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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 16 Jul 2026 05:45:02 +0000</lastBuildDate>
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		<title>PM timorense quer reforço de segurança para combater atividades ilegais &#8216;online&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 05:45:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, defendeu hoje um reforço dos serviços de informações e de segurança para continuar a combater as atividades ilegais 'online'.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, defendeu hoje um reforço dos serviços de informações e de segurança para continuar a combater as atividades ilegais &#8216;online&#8217;.</P><br />
<P>&#8220;Já existe uma decisão política para encerrar as operações de jogo &#8216;online&#8217;. Contudo, neste momento, é essencial reforçar os serviços de informações e de segurança para continuar a identificar e capturar os responsáveis&#8221;, afirmou Xanana Gusmão quando questionado sobre o assunto, após o encontro semanal com o Presidente, José Ramos-Horta, no Palácio da Presidência, em Díli.</P><br />
<P>As autoridades policiais de Timor-Leste detiveram nas últimas semanas mais de 300 pessoas, na sua maioria cidadãos da China, do Camboja e da Indonésia, por suspeitas de envolvimento em atividades ilegais &#8216;online&#8217;, sobretudo relacionadas com jogo ilegal e fraude.</P><br />
<P>Em setembro do ano passado, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) alertou para o aumento da presença de redes criminosas em Oecusse, o enclave timorense situado em território indonésio, na ilha de Timor. Segundo o UNODC, investigações recentes demonstram que a região começou a ser influenciada por atividades criminosas organizadas.</P><br />
<P>Na sequência desse alerta público, o Governo de Timor-Leste decidiu cancelar todas as licenças anteriormente concedidas para operações de jogos e apostas &#8216;online&#8217;, bem como suspender a atribuição de novas licenças, devido aos riscos para a segurança e a estabilidade social.</P><br />
<P>Segundo o UNODC, quando redes criminosas digitais se instalam numa determinada região, &#8220;essa região torna-se frequentemente um centro de fraude cibernética, bem como de tráfico de droga e de seres humanos&#8221;.</P><br />
<P>MSE // NCM</P><br />
<P>Lusa / Fim</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789886]]></sapo:autor>
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		<title>Conflitos mantêm Moçambique como exceção humanitária na África austral &#8211; ONU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 05:38:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As Nações Unidas indicaram que Moçambique foi o único país da África austral onde situações de conflito continuaram a gerar necessidades humanitárias no segundo trimestre, numa altura em a região procura recuperar de várias cheias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As Nações Unidas indicaram que Moçambique foi o único país da África austral onde situações de conflito continuaram a gerar necessidades humanitárias no segundo trimestre, numa altura em a região procura recuperar de várias cheias.</P><br />
<P>No relatório regional divulgado hoje pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Moçambique surge como exceção num período em que grande parte dos países da África austral transitou das operações de emergência causadas por cheias e ciclones para iniciativas de recuperação e reconstrução.</P><br />
<P>Enquanto os efeitos dos ciclones que atingiram Madagáscar e Moçambique e das inundações que afetaram mais de 2,6 milhões de pessoas na região diminuíram ao longo do segundo trimestre, o país continuou a enfrentar desafios humanitários associados à insegurança e deslocação de populações.</P><br />
<P>O documento destaca igualmente que a insegurança alimentar, os surtos de doenças, a malnutrição e as limitações de financiamento permanecem entre as principais preocupações humanitárias da África austral, afetando milhões de pessoas, incluindo em Moçambique.</P><br />
<P>Embora o relatório não detalhe os focos de violência no país, as necessidades humanitárias continuam fortemente ligadas à situação de segurança na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, onde decorre uma insurgência armada desde outubro de 2017.</P><br />
<P>A província, rica em reservas de gás natural, permanece no centro das preocupações das autoridades moçambicanas e dos parceiros internacionais devido aos impactos do conflito sobre as populações locais.</P><br />
<P>Dados da organização Projeto de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED, na sigla em Inglês) indicam que apenas nas duas primeiras semanas de junho foram registados 11 eventos violentos em Cabo Delgado, todos atribuídos a extremistas associados ao Estado Islâmico, provocando oito mortos.</P><br />
<P>Segundo a organização, o conflito já causou 6.632 mortos desde o início da insurgência e, dos 2.408 eventos violentos registados desde outubro de 2017, 2.224 envolveram alegados elementos do Estado Islâmico Moçambique.</P><br />
<P>As consequências da violência têm sido particularmente visíveis ao nível dos deslocamentos populacionais, destruição de infraestruturas, interrupção de serviços básicos e dificuldades de acesso a meios de subsistência, fatores que continuam a alimentar necessidades de assistência humanitária em várias zonas do norte do país.</P><br />
<P>Além da insegurança, Moçambique enfrenta desafios ligados à saúde pública e à alimentação. O relatório regional da OCHA refere que a malnutrição aguda continua a ser uma preocupação significativa em vários países, incluindo Moçambique, refletindo os efeitos combinados da seca prolongada, insegurança alimentar e surtos de doenças.</P><br />
<P>A cólera continua igualmente a representar uma ameaça na região. Entre abril e junho, foram reportados mais de 17.000 casos e mais de 200 mortes por cólera em Angola, Maláui, Moçambique, Namíbia, Tanzânia e Zâmbia.</P><br />
<P>O OCHA refere que, apesar de uma ligeira melhoria da segurança alimentar regional, apoiada por precipitação acima da média e pelas colheitas sazonais, cerca de 13,3 milhões de pessoas continuavam em situação de crise ou pior devido aos impactos persistentes da seca de 2023/24, fracas colheitas e preços elevados dos alimentos. </P><br />
<P>A organização alerta que as vulnerabilidades permanecem elevadas em vários países da região da África austral.</P><br />
<P>A maioria destes países avançou para uma fase de recuperação após as cheias registadas no início do ano, embora persistam inundações localizadas em Essuatíni, segundo o OCHA. </P><br />
<P>O relatório destaca ainda que o número de refugiados e requerentes de asilo permaneceu globalmente estável, sem sinais de deterioração significativa dos movimentos populacionais na região durante o segundo trimestre.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789885]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Brasil classifica tarifas dos EUA como &#8220;marco lastimável&#8221; e prepara reação na OMC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 05:31:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo brasileiro classificou hoje como um "marco lastimável" nas relações com os Estados Unidos a decisão de Washington de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo brasileiro classificou hoje como um &#8220;marco lastimável&#8221; nas relações com os Estados Unidos a decisão de Washington de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.</P><br />
<P>O Palácio do Planalto anunciou também que iniciará &#8220;imediatamente&#8221; os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional brasileiro, junto da Organização Mundial do Comércio (OMC) e rejeitou as justificativas apresentadas pelos norte-americanos.</P><br />
<P>A reação foi divulgada pouco tempo depois do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, em inglês) confirmar a aplicação da nova tarifa, que entra em vigor em 22 de julho, com uma lista de exceções.</P><br />
<P>O prazo para Washington decidir se aplicava novas alíquotas contra o Brasil terminava na quarta-feira.</P><br />
<P>Em primeiro de junho, o USTR concluiu uma investigação comercial e acusou o Brasil de &#8220;práticas desleais&#8221; que prejudicam empresas e exportadores norte-americanos, recomendando a taxa de 25% sobre produtos brasileiros.</P><br />
<P>A lista de exceções inclui petróleo e gás, ferro-gusa, alumínio, peças de aviação, insumos farmacêuticos, mel, laranja, suco de laranja, carne bovina, café, entre outros produtos.</P><br />
<P>O USTR também apontou o PIX, decisões da Justiça contra grandes empresas tecnológicas, medidas de combate à corrupção, acesso ao etanol e políticas de combate ao desmatamento como restritivas ao comércio norte-americano.</P><br />
<P>&#8220;As extensas negociações com o Brasil ao longo do último ano não resolveram essas questões, mas continuamos abertos a negociações contínuas com o Brasil para promover as mudanças necessárias nos problemas identificados nesta investigação&#8221;, afirmou o representante comercial Jamieson Greer.</P><br />
<P>Em resposta, o Palácio do Planalto afirmou que &#8220;o dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável&#8221;.</P><br />
<P>Segundo a nota, &#8220;não há justificativa para medidas unilaterais&#8221; contra o Brasil e o Governo &#8220;não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio&#8221;.</P><br />
<P>Brasília citou ainda estatísticas do próprio Governo norte-americano, segundo as quais os Estados Unidos acumularam, nos últimos 15 anos, um superavit de 424,5 mil milhões de dólares (370 mil milhões de euros) no comércio de bens e serviços com o Brasil.</P><br />
