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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Nem cenoura, nem feijão-verde: médico revela os vegetais pouco consumidos com maiores benefícios para o organismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 12:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Mudar hábitos alimentares continua a ser um dos maiores desafios para quem procura uma vida mais saudável. Embora muitas dietas comecem com entusiasmo, a monotonia alimentar acaba frequentemente por levar ao abandono dos novos planos nutricionais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mudar hábitos alimentares continua a ser um dos maiores desafios para quem procura uma vida mais saudável. Embora muitas dietas comecem com entusiasmo, a monotonia alimentar acaba frequentemente por levar ao abandono dos novos planos nutricionais. Para combater esse problema, especialistas defendem que a variedade é um dos fatores essenciais para manter uma alimentação equilibrada a longo prazo.</p>
<p>Foi precisamente nesse contexto que o cirurgião cardiovascular e especialista em nutrição Steve Gundry destacou cinco vegetais pouco consumidos que, segundo o médico, podem trazer benefícios significativos para a saúde digestiva, metabólica e imunitária. As recomendações foram divulgadas pela revista alemã Focus e centram-se em alimentos ricos em fibras probióticas, antioxidantes e compostos anti-inflamatórios.</p>
<p>Tupinambo ganha destaque pela proteção intestinal<br />
O primeiro alimento destacado pelo especialista é o tupinambo, também conhecido como alcachofra-de-jerusalém. Apesar do nome, não pertence à família da alcachofra, sendo antes um tubérculo semelhante ao gengibre. Segundo Steve Gundry, este vegetal distingue-se pelo elevado teor de inulina, uma fibra prebiótica que serve de alimento às bactérias benéficas do intestino.</p>
<p>Ao ser fermentada pela microbiota intestinal, a inulina contribui para a produção de butirato, uma substância associada ao fortalecimento da mucosa intestinal e à redução da inflamação no organismo. O especialista considera que este processo pode também ajudar a reforçar o sistema imunitário e melhorar a saúde digestiva.</p>
<p>Quiabo pode ajudar a controlar os níveis de açúcar no sangue<br />
Outro dos vegetais destacados é o quiabo. Originária de África, esta hortaliça apresenta uma textura característica e é rica em fibras, polifenóis e fitoquímicos.</p>
<p>De acordo com o especialista, estes compostos podem ajudar a estabilizar os níveis de açúcar no sangue, reduzindo os picos de glicose após as refeições. Além disso, a elevada presença de antioxidantes e vitaminas faz do quiabo um alimento associado ao reforço das defesas naturais do organismo.</p>
<p><strong>Radicchio e aipo-nabo surgem como alternativas menos calóricas</strong><br />
A lista inclui ainda o radicchio, uma variedade de chicória roxa de sabor amargo. Steve Gundry explica que esse amargor resulta da presença de compostos como a intibina, substância que poderá estimular a digestão e apoiar o funcionamento do fígado. O vegetal é também associado a propriedades antioxidantes e ao controlo da glicemia.</p>
<p>Já o aipo-nabo surge como uma alternativa menos calórica à batata tradicional. Apesar do aspeto irregular, este vegetal é rico em fibra, vitamina K, zinco, ferro e cálcio. O especialista considera que pode ser particularmente útil em purés e sopas leves, graças ao baixo teor de hidratos de carbono.</p>
<p><strong>Jícama é apontada como snack saudável e refrescante</strong><br />
Por fim, o especialista destaca a jícama, um tubérculo originário da América Central conhecido pela textura crocante semelhante à da maçã. Tal como o tupinambo, contém quantidades elevadas de inulina, contribuindo para o equilíbrio da microbiota intestinal.</p>
<p>Composta maioritariamente por água e vitamina C, a jícama é apresentada como uma opção saciante e refrescante, podendo funcionar como snack saudável em dias mais quentes. Segundo Steve Gundry, incluir vegetais menos comuns na alimentação diária pode ser uma forma eficaz de combater a monotonia alimentar e, simultaneamente, melhorar vários indicadores de saúde.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_766245]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia: Estúdio da estação alemã ARD destruído por bombardeamentos russos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 11:58:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os bombardeamentos russos em Kiev, na madrugada de hoje, "destruíram parcialmente" o estúdio da estação pública alemã ARD, informou a cadeia de rádio e televisão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os bombardeamentos russos em Kiev, na madrugada de hoje, &#8220;destruíram parcialmente&#8221; o estúdio da estação pública alemã ARD, informou a cadeia de rádio e televisão. </P><br />
<P>&#8220;O estúdio da ARD, localizado no centro da cidade, foi severamente danificado e parcialmente destruído, provavelmente por uma onda de choque que estilhaçou janelas, devastou salas e provocou o desabamento de paredes&#8221;, indicou um comunicado emitido hoje.</P><br />
<P>Nenhum funcionário estava no estúdio no momento do ataque, acrescentou o comunicado. </P><br />
<P>&#8220;Apesar da dimensão dos danos, a cobertura em direto da Ucrânia continua: a produção e a transmissão em direto serão garantidas através de soluções técnicas móveis e sistemas de reserva&#8221;, referiu a ARD, acrescentando que a integridade estrutural do edifício que alberga o estúdio da ARD está a ser avaliada. </P><br />
<P>&#8220;Os ataques aéreos russos têm sido maciços e implacáveis há anos e fazem parte da dura realidade da vida na Ucrânia&#8221;, disse Vasily Golod, chefe do estúdio da ARD em Kiev, citado pela AFP. </P><br />
<P>Os bombardeamentos russos durante a madrugada de hoje contra a capital ucraniana ocorreu poucos dias depois de um ataque mortal da Ucrânia a uma residência de estudantes na região ocupada de Lugansk, que causou pelo menos 21 mortos e mais de 40 feridos, e ao qual o Presidente russo, Vladimir Putin, prometeu uma resposta militar.</P><br />
<P>Em Kiev, as ruas estão cobertas de escombros, edifícios residenciais foram gravemente danificados e um centro comercial foi destruído por um incêndio.</P><br />
<P>A Rússia confirmou hoje ter utilizado mísseis hipersónicos Orechnik para atacar a Ucrânia na última noite, alegando que os alvos dos bombardeamentos foram apenas instalações militares.</P><br />
<P>O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tinha denunciado já hoje o ataque com mísseis Orechnik na região de Kiev.</P><br />
<P>Esta terá sido a terceira vez que o míssil, com capacidade de transportar ogivas nucleares ou convencionais, foi utilizado na Ucrânia.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_766942]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia: Portugal condena fortemente ataque russo e reitera apoio a Kiev</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 11:34:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo português condenou hoje "fortemente" o que descreveu como "mais um enorme ataque" russo à capital ucraniana, com recurso a um míssil com capacidade nuclear, e reiterou "toda a solidariedade" e apoio "sem reservas" à Ucrânia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo português condenou hoje &#8220;fortemente&#8221; o que descreveu como &#8220;mais um enorme ataque&#8221; russo à capital ucraniana, com recurso a um míssil com capacidade nuclear, e reiterou &#8220;toda a solidariedade&#8221; e apoio &#8220;sem reservas&#8221; à Ucrânia.</P><br />
<P>A mensagem do Governo, transmitida através das redes sociais pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), surge depois de a Rússia ter confirmado a utilização do míssil hipersónico Orechnik para atacar a Ucrânia na noite passada. </P><br />
<P>Segundo as autoridades ucranianas, o bombardeamento russo causou dois mortos e 56 feridos apenas na capital do país.</P><br />
<P>&#8220;Toda a solidariedade ao povo ucraniano e às suas autoridades. Continuamos a apoiar sem reservas a Ucrânia e também a sua aspiração a uma paz justa e duradoura&#8221;, escreveu o Palácio das Necessidades na rede X.</P><br />
<P>O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já tinha denunciado hoje o ataque com o míssil de alcance intermédio Orechnik na região de Kiev.</P><br />
<P>Segundo o líder ucraniano, os bombardeamentos russos atingiram durante a noite uma infraestrutura de abastecimento de água, um mercado, dezenas de edifícios residenciais e várias escolas.</P><br />
<P>Além disso, o míssil foi disparado contra a cidade de Bila Tserkva, cerca de 80 quilómetros a sul de Kiev. </P><br />
<P>&#8220;Eles estão mesmo loucos&#8221;, declarou Zelensky numa mensagem no Telegram.</P><br />
<P>Esta terá sido a terceira vez que o míssil, com capacidade de transportar ogivas nucleares ou convencionais, foi utilizado na Ucrânia.</P><br />
<P>Moscovo justificou os bombardeamentos noturnos, que disse terem tido apenas como alvos instalações militares, como uma retaliação ao &#8220;ataque mortal&#8221; de Kiev contra uma residência de estudantes na região ocupada de Lugansk, que causou pelo menos 21 mortos e mais de 40 feridos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_766941]]></sapo:autor>
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		<title>SATA realiza voos extraordinários para repor normalidade na operação afetada pelo nevoeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 11:28:05 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O grupo de aviação SATA vai realizar voos extraordinários, entre hoje e segunda-feira, para reforçar a capacidade operacional e "mitigar o impacto causado aos passageiros" devido aos constrangimentos verificados na operação, motivados pelo nevoeiro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O grupo de aviação SATA vai realizar voos extraordinários, entre hoje e segunda-feira, para reforçar a capacidade operacional e &#8220;mitigar o impacto causado aos passageiros&#8221; devido aos constrangimentos verificados na operação, motivados pelo nevoeiro.</P><br />
