e devem cimentar a relação que enriquecerá ambos os mapas&#8221;, defendeu.</p>
<p>Seguro repetiu o apelo já deixado durante a manhã, durante uma viagem de comboio na Linha do Douro: &#8220;deem uma oportunidade ao interior&#8221;.</p>
<p>&#8220;Há 30 anos, preservámos o Côa. Agora temos de preservar e criar futuro para as pessoas que fazem do interior de Portugal a sua casa. Não pode haver um país do litoral e um país do interior. Há só um Portugal&#8221;, frisou.</p>
<p>À chegado ao Museu do Côa, Seguro falou com um homem que trazia um cartaz preso às costas onde se lia: &#8220;Promessas&#8230; comboio tás a vê-lo?&#8221;, referindo já conhecer a causa da reativação da Linha do Douro entre o Pocinho e Barca d´Alva.</p>
<p>Antes tinha passado pela Pousada da Juventude de Vila Nova de Foz Côa, cuja obra lançou enquanto secretário de Estado da Juventude, durante o Governo de António Guterres. </p>
</p>
<p>PLI/FYP // JPS</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799691]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Médio Oriente: Peritos da ONU alertam para continuação de genocídio em Gaza</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/medio-oriente-peritos-da-onu-alertam-para-continuacao-de-genocidio-em-gaza/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 18:32:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Peritos da ONU alertaram hoje, numa declaração conjunta, que "o genocídio continua" na Faixa de Gaza, onde mais de 1.200 palestinianos morreram em ataques israelitas desde o cessar-fogo assinado em outubro passado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Peritos da ONU alertaram hoje, numa declaração conjunta, que &#8220;o genocídio continua&#8221; na Faixa de Gaza, onde mais de 1.200 palestinianos morreram em ataques israelitas desde o cessar-fogo assinado em outubro passado. </p>
<p>Só em julho, as forças israelitas mataram cerca de 160 palestinianos na Faixa de Gaza, observaram os peritos, salientando que a maioria das mortes nos últimos dez meses ocorreu em zonas densamente povoadas por deslocados internos e longe da chamada &#8220;linha amarela&#8221;, que demarca as posições israelitas no enclave palestiniano.</p>
<p>Na declaração relataram que quarteirões residenciais inteiros recebem ordens de evacuação pouco antes de serem destruídos pela aviação israelita.</p>
<p>&#8220;O avanço contínuo para oeste da chamada &#8216;linha amarela&#8217;, a construção de uma barreira de 23 quilómetros ao longo da mesma e a demolição sistemática de edifícios residenciais estão a remodelar à força e através de deslocações a geografia de Gaza&#8221;, criticaram.</p>
<p>A declaração foi assinada pela relatora especial da ONU sobre a situação na Palestina, Francesca Albanese, juntamente com outros 18 peritos das Nações Unidas.</p>
<p>Os especialistas condenaram também os ataques a hospitais e abrigos, o assassínio de polícias e funcionários contratados pela ONU, as investidas contra pescadores e os raptos e abusos cometidos por grupos armados que, segundo vários relatos, colaboram com o exército israelita.</p>
<p>Na declaração, avisaram ainda que a ajuda alimentar não consegue entrar livremente na Faixa de Gaza e que os produtos disponíveis nos canais comerciais são ultraprocessados ??e nutricionalmente inadequados.</p>
<p>As autoridades da Faixa de Gaza, controladas pelo grupo islamita Hamas, elevaram hoje o número de mortos para quase 1.258 e o de feridos para mais de 4.145, em consequência dos ataques levados a cabo por Israel desde o acordo de cessar-fogo assinado em outubro de 2025, enquanto 807 corpos foram recuperados dos escombros.</p>
<p>Ao abrigo do plano proposto pelo Conselho da Paz para a Faixa de Gaza, estrutura criada pelos Estados Unidos com acordo da ONU, a segunda fase das negociações previa o desarmamento do Hamas, a retirada gradual do exército israelita e a criação de um governo tecnocrático palestiniano, a par de uma força internacional de estabilização.</p>
<p>No entanto, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou no domingo que rejeitou o plano de 15 pontos, entretanto aceite pelo Hamas, até que o desarmamento das milícias palestinianas esteja concluído.</p>
<p>A guerra no enclave foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.</p>
<p>Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 73 mil mortos, segundo as autoridades locais, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.</p>
<p>O Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu em novembro de 2024 mandados de captura contra Benjamin Netanyahu e o então ministro da Defesa Yoav Gallant por crimes de guerra e contra a humanidade.</p>
<p>Também o comandante militar do Hamas Mohammed Deif foi visado pelo tribunal da ONU, sediado em Haia, antes da confirmação da morte, à semelhança da maioria dos altos dirigentes do grupo islamita abatidos por Israel.</p>
<p>No ano seguinte, uma Comissão de inquérito Independente, nomeada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, considerou que as ações de Israel na Faixa de Gaza constituíam &#8220;um genocídio&#8221;, alegações rejeitadas reiteradamente por Telavive.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799690]]></sapo:autor>
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		<title>Reservas de crude nos EUA em mínimos de 43 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 18:23:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[As reservas estratégicas de petróleo nos EUA ficaram abaixo dos 300 milhões de barris pela primeira vez em 43 anos, segundo um relatório do Departamento de Energia norte-americano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As reservas estratégicas de petróleo nos EUA ficaram abaixo dos 300 milhões de barris pela primeira vez em 43 anos, segundo um relatório do Departamento de Energia norte-americano.</p>
<p>Em 07 de agosto (últimos dados disponíveis), as reservas estavam em 298,7 milhões de barris, o nível mais baixo de 1983. </p>
<p>A interrupção do fornecimento através do estreito de Ormuz afetou a oferta mundial e obrigou os EUA a libertarem as suas reservas para conter os preços.</p>
<p>Em março, o Governo dos EUA anunciou a libertação de 172 milhões de barris da sua reserva estratégica.  </p>
<p>O petróleo West Texas Intermediate (WTI), uma referência nos EUA, subiu 4,2% para 81,5 dólares por barril.</p>
<p>Por sua vez, o preço do Brent, uma referência na Europa, para entrega em outubro subiu hoje 0,54% para os 84 dólares por barril. </p>
<p>Na semana passada, o Brent fechou com um ganho de 1,29%. </p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799688]]></sapo:autor>
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		<title>De hotéis e campos de golfe a drones e armas: os novos negócios dos filhos de Trump financiados pelos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 18:01:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
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					<description><![CDATA[Dois irmãos estão atualmente ligados, através de diferentes veículos de investimento, a pelo menos 15 empresas que trabalham ou pretendem trabalhar com o Governo dos Estados Unidos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante anos, Donald Trump Jr. e Eric Trump foram sobretudo os guardiões do império imobiliário construído pelo pai. Hotéis, arranha-céus, resorts e campos de golfe estavam no centro dos negócios da família. Agora, os dois filhos de Donald Trump estão a avançar para um território muito diferente: drones, armamento, robótica militar, minerais estratégicos e energia nuclear.</p>
<p>A mudança ganhou dimensão desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca. Segundo uma análise publicada pelo &#8216;El Español&#8217;, os dois irmãos estão atualmente ligados, através de diferentes veículos de investimento, a pelo menos 15 empresas que trabalham ou pretendem trabalhar com o Governo dos Estados Unidos.</p>
<p>Desde que os filhos do presidente se associaram a estas empresas, estas receberam cerca de 3,2 mil milhões de dólares em pagamentos públicos e acumularam outros 3,1 mil milhões em contratos que poderão ser executados no futuro.</p>
<p>Isso não significa, porém, que esse dinheiro tenha ido para Donald Jr. ou Eric Trump. Grande parte dos pagamentos corresponde à SpaceX e à Anduril, empresas que já tinham relações significativas com o Pentágono, e várias das companhias em causa trabalhavam com o Governo federal antes do regresso de Trump à presidência.</p>
<p>É precisamente esta fronteira entre investimento privado e prioridades públicas que está a alimentar as dúvidas sobre potenciais conflitos de interesses.</p>
<p><strong>Um fundo passa de 150 milhões para quase 3 mil milhões</strong></p>
<p>Donald Trump Jr. fez uma das suas principais escolhas empresariais poucos dias depois da vitória eleitoral do pai. Em vez de assumir um cargo na administração, tornou-se sócio da 1789 Capital, um fundo conservador que apresenta a sua estratégia como “capitalismo patriótico”.</p>
<p>A ideia é financiar empresas consideradas importantes para a independência industrial dos Estados Unidos e alinhadas com os princípios económicos do movimento America First.</p>
<p>Quando Donald Jr. entrou, o fundo geria aproximadamente 150 milhões de dólares. Atualmente controla quase 3 mil milhões, segundo os números citados pelo &#8216;El Español&#8217;.</p>
<p>A carteira levou o filho do presidente a empresas como a SpaceX e a Anduril, mas também a negócios ligados a motores para mísseis, componentes para submarinos, satélites e materiais utilizados pela indústria militar.</p>