<P>&#8220;Em 2025, 76% das importações originárias dos EUA entraram no país sem pagar imposto de importação, e a alíquota média efetivamente aplicada sobre produtos norte-americanos foi de apenas 3,1%&#8221;, informa o comunicado.</P><br />
<P>O Governo lembrou ainda que, nas audiências públicas promovidas pelo USTR na semana passada, 63 das 78 intervenções de representantes do setor privado brasileiro e norte-americano foram contrárias à aplicação das tarifas.</P><br />
<P>Brasília afirmou igualmente que nunca abandonou as negociações e classificou como &#8220;descabidas&#8221; as alegações sobre o PIX e a regulação das plataformas digitais, além de considerar &#8220;absurdas&#8221; as acusações relacionadas com o desmatamento.</P><br />
<P>A nota acrescenta que o Brasil não abdicará de proteger as famílias e as crianças &#8220;contra a ganância de um punhado de tecno-oligarcas&#8221; e que &#8220;a liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade&#8221;.</P><br />
<P>Mais uma vez, o Governo brasileiro voltou a culpar a família Bolsonaro pelo resultado da tarifa, e os chamou &#8220;falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Não se pode amar o Brasil apenas quando vencemos eleições. Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências&#8221;, conclui.</P><br />
<P>A crítica é mais uma reação a fala do pré-candidato presidencial do Brasil Flávio Bolsonaro que sugeriu, durante audiência pública da USTR, que os EUA prorroguem a medida após as eleições gerais de outubro para não ajudar politicamente Lula da Silva, que concorre ao quarto mandato.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789884]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Estado da Nação: Montenegro enfrenta hoje oposição sob pressão dos exames nacionais (e não só)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 05:30:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro, Luís Montenegro, enfrenta esta quinta-feira o último grande debate político antes da interrupção dos trabalhos parlamentares para as férias de verão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro-ministro, Luís Montenegro, enfrenta esta quinta-feira o último grande debate político antes da interrupção dos trabalhos parlamentares para as férias de verão, numa sessão sobre o Estado da Nação que deverá ser amplamente dominada pela crise em torno dos exames nacionais do ensino secundário. O atraso na divulgação das classificações, provocado pelos problemas registados na estreia da correção digital de provas realizadas em papel, transformou-se no principal foco de desgaste político do Governo e promete marcar um debate onde também estarão em discussão a situação económica, a revisão da legislação laboral, a política de habitação e a governação da AD.</p>
<p>Com uma duração prevista de cerca de quatro horas, o debate será aberto por uma intervenção do primeiro-ministro, que poderá prolongar-se por até 30 minutos, sendo igualmente o Governo a encerrar a discussão. Seguir-se-ão os pedidos de esclarecimento dos partidos, pela ordem habitual: Chega, PSD, PS, Iniciativa Liberal, Livre, PCP, CDS-PP, Bloco de Esquerda, PAN e JPP.</p>
<p><strong>Exames nacionais dominam agenda política</strong><br />
O tema que mais deverá ocupar o plenário é a polémica relacionada com os exames nacionais. A introdução do novo sistema de correção digital levou a atrasos na classificação das provas, obrigando o Governo a adiar para sexta-feira a divulgação das notas, situação que originou fortes críticas de praticamente toda a oposição.</p>
<p>Bloco de Esquerda defendeu a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito, enquanto Chega e PCP exigiram um debate de urgência com o ministro da Educação, Fernando Alexandre.</p>
<p>Esse debate foi entretanto agendado para sexta-feira de manhã, após decisão da Conferência de Líderes, embora permaneça por confirmar a presença do ministro da Educação. A oposição considera que a discussão apenas fará sentido se Fernando Alexandre participar pessoalmente.</p>
<p><strong>Montenegro mantém confiança no ministro</strong><br />
Apesar da pressão política, Luís Montenegro reiterou nos últimos dias que mantém total confiança no ministro da Educação.</p>
<p>Na segunda-feira, o chefe do Governo afirmou que existe um aproveitamento político por parte de quem deseja que o processo falhe.</p>
<p>Já na terça-feira à noite, durante uma iniciativa do PSD no distrito de Setúbal, Montenegro assumiu pessoalmente a responsabilidade pela estratégia de simplificação administrativa implementada pelo Executivo.</p>
<p>&#8220;Ponha-se a minha cabeça no cepo&#8221; relativamente ao objetivo da &#8220;guerra à burocracia&#8221;, afirmou o primeiro-ministro, admitindo que poderá ter existido &#8220;alguma falha dos responsáveis políticos e dos serviços&#8221;, mas atribuindo igualmente parte das dificuldades à resistência de alguns professores perante a mudança.</p>
<p>&#8220;Ousámos uma transformação que traz mais transparência, mais fidedignidade e mais rapidez&#8221;, afirmou Montenegro, acrescentando que &#8220;este caminho é para percorrer&#8221; e garantindo que o Governo será capaz de concluir o processo &#8220;sem causar qualquer prejuízo a ninguém&#8221;.</p>
<p><strong>IL falhou tentativa de adiar debate</strong><br />
A polémica dos exames levou também a Iniciativa Liberal a pedir o adiamento do debate do Estado da Nação para os dias 22 ou 23 de julho, defendendo que primeiro deveriam ser conhecidos os resultados dos exames e realizados os debates de urgência sobre a situação.</p>
<p>O requerimento foi rejeitado pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco.</p>
<p>No despacho, Aguiar-Branco considerou que o pedido não tinha enquadramento constitucional nem regimental, lembrando que o calendário parlamentar já estava definido e que o plenário apenas funcionará até 17 de julho, ficando os dias seguintes reservados aos trabalhos das comissões parlamentares.</p>
<p>O presidente do Parlamento sustentou igualmente que alterar agora a data obrigaria à reabertura do acordo institucional previamente estabelecido entre a Assembleia da República e o Governo relativamente ao calendário do debate.</p>
<p><strong>Liberais falam num &#8220;elefante na sala&#8221;</strong><br />
A decisão mereceu duras críticas da Iniciativa Liberal.</p>
<p>Num comunicado, o partido classificou a recusa como &#8220;caricata&#8221;, argumentando que o debate decorrerá &#8220;com um elefante na sala&#8221; e que, por isso, &#8220;perde validade política&#8221;.</p>
<p>Para os liberais, discutir o Estado da Nação antes de serem conhecidas as classificações dos exames nacionais impede um escrutínio completo da atuação do Governo numa das principais crises políticas das últimas semanas.</p>
<p>A IL defende ainda que o tema da Educação deveria merecer um debate próprio, permitindo esclarecer o sucedido e responder às preocupações de alunos, famílias e professores.</p>
<p><strong>Economia e finanças públicas também entram no confronto</strong><br />
Além da Educação, o debate deverá refletir o agravamento do contexto económico relativamente ao vivido há um ano.</p>
<p>O Governo já admitiu a possibilidade de Portugal registar um pequeno défice orçamental em 2026, justificando esse cenário com os impactos da guerra no Médio Oriente e das tempestades que atingiram o país durante o inverno.</p>
<p>A oposição deverá aproveitar a discussão para insistir em propostas como o regresso do IVA zero para um conjunto de bens alimentares essenciais e a adoção de mecanismos de controlo dos preços dos combustíveis.</p>
<p><strong>Revisão laboral continua a marcar legislatura</strong><br />
Outro dos temas que deverá regressar ao plenário será o chumbo da revisão da legislação laboral.</p>
<p>Depois de meses de negociações na Concertação Social e de conversações parlamentares, incluindo contactos entre PSD e Chega, o diploma acabou por ser rejeitado por todos os partidos da oposição, representando uma das mais significativas derrotas parlamentares do atual Executivo.</p>
<p>Desde então, Luís Montenegro tem acusado PS e Chega de promoverem decisões &#8220;imponderadas e irresponsáveis&#8221; e de travarem reformas estruturais necessárias ao país.</p>
<p><strong>Chega prepara novas críticas ao Governo</strong><br />
O Chega deverá voltar igualmente a colocar sob pressão o ministro da Administração Interna.</p>
<p>O partido liderado por André Ventura anunciou que insistirá nas críticas relacionadas com as alegadas ameaças ao seu líder e com aquilo que considera ser um eventual conflito de interesses envolvendo um empreiteiro contratado a título privado pelo ministro, que também realizava obras para a Polícia Judiciária durante a presidência de Luís Neves naquela instituição.</p>
<p><strong>Um Parlamento diferente do de há um ano</strong><br />
O debate decorre também num contexto político profundamente alterado.</p>
<p>Após as eleições legislativas antecipadas de maio de 2025, convocadas na sequência da queda do anterior Executivo motivada pelo chumbo da moção de confiança apresentada pelo Governo durante a polémica em torno da empresa Spinumviva, a coligação AD voltou a vencer, embora sem maioria absoluta.</p>
<p>PSD e CDS-PP passaram de 80 para 91 deputados, enquanto o Chega ultrapassou o Partido Socialista e tornou-se a segunda maior força parlamentar.</p>
<p>Desde então, Montenegro tem insistido que mantém uma posição de equidistância entre PS e Chega, recusando identificar qualquer parceiro privilegiado para garantir maiorias parlamentares.</p>
<p>Último grande momento político antes da pausa parlamentar</p>