<P>Em comunicado, o grupo SATA informa que, &#8220;no seguimento dos constrangimentos verificados nos últimos dias na operação aérea com origem e destino aos Açores, decorrentes da manutenção de condições meteorológicas adversas, nomeadamente a ocorrência de nevoeiros recorrentes que afetaram a visibilidade, estão a ser desenvolvidos esforços para repor progressivamente a normalidade do tráfego aéreo&#8221;.</P><br />
<P>Os constrangimentos, iniciados na sexta-feira, afetaram as companhias aéreas SATA Air Açores, responsável pelas ligações interilhas, e a Azores Airlines, que assegura as ligações para o exterior do arquipélago.</P><br />
<P>&#8220;Durante os dias de hoje e [de] amanhã [segunda-feira], as companhias aéreas do grupo SATA irão realizar voos extraordinários, a fim de reforçar a capacidade operacional e, assim, mitigar o impacto causado aos passageiros cujos planos de viagem foram afetados&#8221;, adiantou.</P><br />
<P>A SATA esclarece, ainda, que &#8220;apesar do empenho na recuperação da operação, a Azores Airlines mantém-se condicionada pelas faixas horárias disponíveis (&#8216;slots&#8217;) nos aeroportos nacionais e internacionais, o que poderá influenciar o ritmo de normalização do tráfego&#8221;.</P><br />
<P>Ainda de acordo com a nota, as duas companhias aéreas açorianas &#8220;continuam a acompanhar permanentemente a evolução das previsões meteorológicas, de modo a ajustar a operação da melhor forma possível&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Tendo em conta as atuais previsões, perspetiva-se que o processo de reacomodação dos passageiros e a regularização da operação estejam, na sua maioria, concluídos ao longo dos dias de hoje e de amanhã [segunda-feira]&#8221;, concluiu.</P><br />
<P>O grupo SATA agradece a compreensão dos passageiros e dos parceiros envolvidos, &#8220;face às circunstâncias condicionadas por fatores externos à operação&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_766940]]></sapo:autor>
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		<title>Alemanha procura trabalhadores portugueses com contratos sem termo, alojamento e salários até 3.250 euros por mês</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 11:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A Alemanha está à procura de trabalhadores portugueses para reforçar vários sectores da economia, desde a indústria e logística à construção civil, mecânica e montagem industrial, num momento em que o mercado laboral alemão continua a enfrentar escassez de mão de obra.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Alemanha está à procura de trabalhadores portugueses para reforçar vários sectores da economia, desde a indústria e logística à construção civil, mecânica e montagem industrial, num momento em que o mercado laboral alemão continua a enfrentar escassez de mão de obra. Através da rede europeia de emprego EURES, estão atualmente disponíveis mais de 640 mil ofertas de trabalho naquele país, muitas delas com contratos sem termo, apoio à deslocação e alojamento incluído. Em alguns casos, os salários podem ultrapassar os 3.250 euros mensais.</p>
<p>As oportunidades divulgadas pela plataforma europeia abrangem profissionais com diferentes níveis de qualificação e experiência. Entre as vagas mais procuradas estão funções ligadas à produção industrial, operadores de armazém, eletricistas industriais, mecânicos CNC, carroceiros, montadores de móveis e trabalhadores especializados na área da pedra e do mármore. Algumas empresas alemãs oferecem ainda subsídios adicionais por trabalho extraordinário, turnos especiais e encargos familiares.</p>
<p>Uma das vantagens destacadas nas ofertas passa precisamente pelo apoio à instalação dos trabalhadores estrangeiros. Existem milhares de vagas com alojamento individual já organizado pelas empresas, muitas vezes com despesas incluídas ou parcialmente comparticipadas. Algumas entidades empregadoras disponibilizam igualmente ajuda financeira para a viagem inicial entre Portugal e a Alemanha, facilitando a mudança para quem pretende emigrar em busca de estabilidade profissional.</p>
<p>Os salários variam consoante a função, experiência e domínio da língua alemã, mas muitas propostas ultrapassam claramente o salário mínimo alemão. Há ofertas para operadores de produção com vencimentos líquidos iniciais na ordem dos 2.400 euros mensais, acrescidos de prémios entre 300 e 400 euros. Em determinadas áreas técnicas, como eletricidade industrial ou reparação automóvel, os rendimentos podem atingir ou superar os 3.000 euros líquidos por mês, sobretudo quando incluem horas extraordinárias e complementos salariais.</p>
<p>Apesar de algumas vagas exigirem conhecimentos intermédios de alemão, nem todas impõem um elevado domínio da língua. Em vários anúncios, as empresas admitem candidatos com conhecimentos básicos ou até sem experiência linguística, sobretudo em funções mais operacionais. Ainda assim, as entidades de recrutamento recomendam que os candidatos invistam na aprendizagem do idioma para facilitar a integração e aumentar as possibilidades de progressão profissional.</p>
<p>Entre as ofertas atualmente disponíveis encontram-se vagas para operadores de logística com contratos permanentes e possibilidade de horas extra, montadores de móveis em Würzburg com alojamento organizado e viagem paga, eletricistas industriais em Nördlingen com apoios financeiros para deslocação e complementos familiares, bem como mecânicos especializados e profissionais da indústria automóvel com salários acima da média europeia.</p>
<p>No caso dos cidadãos portugueses, não é necessário obter visto ou autorização especial para trabalhar na Alemanha, uma vez que ambos os países integram a União Europeia e beneficiam do regime de livre circulação de trabalhadores. Ainda assim, antes da mudança, é aconselhável garantir documentação válida, como Cartão de Cidadão ou passaporte, Cartão Europeu de Seguro de Doença e currículo atualizado. Algumas empresas poderão ainda solicitar comprovativos de experiência profissional ou documentação relacionada com descontos e carreira contributiva.</p>
<p>O processo de candidatura é realizado através da plataforma EURES, coordenada em Portugal em articulação com os serviços europeus de emprego. Os interessados podem pesquisar ofertas filtrando por país, sector profissional ou condições específicas, como alojamento incluído. Em muitos casos, as entrevistas de recrutamento são efetuadas por videoconferência antes da assinatura do contrato.</p>
<p>A forte procura de trabalhadores estrangeiros surge numa altura em que a economia alemã continua a necessitar de mão de obra em sectores considerados essenciais, sobretudo na indústria transformadora, logística e construção. Para muitos portugueses, estas oportunidades representam uma possibilidade de acesso a salários mais elevados, contratos estáveis e melhores condições de progressão profissional no espaço europeu.</p>
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		<title>Ucrânia: Forças Armadas anunciam ataque a terminal petrolífero russo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 10:53:44 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia anunciou hoje um ataque contra um terminal petrolífero russo na região administrativa de Krasnodar, no sudoeste da Rússia, junto à península da Crimeia, anexada por Moscovo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia anunciou hoje um ataque contra um terminal petrolífero russo na região administrativa de Krasnodar, no sudoeste da Rússia, junto à península da Crimeia, anexada por Moscovo.</P><br />
<P>&#8220;Na noite de 23 para 24 de maio de 2026, unidades das Forças de Defesa da Ucrânia atacaram um número significativo de instalações dos ocupantes russos; mais concretamente, foi afetado o cais de carga de petróleo do terminal petrolífero &#8216;Tamanneftegaz'&#8221;, informou o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia num comunicado publicado na rede social Telegram. </P><br />
<P>O terminal atacado situa-se na região de Krasnodar, no sudoeste da Rússia, junto à Crimeia.</P><br />
<P>&#8220;É uma das principais instalações russas de exportação de petróleo na região do Mar Negro. A sua capacidade permite o transbordo de até 20 milhões de toneladas de petróleo e produtos petrolíferos por ano. A instalação participa no abastecimento do exército do Estado agressor&#8221;, acrescentou o comunicado militar.</P><br />
<P>A mensagem acrescentou também informações sobre ataques ucranianos contra armazéns de armas russos, postos de controlo militar da Rússia e a fragata da Marinha de Moscovo &#8216;Pytlivyy&#8217;, quando esta se encontrava na base naval de Novorossiysk, também na região de Krasnodar.</P><br />
<P>Anteriormente, Kiev reivindicara, entre outros, um ataque contra o terminal petrolífero de Sheshjaris, em Novorossiysk, &#8220;um dos maiores terminais petrolíferos da Federação Russa no Mar Negro&#8221;, segundo a descrição das forças armadas ucranianas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_766939]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Polícia turca cerca sede do maior partido da oposição para destituir o líder</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 10:53:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um contingente policial cercou hoje a sede do maior partido da oposição turca, o Partido Republicano do Povo (CHP), para destituir o seu líder, Özgür Özel, que tinha sido afastado do cargo na quinta-feira por ordem judicial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um contingente policial cercou hoje a sede do maior partido da oposição turca, o Partido Republicano do Povo (CHP), para destituir o seu líder, Özgür Özel, que tinha sido afastado do cargo na quinta-feira por ordem judicial.</P><br />