<p>Eric Trump seguiu um caminho semelhante através da Dominari Holdings, na qual ambos os irmãos são acionistas, e da subsidiária American Ventures. Os investimentos abrangem fabricantes de drones, robôs militares e empresas de energia nuclear.</p>
<p><strong>A ligação aos drones e ao Pentágono</strong></p>
<p>Donald Trump Jr. não se limitou a selecionar empresas onde investir. O filho do presidente afirmou que os parceiros da 1789 Capital participaram na construção de “parte da mensagem” que permitiu ao fundo compreender as prioridades da administração.</p>
<p>Também disse ter colaborado com o secretário da Defesa, Pete Hegseth, na procura de responsáveis para o departamento e ter analisado candidatos favoráveis a aumentar o investimento em drones.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Donald Jr. era acionista e consultor da Unusual Machines, fabricante de componentes para drones que recebeu uma encomenda militar de 12,8 milhões de dólares em setembro de 2025.</p>
<p>A empresa sustenta que nunca pediu qualquer favorecimento em nome do filho do presidente.</p>
<p><strong>De 200 milhões para quase dois mil milhões</strong></p>
<p>Outro caso destacado envolve a Vulcan Elements, uma empresa com menos de 50 trabalhadores que produz ímanes de terras raras utilizados em equipamentos como drones, satélites e submarinos.</p>
<p>A 1789 Capital adquiriu uma participação na empresa em agosto de 2025, durante uma ronda de financiamento de 65 milhões de dólares.</p>
<p>Três meses depois, o Pentágono concedeu à Vulcan um empréstimo condicional de 620 milhões de dólares, enquanto o Departamento do Comércio acrescentou outros 50 milhões em troca de uma participação no capital.</p>
<p>Segundo estimativas citadas pelo jornal espanhol e compiladas pela &#8216;Bloomberg&#8217;, a avaliação da empresa terá passado de aproximadamente 200 milhões para perto de dois mil milhões de dólares.</p>
<p>Uma investigação da ProPublica indicou que o processo acelerou depois de a Casa Branca ter considerado a Vulcan uma prioridade. O impulso terá partido de Peter Navarro, conselheiro económico de Trump e próximo de Donald Jr.</p>
<p>Não existem, contudo, provas de que Navarro e o filho do presidente tenham discutido a empresa. Os respetivos porta-vozes negam essa possibilidade e o Pentágono justifica a prioridade atribuída ao projeto com a necessidade estratégica de reduzir a dependência dos Estados Unidos relativamente à China.</p>
<p><strong>Eric Trump entra nos robôs militares</strong></p>
<p>Eric Trump está, por seu lado, ligado desde o início do ano à Foundation Future Industries, onde desempenha funções de investidor e consultor estratégico.</p>
<p>A empresa trabalha no desenvolvimento de robôs humanoides destinados a tarefas industriais e militares e anunciou uma parceria com a AMD para desenvolver uma nova geração destas máquinas.</p>
<p>Cinco dias depois desse anúncio, a administração Trump proibiu a importação de novos modelos chineses.</p>
<p>A decisão não entregou financiamento à empresa ligada a Eric Trump, mas restringiu a entrada no mercado dos seus principais concorrentes chineses.</p>
<p><strong>A nova aposta chama-se urânio</strong></p>
<p>Há ainda outra área estratégica onde os irmãos decidiram colocar dinheiro: o combustível nuclear.</p>
<p>Em novembro de 2025, a American Ventures participou numa ronda de financiamento de 64,3 milhões de dólares da Quantum Leap Energy, empresa que pretende enriquecer urânio. Donald Jr. e Eric investiram no projeto, embora os montantes individuais não tenham sido divulgados.</p>
<p>O objetivo é produzir HALEU, um combustível com uma concentração de urânio-235 superior à utilizada nas centrais nucleares convencionais, mas muito abaixo dos níveis necessários para armas nucleares.</p>
<p>Este combustível poderá ser particularmente importante para os pequenos reatores modulares que os Estados Unidos pretendem desenvolver nos próximos anos.</p>
<p>A Quantum Leap já tinha, antes da entrada dos Trump, um memorando não vinculativo com a Fermi America, empresa cofundada por Rick Perry, antigo secretário da Energia durante a primeira administração Trump, para estudar uma central de enriquecimento no Texas.</p>
<p><strong>Negócios privados em setores escolhidos pela Casa Branca</strong></p>
<p>Entretanto, a Administração Trump transformou o enriquecimento de urânio numa prioridade. Em janeiro, o Departamento de Energia disponibilizou 2,7 mil milhões de dólares para recuperar a capacidade de enriquecimento dos Estados Unidos e foi também estabelecido um acordo destinado a facilitar a construção de novos reatores pela Westinghouse, num programa avaliado em pelo menos 80 mil milhões de dólares.</p>
<p>A Quantum Leap Energy não recebeu essas verbas e não existe registo de que Donald Jr. ou Eric tenham solicitado apoio governamental para a empresa.</p>
<p>A Casa Branca rejeita igualmente a existência de tratamento preferencial para negócios relacionados com a família do presidente. Os dois irmãos argumentam que o que fazem é identificar antecipadamente os setores com maior potencial de crescimento.</p>
<p>Os números apresentados não demonstram favorecimento. Mostram, porém, uma transformação profunda no universo empresarial dos Trump: Donald Jr. e Eric deixaram de estar concentrados apenas no património imobiliário da família e passaram a investir precisamente em algumas das indústrias que a administração do pai considera estratégicas para os Estados Unidos.</p>
<p>Drones, defesa, robótica, minerais críticos e energia nuclear substituem assim hotéis e campos de golfe no novo mapa de negócios dos filhos do presidente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799681]]></sapo:autor>
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		<title>Pelo menos 71 mortos em sismo na Colômbia, decretado &#8220;desastre nacional&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 17:56:05 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Colômbia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[sismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Pelo menos 71 pessoas morreram no sismo de magnitude 7,4 que hoje abalou o oeste da Colômbia, segundo dados divulgados pelas autoridades locais, tendo o Governo entretanto decretado "desastre nacional".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo menos 71 pessoas morreram no sismo de magnitude 7,4 que hoje abalou o oeste da Colômbia, segundo dados divulgados pelas autoridades locais, tendo o Governo entretanto decretado &#8220;desastre nacional&#8221;.</p>
<p>O maior número de mortes, 40, deu-se no departamento de Risaralda, cuja capital, Pereira, foi fortemente atingida, seguido de 27 no departamento de Valle del Cauca, onde se situa Cali, a terceira maior cidade do país, e de quatro em Chocó, epicentro do sismo, indicou a Associação Colombiana de Capitais (Asocapitales) num comunicado.</p>
<p>O anterior balanço das autoridades locais tinha confirmado 20 mortos.</p>
<p>O sismo mais forte da última década, segundo as autoridades, fez também muitos feridos e um número ainda indeterminado de habitantes encurralados sob os escombros de edifícios que desabaram e obrigou à evacuação de casas em cidades próximas da capital, Bogotá.</p>
<p>O epicentro foi em San José del Palmar, uma comunidade de cerca de 4.800 pessoas na região de Chocó, a cerca de 400 quilómetros a oeste de Bogotá, indicaram o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e o seu equivalente colombiano.</p>
<p>O USGS precisou que o tremor de terra ocorreu a uma profundidade de 107 quilómetros e que foi também sentido nos vizinhos Equador e Panamá, embora os danos reportados nesses países tenham sido mínimos.</p>
<p>Moradores e equipas de busca estão no terreno a vasculhar os escombros de edifícios que ruíram, enquanto as autoridades estão preocupadas com possíveis sequelas, segundo as agências internacionais. </p>
<p>O ministro do Interior colombiano disse que mais de 20 municípios em todo o país foram atingidos.</p>
<p>A região colombiana do Pacífico, em redor do epicentro do sismo, situa-se ao longo do &#8220;Anel de Fogo&#8221;, a linha de falhas sísmicas que circunda o Oceano Pacífico, onde ocorre a maioria dos sismos do mundo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799682]]></sapo:autor>
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		<title>Notas de reapreciações por afixar serão enviadas às escolas até ao final desta segunda-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 17:52:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
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					<description><![CDATA[O JNE recebeu 212 pedidos de reapreciação e de correção de cotações já depois de enviados os resultados às escolas, na sexta-feira, mas assegura que as notas serão disponibilizadas até terça-feira]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As notas de reapreciações dos exames nacionais que estão por afixar serão enviadas às escolas até ao final desta segunda-feira, garante o Júri Nacional de Exames (JNE), que não apresenta, no entanto, um motivo para o atraso.</p>
<p>O JNE recebeu 212 pedidos de reapreciação e de correção de cotações já depois de enviados os resultados às escolas, na sexta-feira, mas assegura que as notas serão disponibilizadas até terça-feira.</p>
<p>Num balanço divulgado esta segunda-feira sobre as reapreciações de exames nacionais do ensino secundário realizados na 1.ª fase, o JNE refere que foram submetidos 21.021 pedidos de reapreciação e 2957 pedidos de correção de cotações.</p>
<p>Alguns desses pedidos, no entanto, só chegaram ao JNE já depois de enviados às escolas os resultados dos pedidos concluídos, divulgados na sexta-feira.</p>