<p>O debate desta quinta-feira encerra, na prática, o ciclo dos grandes debates políticos da atual sessão legislativa antes da pausa de verão.</p>
<p>Há precisamente um ano, Luís Montenegro utilizou esta mesma discussão para anunciar um suplemento extraordinário entre 100 e 200 euros para pensionistas com pensões até 1.567,50 euros e uma nova trajetória de redução do IRC, defendendo então que &#8220;o país está melhor e a vida dos portugueses está melhor&#8221;.</p>
<p>Desta vez, o cenário é substancialmente diferente. A crise dos exames nacionais, as dificuldades económicas, as derrotas parlamentares sofridas pelo Governo e a crescente pressão da oposição prometem transformar o debate do Estado da Nação no mais exigente teste político enfrentado por Luís Montenegro antes da interrupção dos trabalhos parlamentares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787098]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Hoje é dia de tempo mais fresco mas o calor extremo já está à espreita (outra vez)</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/hoje-e-dia-de-tempo-mais-fresco-mas-o-calor-extremo-ja-esta-a-espreita-outra-vez/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 05:15:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal continental deverá atravessar esta quinta e sexta-feira com um cenário meteorológico marcado por temperaturas relativamente moderadas para a época na maioria do território.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal continental deverá atravessar esta quinta e sexta-feira com um cenário meteorológico marcado por temperaturas relativamente moderadas para a época na maioria do território. O calor mais intenso continuará bastante localizado, restringindo-se essencialmente ao extremo sudeste do país, enquanto o litoral oeste e várias regiões do Norte e Centro deverão manter máximas mais contidas.</p>
<p>Segundo as previsões do portal especializado <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima.html" target="_blank" rel="noopener">Tempo.pt</a>, baseadas no modelo europeu ECMWF, apenas Mértola, no Baixo Alentejo, e Alcoutim e Odeleite, no Sotavento Algarvio, deverão atingir os 35 graus Celsius entre hoje e sexta-feira. Em praticamente todo o restante território continental, as temperaturas máximas deverão permanecer abaixo desse valor e, em muitos locais, próximas ou até inferiores à média climatológica habitual para esta altura de julho.</p>
<p>O contraste térmico continuará a ser particularmente evidente entre o litoral ocidental e o interior do sudeste do país. A influência moderadora do Atlântico deverá manter o litoral bastante mais fresco, enquanto o vale do Guadiana e o interior algarvio beneficiarão de condições favoráveis a um aquecimento mais acentuado durante o período da tarde.</p>
<p>Embora diversas zonas do interior possam ultrapassar os 30 ºC, os valores mais elevados deverão concentrar-se essencialmente no Baixo Alentejo e no Sotavento Algarvio. Já em grande parte do Norte, Centro e faixa costeira ocidental, as temperaturas máximas deverão permanecer significativamente abaixo dos 35 ºC.</p>
<p><strong>Apenas três localidades deverão chegar aos 35 ºC</strong><br />
De acordo com as previsões, apenas Mértola, Alcoutim e Odeleite deverão atingir os 35 ºC entre esta quinta-feira e sexta-feira.</p>
<p>As três localidades localizam-se na região do vale do Guadiana ou nas suas proximidades, uma das zonas tradicionalmente mais quentes de Portugal continental, devido à sua maior continentalidade e à reduzida influência marítima.</p>
<p>Além da localização geográfica, outros fatores contribuem para este comportamento térmico, nomeadamente o relevo e a circulação predominante de massas de ar quente e seco provenientes do interior da Península Ibérica, condições que favorecem um aquecimento mais intenso durante as horas da tarde.</p>
<p>Mesmo em concelhos vizinhos, os modelos meteorológicos apontam para temperaturas ligeiramente inferiores, demonstrando que este episódio de maior calor terá um carácter bastante localizado.</p>
<p><strong>Poucas alterações previstas até sexta-feira</strong><br />
As previsões indicam que o padrão meteorológico deverá manter-se praticamente inalterado durante os próximos dois dias.</p>
<p>O sudeste continuará a concentrar as temperaturas mais elevadas, enquanto o litoral oeste permanecerá mais fresco graças à influência atlântica. Também várias regiões do Norte e do Centro deverão continuar a registar máximas relativamente moderadas para a época.</p>
<p>Não é esperada, para já, qualquer subida generalizada das temperaturas em Portugal continental. Em vez disso, o cenário aponta para a manutenção de um núcleo de calor localizado junto ao vale do Guadiana e ao interior do Sotavento Algarvio.</p>
<p>Na sexta-feira, os valores mais elevados deverão voltar a concentrar-se nessas mesmas zonas, sem alterações significativas face ao dia de hoje.</p>
<p><strong>Portugal deverá manter temperaturas próximas ou abaixo da média</strong><br />
O mapa de anomalias térmicas utilizado nas previsões mostra igualmente que Portugal continental deverá apresentar temperaturas próximas ou ligeiramente inferiores aos valores médios habituais para meados de julho em muitas regiões.</p>
<p>Este cenário contrasta com o observado em várias zonas do interior de Espanha, onde as anomalias positivas deverão ser mais expressivas e as temperaturas significativamente superiores.</p>
<p>Este comportamento ajuda a explicar porque motivo os 35 ºC deverão ficar confinados apenas às três localidades do sudeste do território nacional, enquanto o restante país continuará a beneficiar de condições meteorológicas mais amenas.</p>
<p>Assim, para esta quinta-feira e para sexta-feira, tudo indica que Portugal continental continuará longe de um episódio de calor generalizado, com o calor mais intenso limitado a Mértola, Alcoutim e Odeleite, enquanto a maioria das regiões deverá registar temperaturas compatíveis — ou mesmo ligeiramente inferiores — com o normal para esta época do ano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789637]]></sapo:autor>
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		<title>Tarifas: Estados Unidos impõem taxa adicional de 25% a produtos brasileiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 04:54:18 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo norte-americano anunciou na quarta-feira que vai impor uma tarifa adicional de 25% sobre vários bens brasileiros a partir de 22 de julho, excluindo produtos como petróleo, gás natural, café, e carne bovina.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo norte-americano anunciou na quarta-feira que vai impor uma tarifa adicional de 25% sobre vários bens brasileiros a partir de 22 de julho, excluindo produtos como petróleo, gás natural, café, e carne bovina.</P><br />
<P>A decisão é resultado de uma investigação comercial do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), com base numa lei comercial de 1974, que permite ao Governo norte-americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais noutros países.</P><br />
<P>O Governo do Brasil anunciou pouco depois que vai iniciar &#8220;imediatamente&#8221; os trâmites para aplicar a lei da reciprocidade em resposta às novas tarifas de 25% e responsabilizando a família do ex-presidente Jair Bolsonaro pela situação.</P><br />
<P>Washington abriu em 2025 uma investigação a práticas comerciais atribuídas ao Brasil, tornando este o primeiro país visado por estas novas sobretaxas. </P><br />
<P>Os bens isentos &#8220;são aqueles que não se produzem ou não crescem naturalmente nos Estados Unidos, ou que teriam impacto nas cadeias de abastecimento ou na economia, como as laranjas, certos produtos energéticos ou peças aeronáuticas&#8221;, detalhou a mesma fonte.</P><br />
<P>A investigação, que levou um ano a ser concluída, centrou-se em temas como combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual e consequências da desflorestação ilegal. </P><br />
<P>Mas as novas tarifas também têm em conta decisões da justiça brasileira sobre a economia digital, consideradas por Washington como &#8220;barreiras comerciais desleais&#8221;, incluindo ordens para que redes sociais &#8220;removam determinados conteúdos políticos&#8221; ou a imposição de multas por incumprimento.</P><br />
<P>Em fevereiro, o Supremo Tribunal dos EUA anulou parte das tarifas propostas pelo Presidente do país, Donald Trump, considerando anticonstitucional a interpretação da lei usada para as justificar. Não foram afetadas as tarifas setoriais sobre automóveis, aço, alumínio ou cobre.</P><br />
<P>Washington acusa ainda Brasília de aplicar tarifas preferenciais a produtos mexicanos ou indianos em detrimento dos norte-americanos, criando &#8220;uma desvantagem incompatível com as obrigações internacionais&#8221;.</P><br />
<P>O tema gerou muito debate político no Brasil a poucos meses das eleições presidenciais de outubro, com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva a acusar o adversário Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, de ter pedido aos EUA para adiar a entrada em vigor das novas sobretaxas até depois da eleição.</P><br />
<P>Flávio Bolsonaro deslocou-se no início de julho a Washington para participar numa audiência pública da USTR, aproveitando para afirmar que novas tarifas beneficiariam Lula, candidato à reeleição.</P><br />
<P>A investigação incluiu consultas formais com o Governo brasileiro, duas audiências públicas e a análise de mais de 360 comentários escritos de particulares e organizações. Além disso, 77 testemunhas compareceram nas audiências realizadas este mês, antes de a Administração Trump adotar a medida definitiva.</P><br />