<P>Durante a manhã, numerosos apoiantes de Özel, eleito em novembro de 2023 num congresso do Partido Republicano do Povo (CHP na sigla original, de matriz social-democrata), ocuparam a sede e impediram a entrada da equipa de Kemal Kiliçdaroglu, o antigo líder de 77 anos colocado de novo à frente do partido por decisão de um tribunal. </P><br />
<P>Alguns confrontos ocorreram entre apoiantes de ambos os lados no exterior do edifício, mas a equipa de Kiliçdaroglu acabou por solicitar às forças policiais de Ancara que os adversários fossem retirados das instalações.</P><br />
<P>Parlamentares leais a Özel, que não puderam ser detidos devido à imunidade parlamentar, mantiveram-se no interior do edifício, apesar da entrada de uma força policial na sede do CHP.</P><br />
<P>Na sentença que destituiu Özel do cargo na quinta-feira, ainda a ser objeto de recurso para o Supremo Tribunal da Turquia, deu-se como provada a compra de votos por delegados no congresso do partido em 2023, anulando assim os resultados, assim como os dos congressos seguintes, o que levou à substituição da liderança do partido.</P><br />
<P>Özel, apoiado pela grande maioria dos 138 membros do CHP no parlamento e pelos presidentes de câmara de pelo menos 12 capitais provinciais importantes, que assinaram ontem um manifesto de apoio conjunto, considerou a decisão judicial como uma manobra política instigada pelo governo turco para enfraquecer o partido da oposição.</P><br />
<P>Durante a liderança de Kiliçdaroglu, entre 2010 e 2023, o CHP manteve uma intenção de voto de pouco mais de 25%, mas nas eleições municipais de 2024, já com Özel como líder, tornou-se o partido mais votado, com 37%, ultrapassando o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), do Presidente Recep Tayyip Erdogan.</P><br />
<P>A próxima eleição presidencial está prevista para 2028, mas o presidente da Câmara de Istambul, Ekrem Imamoglu, membro do CHP, e principal adversário de Erdogan, está preso desde março do ano passado e a ser julgado por acusações de corrupção.</P><br />
<P>Observadores afirmam que muitos processos judiciais contra o CHP &#8212; centrados em alegações de corrupção &#8212; visam neutralizar o partido antes das próximas eleições, mas o governo insiste que os tribunais da Turquia são imparciais e atuam independentemente das pressões políticas.</P><br />
<P>Nas negociações para a sua sucessão, Özel chegou a mostrar-se disponível para entregar a liderança a Kiliçdaroglu, caso este venha a ser eleito num congresso do partido a convocar num prazo de 40 dias. </P><br />
<P>Até ao momento, Kiliçdaroglu apenas declarou que o congresso se realizará &#8220;no momento oportuno&#8221;. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_766938]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia: Utilização de míssel Orechnik pela Rússia é &#8220;tática de intimidação&#8221; &#8211; UE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 10:40:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Rússia está a tentar "aterrorizar a Ucrânia" através de uma "tática de intimidação" com os recentes bombardeamentos em grande escala e a utilização do míssil Orechnik, disse hoje a chefe da diplomacia da UE.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Rússia está a tentar &#8220;aterrorizar a Ucrânia&#8221; através de uma &#8220;tática de intimidação&#8221; com os recentes bombardeamentos em grande escala e a utilização do míssil Orechnik, disse hoje a chefe da diplomacia da UE.</P><br />
<P>&#8220;A Rússia encontra-se num impasse no campo de batalha, por isso está a aterrorizar a Ucrânia com ataques deliberados a centros urbanos&#8221;, escreveu Kaja Kallas no X.</P><br />
<P>Para Kallas, o uso por Moscovo de mísseis balísticos de alcance intermédio Orechnik &#8212; sistemas concebidos para transportar ogivas nucleares &#8212; são &#8220;uma tática de intimidação política e uma forma imprudente de chantagem nuclear&#8221;.</P><br />
<P>A Rússia confirmou hoje ter utilizado mísseis hipersónicos Orechnik para atacar a Ucrânia na última noite, alegando que o alvo dos bombardementos foram apenas instalações militares.</P><br />
<P>O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, tinha denunciado já hoje o ataque com mísseis Orechnik na região de Kiev.</P><br />
<P>Esta terá sido a terceira vez que o míssil, com capacidade de transportar ogivas nucleares ou convencionais, foi utilizado na Ucrânia.</P><br />
<P>Também hoje, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sibiga, pediu o reforço dos apoios ao país face à agressão russa.</P><br />
<P>Sibida disse que a Ucrânia precisa de mais capacidades defensivas, incluindo a proteção do espaço aéreo, investimentos na indústria de defes, mais pressão sobre a Rússia e decisões políticas firmes em relação à adesão da Ucrânia à União Europeia.</P><br />
<P>A Força Aérea Ucraniana informou que a Rússia utilizou 690 sistemas de ataque, incluindo drones e mísseis de vários tipos, neste bombardeamento.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_766937]]></sapo:autor>
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		<title>Deslizamento de terras mata 28 garimpeiros em mina de ouro em Angola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 10:22:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um deslizamento de terras numa mina ilegal de ouro no município de Nambuangongo, na província angolana do Bengo, matou 28 garimpeiros na madrugada de sábado, informou o porta-voz do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros (SPCB).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um deslizamento de terras numa mina ilegal de ouro no município de Nambuangongo, na província angolana do Bengo, matou 28 garimpeiros na madrugada de sábado, informou o porta-voz do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros (SPCB).</P><br />
<P>Wilson Baptista, citado pelo Jornal de Angola disse que o incidente ocorreu por volta das 05:00 na aldeia do Mucunha, a cerca de 20 quilómetros da comuna de Kicabo, tendo sido resgatados com vida três pessoas, enquanto prosseguem operações de busca para localizar mais desaparecidos.</P><br />
<P>Segundo a Rádio Nacional de Angola, entre as 28 vítimas mortais confirmadas, 13 pertencem à mesma família.</P><br />
<P>Wilson Baptista disse que a insuficiência da rede de comunicação na região está a dificultar o trabalho das equipas no terreno, sobretudo no levantamento de informações e na coordenação das ações de resgate.</P><br />
<P>Um dos sobreviventes, Alfredo Inga &#8220;Coragem&#8221;, relatou à imprensa que chegou ao local por volta das 03:00, quando encontrou dezenas de pessoas no interior de uma estrutura semelhante a um túnel improvisado para extração de ouro.</P><br />
<P>&#8220;Quando cheguei à mata, a que chamamos Nova Luanda, estavam cerca de 60 ou 70 pessoas. O buraco parecia um túnel. Naquela confusão, o muro desabou&#8221;, disse ao Jornal de Angola.</P><br />
<P>A situação está a ser acompanhada pelo delegado provincial do Ministério do Interior no Bengo, Delfim Kalulo, e por autoridades da administração local, que reforçaram o apelo contra a prática de garimpo ilegal e defendem o aumento da fiscalização e de ações de sensibilização.</P><br />
<P>O garimpo ilegal em várias províncias angolanas tem originado várias tragédias nos últimos anos.</P><br />
<P>Em junho de 2025, pelo menos seis pessoas morreram num intervalo de três dias em minas ilegais no Huambo, e 13 garimpeiros morreram soterrados na localidade de Tchikuele, município de Chipindo, na Huíla, numa mina clandestina de extração de ouro e outros minerais.</P><br />
<P>Registaram-se igualmente desabamentos mortais no Bié e na Lunda-Norte, associados à extração ilegal de diamantes, e em municípios do Huambo como Ukuma e Cuima.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_766936]]></sapo:autor>
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		<title>Tribunal dá pensão vitalícia e 80 mil euros a mulher que passou 32 anos a cuidar da casa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 10:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A Justiça espanhola reconheceu o direito de uma mulher de 57 anos a receber uma pensão compensatória vitalícia de 600 euros mensais e uma indemnização de 80 mil euros, depois de ter passado mais de três décadas afastada do mercado de trabalho para se dedicar exclusivamente ao lar e à família. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Justiça espanhola reconheceu o direito de uma mulher de 57 anos a receber uma pensão compensatória vitalícia de 600 euros mensais e uma indemnização de 80 mil euros, depois de ter passado mais de três décadas afastada do mercado de trabalho para se dedicar exclusivamente ao lar e à família. A decisão foi tomada pela Audiência Provincial de Pontevedra, que concluiu que a ex-mulher ficou numa situação de profundo desequilíbrio económico após o divórcio, resultado direto dos 32 anos em que abdicou da sua carreira profissional enquanto o marido desenvolvia os seus negócios e acumulava património.</p>
<p>Segundo a sentença SAP PO 454/2026, o caso teve origem na dissolução do casamento, altura em que a mulher alegou que a dedicação integral à vida doméstica a impediu de construir uma carreira profissional e alcançar independência financeira. O tribunal de primeira instância já lhe tinha reconhecido o direito a uma pensão compensatória, mas limitou-a a nove anos. O ex-marido recorreu da decisão, tentando eliminar totalmente a prestação — ou, em alternativa, reduzi-la a apenas seis meses — defendendo que sobrevivia apenas com uma pensão proveniente da Suíça e argumentando ainda que o casal tinha apoio doméstico contratado. A mulher recorreu igualmente, pedindo que a pensão não tivesse qualquer prazo limite.</p>
