Subida de novos casos obriga Ásia Central a regressar ao confinamento

No caso do Uzbequistão, o país mais populoso da região, o governo decidiu, esta quarta-feira, impor um segundo bloqueio, que vai vigorar entre 10 de julho a 1 de agosto.

Sónia Bexiga

Depois de terem relaxado as medidas de restrição em maio último, os países da Ásia Central estão agora a enfrentar um aumento nos casos da Covid-19 que está a levar aos limites os seus sistemas de saúde, e até mesmo à rutura, noticia a ‘Reuters’, num ponto de situação da pandemia no Quirguistão, Uzbequistão e Cazaquistão.

No caso do Uzbequistão, o país mais populoso da região, o governo decidiu, esta quarta-feira, impor um segundo bloqueio, que vai vigorar entre 10 de julho a 1 de agosto, com o encerramento de todos os centros comerciais, cafés, restaurantes, parques e locais de entretenimento.

O Uzbequistão, com 34 milhões de pessoas, confirmou quase 11 mil casos e apenas 40 mortes, sendo que mais da metade dessas mortes ocorreu nas últimas duas semanas.

Igualmente por um ‘salto’ no números de novos casos de infeção por Covid-10, também o vizinho Cazaquistão impôs um segundo bloqueio, em vigor já desde o dia 5 de julho. As autoridades decidiram converter arenas desportivas, hotéis e outros locais em hospitais temporários, mobilizando estagiários, recém-formados e até médicos que foram expulsos devido a condenações criminais.

Grande parte destas instalações improvisadas existe graças a doações de empresários e voluntários que levantam fundos e organizam o fornecimento de alimentos, equipamentos de proteção, remédios e ventiladores, através das redes sociais.

Continue a ler após a publicidade

As autoridades introduziram ainda o racionamento de medicamentos de maior procura, como o popular paracetamol, um medicamento anti-febre que entretanto, face à escassez, disparou no mercado paralelo.

O Cazaquistão confirmou mais de 51 mil casos de Covid-19 com 264 mortes, sendo que os hospitais estão cheios em algumas das principais cidades.

No atual contexto, destaca-se ainda a situação do Quirguistão. Com uma população de 6,5 milhões de habitantes, registou um aumento acentuado nas infeções por Covid-19 em junho e já confirmou 8.486 casos e 112 mortes.

Continue a ler após a publicidade

O governo do Quirguistão ainda considerou a hipótese de voltar a impor o estado de emergência mas a media não foi consensual e acabou por ser chumbada.

“A reintrodução de restrições difíceis, incluindo a interrupção do trabalho na maioria dos setores da economia, seria devastadora para as empresas e para o bem-estar dos cidadãos”, disse o primeiro-ministro Kubatbek Boronov, esta semana.

 

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.