<P>As novas tarifas abrangem produtos considerados sensíveis para a economia norte-americana, seja pelo potencial impacto sobre preços, seja pela ausência de produção doméstica suficiente. No entanto, produtos como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose ficaram fora da nova lista. </P><br />
<P>Trump tem usado os direitos aduaneiros como uma das principais armas económicas, impondo sobretaxas sobre uma vasta gama de produtos importados. O Brasil foi particularmente visado, com tarifas até 50% em certos bens, em represália pela condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, considerada política por Washington.</P><br />
<P>Segundo dados do USTR, em 2025, os EUA exportaram para o Brasil mais de 54 mil milhões de dólares (46 mil milhões de euros) em mercadorias e importaram cerca de 40 mil milhões de dólares (34 mil milhões de euros).</P><br />
<P>A própria USRT afirmou que a investigação concluiu que várias políticas e práticas do Governo brasileiro são &#8220;irrazoáveis&#8221; e restringem o comércio norte-americano.</P><br />
<P> As políticas e práticas citadas estão relacionadas com comércio digital, especialmente a plataforma brasileira PIX, e serviços de pagamento eletrónico, além de tarifas preferenciais consideradas injustas, normas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado do etanol, e a desflorestação ilegal.</P><br />
<P>O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, declarou que as novas tarifas visam proteger os interesses económicos norte-americanos face a práticas que considera desleais, mas assegurou que Washington mantém aberta a porta ao diálogo.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789882]]></sapo:autor>
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		<title>Fabricante de chips CXMT prepara segundo maior IPO da história da China</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 04:35:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A ChangXin Memory Technologies (CXMT), maior fabricante chinês de chips de memória, iniciou hoje a subscrição de ações para uma entrada em bolsa que poderá tornar-se a segunda maior oferta pública inicial da história da China.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A ChangXin Memory Technologies (CXMT), maior fabricante chinês de chips de memória, iniciou hoje a subscrição de ações para uma entrada em bolsa que poderá tornar-se a segunda maior oferta pública inicial da história da China.</P><br />
<P>A empresa colocou à venda 6,688 mil milhões de ações a um preço unitário de 8,66 yuan (1,12 euros), reservando-se o direito de aumentar a oferta para 7,691 mil milhões de títulos. Nesse cenário, a operação ascenderá a cerca de 66,6 mil milhões de yuan (8,58 mil milhões de euros).</P><br />
<P>Segundo a agência Bloomberg, esse valor faria da operação a segunda maior IPO de sempre nos mercados da China continental, apenas atrás da entrada em bolsa do Banco Agrícola da China (ABC), em 2010, avaliada em 10 mil milhões de dólares (8,7 mil milhões de euros).</P><br />
<P>Seria também a maior operação do género na Ásia desde 2022, quando a sul-coreana LG Energy Solution angariou cerca de 10,8 mil milhões de dólares (9,4 mil milhões de euros) em Seul.</P><br />
<P>Analistas citados pela Bloomberg estimam que a CXMT, que ainda não anunciou a data exata da estreia em bolsa, passe de imediato a integrar o grupo das maiores empresas cotadas da China, com uma capitalização bolsista que poderá atingir cerca de 2 biliões de yuan (257,8 mil milhões de euros).</P><br />
<P>A empresa foi fundada em 2016 na cidade de Hefei, no leste da China, por Zhu Yiming, fundador da fabricante de semicondutores GigaDevice, com o objetivo de desenvolver e produzir internamente chips de memória, atividade que iniciou em 2019.</P><br />
<P>Segundo o jornal de Hong Kong South China Morning Post, o montante que a empresa espera captar supera amplamente os 29,5 mil milhões de yuan (3,8 mil milhões de euros) inicialmente previstos para financiar projetos de investimento.</P><br />
<P>A CXMT pretende utilizar os recursos obtidos para acelerar os programas de investigação e desenvolvimento (I&amp;D) e expandir a capacidade de produção, havendo estimativas de que possa mesmo duplicar a produção ainda este ano.</P><br />
<P>Cerca de 10% das ações serão destinadas a investidores particulares, enquanto metade da operação ficará reservada a investidores estratégicos, entre os quais figuram entidades estatais e grandes empresas tecnológicas chinesas, como a Alibaba e a fabricante de veículos elétricos Nio.</P><br />
<P>Caso a operação seja bem-sucedida, poderá incentivar outros fabricantes chineses de semicondutores, como a Yangtze Memory Technologies ou a Kunlunxin, unidade de chips da Baidu, a avançarem igualmente para a bolsa, prolongando a vaga de IPO no setor da inteligência artificial (IA).</P><br />
<P>De acordo com a consultora Omdia, a CXMT é o maior produtor chinês de chips de memória DRAM &#8212; utilizados em equipamentos como telemóveis inteligentes e servidores para IA &#8212; e o quarto maior fabricante mundial, com uma quota de mercado de 7,67% no último trimestre de 2025.</P><br />
<P>Perante a dependência de um mercado dominado pelas sul-coreanas SK Hynix e Samsung e pela norte-americana Micron, Pequim tem apostado na criação de um campeão nacional no segmento das memórias DRAM, procurando reforçar a autonomia tecnológica chinesa e aumentar a sua influência sobre os preços globais, as cadeias de abastecimento e o equilíbrio geopolítico da indústria, num contexto de crescente rivalidade tecnológica com os Estados Unidos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789880]]></sapo:autor>
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		<title>Estado da nação: Primeiro-ministro abre hoje debate com exames no centro da polémica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 04:05:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro abre hoje o debate do estado da nação, que deverá ficar marcado pelos problemas registados na correção dos exames nacionais, e com o ministro da Administração Interna também alvo de fortes críticas por parte do Chega.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro abre hoje o debate do estado da nação, que deverá ficar marcado pelos problemas registados na correção dos exames nacionais, e com o ministro da Administração Interna também alvo de fortes críticas por parte do Chega.</P><br />
<P>O debate tem uma duração aproximada de quatro horas e será aberto com uma intervenção de Luís Montenegro, de até 30 minutos, sendo igualmente encerrado pelo Governo. Seguem-se pedidos de esclarecimento dos partidos, a começar pelo Chega, e depois PSD, PS, IL, Livre, PCP, CDS-PP, BE, PAN e JPP.</P><br />
<P>Os problemas nas correções dos exames, no ano de estreia da avaliação digital das provas feitas em papel, levaram o Governo a adiar o prazo de afixação das notas para sexta-feira e a um coro de críticas da oposição, entre propostas de comissões de inquérito (BE) e pedidos de um debate de urgência (Chega e PCP) com o ministro da Educação, Fernando Alexandre, entretanto agendado para sexta-feira.</P><br />
<P>O primeiro-ministro já assegurou que mantém a confiança no ministro da Educação, admitiu que pode ter havido &#8220;alguma falha dos responsáveis políticos e dos serviços&#8221;, mas apontou igualmente à resistência de alguns professores, que &#8220;perturba o processo&#8221;, embora ressalvando que &#8220;a grande maioria está com este passo&#8221;.</P><br />
<P>Numa iniciativa sobre ciência e inovação, em que não se referiu diretamente aos exames, Montenegro defendeu que &#8220;o país tem de perder o medo de falhar, porque só quem não tem medo de falhar é que consegue acertar verdadeiramente&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Mesmo que aqui ou ali as coisas possam correr menos bem, nós vamos arriscar na mesma&#8221;, assegurou.</P><br />
<P>O Chega já prometeu repetir hoje no plenário as críticas que tem feito nos últimos dias ao ministro da Administração Interna, não só acusado de ameaçar o líder do partido, André Ventura, mas também de um eventual conflito de interesses por ter contratado, a título particular, um empreiteiro que fazia obras para a Polícia Judiciária, quando Luís Neves dirigia esta instituição.</P><br />
<P>O debate realiza-se cerca de um mês depois da derrota do Governo na revisão da legislação laboral: após meses de negociações infrutíferas na concertação social e algumas semanas na Assembleia da República com o Chega &#8212; que pretendia como contrapartida uma descida da idade da reforma -, o diploma acabou chumbado por todos os partidos. </P><br />
<P>Há um ano, o debate ficou marcado pelo anúncio, logo no arranque, de que o Governo iria aprovar um novo suplemento extraordinário entre 100 e 200 euros para todas as pensões até 1.567,50 euros e uma proposta de lei de redução do IRC para 19% em 2026, 18% em 2027 e 17% em 2028.</P><br />
<P>Na quarta-feira, o ministro das Finanças afirmou no parlamento que o Governo ainda está a avaliar se existe margem para um novo suplemento de pensões este ano.</P><br />
<P>A previsão do executivo para 2026 é de um saldo orçamental equilibrado, de 0% do PIB, tendo em conta o impacto das tempestades que atingiram o país no início do ano e do conflito no Médio Oriente.</P><br />
<P>PSD e CDS-PP governam em coligação desde abril de 2024, em dois executivos liderados por Luís Montenegro, com uma interrupção para eleições legislativas antecipadas em maio de 2025, na sequência do chumbo de uma moção de confiança apresentada pelo Governo após semanas de críticas da oposição sobre a vida patrimonial e pessoal do primeiro-ministro e a empresa Spinumviva.</P><br />