<p>A Audiência Provincial acabou por dar razão à ex-esposa e decidiu transformar a pensão numa prestação vitalícia. Os magistrados consideraram que não existiam elementos realistas que permitissem prever que a mulher conseguisse ultrapassar, num período curto, a situação de vulnerabilidade económica em que ficou após o divórcio. Na decisão, o tribunal sublinhou que a atribuição de pensões temporárias exige um “juízo prospetivo” que permita prever o desaparecimento do desequilíbrio financeiro num prazo concreto, alertando que os tribunais devem evitar decisões assentes em “mero futurismo ou adivinhação”. No entendimento da justiça espanhola, após mais de 30 anos sem atividade profissional regular e sem formação especializada, seria irrealista presumir uma reintegração laboral capaz de garantir estabilidade económica.</p>
<p>A sentença destaca ainda que, aos 57 anos, as perspetivas profissionais da mulher seriam extremamente limitadas e pouco remuneradas. Os juízes afirmam mesmo que apenas surgem como prováveis “trabalhos mal pagos na área da hotelaria”, argumento que sustentou a eliminação do limite temporal inicialmente imposto à pensão. O tribunal considerou que a ex-esposa se encontrava numa posição de clara fragilidade económica em consequência direta das escolhas e imposições vividas durante o casamento.</p>
<p>O acórdão abordou também a indemnização prevista no artigo 1438 do Código Civil espanhol, destinada a compensar o trabalho doméstico realizado em casamentos celebrados sob o regime de separação de bens. Inicialmente, o tribunal tinha fixado esse valor em 192 mil euros, mas a Audiência Provincial reduziu a compensação para 80 mil euros. Ainda assim, os magistrados rejeitaram os argumentos do ex-marido, que alegava não existirem filhos em comum e insistia que a presença de empregadas domésticas anulava a dedicação exclusiva da mulher à casa. Segundo o tribunal, não ficou provada a contratação contínua de apoio doméstico e foi identificada uma relação marcada por forte desequilíbrio nas decisões familiares.</p>
<p>Os juízes referem mesmo existir uma “situação de prevalência da vontade” do marido sobre a esposa, incluindo a imposição de que esta abandonasse qualquer atividade profissional fora de casa. A decisão judicial recorda ainda declarações anteriores do homem, nas quais admitia que a companheira não precisava de trabalhar porque, “estando com ele, não lhe faltava nada”. Apesar de o casal não ter tido filhos em comum, ficou igualmente provado que a mulher assumiu durante cerca de uma década os cuidados exclusivos de dois netos do marido. Ainda assim, a indemnização acabou reduzida para evitar aquilo que o tribunal classificou como uma possível “duplicação do critério indemnizatório”, uma vez que a pensão vitalícia já reflete precisamente a dedicação integral da mulher à família e ao lar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_766219]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>ENTREVISTA: Europa muito dificilmente vai conseguir mitigar dependência tecnológica &#8211; CEO Adyta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 09:23:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[*** Por Alexandra Luís, da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Por Alexandra Luís, da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Porto, 24 mai 2026 (Lusa) &#8211; O presidente executivo (CEO) da Adyta considera, em entrevista à Lusa, que a Europa muito dificilmente vai conseguir mitigar a sua dependência tecnológica e que a empresa está a trabalhar em projetos de inovação com parceiros nacionais.</P><br />
<P>Questionado sobre o atual estado de desenvolvimento da inteligência artificial (IA), em que a maioria dos modelos são dos EUA e China, Carlos Carvalho afirma que o velho continente &#8220;está claramente a correr atrás do prejuízo&#8221;.</P><br />
<P>Mas &#8220;eu espero que não continue a ter uma tendência para só legislar e regulamentar e continuar a perder tempo naquilo que é desenvolvimento&#8221;, salienta o CEO da tecnológica portuense.</P><br />
<P>&#8220;A Europa devia ter apostado, podia e devia regular, mas ao mesmo tempo tinha que estar a desenvolver tecnologia europeia e não fez. Aliás, criou foi condições para que a tecnologia que até nasce na Europa vá para outros continentes&#8221;, aponta Carlos Carvalho.</P><br />
<P>Agora, &#8220;o que me preocupa&#8221; com a IA &#8220;é que ela é, acima de tudo, um acelerador&#8221;, enfatiza.</P><br />
<P>Ou seja, &#8220;acelera tudo aquilo que as organizações possam fazer e estes modelos restritos&#8221; que têm surgido como o Mythos, por exemplo, da Anthropic para a área da cibersegurança, entre outros, &#8220;o que fazem é que vão permitir a quem até agora não tinha grandes capacidades ofensivas passar a dispor de capacidades ofensivas como só algumas organizações ou Estados tinham&#8221;, adverte.</P><br />
<P>&#8220;Muito provavelmente vamos começar a ver grupos de cibermercenários com ataques que vão passar a ser muito mais orquestrados, repetitivos, profissionalizados, otimizados, perfeitos, campanhas de &#8216;phishing&#8217; muito mais detalhadas e perfeitas e vai ser complicado&#8221;, admite o gestor, que também é presidente da ANJE. </P><br />
<P>&#8220;Mas a IA também serve para nos defendermos&#8221; e, nesse sentido, &#8220;temos de também conseguir usá-la&#8221;, sublinha.</P><br />
<P>Contudo, a sua preocupação assenta no tempo que a IA veio acelerar: &#8220;O tempo para rapidamente termos capacidade de atacar e causar dano vai ser mais curto e o tempo para defender também pode ser mais curto se tivermos capacidade de usar essas ferramentas&#8221;.</P><br />
<P>Agora, o problema na Europa está em &#8220;quem é que controla essas ferramentas? Onde é que elas estão? Sobre que jurisdição? Infelizmente, a Europa aí está completamente dependente&#8221;, lamenta.</P><br />
<P>&#8220;A dependência tecnológica é, hoje em dia, uma dependência estratégica crítica que a Europa muito dificilmente vai conseguir mitigar&#8221;, considera, referindo que não vai conseguir atenuar isso com &#8220;meia dúzia de ideias ou de legislação&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Ou se capacita a tecnologia europeia ou então vamos ter um problema sempre em crescendo&#8221;, alerta Carlos Carvalho.</P><br />
<P>O CEO da Adyta considera que dentro da soberania europeia há a soberania dos próprios países: &#8220;Sabemos que hoje somos todos amigos, mas qualquer dia não somos, basta ver o que tem acontecido com os EUA&#8221;.</P><br />
<P>Contudo, &#8220;há uma coisa que não vamos conseguir fazer: grande parte da tecnologia e da tecnologia aplicada à defesa é desenvolvida por empresas que são gigantes&#8221;, de defesa, &#8220;que também produzem &#8216;software&#8217; ou soluções tecnológicas e (&#8230;) Portugal não vai, de hoje para amanhã, ter uma empresa do tamanho da Thales, da Indra, da Leonardo, do que for&#8221;, aponta.</P><br />
<P>&#8220;Vamos ficar dependentes de tecnologia dessas empresas&#8221; que são de outros Estados &#8220;e que muitas vezes operam sob autorização desses Estados? Ou vamos ter uma estratégia de parcerias industriais mas que permitam ganhar alguma soberania nacional na utilização dessas soluções&#8221;, questiona. A Adyta acredita que este último é o caminho. </P><br />
<P>&#8220;Estrategicamente, na Adyta, o que estamos a fazer é procurar soluções que venham deste tipo de organizações&#8221; e &#8220;ter uma forma de que elas possam ser utilizadas em Portugal com uma parte de tecnologia nacional&#8221;, aponta o CEO.</P><br />
<P>Na prática, &#8220;ter acesso à solução por base e na Adyta termos a capacidade de desenvolver tecnologia adicional que permita, de alguma forma, tornar aquela tecnologia mais portuguesa&#8221;. No fundo, &#8220;tornar aquela solução com tecnologia portuguesa, (&#8230;) mitigando os problemas de soberania&#8221;, defende.</P><br />
<P>&#8220;Estamos a falar com alguns potenciais parceiros (&#8230;) porque entendemos&#8221; que é como &#8220;a Adyta se deve posicionar para procurar garantir ao nosso país também cibersoberania&#8221;, sublinha.</P><br />
<P>Sobre a meta a concretizar até final do ano, Carlos Carvalho diz esperar &#8220;ter condições para que a Adyta possa subir uns degraus em termos de posicionamento no mercado, mas num mercado especializado&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Não queremos ser uma empresa que faz tudo, queremos ser uma empresa quase como uma boutique especializada em soluções de comunicação segura &#8216;dual use&#8217;, defesa e civil, e serviços de cibersegurança muito especializados e também desenvolvimento de soluções de ciberdefesa&#8221;, sintetiza.</P><br />
<P>&#8220;Estamos a trabalhar no desenvolvimento e na participação em projetos de inovação com outros parceiros nacionais, seja para ajudarmos na cibersegurança e na classificação de cadeias de fornecedores&#8221;, adianta.</P><br />
<P>&#8220;Tivemos recentemente uma mini agenda PRR de que fazemos parte aprovada&#8221; e &#8220;estamos a candidatar-nos a novos projetos financiados diretamente por Bruxelas, Fundo Europeu de Defesa, e, portanto, queremos ser uma empresa que é capaz de desenvolver produto e prestar serviços, mas sem nunca largar o braço da inovação&#8221;, que é o vai diferenciar os serviços e o produto da tecnológica, remata.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_766935]]></sapo:autor>
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		<title>Trump, Putin, Meloni, Macron…: Quem são os líderes mundiais com mais filhos?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 09:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar de serem algumas das figuras mais influentes do planeta, responsáveis por decisões com impacto global em áreas como economia, segurança, guerra, energia ou imigração, a vida privada dos principais líderes mundiais continua, em muitos casos, longe do escrutínio público. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de serem algumas das figuras mais influentes do planeta, responsáveis por decisões com impacto global em áreas como economia, segurança, guerra, energia ou imigração, a vida privada dos principais líderes mundiais continua, em muitos casos, longe do escrutínio público. Ainda assim, há detalhes familiares que acabam por ser conhecidos, desde o número de filhos até às dinâmicas pessoais que marcaram os percursos políticos de vários chefes de Estado e de Governo.</p>