<p>Entre sexta-feira e sábado, as escolas submeteram 89 pedidos de reapreciação e 123 pedidos de correção de cotação, mas, apesar do atraso, a estrutura do Ministério da Educação responsável pela avaliação externa garante que os resultados serão disponibilizados até terça-feira.</p>
<p>Além destes casos, o JNE reconhece que, após a data fixada para a publicação das classificações revistas (sexta-feira), ficaram por enviar às escolas os resultados de 46 processos de reapreciação e de 110 processos de correção de cotações.</p>
<p>Sem esclarecer o motivo do atraso, o JNE acrescenta que a totalidade desses resultados deverá ser enviada às escolas até ao final do dia desta segunda-feira.</p>
<p>Entre as 21 mil provas reapreciadas, cerca de 77% resultaram numa melhor classificação, 7% pioraram e 16% mantiveram a nota atribuída inicialmente.</p>
<p>Devido aos atrasos na divulgação de alguns resultados, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) manifestou-se preocupado esta segunda-feira com a equidade no acesso ao ensino superior, explicando ter dúvidas se todos os alunos beneficiarão do mesmo prazo para rever a candidatura.</p>
<p>&#8220;Tal como acontece todos os anos, o direito de candidatura ao Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) em situação de equidade é totalmente salvaguardado a partir do momento em que o aluno recebe a classificação final das suas provas&#8221;, esclareceu, entretanto, o JNE.</p>
<p>De acordo com o regulamento do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), os alunos cuja nota tenha mudado em resultado da reapreciação dispõem de três dias para submeter a candidatura à 1.ª fase do concurso de acesso ao ensino superior caso só então reúnam as condições para concorrer, ou alterar a candidatura já submetida.</p>
<p>&#8220;Em articulação com o Instituto para o Ensino Superior, assegura-se que nenhum aluno será impedido de apresentar candidatura à 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior por um atraso na divulgação do resultado do pedido de reapreciação ou na emissão da ficha ENES&#8221;, acrescenta o comunicado do JNE.</p>
<p>Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, mas o processo registou várias falhas técnicas, obrigando ao adiamento por alguns dias da divulgação das notas.</p>
<p>Apesar destes atrasos, o Ministério manteve os calendários de candidatura da 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que terminou na quinta-feira e cujos resultados serão divulgados no dia 23 de agosto.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799678]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Revolut obteve licença bancária em França</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 17:49:19 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[revolut]]></category>
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					<description><![CDATA[A Revolut obteve uma licença bancária para operar em França, após uma avaliação do regulador local e do Banco Central Europeu, adiantou hoje a instituição, em comunicado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Revolut obteve uma licença bancária para operar em França, após uma avaliação do regulador local e do Banco Central Europeu, adiantou hoje a instituição, em comunicado.</p>
<p>&#8220;O Revolut Bank S.A. (RBSA) obteve uma licença bancária total, na sequência de uma avaliação conjunta da Autorité de Contrôle Prudentiel et de Résolution (ACPR) e do Banco Central Europeu (BCE), com a decisão formalmente adotada pelo Conselho do BCE, num marco histórico para a expansão europeia da Revolut&#8221;, adiantou.</p>
<p>A Revolut lembrou que &#8220;já presta serviços a cerca de 30 milhões de clientes na Europa Ocidental, dos quais quase oito milhões aderiram apenas em 2025&#8221;, apontando que a licença bancária francesa &#8220;reforça a posição do grupo como um dos maiores bancos de retalho da Europa&#8221;.</p>
<p>O grupo salientou que a entidade lituana da Revolut, Revolut Bank UAB, &#8220;continua a ser um pilar das operações do grupo, com ambas as entidades supervisionadas pelo Banco Central Europeu&#8221;.</p>
<p>No último ano, a empresa &#8220;comprometeu-se a investir mais de mil milhões de euros&#8221; na Europa e &#8220;está a contratar mais de 600 pessoas nos seus mercados da Europa Ocidental&#8221;, confirmando a abertura, em 2027, da sua nova sede para esta zona, em Paris, recordou.</p>
<p>No comunicado, o Revolut Bank S.A. disse que &#8220;começará progressivamente a prestar serviços aos clientes em toda a Europa, começando por França, seguindo-se outros mercados europeus, incluindo Alemanha, Irlanda, Itália, Portugal e Espanha, em fases posteriores&#8221;.</p>
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		<title>Julho foi o mês mais quente nos EUA e na UE metade do solo está seco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 17:48:25 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A temperatura média nos EUA atingiu os 24,9 graus celsius em julho, um recorde, pelo menos desde 1895, e na União Europeia metade do solo encontra-se seco.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A temperatura média nos EUA atingiu os 24,9 graus celsius em julho, um recorde, pelo menos desde 1895, e na União Europeia metade do solo encontra-se seco. </p>
<p>Segundo dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), julho foi o mês mais quente nos EUA, uma análise que excluiu o Alasca e o Havai, com a temperatura média no valor mais elevado desde que se iniciaram as medições, em 1895. </p>
<p>Já na União Europeia (UE), metade do solo está seco e este foi o segundo mês de julho mais seco desde que há registo, segundo dados do programa Copernicus, que se baseiam em observações de satélite e combinam três parâmetros: precipitação, humidade do solo e estado da vegetação. </p>
<p>Em particular, 95% da França metropolitana e 99% da Suíça foram afetadas pela seca, revelaram dados do Observatório Europeu da Seca. </p>
<p>Destacam-se também países como a Hungria (94%), Eslovénia (93%) e Áustria (91%).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799672]]></sapo:autor>
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		<title>Quer fotografar o eclipse com o telemóvel? Saiba como fazê-lo sem danificar a câmara</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 17:46:53 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[eclipse solar]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O eclipse solar total desta quarta-feira promete levar milhões de pessoas a olhar para o céu — e muitas delas terão o telemóvel na mão para tentar guardar uma fotografia ou um vídeo do fenómeno. Mas há um risco que pode passar despercebido: apontar diretamente a câmara para o Sol sem proteção adequada pode provocar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O eclipse solar total desta quarta-feira promete levar milhões de pessoas a olhar para o céu — e muitas delas terão o telemóvel na mão para tentar guardar uma fotografia ou um vídeo do fenómeno. Mas há um risco que pode passar despercebido: apontar diretamente a câmara para o Sol sem proteção adequada pode provocar danos permanentes no equipamento.</p>
<p>O alerta é destacado pelo &#8216;El Economista&#8217;, que recorda as recomendações do Instituto Geográfico Nacional (IGN) de Espanha. Tal como os olhos precisam de proteção própria para observar o eclipse, também as câmaras devem ser protegidas quando são apontadas diretamente ao Sol.</p>
<p>“Não devemos esquecer o risco que esta prática acarreta tanto para as pessoas como para os equipamentos fotográficos e, portanto, devem ser tomadas precauções extremas”, alerta o IGN, citado pelo jornal espanhol.</p>
<p><strong>O risco não é apenas para os olhos</strong></p>
<p>A principal recomendação para observar um eclipse é conhecida: nunca olhar diretamente para o Sol sem óculos apropriados e certificados para esse efeito. A exposição sem proteção adequada pode provocar lesões oculares graves e permanentes.</p>
<p>Mas quem pretenda fotografar o fenómeno também deve ter cuidados específicos.</p>
<p>Segundo explica o &#8216;El Economista&#8217;, a exposição direta e prolongada à intensa radiação solar pode danificar componentes sensíveis da câmara do smartphone. Por isso, não basta colocar os óculos de eclipse e apontar o telefone ao céu como numa fotografia normal.</p>
<p>A recomendação passa por colocar diante da lente um filtro solar adequado e certificado para observação direta do Sol, nomeadamente em conformidade com a norma ISO 12312-2.</p>
<p><strong>Quando pode retirar o filtro?</strong></p>
<p>Há uma exceção, mas apenas para quem estiver numa zona onde o eclipse seja verdadeiramente total.</p>
<p>Durante a fase exata da totalidade, quando o disco solar estiver completamente coberto pela Lua, o filtro pode ser retirado. Contudo, deve voltar a ser colocado assim que a primeira parte da superfície brilhante do Sol reaparecer.</p>
<p>Esta distinção é particularmente importante porque quem estiver fora da faixa de totalidade não terá esse período de segurança: num eclipse parcial, mesmo que reste apenas uma pequena fração do Sol visível, continua a ser necessária proteção.</p>
<p><strong>Como conseguir melhores fotografias</strong></p>
<p>Além de proteger a câmara, há alguns ajustes que podem melhorar significativamente o resultado das imagens captadas com um smartphone.</p>
<p>O flash deve ser desligado, já que não terá qualquer utilidade para fotografar um objeto a cerca de 150 milhões de quilómetros e poderá apenas incomodar quem estiver por perto.</p>