<P>Nessas eleições, a coligação AD (PSD/CDS-PP) voltou a vencer sem maioria, aumentando o número de deputados que suportam o Governo de 80 para 91. As eleições resultaram na subida do Chega a segunda força parlamentar, ultrapassando o PS.</P><br />
<P>Desde então, Montenegro tem insistido na tese da equidistância entre PS e Chega e que não tem um parceiro preferencial para a aprovação de diplomas e, sobretudo após o chumbo da legislação laboral, tem acusado os dois maiores partidos &#8212; que já aprovaram juntos várias iniciativas contra a vontade de PSD e CDS-PP &#8211; de &#8220;decisões imponderadas e irresponsáveis&#8221; e de &#8220;falta de coragem&#8221; para mudar e reformar.</P><br />
<P></P><br />
<P>SMA/MES // SF</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789879]]></sapo:autor>
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		<title>ENTREVISTA: CPLP/30 anos: PR timorense defende que próxima presidência deve ser brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 04:05:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[*** Isabel Marisa Serafim, da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Isabel Marisa Serafim, da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Díli, 16 jul 2026 (Lusa) &#8212; O Presidente timorense, José Ramos-Horta, defendeu que a próxima presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa dever ser do Brasil, apesar de Timor-Leste ter afirmado que vai assumir a liderança da organização no próximo biénio.</P><br />
<P>&#8220;Eu defendo que seja o Brasil. O Brasil não preside há muitos anos e deveríamos todos acordar e entregar ao Brasil. Mesmo a nível da CPLP, tem de haver algum respeito pela alternância&#8221;, disse José Ramos-Horta, quando questionado pela Lusa sobre a próxima presidência da organização lusófona, entre 2027 e 2029.</P><br />
<P>&#8220;Os irmãos africanos já receberam, foram anfitriões de várias cimeiras da CPLP, muito bem organizadas, as cimeiras. Houve a cimeira de Luanda, de São Tomé, Guiné-Bissau. É uma norma para alternância geográfica. Timor-Leste fez em 2014. Eu creio que é altura de todos acordarmos e entregar ao Brasil&#8221;, salientou.</P><br />
<P>O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, anunciou em junho, na sede da CPLP, que o seu país será o próximo a dirigir a organização, explicando que a presidência atual corresponde ao período que estava destinado à Guiné-Bissau e que foi suspensa da organização após o golpe de Estado de novembro de 2025.</P><br />
<P>José Ramos-Horta justifica a sua posição com o facto de Timor-Leste ir assumir a presidência da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASENA) em 2029.</P><br />
<P>&#8220;Já estamos a trabalhar a todo o vapor nas agendas domésticas e na agenda ASEAN 2029. Portanto, não creio que vá sobrar tempo e recursos para assumirmos as responsabilidades da CPLP para além de 2027&#8221;, salientou o chefe de Estado.</P><br />
<P>Na cimeira de Bissau, em 2025, os chefes de Estado e de Governo não chegaram a consenso sobre a atribuição da próxima presidência da organização lusófona, com uns a apoiarem a Guiné Equatorial e outros o Brasil.</P><br />
<P>&#8220;Não chegámos a uma decisão. Houve oposição forte por parte do país anfitrião ao Brasil e a Guiné-Bissau apoiava a Guiné Equatorial. Mas eu creio que a Guiné Equatorial poderia concordar em que é preferível entregarmos ao Brasil e depois do Brasil, podíamos voltar a África e então para a Guiné Equatorial&#8221;, disse o Presidente timorense.</P><br />
<P>O assunto da próxima presidência da organização lusófona deverá ser abordado no Conselho de Ministros da CPLP, que vai realizar-se em Díli entre 18 e 19 de agosto.</P><br />
<P>Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau. Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.</P></p>
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		<title>EUA dizem que não vão impedir regresso de Maria Corina Machado à Venezuela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 03:55:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os Estados Unidos declararam que não colocam obstáculos ao regresso da líder da oposição Maria Corina Machado à Venezuela, mas que é necessário que estejam reunidas as condições necessárias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os Estados Unidos declararam que não colocam obstáculos ao regresso da líder da oposição Maria Corina Machado à Venezuela, mas que é necessário que estejam reunidas as condições necessárias.</P><br />
<P>&#8220;Não vamos impedir Maria Corina Machado de regressar&#8221;, assegurou na quarta-feira o responsável norte-americano encarregado da América Latina Luis Mendez.</P><br />
<P>&#8220;Penso, no entanto, que ainda há trabalho a fazer no que diz respeito à Venezuela, para que, quando regressar, ela não seja detida&#8221;, acrescentou perante uma subcomissão da Câmara dos Representantes dedicada à América Latina.</P><br />
<P>Maria Corina Machado encontra-se no exílio desde dezembro, quando deixou o país para receber o Prémio Nobel da Paz.</P><br />
<P>Na sequência dos sismos de 24 de junho, tentou regressar ao país sem sucesso e acusou o Governo venezuelano de a impedir de o fazer.</P><br />
<P>Questionado sobre se o Governo norte-americano tinha pressionado a presidente interina venezuelana, Delcy Rodriguez, para que a líder da oposição pudesse regressar, Mendez respondeu: &#8220;Sim, deixámos isso bem claro às autoridades interinas&#8221;.</P><br />
<P> &#8220;É preciso organizar eleições na Venezuela&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Delcy Rodriguez assumiu o poder após a captura do líder de esquerda Nicolás Maduro durante uma operação militar norte-americana em janeiro. Rodriguéz governa sob pressão de Washington, que afirma estar no comando do país petrolífero.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789877]]></sapo:autor>
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		<title>China lidera armazenamento em baterias mas continua a subutilizar a rede &#8211; ONG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 03:55:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A China poderia ter aproveitado mais 23 terawatts-hora (TWh) de eletricidade limpa em 2025, caso tivesse utilizado de forma mais eficiente a capacidade de armazenamento em baterias, segundo um relatório divulgado hoje pela organização não-governamental Ember.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A China poderia ter aproveitado mais 23 terawatts-hora (TWh) de eletricidade limpa em 2025, caso tivesse utilizado de forma mais eficiente a capacidade de armazenamento em baterias, segundo um relatório divulgado hoje pela organização não-governamental Ember.</P><br />
<P>O volume equivale, segundo a organização, ao consumo de eletricidade da economia de Singapura durante cerca de cinco meses e demonstra que o principal desafio para o país asiático já não passa apenas por aumentar a capacidade instalada, mas por integrar de forma mais eficaz as baterias num sistema elétrico cada vez mais dependente das energias eólica e solar.</P><br />
<P>O relatório indica que a China instalou apenas em dezembro de 2025 cerca de 18,76 gigawatts (GW) e 65,46 gigawatts-hora (GWh) de &#8220;novo armazenamento de energia&#8221;, mais do que o total acrescentado nesse ano pelos Estados Unidos, o segundo maior mercado mundial. No primeiro trimestre de 2026, o país aproximava-se já dos 150 GW de capacidade em baterias de iões de lítio.</P><br />
<P>Segundo a Ember, esta rápida expansão foi impulsionada durante vários anos por regras que obrigavam os projetos de energia eólica e solar a incorporar sistemas de armazenamento. </P><br />
<P>A política ajudou a reduzir o desperdício de energia renovável e facilitou a ligação à rede elétrica, mas também deu origem a sistemas de utilização mais rígidos e menos orientados para o mercado.</P><br />
<P>A organização calcula que a utilização das baterias ligadas à rede duplicou entre 2022 e 2025. Ainda assim, as instalações associadas a projetos de energias renováveis realizaram cerca de menos cem ciclos anuais do que os sistemas independentes, que podem ser geridos diretamente pela rede e participar de forma mais flexível no mercado elétrico.</P><br />
<P>Apenas a eliminação dessa diferença teria permitido deslocar mais 9,5 TWh de eletricidade renovável em 2025. Num cenário otimizado, com toda a capacidade de armazenamento ligada à rede a operar 350 ciclos por ano, o potencial adicional ascenderia a 23 TWh.</P><br />
<P>&#8220;A China construiu, em tempo recorde, a maior capacidade mundial de armazenamento em baterias, mas ter baterias não é o mesmo que utilizá-las&#8221;, afirmou Siming Liu, responsável de estratégia da TrinaSolar, citado no relatório.</P><br />
<P>A análise surge depois de a China ter eliminado, em fevereiro de 2025, a obrigatoriedade de associar baterias a novos projetos de energias renováveis e de ter alargado, em janeiro de 2026, os mecanismos de remuneração por capacidade aos sistemas independentes, numa transição de um modelo baseado em imposições administrativas para outro mais orientado pelo mercado.</P><br />
<P>Maior emissor mundial de gases com efeito de estufa, a China elevou em junho a meta de &#8220;novo armazenamento de energia&#8221; para 300 GW até 2030 e prevê que as fontes não fósseis produzam metade da eletricidade do país nesse ano, no âmbito do objetivo de atingir o pico das emissões de dióxido de carbono antes de 2030 e a neutralidade carbónica antes de 2060.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789876]]></sapo:autor>