<p>O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é um dos casos mais mediáticos. O líder norte-americano tem cinco filhos de três casamentos diferentes: Donald Jr., Ivanka e Eric nasceram da união com Ivana Trump; Tiffany é filha de Marla Maples; e Barron nasceu do casamento com Melania Trump. Ao longo dos anos, vários dos filhos do republicano assumiram papéis públicos relevantes, sobretudo durante os mandatos presidenciais do pai.</p>
<p>Também o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, tem uma vida familiar relativamente conhecida. O líder socialista espanhol é pai de duas filhas, Ainhoa e Carlota, fruto da relação com Begoña Gómez. Já a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, tem apenas uma filha, Ginevra, nascida em 2016, frequentemente mencionada em entrevistas da dirigente italiana sobre conciliação entre maternidade e política.</p>
<p>Em França, Emmanuel Macron não tem filhos biológicos. No entanto, tornou-se padrasto dos três filhos da mulher, Brigitte Macron — Sébastien, Laurence e Tiphaine Auzière — após o casamento com a atual primeira-dama francesa. Já o presidente chinês, Xi Jinping, mantém uma vida pessoal bastante reservada, embora seja conhecido que tem uma filha, Xi Mingze.</p>
<p>O presidente russo, Vladimir Putin, reconhece oficialmente duas filhas, Maria e Yekaterina. Ainda assim, investigações jornalísticas internacionais têm apontado, nos últimos anos, para a possível existência de outros filhos cuja identidade nunca foi oficialmente confirmada pelo Kremlin. Na Alemanha, o chanceler Friedrich Merz é pai de três filhos: Carola, Philippe e Constanze.</p>
<p>No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer tem dois filhos adolescentes, um rapaz e uma rapariga, embora procure manter a família afastada da exposição mediática. Já o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido como Lula da Silva, tem cinco filhos: Marcos Cláudio, Fábio Luís, Sandro Luís, Luís Cláudio e Lurian.</p>
<p>Entre os líderes com famílias mais numerosas está a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, mãe de sete filhos: Egmont, David, Victoria, Sophie, Johanna, Gracia e Maria Donata. No extremo oposto surgem dirigentes como o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o presidente argentino, Javier Milei, que não têm filhos.</p>
<p>O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, é pai de quatro filhas — Cleo, Sasha, Amelia e Tess — enquanto a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, tem uma filha biológica, Mariana, e um enteado, Rodrigo, que ajudou a criar. Já o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, tem um único filho, Nathan.</p>
<p>A dimensão familiar dos líderes políticos nem sempre influencia diretamente a governação, mas continua a despertar curiosidade pública, sobretudo numa era em que a imagem pessoal e a comunicação política assumem um peso crescente. Em vários casos, os filhos dos líderes acabam mesmo por ganhar notoriedade mediática própria, seja por carreiras empresariais, envolvimento político ou presença regular nos círculos de poder.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_766218]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>ENTREVISTA: Lei da Nacionalidade trava decisões de investir dos EUA &#8211; cofundadora RedBridge</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 08:47:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A cofundadora da RedBridge Lisbon Filipa Pinto Carvalho admite, em entrevista à Lusa, que as alterações à Lei da Nacionalidade têm sido um fator que tem posto algum travão nas decisões de investimento dos EUA.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Alexandra Luís, da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Porto, 24 mai 2026 (Lusa) &#8211; A cofundadora da RedBridge Lisbon Filipa Pinto Carvalho admite, em entrevista à Lusa, que as alterações à Lei da Nacionalidade têm sido um fator que tem posto algum travão nas decisões de investimento dos EUA.</P><br />
<P>Criada há quatro anos, a RedBridge é uma comunidade de empreendedores, profissionais e investidores e está a consolidar-se como uma plataforma entre Portugal e os EUA.</P><br />
<P>Questionada se sente que as tensas relações geopolíticas do Presidente norte-americano, Donald Trump, com a Europa, têm impacto esta comunidade, Filipa Pinto Carvalho, que é também cofundadora da AGPC e da Here Partners e vice-presidente da ANJE, diz que não.</P><br />
<P>&#8220;Do ponto de vista da comunidade em si da RedBridge não sinto que tenha havido esse impacto, acho que até muito pelo contrário&#8221;, salienta Filipa Pinto Carvalho, que marcou presença na SIM Conference, no Porto, um evento organizado pela Startup Portugal.</P><br />
<P>A Redbridge &#8220;nasce para aproximar Lisboa e Silicon Valley, por isso há esta ligação muito grande à Califórnia&#8221; e &#8220;tem havido uma tendência grande de pessoas da Califórnia a vir para Portugal&#8221; que não diminuiu, refere a responsável.</P><br />
<P>&#8220;Tem sido a minha experiência, tanto na Redbridge como na AGPC, um escritório de advocacia que é, no fundo, de onde venho e o que faço, que assessora clientes estrangeiros a virem para Portugal ou a investirem aqui&#8221;, explica.</P><br />
<P>À pergunta o que torna Portugal atrativo para os californianos, Filipa Pinto Carvalho aponta o equilíbrio &#8220;entre procurarem um estilo de vida diferente&#8221;, mas ainda estarem num lugar central a partir da qual têm ligações com as outras capitais e continuar a fazer negócio e &#8220;também existe uma atividade para aqueles que estão mais ligados ao setor das startups e da tecnologia&#8221;.</P><br />
<P>Aliás, &#8220;há um sentimento de uma energia de florescimento deste ecossistema aqui em Portugal, muitas vezes dizem-me que isto parece o Silicon Valley há 30 anos&#8221;, considera.</P><br />
<P>Os norte-americanos começaram a vir para Portugal por terem sido &#8220;muito atraídos por políticas como o &#8216;golden visa&#8217; [vistos gold], o RNH [regime de Residente Não Habitual] e acho que isso serviu como fator de despertar o interesse&#8221;.</P><br />
<P>Aliás, &#8220;até diria que agora vejo mais americanos realmente disponíveis para investirem em startups aqui, para se envolverem no ecossistema, do que se calhar há alguns anos&#8221;, por isso &#8220;estou confiante que este é o início de uma tendência que vai crescer&#8221;. </P><br />
<P>Também o conflito no Irão não impactou a vinda de norte-americanos para Portugal, mas já as alterações à Lei da Nacionalidade vieram trazer &#8220;incertezas e insegurança&#8221;, diz.</P><br />
<P>&#8220;Diria que esse tem sido um fator que tem posto algum travão nas decisões de investimento&#8221;, admite Filipa Pinto Carvalho. </P><br />
<P>&#8220;A minha experiência até mais com a AGPC, com o meu escritório, porque assessoramos estes clientes a fazerem um investimento aqui, uma grande fatia dos nossos clientes é dos EUA&#8221; e &#8220;existe uma frustração grande com este anúncio&#8221; das mudanças da Lei da Nacionalidade.</P><br />
<P>Isto porque &#8220;existe uma sensação de uma quebra do contrato que o Estado tinha com estes investidores&#8221; que mantinham residência em Portugal e &#8220;podiam ser elegíveis para a nacionalidade ao fim de cinco anos&#8221;, salienta.</P><br />
<P>Agora, a nova lei dilatou o prazo.</P><br />
<P>&#8220;Se estes novos investidores vão investir ou vão retrair-se face a estas alterações, os próximos meses dirão&#8221;, salienta Filipa Pinto Carvalho. </P><br />
<P>Quanto à Rebridge, a responsável salienta que o clube tem vindo a crescer.</P><br />
<P>&#8220;Já temos casos de investimento que aconteceu entre investidores americanos a investirem em projetos portugueses porque se conheceram na Redbridge&#8221;, diz.</P><br />
<P>No evento anual em São Francisco deste ano, a Redbridge conta com a colaboração do cônsul de São Francisco, AICEP, Startup Portugal e Unicorn Factory e vai levar alguns founders [fundadores]. Os detalhes serão divulgados em 28 de maio, aquando do evento Crossing the Bridge, onde será abordado como é que os founders fazem para escalar para os EUA.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_766934]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia: Zelensky acusa Rússia de ter usado míssil com capacidade nuclear</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ucrania-zelensky-acusa-russia-de-ter-usado-missil-com-capacidade-nuclear/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 08:13:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky acusou hoje a Rússia de ter utilizado um míssil de alcance intermédio Orechnik, com capacidade nuclear, contra a Ucrânia, durante bombardeamentos noturnos massivos e mortíferos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky acusou hoje a Rússia de ter utilizado um míssil de alcance intermédio Orechnik, com capacidade nuclear, contra a Ucrânia, durante bombardeamentos noturnos massivos e mortíferos.</P><br />
<P>&#8220;Três mísseis russos contra uma infraestrutura de abastecimento de água, um mercado incendiado, dezenas de edifícios residenciais danificados, várias escolas regulares, e ele [Presidente russo, Vladimir Putin] lançou o seu Orechnik contra Bila Tserkva. Eles estão mesmo loucos&#8221;, declarou Zelensky numa mensagem no Telegram.</P><br />
<P>Esta terá sido a terceira vez que o míssil, com capacidade de transportar ogivas nucleares ou convencionais, foi utilizado na Ucrânia.</P><br />