<p>Também é aconselhável bloquear o foco e a exposição. Na maioria dos smartphones, isso pode ser feito tocando no objeto no ecrã e mantendo o dedo pressionado até surgir o bloqueio AE/AF ou uma indicação semelhante.</p>
<p>Depois, deve reduzir-se a exposição. Diminuir a quantidade de luz captada pelo sensor ajuda a evitar que o Sol apareça simplesmente como uma mancha branca e sobre-exposta, permitindo registar melhor as diferentes fases do eclipse.</p>
<p>Existem ainda aplicações que permitem controlar manualmente parâmetros da câmara, embora as opções disponíveis dependam do sistema operativo e do modelo do smartphone.</p>
<p><strong>Primeiro proteger, depois fotografar</strong></p>
<p>A tentação de conseguir a fotografia perfeita não deve levar a improvisações. O IGN recomenda precauções acrescidas tanto na observação como na utilização de equipamento fotográfico durante o fenómeno.</p>
<p>E há uma regra particularmente simples para esta quarta-feira: os óculos certificados destinam-se a proteger os olhos; para a câmara, é necessário garantir igualmente que existe um filtro solar adequado diante da lente enquanto qualquer parte da superfície brilhante do Sol permanecer visível.</p>
<p>Assim, antes de procurar o melhor enquadramento para uma das fotografias mais raras do ano, convém preparar também o equipamento. O eclipse dura apenas alguns minutos; os danos numa câmara podem ficar para sempre.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799671]]></sapo:autor>
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		<title>Euro baixa mas segura-se na barreira dos 1,15 dólares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 17:23:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Euro]]></category>
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					<description><![CDATA[O euro caiu hoje, mas manteve-se na barreira dos 1,15 dólares, dia em que o Irão considerou que o acordo de defesa entre a Arábia, Paquistão e Turquia constitui uma mudança de perceção em relação aos EUA.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O euro caiu hoje, mas manteve-se na barreira dos 1,15 dólares, dia em que o Irão considerou que o acordo de defesa entre a Arábia, Paquistão e Turquia constitui uma mudança de perceção em relação aos EUA. </p>
<p>Às 18:00 (hora de Lisboa), o euro seguia a 1,1547 dólares, quando na sexta-feira, pela mesma hora, negociava a 1,1559 dólares. </p>
<p>O euro também baixou em comparação com a libra, mas avançou relativamente ao iene. </p>
<p>O Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio de referência do euro em 1,1555 dólares. </p>
<p>Na sessão de hoje, o euro oscilou entre 1,1544 e 1,1565 dólares. </p>
<p>O Irão considerou hoje o acordo de defesa mútua assinado na sexta-feira pela Arábia Saudita, Paquistão e Turquia como &#8220;uma mudança de perceção&#8221; na região em relação aos Estados Unidos, e desvalorizou que vise Teerão.</p>
<p>&#8220;Os países da região aperceberam-se de que a segurança não é uma mercadoria que se compra àqueles que fazem falsas promessas&#8221;, declarou o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baghaei, numa referência aos Estados Unidos, aliado dos países signatários do pacto.</p>
<p>Os países do golfo Pérsico, anteriormente considerados como oásis de estabilidade no Médio Oriente, têm sido regularmente visados pelo Irão em retaliação pela guerra que lhe foi lançada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.</p>
<p>O regime da República Islâmica alega que o alvo dos seus ataques são os interesses norte-americanos nos países do golfo, em particular as bases militares.</p>
</p>
<p>Divisas&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..hoje&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.sexta-feira</p>
</p>
<p>Euro/dólar&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..1,1547&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..1,1559</p>
</p>
<p>Euro/libra&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..0,85447&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;0,85646</p>
</p>
<p>Euro/iene&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.183,64&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.182,00</p>
</p>
<p>Dólar/iene&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;159,03&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.157,45</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799662]]></sapo:autor>
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		<title>Ventura diz que decisão de Melo de o processar revela que Governo &#8220;reage mal ao escrutínio&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 17:23:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[André Ventura]]></category>
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		<category><![CDATA[Nuno Melo]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente do Chega afirmou hoje que a decisão do ministro da Defesa de o processar, bem como ao deputado Pedro Frazão, demonstra "opacidade e arrogância" e revela que o Governo "reage mal ao escrutínio".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente do Chega afirmou hoje que a decisão do ministro da Defesa de o processar, bem como ao deputado Pedro Frazão, demonstra &#8220;opacidade e arrogância&#8221; e revela que o Governo &#8220;reage mal ao escrutínio&#8221;.</p>
<p>Em comunicado, o líder do Chega, André Ventura, afirma ter sabido &#8220;com enorme estupefação da intenção do ministro da Defesa de intentar um processo judicial&#8221; ao que disse ser a intenção do partido de &#8220;escrutinar o negócio de quatro mil milhões de euros para a compra de três fragatas, recentemente concretizado pelo Governo português&#8221;.</p>
<p>&#8220;Esta ação revela como este executivo reage mal ao escrutínio democrático e às questões de transparência, quer da oposição, quer da comunicação social, o que demonstra um claro sinal de opacidade e arrogância&#8221;, considera Ventura.</p>
<p>Em causa, está a decisão do ministro da Defesa, Nuno Melo, de processar judicialmente o presidente do Chega, André Ventura, o deputado Pedro Frazão e o jornal 24Horas devido a declarações e a uma notícia sobre a aquisição de três fragatas a Itália.</p>
<p>Num comunicado divulgado hoje, o Ministério da Defesa Nacional acusa os dois dirigentes do Chega de, em vídeos publicados nas redes sociais, terem ultrapassado &#8220;todos os limites do combate político&#8221;, sustentando que &#8220;mentiram premeditadamente, deturparam factos e fizeram afirmações gravemente lesivas do bom nome, honra e consideração&#8221; do ministério.</p>
<p>A polémica teve origem numa notícia publicada na sexta-feira pelo jornal &#8216;online&#8217; 24Horas sobre a aquisição de três fragatas ao fabricante italiano Fincantieri, por 3,9 mil milhões de euros, na qual é referido que um alegado afastamento da empresa portuguesa NTG, que participaria como intermediária da operação, levou a uma perda, para essa empresa, de 90 milhões de euros em comissões.</p>
<p>O presidente do Chega escreve agora que o ministro Nuno Melo &#8220;pode colocar os processos judiciais que entender, mas há questões que têm de ser respondidas&#8221;.</p>
<p>&#8220;Como se chegou a este valor? Foram ou não pagas comissões e a quem? Porque foram alterados subitamente os termos do contrato? Porque fugiu o Governo a dar explicações numa área tão sensível?&#8221;, elenca.</p>
<p>André Ventura diz que &#8220;estes e outros esclarecimentos vão ser exigidos, pois Portugal não aguenta outro escândalo tipo &#8216;submarinos&#8217; nas suas contas públicas de Defesa&#8221;, acrescentando que &#8220;o Governo deve governar, mas também tem de se habituar a ser escrutinado&#8221;.</p>
<p>Esta tarde, o Grupo Parlamentar do Chega já tinha questionado o Governo sobre o valor global da aquisição das três fragatas FREMM EVO, o que está incluído nos 3,9 mil milhões de euros anunciados e as razões para o aumento do preço destas fragatas face aos cerca de três mil milhões de euros que tinham sido associados a esta operação em dezembro de 2025.</p>
<p>Os deputados o Chega pediram ainda esclarecimento sobre os critério que levaram à escolha da solução italiana e se o Governo teve conhecimento da existência de uma comissão de intermediação de cerca de 90 milhões de euros (como noticiado pelo 24Horas).</p>
<p>Sobre essa comissão, em comunicado, o Ministério da Defesa sustentou que este processo decorre entre o Estado português e o italiano, &#8220;não com empresas&#8221;, e que &#8220;nenhuma empresa portuguesa participou alguma vez, um dia que fosse, no processo aquisitivo que envolveu o Estado português e o Estado Italiano&#8221;.</p>
<p>Em relação à compra destas fragatas, também o PS enviou perguntas a Nuno Melo através da Assembleia da República sobre &#8220;uma das maiores aquisições de equipamento militar realizadas por Portugal nas últimas décadas&#8221;.</p>
<p>&#8220;Todavia, até ao momento, permanecem por esclarecer aspetos essenciais sobre a concretização destes objetivos. Em particular, não são conhecidos os compromissos assumidos relativamente ao nível de participação da indústria portuguesa na construção, integração de sistemas, manutenção e sustentação das fragatas, nem os mecanismos que permitirão assegurar que este investimento produza um retorno efetivo para o tecido empresarial nacional ao longo de todo o ciclo de vida dos navios, estimado em mais de 30 anos&#8221;, refere.</p>
<p>Os socialistas querem saber quais as empresas nacionais que poderão participar no programa, quais as áreas tecnológicas abrangidas pela anunciada transferência de tecnologia e qual o papel que será desempenhado pelo Arsenal do Alfeite na manutenção, modernização e apoio logístico destas plataformas.</p>