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		<title>Acidente com autocarro no sudoeste da China provoca seis mortos e 11 feridos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 03:50:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Seis pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas depois de uma carrinha se ter despistado e caído num rio na província chinesa de Sichuan (sudoeste), informaram hoje as autoridades locais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Seis pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas depois de uma carrinha se ter despistado e caído num rio na província chinesa de Sichuan (sudoeste), informaram hoje as autoridades locais.</P><br />
<P>O veículo, que transportava 17 pessoas, embateu na barreira de proteção da estrada e caiu numa zona de leito fluvial no condado de Baoxing, no município de Ya&#8217;an, pelas 18:00 locais de quarta-feira (11:00, hora de Lisboa), de acordo com a agência noticiosa oficial Xinhua.</P><br />
<P>Todos os feridos foram transportados para um hospital local, encontrando-se uma das vítimas em estado grave, mas estável.</P><br />
<P>As autoridades abriram uma investigação para determinar as causas do acidente.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789875]]></sapo:autor>
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		<title>Pyongyang e Pequim defendem laços de amizade durante visita do principal ideólogo de Xi</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 03:48:11 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Pyongyang e Pequim defenderam hoje o reforço dos laços de amizade entre os dois países durante a visita à Coreia do Norte de Wang Huning, quarto na hierarquia do poder chinês, num momento de intensificação dos contactos bilaterais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Pyongyang e Pequim defenderam hoje o reforço dos laços de amizade entre os dois países durante a visita à Coreia do Norte de Wang Huning, quarto na hierarquia do poder chinês, num momento de intensificação dos contactos bilaterais.</P><br />
<P>Wang, quarto na hierarquia do todo-poderoso Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês (PCC) e considerado o principal ideólogo do Presidente chinês, Xi Jinping, chegou na quarta-feira à Coreia do Norte, onde se reuniu com Jo Yong-won, secretário do Partido dos Trabalhadores da Coreia.</P><br />
<P>Jo afirmou que a atual situação política internacional, &#8220;em constante evolução, exige que ambos os países reforcem ainda mais a unidade, o apoio e a solidariedade fraternal, e intensifiquem e desenvolvam de forma constante as relações de amizade e cooperação para o avanço da causa comum do socialismo&#8221;.</P><br />
<P>O dirigente norte-coreano sublinhou o desejo de &#8220;ampliar e desenvolver as relações bilaterais de forma multifacetada, mantendo uma estreita comunicação estratégica e cooperação tática&#8221;, em áreas como a economia e a cultura.</P><br />
<P>Segundo a agência norte-coreana KCNA, durante o encontro, realizado num &#8220;ambiente de camaradagem e amizade&#8221;, Wang afirmou que o Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua entre os dois países, assinado em 1961 e considerado um dos pilares formais das relações bilaterais, constitui um &#8220;importante entendimento comum&#8221; que &#8220;escreveu um belo capítulo&#8221; nos laços entre Pequim e Pyongyang.</P><br />
<P>A visita de Wang ocorre poucos dias depois da deslocação a Pequim do primeiro-ministro norte-coreano, Pak Thae-song, e corresponde a uma &#8220;visita oficial de amizade&#8221;, inserida no novo impulso dado aos contactos bilaterais após a visita de Estado que Xi Jinping realizou em junho à Coreia do Norte, a primeira em sete anos, durante a qual os dois países acordaram abrir um &#8220;novo capítulo&#8221; nas relações.</P><br />
<P>Durante essa deslocação, Pequim manifestou também a intenção de reforçar os intercâmbios militares com a Coreia do Norte, uma formulação que Seul classificou como inédita em declarações públicas, enquanto os comunicados chineses e norte-coreanos não fizeram referência à desnuclearização norte-coreana.</P><br />
<P>A aproximação entre os dois países coincide ainda com o aprofundamento dos laços entre Pyongyang e Moscovo, levando Pequim a intensificar os esforços para reafirmar a sua influência sobre o país vizinho.</P><br />
<P>A China é o principal parceiro político e económico da Coreia do Norte, com a qual partilha uma fronteira de mais de 1.400 quilómetros, desempenhando um papel central nas trocas comerciais bilaterais e no fornecimento de alimentos e energia.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789874]]></sapo:autor>
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		<title>Mais de 500 refugiados rohingya poderão ter morrido em naufrágios em Myanmar &#8211; ONU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 03:45:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) afirmaram hoje que mais de 500 refugiados rohingya terão morrido recentemente em dois naufrágios ao largo de Myanmar (antiga Birmânia).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) afirmaram hoje que mais de 500 refugiados rohingya terão morrido recentemente em dois naufrágios ao largo de Myanmar (antiga Birmânia).</P><br />
<P>Segundo as duas agências, os dois barcos partiram do estado de Rakhine, junto ao Bangladesh, no final de junho, &#8220;principalmente com passageiros rohingya a bordo&#8221;, alguns provenientes dos campos improvisados em torno de Cox&#8217;s Bazar, onde vivem mais de um milhão de membros desta minoria muçulmana que fugiram da guerra civil.</P><br />
<P>Um dos barcos, com cerca de 250 pessoas, &#8220;perdeu todo o contacto pouco depois da partida&#8221;. O segundo, com aproximadamente 280 passageiros, &#8220;terá naufragado ao largo da região de Ayeyarwady&#8221; a 08 de julho. </P><br />
<P>Embora os incidentes e o número de vítimas não estejam ainda confirmados oficialmente, o ACNUR e a OIM manifestaram estar &#8220;extremamente preocupados com as perdas humanas potencialmente consideráveis&#8221;.</P><br />
<P>De acordo com o ACNUR, perto de 900 refugiados rohingya morreram ou desapareceram no norte do oceano Índico em 2025, entre os mais de 6.500 que tentaram a perigosa travessia marítima em embarcações precárias rumo à Malásia ou Indonésia. </P><br />
<P>Desde janeiro, outras 300 pessoas estão desaparecidas ou presumivelmente mortas no mar de Andaman e no golfo de Bengala, incluindo rohingya e cidadãos do Bangladesh.</P><br />
<P>As agências sublinharam que estas travessias ocorreram fora da época habitual de navegação, quando as condições marítimas são mais perigosas, agravadas pelas chuvas torrenciais e inundações recentes. </P><br />
<P>&#8220;A intensificação do conflito e a degradação da situação humanitária em Myanmar, combinadas com a falta de ajuda e de perspetivas nos campos de refugiados no Bangladesh, estão a levar cada vez mais pessoas a empreender travessias arriscadas&#8221;, alertaram, apelando para &#8220;esforços regionais e internacionais mais robustos&#8221; para evitar novas perdas de vidas humanas.</P><br />
<P>Reconhecendo &#8220;a notável generosidade do Bangladesh ao acolher refugiados rohingya durante anos&#8221;, o ACNUR e a OIM pediram também &#8220;um apoio internacional duradouro a favor dos refugiados e das comunidades que os recebem&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789873]]></sapo:autor>
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		<title>Número de mortos em incêndio em bar de Banguecoque aumenta para 32</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 03:12:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O número de mortos devido ao incêndio num bar da capital da Tailândia, Banguecoque, subiu para 32, confirmaram as autoridades locais, que indicaram ainda que cerca de 15 feridos permanecem hospitalizadas em estado grave.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O número de mortos devido ao incêndio num bar da capital da Tailândia, Banguecoque, subiu para 32, confirmaram as autoridades locais, que indicaram ainda que cerca de 15 feridos permanecem hospitalizadas em estado grave.</P><br />
<P>A Administração Metropolitana de Banguecoque indicou na quarta-feira, em comunicado divulgado nas redes sociais, que os 32 mortos já foram identificados e esclareceu também que entre os 73 feridos, 58 não são casos graves.</P><br />
<P>A administração da área de Chatuchak, situada no norte da cidade e onde se encontra o bar Rong Beer Na Lat Phrao, onde ocorreu o incêndio no último domingo, indicou estar a coordenar as operações de apoio aos afetados e a facilitar a retoma dos serviços públicos na zona o mais rapidamente possível. </P><br />
<P>&#8220;Todos os afetados pelo incêndio podem apresentar pedidos de assistência na sede da referida administração&#8221;, acrescenta o comunicado.</P><br />
<P>Após o incidente, as autoridades encontraram indícios de que tanto a entrada como as saídas de emergência do bar estavam obstruídas por mobiliário e materiais armazenados, o que dificultou significativamente a evacuação do espaço.</P><br />
<P>Entretanto, o Departamento de Prevenção e Mitigação de Desastres Públicos de Banguecoque apontou que o incêndio foi causado por um curto-circuito numa unidade de ar condicionado instalada sobre o teto metálico do edifício. </P><br />
<P>As autoridades vão determinar se houve negligência por parte dos administradores do bar, cujo proprietário permanece hospitalizado em estado crítico. </P><br />
<P>O proprietário do bar é também dono de outro estabelecimento situado na província de Yasothon, que ficou destruído em 2019 devido a um incêndio, nesse caso sem vítimas.</P><br />
