Se é dos que sofre de stress e alguma ansiedade com a chegada do período do Natal, saiba que não está sozinho. São muitas as pessoas que ficam nervosas com o acumular de tarefas, compras para fazer, chegada do Final do Ano, gestão de expetativas, o que fazer com os filhos, como organizar a Consoada, entre muitas outras potenciais ‘dores de cabeça’.
O psicólogo Tomás Navarro explica ao ABC que é “normal” o stress natalício, já que todas as tarefas e preparativos podem revelar-se “assoberbadores, um mundo de coisas para fazer”.
Assim, o especialista deixa 4 conselhos para saber lidar com a ansiedade e o stress nesta quadra:
1 – Planeamento o mais rápido possível – O Natal é sempre a 25 de dezembro e, nesse sentido “não precisamos de esperar até os últimos dias para fazer tudo, porque então ficaremos justamente angustiados, seja pela enxurrada de pessoas ou pelas filas nos supermercados ou porque o que precisamos ou o que procuramos foi vendido”, indica o psicólogo.
2 – Faça avaliações e ajuste expetativas – Por vezes os planos que temos não são viáveis e isso causa ansiedade. Podemos querer que tudo corra de forma perfeita mas a verdade é que, “existem inúmeros fatores que não controlamos”. “A chave é ‘wabi sabi’, ou seja, acolher as imperfeições que possam surgir no Natal”, aconselha.
3 – Boqueia o medo antecipado – Há também o contrário de demasiadas expectativas: o receio que tudo corra da pior forma, como o jantar queimas, não haver presentes, uma discussão familiar… Deve, portanto, evitar pensar no que pode correr mal. “Quando antecipamos que o que vai acontecer nestas datas não vai ser bonito, vamos vivenciar tudo com stress ainda antes que aconteça e também teremos aquela sensação de não saber se algo mau realmente vai acontecer”, considera o especialista.
4 – Deixar fluir – Foque-se no que é importante. O que afinal foi melhor? O bacalhau ter saído bem ou ter conseguido juntar toda a família a mesa? O psicólogo aconselha que os anfitriões das festividades não tenham preconceito em delegar tarefas, até porque se estiver de bom-humor “é melhor do que se estiver stressado por passar dias a cozinhar a e a garantir para que esteja tudo bem, e quase não tenha vontade de falar ou sorrir”.