</p>
<p>TS/JF // JPS</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799660]]></sapo:autor>
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		<title>Prédios a desabar, igrejas destruídas e ruas em pânico: as imagens do sismo de 7.4 na Colômbia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 17:21:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Colômbia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[sismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Sismo foi sentido muito para além das fronteiras colombianas, chegando ao Panamá, Venezuela e Equador]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um poderoso sismo de magnitude 7.4 atingiu a Colômbia esta segunda-feira, deixando pelo menos 22 mortos e um rasto de destruição em várias cidades do país. Edifícios desabaram, igrejas e outras estruturas sofreram danos e pelo menos sete aeroportos foram afetados pelo abalo.</p>
<p>Segundo o &#8217;20 Minutos&#8217;, o sismo foi sentido muito para além das fronteiras colombianas, chegando ao Panamá, Venezuela e Equador. Milhares de vídeos começaram entretanto a circular nas redes sociais, mostrando alguns dos momentos de maior tensão e a dimensão dos estragos, vários deles confirmados pelas autoridades.</p>
<p>Cali e Pereira estão entre as cidades mais afetadas.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="es" dir="ltr">🔴 <a href="https://x.com/hashtag/AHORA?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#AHORA</a> | Un terremoto de magnitud 7,4 sacudió el departamento del Chocó, en el oeste de Colombia, dejando al menos un muerto, diez heridos y tres personas desaparecidas, según reportaron las autoridades locales. <a href="https://t.co/khBiPB9ZiW">pic.twitter.com/khBiPB9ZiW</a></p>
<p>&mdash; Mundo en Conflicto 🌎 (@MundoEConflicto) <a href="https://x.com/MundoEConflicto/status/2086818955151257627?ref_src=twsrc%5Etfw">August 10, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p><strong>Pelo menos 20 estruturas afetadas em Cali</strong></p>
<p>Em Cali, cidade que três dias antes tinha recebido a tomada de posse do novo presidente, Alberto de la Espriella, pelo menos 20 edifícios sofreram danos graves, de acordo com o presidente da Câmara, Alejandro Eder.</p>
<p>&#8220;Temos atualmente pelo menos 20 estruturas desabadas em Cali, com pessoas presas nos escombros&#8221;, afirmou o autarca, garantindo que os diferentes serviços de emergência estavam mobilizados para responder à situação.</p>
<p>Entre os edifícios atingidos encontra-se o motel Molino Rojo, situado na Rodovia Sudeste, que praticamente colapsou.</p>
<p>Também foram registados danos em fachadas de edifícios no centro da cidade e nas proximidades das Cortes Pan-Americanas.</p>
<p>No bairro de Capri, chegaram igualmente relatos de pessoas presas nos escombros de um edifício que desabou. Uma situação semelhante foi registada na Avenida Roosevelt, onde outra estrutura ficou reduzida a escombros.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="es" dir="ltr">Pereira, Cali,Manizales , armenia y Chocó los lugares de mayor afectación por el terremoto en Colombia ( imágenes del aeropuerto de Pereira ) <a href="https://t.co/z3soRkG2Bb">pic.twitter.com/z3soRkG2Bb</a></p>
<p>&mdash; Darcy Quinn (@darcyquinnr) <a href="https://x.com/darcyquinnr/status/2086805834600722528?ref_src=twsrc%5Etfw">August 10, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p><strong>Igreja parcialmente destruída em Pereira</strong></p>
<p>Pereira foi outra das cidades fortemente atingidas.</p>
<p>Imagens divulgadas após o sismo mostram o pico central da igreja de San José de Pereira a desfazer-se durante o abalo, enquanto várias pessoas que se encontravam na rua tentavam agarrar-se a uma motocicleta da polícia e a outros objetos para se manterem de pé.</p>
<p>Noutro vídeo gravado na cidade é possível observar parte da fachada de um hotel destruída.</p>
<p>Os estragos estenderam-se a Manizales, capital do departamento de Caldas, onde foram registados desabamentos de edifícios. A catedral da cidade também sofreu danos numa das suas duas torres, que cedeu parcialmente, embora não tenha colapsado.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="es" dir="ltr">🇨🇴 | URGENTE: Momento del derrumbe de un edificio de 3 pisos tras el terremoto de magnitud 7,4 en Pereira, Colombia. <a href="https://t.co/r3v2lW5pU3">pic.twitter.com/r3v2lW5pU3</a></p>
<p>&mdash; Alerta News 24 (@AlertaNews24) <a href="https://x.com/AlertaNews24/status/2086811543862210722?ref_src=twsrc%5Etfw">August 10, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p><strong>Feridos e edifícios destruídos em Quibdó</strong></p>
<p>Também Quibdó, capital do departamento de Chocó, registou danos significativos.</p>
<p>&#8220;Acabámos de viver um grave evento sísmico no departamento de Chocó. Embora o epicentro tenha sido em San José del Palmar, há feridos e danos graves em edifícios na capital, Quibdó&#8221;, escreveu nas redes sociais a governadora de Chocó, Nubia Carolina Córdoba.</p>
<p>Imagens divulgadas nas redes sociais mostram vários edifícios parcial ou totalmente destruídos em diferentes bairros da cidade e pessoas a correr pelas ruas depois do forte abalo.</p>
<p><strong>Sete aeroportos afetados</strong></p>
<p>O sismo provocou ainda perturbações significativas no transporte aéreo colombiano.</p>
<p>Segundo a Autoridade de Aeronáutica Civil da Colômbia, Aerocivil, pelo menos sete aeroportos foram afetados.</p>
<p>Numa primeira avaliação, a entidade identificou problemas nos aeroportos de Pereira, Manizales, Quibdó, Armenia, Cartago e Buenaventura.</p>
<p>&#8220;Por razões de segurança, as operações aéreas nestes terminais permanecem suspensas até que sejam avaliados os danos estruturais nas infraestruturas&#8221;, informou a Aerocivil.</p>
<p>Posteriormente, as autoridades acrescentaram à lista o Aeroporto Internacional Alfonso Bonilla Aragón, que serve Cali, elevando para sete o número de aeroportos afetados.</p>
<p>Com as operações de busca e salvamento ainda em curso e várias estruturas por avaliar, o balanço das consequências do sismo permanecia em atualização.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799659]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Europa endurece política migratória após crise de Ceuta: estes são os países que querem apertar ainda mais as fronteiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 17:04:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Ceuta]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Migrações]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[União europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[Crise migratória de Ceuta voltou a colocar a política de imigração no centro do debate europeu e tornou mais visível uma tendência que já vinha a ganhar força em vários Estados-membros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A crise migratória de Ceuta voltou a colocar a política de imigração no centro do debate europeu e tornou mais visível uma tendência que já vinha a ganhar força em vários Estados-membros: maior controlo das fronteiras, mais deportações, procedimentos de asilo acelerados e a possibilidade de enviar migrantes para centros de repatriamento instalados fora da União Europeia.</p>
<p>A mudança atravessa governos de diferentes famílias políticas. Itália, Alemanha, Dinamarca, Finlândia, Polónia e Grécia estão entre os países que têm defendido ou aplicado medidas mais restritivas, enquanto França, apesar de ter recusado juntar-se às críticas dirigidas a Espanha depois da crise de Ceuta, também discute formas de limitar a imigração.</p>
<p>Segundo o &#8217;20 Minutos&#8217;, o movimento ganhou novo impulso depois da entrada de dezenas de milhares de migrantes em Ceuta. Vinte e dois Estados-membros enviaram então uma carta a Bruxelas a pedir uma reunião urgente dos ministros do Interior, numa iniciativa liderada por Itália, Alemanha e Dinamarca. Portugal, França, Luxemburgo e Irlanda foram os únicos países que não subscreveram o documento.</p>
<p>A carta apontava ainda as regularizações em Espanha como um possível &#8220;fator de atração&#8221; para novos fluxos migratórios, colocando pressão sobre o Governo de Pedro Sánchez.</p>
<p><strong>Itália e Dinamarca querem centros fora da UE</strong></p>
<p>Giorgia Meloni e Mette Frederiksen, primeiras-ministras de Itália e Dinamarca, respetivamente, estão entre as principais defensoras de uma política europeia mais restritiva.</p>
<p>Apesar de pertencerem a famílias políticas distintas, ambas defendem deportações mais rápidas e a criação de centros de repatriamento de migrantes em países terceiros.</p>
<p>A Dinamarca antecipou parte deste debate. Em 2021, aprovou legislação que permitia enviar requerentes de asilo para países terceiros, tendo o Ruanda sido apontado como possível destino. O projeto nunca chegou a concretizar-se.</p>
<p>Itália avançou posteriormente por outro caminho. No final de 2023, Meloni assinou um acordo com o primeiro-ministro albanês, Edi Rama, e no ano seguinte foram construídos dois centros na Albânia, em Shëngjin e Gjadër.</p>
<p>O funcionamento destas estruturas, contudo, esbarrou em sucessivas decisões judiciais e os centros permanecem praticamente sem utilização, enquanto se aguarda uma decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia.</p>
<p><strong>Alemanha reforçou controlos e deportações</strong></p>
<p>A mudança é particularmente significativa na Alemanha.</p>