<P>Intensos bombardeamentos russos atingiram Kiev e a sua região na última noite, tendo causado quatro mortos e mais de 60 feridos, informaram as autoridades locais.</P><br />
<P>O balanço das vítimas dos bombardeamentos noturnos ascendeu a dois mortos e 56 feridos na capital, que foi &#8220;duramente atingida&#8221;, indicou o presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, no Telegram.</P><br />
<P>Duas outras pessoas foram mortas na região da capital e nove ficaram feridas, incluindo uma criança com idade inferior a 1 ano, indicou o chefe da administração regional, Mykola Kalachnyk.</P><br />
<P>Segundo Vitali Klitschko, &#8220;as equipas de resgate continuam a remover os escombros&#8221; e &#8220;os centros de saúde de Kiev funcionam normalmente e prestam assistência completa aos habitantes da capital&#8221;.</P><br />
<P>A Força Aérea da Ucrânia informou, entretanto, em comunicado, neste bombardeamento, que teve a capital ucraniana como principal alvo, a Rússia utilizou mais de 600 drones e mísseis de vários tipos.</P><br />
<P>Um total de 549 drones inimigos foram abatidos e 55 mísseis russos intercetados neste ataque que tinha como &#8220;alvo principal Kiev&#8221;, segundo a Força Aérea da Ucrânia. </P><br />
<P>Os militares ucranianos precisaram que a Rússia utilizou, entre outros, 54 mísseis de cruzeiro e mais de 30 mísseis balísticos.</P><br />
<P>&#8220;De acordo com dados provisórios, registaram-se impactos de 16 mísseis e de 51 drones em 54 pontos do país, bem como restos de drones abatidos em 54 locais&#8221;, segundo o comunicado da Força Aérea.</P><br />
<P>De acordo com informação anterior do The Kyiv Independent, que citou grupos na Internet dedicados à observação e análise do conflito, a Rússia utilizou neste ataque cerca de 50 mísseis e até 700 drones contra território ucraniano, mas a capital do país foi o principal alvo de &#8220;um dos maiores ataques do último ano&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_766933]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia: Bombardeamentos russos fazem quatro mortos e mais de 60 feridos em Kiev e região</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 07:42:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Intensos bombardeamentos russos atingiram Kiev e a sua região na última noite, tendo causado quatro mortos e mais de 60 feridos, informaram as autoridades locais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Intensos bombardeamentos russos atingiram Kiev e a sua região na última noite, tendo causado quatro mortos e mais de 60 feridos, informaram as autoridades locais.</P><br />
<P>O balanço das vítimas dos bombardeamentos noturnos ascendeu a dois mortos e 56 feridos na capital, que foi &#8220;duramente atingida&#8221;, indicou o presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, no Telegram.</P><br />
<P>Duas outras pessoas foram mortas na região da capital e nove ficaram feridas, incluindo uma criança com idade inferior a 1 ano, indicou o chefe da administração regional, Mykola Kalachnyk.</P><br />
<P>Segundo Vitali Klitschko, &#8220;as equipas de resgate continuam a remover os escombros&#8221; e &#8220;os centros de saúde de Kiev funcionam normalmente e prestam assistência completa aos habitantes da capital&#8221;.</P><br />
<P>A Força Aérea da Ucrânia informou, entretanto, em comunicado, neste bombardeamento, que teve a capital ucraniana como principal alvo, a Rússia utilizou mais de 600 drones e mísseis de vários tipos.</P><br />
<P>Um total de 549 drones inimigos foram abatidos e 55 mísseis russos intercetados neste ataque que tinha como &#8220;alvo principal Kiev&#8221;, segundo a Força Aérea da Ucrânia. </P><br />
<P>Os militares ucranianos precisaram que a Rússia utilizou, entre outros, 54 mísseis de cruzeiro e mais de 30 mísseis balísticos.</P><br />
<P>&#8220;De acordo com dados provisórios, registaram-se impactos de 16 mísseis e de 51 drones em 54 pontos do país, bem como restos de drones abatidos em 54 locais&#8221;, segundo o comunicado da Força Aérea.</P><br />
<P>De acordo com informação anterior do The Kyiv Independent, que citou grupos na Internet dedicados à observação e análise do conflito, a Rússia utilizou neste ataque cerca de 50 mísseis e até 700 drones contra território ucraniano, mas a capital do país foi o principal alvo de &#8220;um dos maiores ataques do último ano&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_766932]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Guiné-Bissau: Negócios fracos e investimentos atrasados desde o golpe de Estado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 07:32:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Mariama Baldé, comerciante de revenda de peixe no porto de Bandim, em Bissau, tem na boca a conversa que é repetida por vários cidadãos guineenses em atividade económica, "o negócio está fraco" no país desde finais do ano passado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Mariama Baldé, comerciante de revenda de peixe no porto de Bandim, em Bissau, tem na boca a conversa que é repetida por vários cidadãos guineenses em atividade económica, &#8220;o negócio está fraco&#8221; no país desde finais do ano passado.</P><br />
<P>Os militares protagonizaram no dia 26 de novembro mais um golpe de Estado na Guiné-Bissau e, desde essa altura, lamentam vários comerciantes contactados pela Lusa, o negócio de produtos decorre a um ritmo lento.</P><br />
<P>Em condições normais, Mariama diz que costumava revender, numa semana, até quatro caixas de peixe que compra aos pescadores, mas, desde dezembro, às vezes, leva até duas semanas para negociar uma única caixa.</P><br />
<P>Mariama admite que esta altura do ano, entre março até agosto, é considerada &#8220;período morto de venda do pescado&#8221; pelo facto de os pescadores preferirem trabalhar na apanha do caju, mas mesmo assim o &#8220;negócio do peixe está muito fraco&#8221;.</P><br />
<P>Bidon Ntunguê, habitante da comunidade de Kupul, arredores de Bissau, nada sabe sobre o Governo e a política que não acompanha, apenas sabe que a campanha da castanha de caju, principal produto agrícola e de exportação, este ano &#8220;não está a andar bem&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O negócio do caju não anda bem. Está fraco. Dizem que os indianos não vieram este ano, mas não sei&#8221;, declarou o camponês, referindo-se aos principais compradores da castanha de caju da Guiné-Bissau.</P><br />
<P>Um responsável da direção-geral do Comércio guineense explicou à Lusa que a campanha de comercialização da castanha do caju deste ano &#8220;poderá ser afetada&#8221; pela guerra no Médio Oriente, nomeadamente devido à escassez de navios de transporte de cargas.</P><br />
<P>O grosso do caju da Guiné-Bissau é vendido para o mercado indiano e é transportado em contentores por navios mercantes.</P><br />
<P>No mercado de venda do gado bovino e caprino situado no bairro de Djolo, nos arredores de Bissau, Mamadu Djaló lamenta que, mesmo no período da festa muçulmana de Tabaski, que deverá ser assinalada no dia 27, o negócio esteja &#8220;muito fraco&#8221;.</P><br />
<P>O comerciante de caprinos afirma que por esta altura em anos passados já tinha vendido mais de 50 unidades daquele que é um dos principais produtos à mesa nesta festa anual.</P><br />
<P>&#8220;Este ano e até hoje [quinta-feira] nem vendi 10 cabras e bodes, parece que as pessoas estão sem dinheiro&#8221;, lamenta Djaló, que compra no Senegal os animais que revende em Bissau, negócio do qual sustenta os quatro filhos e a mulher.</P><br />
<P>O país sente, também, a falta de dinheiro de parceiros internacionais nos investimentos estatais depois do golpe militar que &#8220;retraiu&#8221; e &#8220;atrasou&#8221; desembolsos destinados a vários projetos no país.</P><br />
<P>O Banco Mundial e a União Europeia são neste momento dois dos principais parceiros da cooperação internacional que se destacam em diferentes projetos de desenvolvimento em curso, e ambos &#8220;congelaram os apoios&#8221; logo após o golpe militar, observou uma fonte do Ministério da Economia, Plano e Integração Regional.</P><br />
<P>Na prática, é esse o departamento do Governo guineense que coordena a execução da quase totalidade dos projetos financiados ou participados por estas duas instituições internacionais, precisou a mesma fonte.</P><br />
<P>A Guiné-Bissau devia iniciar em finais do ano passado o quarto recenseamento geral da população e habitação, mas o processo só vai começar a 01 de junho, contando com os cerca de 19 milhões de dólares americanos (16,3 milhões de euros) disponibilizados pelo Banco Mundial, que, entretanto, levantou a suspensão dos desembolsos.</P><br />
<P>A suspensão temporária dos apoios do Banco Mundial também &#8220;impactaram negativamente&#8221; a construção de parte do eixo rodoviário que liga o norte da Guiné-Bissau ao sul do Senegal, através das localidades de Safim e Mpack, financiada em aproximadamente 34 mil milhões de francos CFA (quase 52 milhões de euros).</P><br />
<P>O troço da estrada Safim &#8212; Mpack conta também com financiamentos do Banco Europeu de Investimento (BEI), mas aquela instituição, sublinhou a fonte do Ministério da Economia guineense, ainda não levantou a sua suspensão aos apoios ao país desde o golpe de Estado.</P><br />
<P>A construção daquela estrada decorre, neste momento, no troço financiado pelo Banco Mundial, enquanto a parte financiada pelo BEI &#8211; mais de 60 quilómetros de um total de 114,7 quilómetros, com um envelope de 34,9 milhões de euros &#8211; &#8220;está praticamente parada&#8221;.</P><br />
<P>A instituição, precisou ainda a mesma fonte, tinha igualmente em andamento, projetos nos setores das infraestruturas, educação, saúde, agricultura, pesca, economia verde, entre outros, mas suspendeu os desembolsos financeiros com o golpe militar.</P><br />