<P>O incidente levou o governador de Banguecoque, Chadchart Sittipunt, a ordenar realização de inspeções para verificar os sistemas de prevenção de incêndios em centenas de estabelecimentos noturnos da capital turística da Tailândia.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789872]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Irão: Exército dos Estados Unidos termina nova onda de ataques aéreos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 02:24:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O exército norte-americano anunciou hoje ter terminado a mais recente vaga de ataques aéreos contra o Irão, numa onda de bombardeamentos que atingiu pela primeira vez zonas no norte do país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O exército norte-americano anunciou hoje ter terminado a mais recente vaga de ataques aéreos contra o Irão, numa onda de bombardeamentos que atingiu pela primeira vez zonas no norte do país.</P><br />
<P>A imprensa estatal iraniana relatou explosões em redor da capital, Teerão, na última ronda de ataques norte-americanos relacionados com o controlo do estreito de Ormuz, via marítima do Golfo Pérsico por onde, em tempos de paz, passava um quinto de todo o petróleo e gás natural mundial.</P><br />
<P>Os &#8216;media&#8217; iranianos acrescentaram que os ataques norte-americanos tiveram como alvo a província de Semnan, onde se localiza a produção de mísseis balísticos e o programa espacial do país. Não houve de imediato informação sobre vítimas ou danos.</P><br />
<P>O Irão lançou também ataques contra o Bahrein e o Kuwait na madrugada desta quinta-feira, depois de os Estados Unidos terem reimposto um bloqueio naval e intensificado a campanha aérea em retaliação às ofensivas iranianas contra navios que tentavam atravessar o estreito de Ormuz.</P><br />
<P>Dias de ofensivas cruzadas entre os EUA e o Irão em todo o Médio Oriente &#8212; e novas ameaças ao estreito crucial para o abastecimento energético mundial &#8212; destruíram o acordo interino para pôr fim ao conflito, aumentando o risco de regressar a uma guerra total.</P><br />
<P>Os EUA tinham imposto um bloqueio em abril, levantado no mês passado após a assinatura de um acordo interino que suspendeu os combates e estabeleceu um período de 60 dias para negociações sobre questões como o programa nuclear iraniano. </P><br />
<P>As conversações estagnaram com a intensificação da luta pelo controlo do estreito.</P><br />
<P>Quando os EUA e Israel lançaram a guerra contra o Irão a 28 de fevereiro, Teerão fechou efetivamente a passagem ao tráfego marítimo, provocando uma escalada nos preços do petróleo, fertilizantes e outros bens, dando ao Irão uma vantagem nas negociações. </P><br />
<P>A subida dos preços representa um desafio para o Presidente norte-americano, Donald Trump, e para o Partido Republicano, que procura manter o controlo do Congresso nas eleições de novembro. Washington tem enfrentado dificuldades em reabrir o estreito.</P><br />
<P>Cerca de 24 horas após o bloqueio entrar em vigor, os militares norte-americanos abriram fogo e neutralizaram um navio mercante, com a Guarda Revolucionária iraniana a ameaçar suspender todas as exportações de energia do Médio Oriente devido ao bloqueio.</P><br />
<P>&#8220;A exportação de petróleo e gás da região será para todos ou para ninguém&#8221;, declarou a força de elite iraniana.</P><br />
<P>Pouco depois de os EUA lançarem uma terceira vaga de ataques, Trump disse que o Irão estava pronto para um acordo de paz, sem dar detalhes. </P><br />
<P>&#8220;Eles não gostam do que estamos a fazer e querem chegar a um entendimento. Vamos ver se chegamos a acordo ou se simplesmente acabamos com isto&#8221;, afirmou na quarta-feira, num encontro de defesa no Colégio de Guerra do Exército dos Estados Unidos, na Pensilvânia.</P><br />
<P>O Comando Central norteamericano informou ter atingido dezenas de alvos na quarta-feira, com bombardeamentos realizados durante o dia, um movimento invulgar que demonstra o ritmo crescente das ofensivas. </P><br />
<P>Entre os alvos esteve a ilha de Greater Tunb, considerada estratégica no estreito de Ormuz, com outro ataque a atingir um quartel da 388.ª Brigada de Infantaria Mecanizada iraniana, na província de Sistão e Baluchistão.</P><br />
<P>Os ataques norte-americanos na quarta-feira mataram pelo menos sete militares e feriram centenas de pessoas em várias regiões, segundo autoridades iranianas. </P><br />
<P>Segundo o porta-voz do Ministério da Saúde iraniano, Hossein Kermanpour, mais de 35 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas nos ataques aéreos dos EUA nos últimos dias. Foi o primeiro balanço oficial divulgado pelas autoridades iranianas nesta ronda de combates.</P><br />
<P>Entretanto, os preços do petróleo continuam a subir, com o barril de Brent, referência internacional, a ultrapassar os 85 dólares por barril na quarta-feira &#8212; mais de 15% acima do valor anterior à guerra, embora ainda abaixo dos quase 120 dólares atingidos no auge do conflito. </P><br />
<P>Analistas do Fundo Monetário Internacional alertaram que, embora o excedente de petróleo tenha mantido os preços baixos, &#8220;grande parte dessa margem já foi utilizada&#8221;.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789871]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Buenos Aires protesta contra presença de navio militar britânico em águas argentinas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/buenos-aires-protesta-contra-presenca-de-navio-militar-britanico-em-aguas-argentinas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 01:55:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Argentina apresentou um protesto formal ao Reino Unido contra a presença de um navio da Marinha britânica em águas do Atlântico Sul sob jurisdição do país sul-americano, informaram esta quarta-feira fontes oficiais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Argentina apresentou um protesto formal ao Reino Unido contra a presença de um navio da Marinha britânica em águas do Atlântico Sul sob jurisdição do país sul-americano, informaram esta quarta-feira fontes oficiais.</P><br />
<P>O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Argentina comunicou que, na passada segunda-feira, entregou uma nota de protesto à embaixada britânica em Buenos Aires para expressar o &#8220;mais enérgico repúdio pela realização de movimentos do navio HMS Medway, destacado ilegalmente nas Ilhas Malvinas&#8221;, arquipélago sob domínio britânico cuja soberania é reivindicada pela Argentina.</P><br />
<P>Segundo o comunicado, os movimentos do HMS Medway, um navio de patrulha da Marinha britânica, &#8220;não foram devidamente notificados em conformidade com os acordos e declarações bilaterais vigentes, envolvendo o trânsito pelo mar territorial argentino&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O Governo argentino rejeita com firmeza esta incursão militar britânica em espaços sob jurisdição argentina, que se soma a uma política sustentada de atos unilaterais incompatíveis com as resoluções das Nações Unidas e com o dever de ambas as partes se absterem de alterar a situação enquanto a disputa de soberania permanecer pendente de solução&#8221;, acrescenta o texto.</P><br />
<P>A Argentina afirmou que os &#8220;movimentos sem consulta e ilegais&#8221; do navio &#8220;contrariam os compromissos bilaterais sobre medidas de fomento da confiança no plano militar vigentes entre os dois países&#8221;.</P><br />
<P>O Governo argentino sustentou ainda que os movimentos do HMS Medway &#8220;se somam à longa série de ações unilaterais&#8221; que o Reino Unido realiza em contravenção da resolução 31/49 da Assembleia Geral das Nações Unidas, que exorta ambas as partes a absterem-se de ações unilaterais relativas às Malvinas enquanto a controvérsia de soberania não estiver resolvida.</P><br />
<P>&#8220;Longe de gerar condições de confiança e entendimento que uma relação bilateral madura exige, estas ações aprofundam as tensões no Atlântico Sul, ignoram o mandato reiterado da comunidade internacional e dificultam os esforços argentinos para avançar rumo a uma solução pacífica e negociada da controvérsia&#8221;, afirmou o comunicado.</P><br />
<P>O país sul-americano, que em 1982 esteve em guerra com o Reino Unido pelo controlo das Malvinas, reafirmou &#8220;os seus legítimos e imprescritíveis direitos de soberania&#8221; sobre as ilhas e os espaços marítimos circundantes. </P><br />
<P>&#8220;Por história, por direito e por convicção, as Malvinas são argentinas&#8221;, conclui a nota.</P><br />
<P>Embora a nota de protesto tenha sido apresentada na segunda-feira, o comunicado diplomático só se tornou público na quarta-feira, pouco depois de a seleção argentina de futebol vencer a Inglaterra nas meias-finais do Mundial de 2026, partida em que voltou a pairar a questão das Malvinas. </P><br />
<P>Após o triunfo por 2-1, os próprios jogadores argentinos exibiram uma bandeira com a frase: &#8220;As Malvinas são argentinas&#8221;.</P></p>
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		<title>Médio Oriente: Guerra pode arrastar 23,4 milhões de crianças para a pobreza &#8211; Unicef</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 01:30:31 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Unicef advertiu num relatório que até 23,4 milhões de crianças poderão ficar em situação de pobreza até ao fim do ano, devido à diminuição dos rendimentos e em consequência do impacto económico da guerra no Médio Oriente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Unicef advertiu num relatório que até 23,4 milhões de crianças poderão ficar em situação de pobreza até ao fim do ano, devido à diminuição dos rendimentos e em consequência do impacto económico da guerra no Médio Oriente.</P><br />