<p>Em 2015, durante a crise dos refugiados provocada sobretudo pela guerra na Síria, o país liderado por Angela Merkel recebeu um elevado número de pessoas que procuravam proteção na Europa.</p>
<p>Mais de uma década depois, a imigração tornou-se um dos principais temas políticos alemães.</p>
<p>O Governo de Friedrich Merz reforçou os controlos fronteiriços e aumentou as deportações. Em 2025, segundo os dados citados pelo &#8217;20 Minutos&#8217;, a Alemanha deportou mais de 20 mil pessoas e retomou os voos de deportação para o Afeganistão.</p>
<p>Apesar de integrar o Espaço Schengen, Berlim mantém igualmente controlos em algumas das suas fronteiras terrestres, incluindo com Polónia, República Checa e Áustria.</p>
<p><strong>Dinamarca tornou-se um dos países mais restritivos</strong></p>
<p>Também a Dinamarca percorreu um caminho significativo desde a crise migratória de 2015.</p>
<p>Governado atualmente pelos sociais-democratas, o país adotou algumas das políticas migratórias mais restritivas da Europa, tanto relativamente aos requerentes de asilo como à imigração económica.</p>
<p>A aproximação entre Frederiksen e Meloni tornou-se, aliás, um exemplo de como o endurecimento das políticas migratórias já não está limitado aos partidos tradicionais da direita europeia.</p>
<p><strong>Polónia aponta o seu modelo a Espanha</strong></p>
<p>A Polónia também reclama uma abordagem mais dura.</p>
<p>Donald Tusk defendeu que Espanha deveria seguir o exemplo polaco para proteger o Espaço Schengen, destacando os milhares de milhões de euros investidos pelo país no reforço da fronteira com a Bielorrússia, onde foram mobilizados militares, polícias e guardas de fronteira e construídas barreiras.</p>
<p>Na Finlândia, a ministra do Interior, Mari Rantanen, acusou diretamente Espanha de ter &#8220;falhado completamente&#8221; na proteção da fronteira externa do Espaço Schengen durante a crise de Ceuta.</p>
<p>Helsínquia conhece igualmente a pressão sobre as fronteiras externas da União: em 2023, fechou a fronteira com a Rússia, acusando Moscovo de instrumentalizar os fluxos migratórios.</p>
<p><strong>Grécia também quer centros de retorno em África</strong></p>
<p>A Grécia está igualmente entre os países interessados na criação de centros de retorno fora da União Europeia.</p>
<p>Em fevereiro, Atenas anunciou que trabalhava com Alemanha, Dinamarca, Países Baixos e Áustria num projeto para instalar em África centros destinados a migrantes cujos pedidos de asilo tenham sido recusados na UE.</p>
<p>Segundo os números citados pelo 20 Minutos, entre 40 mil e 50 mil migrantes chegam anualmente à Grécia e aproximadamente metade obtém asilo. O país realiza cerca de seis mil repatriamentos por ano.</p>
<p><strong>França ficou fora da carta dos 22, mas também discute restrições</strong></p>
<p>França assumiu uma posição diferente durante a crise de Ceuta.</p>
<p>Paris foi um dos quatro governos que não subscreveram a carta dirigida a Bruxelas e ofereceu ajuda a Espanha, invocando &#8220;solidariedade e eficácia&#8221;.</p>
<p>Isso não significa, porém, que o Governo francês rejeite políticas migratórias mais restritivas.</p>
<p>Em maio, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, admitiu a possibilidade de suspender durante três anos a entrada de imigrantes, incluindo por vias legais, argumentando que França teria atingido o limite da sua capacidade de &#8220;integração e assimilação&#8221;.</p>
<p><strong>Parlamento Europeu aprova regras mais duras para os retornos</strong></p>
<p>A mudança não ocorre apenas ao nível dos Governos nacionais.</p>
<p>A 17 de junho, o Parlamento Europeu aprovou o novo Regulamento de Retornos por 418 votos a favor, 218 contra e 30 abstenções.</p>
<p>A legislação contou com votos do Partido Popular Europeu, Conservadores e Reformistas Europeus, Patriotas pela Europa, Europa das Nações Soberanas e parte do grupo liberal Renovar a Europa.</p>
<p>Socialistas e Democratas e A Esquerda votaram maioritariamente contra.</p>
<p>A eurodeputada portuguesa Ana Catarina Mendes alertou que o regulamento poderá &#8220;normalizar práticas juridicamente questionáveis&#8221; que seriam impensáveis na União Europeia há poucos anos.</p>
<p>Em sentido contrário, Tomas Tobé, do PPE, defendeu que a Europa deve conseguir decidir &#8220;quem entra, quem fica e quem deve voltar&#8221;.</p>
<p><strong>Próxima batalha será sobre centros de repatriamento</strong></p>
<p>O Regulamento de Retornos pretende substituir a diretiva atualmente em vigor desde 2008 e criar um sistema comum diretamente aplicável aos 27 Estados-membros. O texto aguarda ainda a adoção formal pelo Conselho da União Europeia antes da publicação no Jornal Oficial.</p>
<p>Espanha já manifestou oposição a algumas das medidas, questionando a respetiva legalidade e proporcionalidade, nomeadamente nos casos em que poderão resultar em períodos prolongados de privação da liberdade de migrantes em situação irregular.</p>
<p>Entretanto, o Pacto sobre Migração e Asilo está em vigor desde 12 de junho e prevê, entre outras medidas, procedimentos mais rápidos nas fronteiras externas e um mecanismo de solidariedade entre Estados-membros.</p>
<p>O próximo momento decisivo deverá chegar no outono. É nessa altura que se espera que os líderes europeus discutam a criação dos primeiros centros-piloto de repatriamento de migrantes em países terceiros.</p>
<p>Depois de Ceuta, a discussão europeia já não parece concentrar-se apenas em saber se a política migratória deve mudar. A disputa está cada vez mais em torno de até onde essa mudança deverá ir.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799650]]></sapo:autor>
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		<title>Explicador. Da Ásia ao Ártico: a guerra com o Irão aproxima os rivais de Trump. O que está a mudar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 16:49:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Estreito de Ormuz]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[Quase seis meses depois do início da guerra com o Irão, as consequências já ultrapassam largamente o campo de batalha]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quase seis meses depois do início da guerra com o Irão, as consequências já ultrapassam largamente o campo de batalha. O Estreito de Ormuz continua com o tráfego marítimo muito reduzido, os Estados Unidos consomem importantes reservas de mísseis ofensivos e defensivos e os mercados petrolíferos permanecem condicionados pelo receio de uma nova escalada.</p>
<p>Mas há outra transformação, menos imediata e potencialmente mais duradoura, em curso: o mapa das grandes rotas comerciais e das alianças internacionais começa a mexer.</p>
<p>Numa análise publicada pela &#8216;Newsweek&#8217;, surgem três movimentos particularmente relevantes. A Rússia procura novas ligações terrestres até ao Oceano Índico, a China prepara uma ligação marítima regular à Europa através do Ártico e a Arábia Saudita juntou-se à Turquia e ao Paquistão num novo acordo de defesa coletiva.</p>
<p>São acontecimentos distintos, mas partilham uma lógica: reduzir vulnerabilidades e criar alternativas a rotas, mercados e garantias de segurança demasiado dependentes do Médio Oriente ou de Washington.</p>
<p>O que está, afinal, a acontecer? Quem pode beneficiar? E até que ponto estas mudanças poderão sobreviver à própria guerra?</p>
<p><strong>Porque é que o Estreito de Ormuz é tão importante?</strong></p>
<p>A primeira peça do puzzle está no Golfo.</p>
<p>O Estreito de Ormuz é uma das passagens marítimas mais importantes do planeta para o transporte de energia. A guerra demonstrou novamente até que ponto uma perturbação naquela pequena faixa de mar consegue produzir consequências muito além da região.</p>
<p>Segundo a &#8216;Newsweek&#8217;, o fluxo de navios continua reduzido a uma fração do habitual e os mercados petrolíferos mantêm-se atentos à possibilidade de o frágil abrandamento dos combates terminar.</p>
<p>Para países dependentes destas rotas, o problema é simples: quanto maior a instabilidade, maior o incentivo para encontrar alternativas.</p>
<p>E é precisamente isso que está a acontecer.</p>
<p><strong>O que pretende fazer a Rússia?</strong></p>
<p>Moscovo enfrenta um problema diferente, embora relacionado.</p>
<p>Desde a invasão em grande escala da Ucrânia, os países ocidentais procuraram limitar as receitas russas provenientes das exportações de petróleo e gás através de sucessivos pacotes de sanções, restrições financeiras e limites ao comércio energético.</p>
<p>A Rússia respondeu desviando uma parcela crescente das suas exportações para a Ásia.</p>
<p>China e Índia compraram, em conjunto, mais de 400 mil milhões de dólares em petróleo russo entre fevereiro de 2022 e janeiro de 2026, segundo dados do Centre for Research on Energy and Clean Air citados pela &#8216;Newsweek&#8217;.</p>
<p>Parte desse comércio é transportada pela chamada &#8220;frota sombra&#8221;, uma rede de petroleiros, frequentemente envelhecidos e com estruturas de propriedade pouco transparentes, utilizada para movimentar petróleo russo sujeito a sanções e restrições ocidentais.</p>
<p>Só que também esta solução enfrenta dificuldades crescentes.</p>
<p>Forças britânicas abordaram em junho o petroleiro sancionado &#8216;Smyrtos&#8217; no Canal da Mancha, França intercetou outro navio suspeito de integrar a frota sombra no Mediterrâneo e a União Europeia colocou dezenas de outras embarcações sob sanções.</p>
<p>É aqui que surge uma nova ideia russa: trocar parte da vulnerabilidade marítima por caminhos-de-ferro.</p>
<p><strong>Moscovo quer chegar ao Oceano Índico por terra</strong></p>
