De toda a costa portuguesa, o concelho de Almada será o mais afectado pelas alterações climáticas e pela subida do nível do mar, alertou à “Renascença” um dos coordenadores do Plano de Adaptação às Alterações Climáticas da Área Metropolitana de Lisboa (AML), Sérgio Barroso.
«Cascais, Oeiras, Sintra, Loures e Odivelas são municípios onde temos mais preocupação, mas o caso mais preocupante é o de Almada», disse o especialista, a propósito da apresentação das conclusões do plano.
Segundo o especialista, há prédios em Almada que vão ter de ser relocalizados devido à subida do nível das águas do mar. «A curto prazo o que mais me inquieta é a questão costeira, nomeadamente o caso de Almada. Temos até compromissos de retirada de algumas áreas edificadas que estão críticas, expostas ao risco de galgamento e inundação. Já está consagrado e inclusivamente o Governo aprovou», referiu.
Sérgio Barroso sublinhou ainda que as «implicações da subida das águas do mar dentro dos estuários do Tejo e das águas do Sado representam um problema para o qual não estamos preparados».
Esta sexta-feira, recorde-se, os 18 municípios da AML assinaram um compromisso de combate às alterações climáticas que se vão sentir nas próximas décadas.
Contudo, no entender de Francisco Ferreira, da Associação ZERO, «esta questão é transversal a todo o território». «Estamos a ver que as casas, as indústrias e a ocupação junto ao mar e nos estuários estão em risco e vai custar muitos milhões para conseguirmos retirar muita da ocupação que essas zonas têm actualmente ou para procurar minimizar esses efeitos», justifica.