<P>Atualmente, a União Europeia apoia vários projetos na Guiné-Bissau, mas ao nível de organizações da sociedade civil e agências das Nações Unidas, nomeadamente PNUD e UN-Habitat, destacou a mesma fonte.</P><br />
<P> </P><br />
<P>*** A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância ***</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_766930]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Guiné-Bissau: Ativistas falam em acalmia, mas reclamam diálogo seis meses depois do golpe</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/guine-bissau-ativistas-falam-em-acalmia-mas-reclamam-dialogo-seis-meses-depois-do-golpe/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 07:32:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, afirmou hoje que a Guiné-Bissau vive &#8220;uma acalmia&#8221; depois do golpe de Estado há seis meses, mas considera que falta diálogo por parte dos militares no poder. Em entrevista à Lusa, o ativista descreve que, no início, depois da tomada do poder pelos militares, a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, afirmou hoje que a Guiné-Bissau vive &#8220;uma acalmia&#8221; depois do golpe de Estado há seis meses, mas considera que falta diálogo por parte dos militares no poder.</P><br />
<P>Em entrevista à Lusa, o ativista descreve que, no início, depois da tomada do poder pelos militares, a 26 de novembro de 2025, &#8220;havia muita tensão, alguns atos repressivos&#8221;, mas, &#8220;nos últimos tempos, tem-se assistido a uma acalmia&#8221;.</P><br />
<P>Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, a sede da Liga, a Casa dos Direitos, foi invadida por forças policiais e alguns eventos suspensos, mas, nos últimos meses, Bubacar Turé diz que a Liga continua a desenvolver as suas ações, não tem havido restrições e tem tido a colaboração das autoridades.</P><br />
<P>O presidente da organização aponta &#8220;também alguma abertura de alguns setores do poder&#8221;, nomeadamente o primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, ou o Ministério do Interior, com quem tem falado.</P><br />
<P>A aparente acalmia, como disse, aplica-se também ao quotidiano dos guineenses, em que o cidadão comum, assim como as organizações da sociedade civil fazem as suas atividades regularmente.</P><br />
<P>O mais preocupante para a vida da população, segundo Bubacar Turé, é o Estado não estar a conseguir &#8220;cumprir cabalmente as suas obrigações, o fornecimento de serviços sociais básicos&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Tem havido dificuldades no setor da saúde, o que constitui uma enorme preocupação, por exemplo, crises de oxigénio no principal hospital, o nacional Simão Mendes, outros materiais básicos para o hospital têm faltado&#8221;.</P><br />
<P>Tem havido também algumas paralisações nos setores da saúde e educação e falta de energia elétrica no interior, mas também na capital Bissau, além de uma crise de água potável, segundo a descrição feita.</P><br />
<P>Problemas que, diz Bubacar Turé, agravaram-se com a suspensão dos apoios de parceiros internacionais, depois do golpe de Estado.</P><br />
<P>O cenário do país reclama, na opinião do ativista, um regresso urgente à ordem constitucional, &#8220;mas esse regresso não pode ser a todo o custo, tem que haver os pressupostos prévios&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Nós não estamos a ver diálogo nem atos preparatórios para esse efeito&#8221;, afirmou, vincando que há um silêncio preocupante em relação ao diálogo por parte das autoridades no poder.</P><br />
<P>Para a Liga, &#8220;é necessário diálogo que reúna todos os atores para encontrar soluções duradoiras que permitam não só o retorno à ordem constitucional, mas também em torno de grandes desígnios nacionais e sobretudo o exercício de liberdades fundamentais, a governação, as deliberações da CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental] em relação à situação do país que nunca foram implementadas&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Nós pensamos que as autoridades no poder devem promover diálogo com todos os atores nacionais, políticos, religiosos, as organizações da sociedade civil [na procura] de soluções (&#8230;) para o país&#8221;, defendeu.</P><br />
<P>Sobre as novas eleições gerais anunciadas pelos militares para 06 de dezembro, Bubacar Turé entende que não estão reunidos &#8220;os pressupostos para eleições livres e transparentes&#8221; e lembra que as sedes dos partidos estão encerradas e suspensas liberdades fundamentais, como o direito de reunião e manifestação.</P><br />
<P>O presidente da Liga defende que o diálogo nacional para este processo &#8220;devia ser também patrocinado pela comunidade internacional, mas quer a CEDEAO, que se remeteu ao silêncio ensurdecedor, [quer] o resto da comunidade internacional também mantém um silêncio em certo ponto incompreensível&#8221;.</P><br />
<P>Bubacar Turé tem ainda &#8220;muitas reservas em relação às eleições de dezembro&#8221; por a Comissão Nacional de Eleições, a entidade responsável pelos processos eleitorais, ter sido &#8220;desmantelada no dia 26 de novembro&#8221;, com a invasão das instalações e destruição de material e equipamento durante o golpe militar.</P><br />
<P>&#8220;Nós não temos conhecimento de ações da parte das autoridades para reequipar a CNE, sem isso não se pode falar da realização de eleições&#8221;, declarou, acrescentando que não foi feito também o recenseamento de raiz, nem a atualização dos cadernos eleitorais.</P><br />
<P>&#8220;Tudo isso revela alguma impossibilidade objetiva, mas cabe às autoridades no poder de vir a público anunciar como resolver o calendário para as eleições&#8221;, considerou.</P><br />
<P>A Liga lembra ainda situações que continuam por esclareceu depois do golpe de Estado, a principal, apontou Bubacar Turé, do presidente do histórico partido PAIGC, Domingos Simões Pereira.</P><br />
<P>Considerado a principal figura da oposição ao regime do anterior Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, Simões Pereira foi detido no golpe e permanece em prisão domiciliária, &#8220;uma figura inexistente&#8221; no ordenamento jurídico guineense, destacou Turé.</P><br />
<P>&#8220;Até hoje, formalmente, nós desconhecemos um processo judicial contra ele, por isso a Liga continua preocupada com a sua situação&#8221;, disse, considerando esta prisão domiciliária &#8220;um ato ilegal&#8221; por não ter sido &#8220;decretada por nenhum juiz, nenhuma entidade judiciária&#8221;.</P><br />
<P>Bubacar Turé lembra também o caso do homicídio do ativista Vigário Luís Balanta, líder do movimento revolucionário &#8220;Pó di Terra&#8221;, no final de março, por até agora não haver desenvolvimentos na investigação e por temer que fique no esquecimento, como outros anteriores ao golpe de Estado, nomeadamente o assassinato do elemento da segurança presidencial Tano Bari, em julho de 2025.</P><br />
<P>&#8220;Vários casos semelhantes no passado ficaram no esquecimento e isso leva-nos a acreditar que na Guiné-Bissau a impunidade é a maior instituição porque as denúncias de torturas nunca são investigadas&#8221;, declarou.</P><br />
<P>As alterações legislativas realizadas nos últimos seis meses na Guiné-Bissau são motivo de preocupação para a Liga, referidas no mais recente relatório sobre a situação dos direitos humanos na Guiné-Bissau.</P><br />
<P>Desde a chegada ao poder, os militares fizeram a revisão da Constituição, conferindo mais poderes ao Presidente da República, alteraram leis eleitorais e mais recentemente criaram legislação sobre conteúdos digitais com uma comissão de verificação das publicações nas redes sociais.</P><br />
<P>Para a Liga, embora o golpe de Estado crie Direito, &#8220;não se pode aprovar legislação sem consultar os cidadãos, quer os organizados em movimentos e organizações da sociedade civil, quer cidadãos individuais&#8221; e &#8220;há medidas legislativas que em nenhuma circunstância podem ser aprovadas por um órgão sem legitimidade&#8221; democrática.</P><br />
<P>&#8220;Nunca vi um órgão como um Conselho Constitucional de Transição a rever uma Constituição, é ilegítimo, não tem competência&#8221;, afirmou Bubacar Turé.</P><br />
<P>O ativista defende que, para ser feito, à semelhança do que tem acontecido noutros países da África Ocidental governados por golpistas, devia ser organizado um referendo para o povo decidir ou aguardar pelo parlamento saído de novas eleições.</P><br />
<P> </P><br />
<P>*** A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância ***</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_766929]]></sapo:autor>
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		<title>Guiné-Bissau: A transição que não acaba e a dificuldade em compreender o que se passa- investigadores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 07:32:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Seis meses depois do golpe de Estado na Guiné-Bissau, a dificuldade em compreender o que está a acontecer sobressai num artigo de observadores de conflitos em África, que descreve a situação como "a transição que não acaba".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Seis meses depois do golpe de Estado na Guiné-Bissau, a dificuldade em compreender o que está a acontecer sobressai num artigo de observadores de conflitos em África, que descreve a situação como &#8220;a transição que não acaba&#8221;.</P><br />
<P>A 26 de novembro de 2025, um autodenominado Alto Comando Militar tomou o poder na Guiné-Bissau na véspera da divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de novembro.</P><br />
<P>O golpe interrompeu o processo eleitoral, o Presidente da República e recandidato, Umaro Sissoco Embaló, foi deposto, e os militares nomearam para chefe de Estado de Transição, o general Horta Inta-a, substituíram o parlamento, encerrado desde dezembro de 2023, por um Conselho Nacional de Transição e prenderam o principal líder da oposição, Domingos Simões Pereira, impedido de concorrer às eleições, assim como o histórico PAIGC, que lidera.</P><br />