<p>Marat Khusnullin, vice-primeiro-ministro russo, revelou que Moscovo pretende estudar ligações ferroviárias permanentes ao Oceano Índico através de países como Afeganistão, Paquistão, Turquemenistão e Irão.</p>
<p>A Rússia já dispõe de alternativas. O Corredor Internacional de Transporte Norte-Sul permite ligar o país ao Índico através do Irão, enquanto a Rota Internacional de Transporte Transcaspiana abre outro caminho pela Ásia Central, mar Cáspio e Cáucaso.</p>
<p>O problema é que também estas ligações apresentam vulnerabilidades.</p>
<p>O Irão encontra-se em guerra e a capacidade ucraniana para realizar ataques a grande distância acrescentou um novo elemento de risco às rotas utilizadas por Moscovo.</p>
<p>A ideia russa é, por isso, multiplicar caminhos.</p>
<p>&#8220;Qualquer opção que permita o acesso à Índia é aceitável&#8221;, resumiu Khusnullin, citado pela &#8216;Newsweek&#8217;.</p>
<p><strong>O que ganharia Putin com estas novas rotas?</strong></p>
<p>Sobretudo redundância.</p>
<p>Se uma rota pode ser bloqueada, sancionada ou atacada, ter três ou quatro alternativas torna o comércio mais resistente.</p>
<p>Uma ligação ferroviária eficiente entre a Rússia e os mercados asiáticos poderia ainda diminuir a exposição de Moscovo às zonas marítimas onde países ocidentais dispõem de maior capacidade de fiscalização.</p>
<p>Há, contudo, uma enorme diferença entre desenhar uma linha num mapa e construir um corredor comercial internacional.</p>
<p>As novas ligações propostas pela Rússia demorariam anos a concretizar, exigiriam investimentos significativos e dependeriam de acordos entre vários países com interesses e situações políticas muito diferentes.</p>
<p>Não são, portanto, uma solução imediata para os problemas económicos russos.</p>
<p>Mas revelam para onde Moscovo está a olhar.</p>
<p><strong>E a China? Está a olhar para norte</strong></p>
<p>Se a Rússia procura chegar ao Índico por terra, a China prepara-se para utilizar de forma mais regular uma rota que durante décadas pareceu demasiado difícil para se transformar numa grande alternativa comercial: o Ártico.</p>
<p>Ao longo da costa setentrional da Rússia encontra-se a Rota Marítima do Norte, com mais de 4.800 quilómetros.</p>
<p>O progressivo recuo do gelo tornou esta passagem mais acessível durante determinados períodos do ano e aumentou o interesse comercial numa ligação entre a Ásia e a Europa que evita o canal do Suez e o mar Vermelho.</p>
<p>Até agora, o tráfego regular era sobretudo constituído por navios russos que transportavam gás natural liquefeito ou metais, além de algumas viagens pontuais entre Rússia e China.</p>
<p>Isso começa a mudar.</p>
<p><strong>China prepara ligação regular à Europa pelo Ártico</strong></p>
<p>Segundo a &#8216;Newsweek&#8217;, a chinesa Sea Legend Shipping prepara o lançamento de um serviço regular entre Ningbo, na China, e Felixstowe, no Reino Unido, com escalas noutros portos chineses e europeus.</p>
<p>A importância estratégica é evidente.</p>
<p>Para Pequim, a rota permite encurtar os tempos de transporte para a Europa e reduzir a dependência de passagens condicionadas pela guerra com o Irão e pela instabilidade no Médio Oriente.</p>
<p>Para Moscovo, também há benefícios.</p>
<p>A Rota Marítima do Norte passa em grande medida pela zona económica exclusiva russa e a Rosatom controla autorizações de trânsito e cobra taxas, incluindo pelos serviços de quebra-gelos prestados aos navios.</p>
<p>Ou seja, quanto maior for a utilização comercial da rota, maior poderá ser a importância económica e estratégica da Rússia no comércio entre a Ásia e a Europa.</p>
<p><strong>A Coreia do Sul também quer experimentar</strong></p>
<p>A China não está sozinha.</p>
<p>Poucos dias depois da partida do navio da &#8216;Sea Legend Shipping&#8217;, a sul-coreana PanStar Line deverá enviar o cargueiro &#8216;PanStar Acro&#8217; numa viagem de demonstração a partir de Busan através da Rota Marítima do Norte.</p>
<p>O objetivo é testar a viabilidade comercial da passagem.</p>
<p>Se estas experiências forem bem-sucedidas e derem origem a serviços regulares, o Ártico poderá assumir um papel muito mais importante nas cadeias logísticas entre a Ásia e a Europa.</p>
<p>Isso não significa que vá substituir Suez.</p>
<p>As condições meteorológicas, o gelo, as necessidades de infraestruturas, os custos de seguros e as limitações sazonais continuam a representar obstáculos importantes.</p>
<p>Mas poderá transformar-se numa alternativa estratégica — e isso, num mundo de conflitos e bloqueios marítimos, tem valor por si só.</p>
<p><strong>O terceiro movimento não é comercial: é militar</strong></p>
<p>Há ainda uma consequência da guerra que se manifesta de forma diferente.</p>
<p>Os ataques iranianos contra bases dos Estados Unidos e infraestruturas energéticas dos países do Golfo obrigaram alguns dos principais aliados de Washington na região a questionar até que ponto podem continuar dependentes exclusivamente da proteção americana.</p>
<p>A Arábia Saudita já deu um passo importante.</p>
<p>A 7 de agosto, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, assinaram o Makkah Joint Defense Agreement.</p>
<p>O princípio central aproxima-se daquele que sustenta a NATO: um ataque armado contra um dos signatários deverá ser encarado como um ataque contra todos.</p>
<p>É uma nova NATO no Médio Oriente?</p>
<p>Ainda não.</p>
<p>O acordo não estabelece publicamente obrigações militares tão detalhadas quanto as existentes na NATO, nem assenta numa estrutura institucional e numa integração militar construídas ao longo de décadas.</p>
<p>Mas o significado político é relevante.</p>
<p>Três importantes potências regionais estão a criar uma garantia coletiva de segurança sem que Washington faça parte da estrutura.</p>
<p>O acordo prevê ainda a possibilidade de outros países aderirem no futuro.</p>
<p>Para a &#8216;Newsweek&#8217;, o movimento poderá representar o início de uma reorganização mais ampla da arquitetura de segurança do Médio Oriente, na qual os países da região procuram garantias complementares às oferecidas pelos Estados Unidos.</p>
<p><strong>O que significa tudo isto?</strong></p>
<p>Nenhuma destas mudanças começou necessariamente com a guerra com o Irão.</p>
<p>A Rússia já procurava desviar o seu comércio para a Ásia devido às sanções ocidentais. A China já demonstrava interesse pelo Ártico. E os países do Golfo já procuravam diversificar as suas relações diplomáticas e militares.</p>
<p>A guerra funciona sobretudo como acelerador.</p>
<p>Expôs a vulnerabilidade de Ormuz, mostrou os riscos de concentrar cadeias logísticas em poucas passagens marítimas e reforçou as dúvidas de alguns aliados sobre até onde chega a proteção dos Estados Unidos.</p>
<p>O resultado é uma procura crescente por alternativas.</p>
<p>Mais caminhos-de-ferro entre a Eurásia e o Índico. Mais navios através do Ártico. Mais relações comerciais entre Rússia e Ásia. E novas estruturas de segurança no Médio Oriente.</p>
<p><strong>O que podemos esperar agora?</strong></p>
<p>No curto prazo, grande parte destas alternativas continuará a ter um peso limitado.</p>
<p>Construir milhares de quilómetros de ferrovia demora anos. Transformar o Ártico numa rota comercial regular exige infraestruturas, navios adequados e condições de navegação favoráveis. E um acordo entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão está ainda muito longe de possuir a estrutura militar da NATO.</p>
<p>A questão mais importante será perceber se estas iniciativas sobrevivem à crise que lhes deu novo impulso.</p>
<p>Se isso acontecer, a consequência da guerra com o Irão poderá revelar-se muito maior do que uma alteração temporária nos preços do petróleo ou no tráfego através de Ormuz.</p>
<p>Poderá acelerar uma tendência que já vinha a ganhar força: um sistema comercial e de segurança internacional com mais rotas alternativas, mais centros de poder e menor dependência das estruturas dominadas pelo Ocidente.</p>
<p>Nesse cenário, a verdadeira mudança não estará apenas no mapa das guerras. Estará também no mapa por onde circulam navios, comboios, mercadorias, energia — e poder.</p>
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		<title>São destinos de sonho, mas conduzir pode ser um pesadelo: estes países têm os automobilistas mais agressivos</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 16:37:43 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[conduçao]]></category>
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		<category><![CDATA[motores]]></category>
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					<description><![CDATA[Num inquérito realizado pela plataforma de aluguer de automóveis 'DiscoverCars.com', 23% dos automobilistas apontaram Itália como o país onde enfrentaram comportamentos erráticos ou agressivos nas estradas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>São alguns dos destinos turísticos mais populares do mundo, mas a experiência pode mudar rapidamente quando chega a altura de pegar no automóvel. Um novo inquérito internacional procurou saber em que países os condutores encontraram mais comportamentos agressivos ou perigosos ao volante — e Itália destaca-se claramente dos restantes.</p>
<p>De acordo com os resultados divulgados pela &#8216;Euronews&#8217;, com base num inquérito realizado pela plataforma de aluguer de automóveis &#8216;DiscoverCars.com&#8217;, 23% dos automobilistas apontaram Itália como o país onde enfrentaram comportamentos erráticos ou agressivos nas estradas.</p>
<p>O resultado coloca o país destacado na primeira posição e contrasta com a imagem de destino de férias associada à gastronomia, arte, paisagens e património.</p>