<P>O documento, publicado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) na quarta-feira e elaborado com base em dados de mais de 167 países, indica que o aumento dos preços dos alimentos e da energia, juntamente com o enfraquecimento da atividade económica, &#8220;ameaça reverter anos de progressos na redução da pobreza infantil e ampliar as desigualdades&#8221;.</P><br />
<P>O estudo analisa a chamada pobreza monetária, isto é, a situação de quem vive em lares com rendimentos abaixo dos limiares de pobreza definidos internacionalmente, que variam consoante o nível de rendimento de cada país. </P><br />
<P>Num cenário &#8220;adverso&#8221;, cerca de 18,3 milhões de menores ficarão em situação de pobreza este ano. Num cenário &#8220;grave&#8221;, que contempla um prolongamento ou intensificação do conflito, o número sobe para 23,4 milhões.</P><br />
<P>&#8220;A infância está a pagar o preço da escalada do conflito no Médio Oriente, incluindo crianças que vivem longe dessa região&#8221;, afirmou em comunicado a diretora-executiva da Unicef, Catherine Russell. </P><br />
<P>Segundo Russell, o aumento do custo de vida está a tornar &#8220;alimentos e educação inacessíveis para muitas famílias&#8221;, enquanto os menores já em situação de pobreza enfrentam &#8220;privações cada vez mais profundas, com consequências que podem prolongar-se por toda a vida&#8221;.</P><br />
<P>A Unicef considerou que o encarecimento dos alimentos e da energia, aliado ao reduzido espaço fiscal de muitos países, está a limitar a capacidade dos lares para satisfazer necessidades básicas. </P><br />
<P>O relatório indicou que cerca de 80% do aumento previsto da pobreza infantil se concentrará na Ásia e sobretudo em África, &#8220;regiões que já registam elevados níveis de pobreza e maior vulnerabilidade a crises externas&#8221;.</P><br />
<P>Entre os exemplos citados figura a Somália, onde os preços do combustível duplicaram poucos dias após a escalada do conflito em fevereiro, elevando também o custo da água, dos alimentos e das operações humanitárias. </P><br />
<P>Na Etiópia, as interrupções ligadas ao estreito de Ormuz elevaram em 31% o preço do gasóleo e entre 50% e 70% o custo do combustível utilizado em operações humanitárias.</P><br />
<P>Segundo a Unicef, sem medidas urgentes &#8220;milhões de crianças ficarão ainda mais para trás&#8221;, dificultando a recuperação dos avanços em desenvolvimento. </P><br />
<P>Por fim, a organização apelou a governos, países doadores e instituições financeiras para que &#8220;protejam o financiamento de serviços essenciais&#8221; como saúde, nutrição, educação e proteção infantil. </P><br />
<P>A agência da ONU pede também que se garanta o acesso &#8220;a bens e serviços básicos, se aumente o espaço fiscal dos países mais vulneráveis através de medidas como a suspensão ou reestruturação da dívida, e se reforcem os sistemas de resposta para proteger a infância perante futuras crises&#8221;.</P></p>
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		<title>Trump anuncia libertação de cidadã norte-americana detida no Irão desde 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 01:10:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quarta-feira a libertação de uma cidadã norte-americana impedida de sair do Irão desde dezembro de 2024.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quarta-feira a libertação de uma cidadã norte-americana impedida de sair do Irão desde dezembro de 2024.</P><br />
<P>&#8220;O Irão autorizou uma cidadã norte-americana, detida ilegalmente a partir de dezembro de 2024 (&#8230;) a deixar o país. Ela encontra-se agora em segurança fora do Irão e está bem. Os Estados Unidos da América apreciam este gesto de boa vontade do Irão!&#8221;, escreveu Trump na plataforma Truth Social.</P><br />
<P>Segundo Jared Genser, advogado especialista em direitos humanos, trata-se de Dena Karari, uma cidadã com dupla nacionalidade iraniana e norte-americana, acusada de colaborar com um Estado hostil e de espionagem.</P><br />
<P>&#8220;Embora nunca tenha sido fisicamente detida, sofreu enormes privações&#8221;, tendo sido proibida de sair do território iraniano e &#8220;interrogada dezenas de vezes&#8221;, acrescentou o advogado em comunicado.</P><br />
<P>De acordo com a mesma fonte, Dena Karari dirigia a organização Children of Mehr Foundation, dedicada a apoiar crianças desfavorecidas no Irão. </P><br />
<P>Atualmente, encontra-se &#8220;a caminho dos Estados Unidos&#8221;, informou Jared Genser, agradecendo ao Presidente norte-americano &#8220;a ajuda e o apoio&#8221;.</P><br />
<P>Trump, que nos últimos dias ordenou a retoma dos bombardeamentos no Irão e impôs um novo bloqueio portuário, não revelou a identidade da mulher nem explicou os motivos da detenção.</P><br />
<P>O Irão mantém sob custódia vários cidadãos ocidentais, sendo acusado de os utilizar como moeda de troca em negociações bilaterais.</P><br />
<P>Em maio, Washington anunciou a libertação de um cidadão iraniano com estatuto de residente permanente nos EUA, após cumprir uma pena de dez anos de prisão no Irão.</P></p>
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		<title>Livreiros de Hong Kong detidos por venda de publicações consideradas sediciosas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 00:00:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As autoridades de Hong Kong fizeram rusgas em duas livrarias e detiveram cinco pessoas por suspeita de venderem publicações alegadamente sediciosas, noticiaram os meios de comunicação social locais, em mais um processo contra livrarias independentes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As autoridades de Hong Kong fizeram rusgas em duas livrarias e detiveram cinco pessoas por suspeita de venderem publicações alegadamente sediciosas, noticiaram os meios de comunicação social locais, em mais um processo contra livrarias independentes.</P><br />
<P>Vídeos e fotos de vários órgãos de comunicação social mostraram na quarta-feira polícias a apreender caixas no edifício que alberga a livraria Have A Nice Stay, fundada por ex-jornalistas.</P><br />
<P>Um livreiro foi visto a ser levado, noticiou a agência Associated Press (AP).</P><br />
<P>A poucos quarteirões de distância, ocorreu uma ação semelhante, com caixas a serem apreendidas no edifício que alberga a livraria Greenfield Book Store, de acordo com um vídeo do portal de notícias online The Collective.</P><br />
<P>A polícia informou posteriormente que fez rusgas em duas lojas no distrito de Mong Kok, sem as identificar. </P><br />
<P>Dois homens e três mulheres foram detidos por suspeita de violação da Lei de Segurança Nacional de 2024, segundo um comunicado da corporação.</P><br />
<P>Esta é a terceira ronda de detenções ligadas a livrarias independentes, depois de operações semelhantes em março e junho, amplamente vistas como uma forma de sufocar a dissidência no centro financeiro asiático.</P><br />
<P>A polícia refere no comunicado que uma investigação revelou que as cinco pessoas são suspeitas de exibir e vender materiais sediciosos no local.</P><br />
<P>O conteúdo das publicações inclui incitamento ao ódio contra o governo, o poder judicial e as forças de segurança da cidade, segundo o comunicado.</P><br />
<P>A polícia informou que o caso foi encaminhado para a alfândega após a descoberta de livros alegadamente sediciosos num lote de mercadorias enviadas do estrangeiro para Hong Kong, sem especificar os títulos.</P><br />
<P>As livrarias estiveram fechadas na quarta-feira durante o horário normal de funcionamento.</P><br />
<P>A Have A Nice Stay já tinha anunciado o seu encerramento a 30 de agosto. Numa publicação nas redes sociais, a livraria afirmou que as dificuldades financeiras e problemas em definir uma &#8216;linha vermelha&#8217; estiveram entre os fatores que levaram ao encerramento.</P><br />
<P>Hong Kong já foi conhecida pela sua liberdade de publicação e de expressão.</P><br />
<P>Alguns residentes chineses atravessaram a fronteira para comprar livros considerados demasiado sensíveis politicamente no continente.</P><br />
<P>Também na quarta-feira, a Feira do Livro de Hong Kong abriu portas, num evento marcado pela exclusão de duas livrarias independentes de renome.</P><br />
<P>A sua exclusão da principal montra editorial local evidencia o crescente controlo sobre o conteúdo cultural, marcado por encerramentos forçados, prisões por alegada sedição e estrangulamento administrativo de espaços dissidentes, noticiou a agência Efe.</P><br />
<P>A 36.ª edição do evento, organizada pelo Conselho de Desenvolvimento Empresarial de Hong Kong sob o tema &#8220;Património Cultural, Jornadas de Alegria&#8221;, reúne 700 expositores de cerca de 30 territórios e apresenta 600 atividades literárias programadas até 21 de julho, incluindo vendas de livros, palestras com autores e apresentações artísticas.</P><br />
<P>Em março, a polícia deteve o proprietário e os funcionários da livraria independente Book Punch, por suspeita de venderem publicações consideradas sediciosas.</P><br />
<P>Entre os artigos apreendidos estava a biografia do antigo magnata dos media pró-democracia Jimmy Lai, que foi condenado a 20 anos de prisão num caso relacionado com a segurança nacional.</P><br />
<P>Em junho, a polícia de Hong Kong deteve dois livreiros por suspeita de venderem publicações consideradas sediciosas e de receberem financiamento de organizações políticas estrangeiras.</P></p>
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