Nicola Sturgeon anunciou a sua renúncia ao cargo de líder do Partido nacional Escocês (SNP) e, consequentemente, demitiu-se como primeira-ministra da Escócia. A notícia caiu como uma bomba, até porque Sturgeon, fervorosa defensora da independência da Escócia, foi quem mais tempo liderou o país, tendo liderado o governo escocês durante oito anos.
No discurso de demissão, Sturgeon recusou apoiar qualquer figura como sucessor, insistindo que não faltam novos talentos para liderar o SNP. Ainda assim, há já alguns nomes que são apontados como favoritos à liderança do partido e ao cargo de primeiro-ministro da Escócia.
John Swinney
O vice-primeiro-ministro é o rosto com mais experiência dentro do partido, tendo já liderado anteriormente o SNP. Tornou-se líder do partido em 2000, depois da demissão de Alex Salmond, mas deixou o lugar em 2004 depois de uma série de maus resultados eleitorais.
Está no Parlamento escocês deste 1999 e, aos 58 anos, seria a escolha mais óbvia para suceder a Sturgeon, tendo sido o seu braço-direito, e perante o percurso reconhecido já trilhado.
A dúvida que permanece é se Swinney está disponível para voltar a estar no cargo de líder do SNP, e que conduzir os destinos da Escócia.
Kate Forbes
A ministra das Finanças escocesa é uma das favoritas na corrida à liderança do partido, tendo visto uma ascensão meteórica na carreira política. Caiu no lugar depois da demissão de Derek Mackay, mas brilhou ao conseguir entregar e apresentar o orçamento escocês em 2020, com poucas horas para se preparar.
Apesar da idade jovem (tem 32 anos) e da carreira parlamentar relativamente curta, o mérito e o profissionalismo são-lhe elogiados, pela ação que teve nos últimos anos.
No entanto, Forbes pode não querer assumir a responsabilidade, já que está de licença de maternidade, após ter dado á luz o primeiro filho.
Angus Robertson
Já ocupou lugares na liderança do SNP anteriormente, liderando o grupo ainda em Westminster, quando era deputado. Deu nas vistas quando o grupo parlamentar do SNP aumentou, em 2015, para 56 deputados, e Robertson entrava várias vezes em conflito com a então primeira-ministra britânica Theresa May.
Depois de perder o lugar em 2017, esteve afastado da política antes de voltar a ser eleito em 2021, ocupando imediatamente o cargo de ministro da Constituição.
Aos 53 anos, muitos acham que vai avançar com uma candidatura e que se vê como bom líder para o SNP, mas não é consensual entre todos os membros do partido.
Humza Yousaf
O ministro da Saúde encabeça a nova geração do SNP, desde que foi eleito para o parlamento escocês em 2022.
Com ampla experiência, já foi ministro dos Transportes, da Europa e da Justiça. Nos últimos anos, marcados pela pandemia, e pela crise no SNS inglês, Yousaf não tido a tarefa facilitada mas é-lhe reconhecido sucesso entre os colegas de partido.
Johanna Cherry
Avogada de profissão, tem sido uma deputada proeminente do SNP em Westminster desde que foi eleita em 2015.
Uma das vozes mais críticas de Sturgeon, particularmente no que respeita às reformas de género, tem ganho seguidores no partido pela divisão. No entanto, continuou no partido e não saiu para o Alba.
A dúvida está em se Cherry, de 56 anos, conseguira controlar o partido sem estar no parlamento escocês, sendo que ainda faltam alguns anos até à próxima eleição no país. Teria que ter um ‘vice’ à altura do desafio, já que o cargo de primeiro-ministro só pode ser ocupado por alguém que tenha o cargo de deputado no parlamento escocês.
Mairi McAllan
Um dos novos rostos em Holyrood, o parlamento escocês. Tem 30 anos e foi eleita em 2021. Mas foi logo escolhida para ministra do Ambiente, e deu nas vistas ao guiar a legislação sobre as mudanças na caça à raposa pelo parlamento.
Foi também conselheira especial de Sturgeon antes de ganhar o próprio lugar.
Apesar de ser consensual, há que lhe aponte alguma falta de experiência e considere que é muito cedo para ascender ao topo no partido.
Neil Gray
Outro recém-chegado ao parlamento escocês, que ganhou lugar depois de abdicar do que tinha no parlamento inglês. Aos 36, deu nas vistas como ministro do Desenvolvimento Internacional, e tem sido elogiado pela forma como respondeu à crise de refugiados resultante da guerra na Ucrânia.
Próximo de Sturgeon e da sua liderança enquanto primeira-ministra, será um dos candidatos de continuidade no SNP.