<p>Importa, contudo, fazer a distinção: o estudo mede as experiências e perceções dos participantes e não dados oficiais sobre acidentes, infrações ou segurança rodoviária. Ou seja, não demonstra que os italianos sejam objetivamente os condutores mais perigosos do mundo.</p>
<p><strong>Reino Unido aparece em segundo lugar</strong></p>
<p>A segunda posição poderá surpreender alguns viajantes.</p>
<p>O Reino Unido foi mencionado por 11% dos participantes, menos de metade do resultado italiano, mas ainda suficiente para ocupar o segundo lugar. Londres destacou-se entre as cidades mais referidas pelos automobilistas.</p>
<p>Os Estados Unidos completam o pódio, com 9%.</p>
<p>França e Austrália aparecem depois, ambas mencionadas por 5% dos participantes, enquanto Espanha e Turquia registaram 4% cada.</p>
<p>O resultado significa que vários dos principais destinos turísticos procurados pelos europeus aparecem também entre aqueles onde os participantes no estudo afirmaram ter encontrado maior agressividade na estrada.</p>
<p><strong>Há uma coisa que irrita mais do que todas as outras</strong></p>
<p>O estudo procurou igualmente perceber quais são os comportamentos ao volante que mais incomodam os automobilistas.</p>
<p>E há um vencedor destacado: não utilizar os indicadores de mudança de direção.</p>
<p>Esta prática foi apontada por 56% dos participantes, tornando-se o comportamento mais irritante entre os analisados.</p>
<p>Logo depois aparece conduzir demasiado próximo do automóvel da frente, mencionado por 46% dos inquiridos.</p>
<p>Conduzir lentamente na faixa destinada à ultrapassagem incomoda 43%, enquanto as travagens bruscas foram apontadas por 20%.</p>
<p>Os resultados mostram, assim, que alguns dos comportamentos aparentemente mais simples — como não utilizar o &#8220;pisca&#8221; — conseguem irritar mais os restantes automobilistas do que manobras potencialmente mais bruscas.</p>
<p><strong>E onde estão as pessoas mais educadas?</strong></p>
<p>A &#8216;Euronews&#8217; cruza estes resultados com outro estudo, desta vez realizado pela empresa de serviços financeiros Remitly, que procurou avaliar a perceção da educação e cortesia em diferentes países — não especificamente ao volante.</p>
<p>Também aqui Itália não ficou particularmente bem classificada.</p>
<p>Entre 25 países analisados, os italianos ficaram na 24ª posição. Apenas a Áustria obteve um resultado inferior.</p>
<p>No extremo oposto encontra-se o Japão, considerado o país mais educado entre os abrangidos pelo estudo. O Canadá surge na segunda posição e o Reino Unido fecha o pódio.</p>
<p>O resultado britânico cria uma curiosa contradição: o Reino Unido aparece simultaneamente entre os países considerados mais educados e como o segundo onde mais participantes no outro inquérito afirmaram ter encontrado comportamentos agressivos ao volante.</p>
<p><strong>Quem se considera mais educado?</strong></p>
<p>Quando os investigadores inverteram a pergunta e pediram aos participantes que avaliassem o seu próprio comportamento, os resultados foram diferentes.</p>
<p>Brasil e Chile lideraram na perceção que os próprios cidadãos têm da sua educação, com uma classificação média de 9,46 pontos em 10.</p>
<p>Seguem-se os participantes indianos, com 9,41, e suecos e franceses, ambos com 9,40.</p>
<p>Curiosamente, os japoneses — cujo país lidera a classificação geral de cortesia — foram bastante mais modestos quando convidados a avaliar o próprio comportamento, atribuindo-se 8,73 pontos em 10.</p>
<p>Os dois estudos medem realidades diferentes e não permitem estabelecer uma relação direta entre cortesia geral e comportamento na estrada. Ainda assim, deixam uma conclusão curiosa para quem prepara uma viagem de automóvel: um país conhecido pela simpatia ou boas maneiras dos seus habitantes não é necessariamente aquele onde os outros condutores dizem sentir-se mais tranquilos ao volante.</p>
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		<title>Drones da Marinha britânica tinham câmaras que “falavam” com a China. Defesa abriu investigação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 16:30:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
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					<description><![CDATA[Descoberta ocorreu durante uma avaliação de cibersegurança de rotina e envolveu câmaras instaladas nos K3 Scout, embarcações autónomas utilizadas para vigilância, proteção de forças e outras operações marítimas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Câmaras instaladas em embarcações não tripuladas utilizadas pela Marinha e pelos Royal Marines britânicos foram detetadas a estabelecer comunicações com um endereço de internet localizado na China, levando o Ministério da Defesa do Reino Unido a investigar uma potencial vulnerabilidade de segurança.</p>
<p>A descoberta ocorreu durante uma avaliação de cibersegurança de rotina e envolveu câmaras instaladas nos K3 Scout, embarcações autónomas utilizadas para vigilância, proteção de forças e outras operações marítimas.</p>
<p>Segundo o &#8216;Kyiv Post&#8217;, que cita uma investigação publicada pelo &#8216;The Telegraph&#8217;, as câmaras estavam a enviar aquilo que é conhecido como comunicações &#8220;heartbeat&#8221; — pequenos sinais utilizados por equipamentos ligados à internet para confirmar que continuam online e operacionais.</p>
<p>O Ministério da Defesa britânico garante, contudo, que não encontrou provas de que informação sensível, sistemas militares ou dados governamentais tenham sido acedidos, comprometidos ou transmitidos para o exterior através destes equipamentos.</p>
<p><strong>Componentes chineses levantaram o alerta</strong></p>
<p>As câmaras continham um pequeno número de componentes fabricados na China e tinham sido fornecidas por uma empresa contratada, segundo a Kraken Technology Group, fabricante britânica responsável pelo K3 Scout.</p>
<p>O fornecedor terá dado garantias de que os equipamentos cumpriam os requisitos de segurança aplicáveis, incluindo normas relacionadas com a legislação dos Estados Unidos que restringe a utilização de determinados equipamentos chineses de telecomunicações e videovigilância em contratos federais.</p>
<p>Foi durante os procedimentos de segurança que surgiu o problema.</p>
<p>Os testes identificaram as comunicações com um endereço na China e a Kraken realizou posteriormente uma auditoria completa em conjunto com a Marinha britânica.</p>
<p>Depois da descoberta, o Ministério da Defesa retirou às câmaras a possibilidade de acesso à internet.</p>
<p>O ministério sublinha que os próprios procedimentos de teste permitiram identificar a potencial vulnerabilidade numa fase inicial e que são realizadas verificações regulares de segurança aos equipamentos e redes militares.</p>
<p><strong>O que poderiam ter filmado?</strong></p>
<p>Apesar de não existirem provas de transferência de informação militar sensível, o tipo de equipamento e os locais onde foi utilizado suscitaram preocupações.</p>
<p>De acordo com o &#8216;The Telegraph&#8217;, existia a possibilidade de as câmaras terem captado imagens de militares britânicos ou informação relacionada com exercícios e operações.</p>
<p>O jornal refere igualmente preocupações de que os equipamentos pudessem ter registado atividade nas proximidades de reuniões reservadas entre responsáveis militares.</p>
<p>Mais sensível ainda é a alegação de que os dispositivos terão armazenado material relacionado com preparativos para um eventual envolvimento britânico numa missão de segurança marítima no Estreito de Ormuz.</p>
<p>Nada na informação divulgada demonstra, porém, que essas imagens tenham sido transmitidas para a China.</p>
<p><strong>Reino Unido comprou 20 destes drones navais</strong></p>
<p>O caso ganha dimensão devido ao papel atribuído aos K3 Scout nas futuras operações da Marinha britânica.</p>
<p>O Reino Unido adquiriu 20 destas embarcações no âmbito do Project Beehive, um programa avaliado em 12,3 milhões de libras, cerca de 14 milhões de euros, destinado a integrar sistemas autónomos nas operações realizadas juntamente com navios de guerra convencionais.</p>
<p>Os Royal Marines utilizam estas embarcações desde março.</p>
<p>O K3 Scout mede 8,4 metros, pode atingir 55 nós — mais de 100 km/h — e, dependendo da missão, permanecer no mar durante até 30 dias.</p>
<p>Pode transportar até 600 quilos de câmaras, sensores e outros equipamentos e foi concebido para desempenhar missões de vigilância, treino e proteção de forças. Está também prevista a possibilidade de utilização destes sistemas em futuras missões de ataque de precisão.</p>
<p><strong>Já participaram em exercícios da NATO</strong></p>
<p>As embarcações foram testadas durante um exercício da NATO no Mar Báltico, em junho de 2025, aumentando a sensibilidade em torno da segurança dos equipamentos instalados a bordo.</p>
<p>A Kraken Technology Group mantém ainda um acordo separado, avaliado em 49 milhões de dólares, com o Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos para desenvolver embarcações de superfície e subaquáticas não tripuladas.</p>
<p>Por enquanto, o incidente não é apresentado pelas autoridades britânicas como um caso comprovado de espionagem.</p>
<p>O que os testes revelaram foi uma comunicação inesperada entre câmaras instaladas em equipamentos militares britânicos e um endereço na China. O acesso à internet foi entretanto removido e o Ministério da Defesa garante não ter encontrado qualquer evidência de que dados sensíveis tenham saído dos canais autorizados.</p>
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