<P>Um grupo de investigação do PRIF, um dos principais institutos internacionais de pesquisa para a paz, tem acompanhado a situação na Guiné-Bissau e, no mais recente artigo publicado e partilhado com a Lusa, resume a incerteza sobre o caminho do golpe.</P><br />
<P>O único facto certo assinalado pelos investigadores Sophia Birchinger, Mamandin Indjai e Johanna Mack é que &#8220;o golpe interrompeu o processo eleitoral e impediu o anúncio dos resultados&#8221; em que o principal adversário do Presidente Embaló, Fernando Dias, reclamou vitória na primeira volta das presidenciais com o apoio do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde).</P><br />
<P>O golpe foi apelidado por várias vozes internas e da sub-região da África Ocidental de &#8220;encenação&#8221;, &#8220;complô&#8221;, &#8220;cerimonial&#8221;, &#8220;falso&#8221;, &#8220;intentona ou inventona&#8221;, refere o artigo, que realça: &#8220;os críticos falam de um &#8216;slow coup&#8217; (golpe lento), argumentando que, nos últimos seis anos, o agora deposto Embaló consolidou o poder ao reformular as instituições, construiu um ecossistema leal à sua volta e prolongou o seu mandato presidencial para além do previsto&#8221;.</P><br />
<P>No debate sobre o tema fala-se do regresso de Embaló para uma eventual candidatura às novas eleições gerais marcadas pelos militares para 06 de dezembro e o primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, antigo ministro de Embaló, já disse publicamente que o ex-chefe de Estado pode regressar à Guiné e candidatar-se como qualquer cidadão, se pretender.</P><br />
<P>No artigo sobre a atual situação no país, os investigadores concluem que &#8220;grande parte do debate online e nos meios de comunicação social é altamente especulativo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Em condições de repressão e incerteza, tanto os especialistas como as pessoas comuns têm dificuldade em compreender o que lhes está a acontecer. No entanto, é também importante notar que algumas narrativas são políticas e cuidadosamente fabricadas&#8221;, referem.</P><br />
<P>A versão oficial apresentada pelos militares para tomar o poder foi a de salvar o país de uma alegada conspiração desestabilizadora e anunciaram que o período de transição seria de doze meses, até dezembro de 2026.</P><br />
<P>Como recorda o artigo, os líderes do golpe afirmaram ter descoberto uma conspiração por parte de políticos e barões da droga para desestabilizar o país.</P><br />
<P>Por sua vez, &#8220;as organizações da sociedade civil e os políticos da oposição manifestam dúvidas e acusam o presidente deposto Embaló de ter orquestrado o golpe para evitar a derrota, garantir uma saída do país que lhe permitisse salvar a face e, potencialmente, abrir caminho para a reeleição após um período de transição&#8221;.</P><br />
<P>Embaló assumiu-se como vítima e o povo guineense, habituado à instabilidade política, retomou o quotidiano à &#8220;espera que passe&#8221; mais um episódio.</P><br />
<P>Desde a independência, a Guiné-Bissau tem vivido repetidos golpes de Estado e repressão das liberdades civis e de imprensa e, para os investigadores, o que resta saber é o desfecho da atual &#8220;transição que não acaba&#8221;, entre notícias de repressão de liberdades, violência policial e silenciamento da comunicação social.</P><br />
<P>Para os autores do artigo, &#8220;esta não é apenas uma história de golpes militares, mas também da configuração política da Guiné-Bissau, do funcionamento das suas instituições e da sua longa história de lutas pelo poder&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Reflete um padrão regional mais amplo no qual os governos de transição prolongam a sua permanência no poder, recorrendo estrategicamente à violência política e à incerteza para manipular as expectativas do público&#8221;, concretiza.</P><br />
<P>Os investigadores observam que &#8220;o diálogo nacional está fora da agenda do Governo e a sociedade civil fragmentou-se&#8221;, enquanto a Guiné-Bissau continua suspensa de organizações internacionais como a União Africana, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).</P><br />
<P>O artigo sugere que, para concluir a transição, os diferentes agentes locais devem rejeitar a normalização de casos como o homicídio do ativista Vigário Balanta e exigir investigação independente para defender o Estado de Direito.</P><br />
<P>Apontam também o uso da força policial com regras e a retirada das rádios &#8220;da lista de alvos&#8221; depois de várias ameaças de encerramento alegando questões de licenciamento.</P><br />
<P>Antes do golpe militar, a 15 de agosto de 2025, o Governo guineense suspendeu as delegações dos órgãos portugueses Lusa, RTP e RDP, e mandou sair do país os representantes.</P><br />
<P>A exigência de um calendário para sair da crise surge também no estudo, com destaque para o papel das forças políticas, organizações como a ONU, a UA, a CEDEAO, os PALOP e a sociedade civil.</P><br />
<P> </P><br />
<P>*** A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância ***</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_766928]]></sapo:autor>
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		<title>Guiné-Bissau: Partidos divididos e sedes encerradas desde o golpe de Estado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 07:32:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A divisão nos principais partidos da Guiné-Bissau chegou ao histórico PAIGC na luta pela liderança depois do golpe de Estado que proibiu atividades e encerrou sedes partidárias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A divisão nos principais partidos da Guiné-Bissau chegou ao histórico PAIGC na luta pela liderança depois do golpe de Estado que proibiu atividades e encerrou sedes partidárias.</P><br />
<P>Vários dirigentes de partidos na Guiné-Bissau confirmaram e lamentaram à Lusa que as suas sedes se encontram encerradas por ordens dos militares que assumiram o poder no país há seis meses, a 26 de novembro de 2025.</P><br />
<P>Um dirigente do histórico Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) disse à Lusa que a ordem de impedimento de atividades político-partidária foi emitida pelo Alto Comando Militar em janeiro, mas já antes a sede do partido estava encerrada.</P><br />
<P>Segundo a fonte, logo em novembro, poucos dias após o golpe, homens fortemente armados obrigaram a evacuar a sede e nunca mais militantes e dirigentes conseguiram lá entrar.</P><br />
<P>O mesmo dirigente observou que o encerramento forçado da sede por militares obriga o partido a &#8220;deslocar o grosso das atividades&#8221; comemorativas do 70.º aniversário da sua fundação, que se assinala a 19 de setembro, para países como Portugal e Senegal, e &#8220;eventualmente a ter de realizá-las via online&#8221;.</P><br />
<P>O responsável, membro do Comité Central do PAIGC, admitiu igualmente que o XI congresso ordinário, que deverá ocorrer antes do final do ano, também poderá ser realizado &#8220;via online&#8221; se a ordem de impedimento de acesso à sede do partido, a escassos metros do palácio da presidência guineense, não for levantada.</P><br />
<P>&#8220;Esperemos que o bom senso prevaleça e que os nossos camaradas que atualmente estão no Governo dos militares consigam fazê-los levantar essa medida injusta&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>A direção do partido exortou um grupo de militantes e dirigentes que, à revelia, integram o Governo de transição, a exigir que a sede seja reaberta para que as atividades políticas possam ser retomadas.</P><br />
<P>Os militantes e dirigentes que integram o Governo de Transição constituíram o chamado Grupo de Reflexão para a Salvação e Renovação do PAIGC e anunciaram que iriam realizar em maio o congresso previsto para novembro para escolher nova direção.</P><br />
<P>O grupo tem contestado a liderança do presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, argumentando que deixou de ter condições para a função por se encontrar em prisão domiciliária depois de ter sido detido há seis meses no golpe militar.</P><br />
<P>Simões Pereira e o PAIGC foram afastados, por decisão judicial, das eleições gerais que antecederam o golpe, e apoiaram o candidato Fernando Dias, que reclamou vitória sobre o então Presidente Umaro Sissoco Embaló, candidato a um segundo mandato.</P><br />
<P>O grupo de oposição interna acabou por suspender o anunciado congresso e a Comissão Permanente do PAIGC anunciou a celebração de um entendimento para a realização da reunião magna que terá de ser aprovado pelo Comité Central.</P><br />
<P>A direção do PAIGC defende que o primeiro passo é os militantes e dirigentes no Governo conseguirem convencer as autoridades militares a reverter as proibições de atividades partidárias e do uso das sedes.</P><br />
<P>No dia 10 de janeiro passado, o Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e Ordem Pública emitiu um comunicado no qual proibiu a realização de conferências de imprensas e declarações públicas não autorizadas.</P><br />
<P>No mesmo dia, elementos da Polícia de Ordem Pública e militares mandaram encerrar as sedes partidárias em Bissau e no interior do país, disse à Lusa uma fonte do Partido da Renovação Social (PRS), que lamenta a situação.</P><br />
<P>A ala da direção de Fernando Dias no PRS descreve a situação como se a Guiné-Bissau não estivesse a viver em democracia, apesar de ser um Estado de Direito.</P><br />
<P>A fonte do gabinete de Comunicação e Imagem do PRS precisou que as duas sedes do partido, ambas no bairro de Kundock, nos arredores de Bissau, são vigiadas por polícias que não deixam ninguém entrar nos dois edifícios.</P><br />
<P>O PRS encontra-se dividido em duas alas, sendo que uma apoiou o ex-presidente guineense Umaro Sissoco Embalo, que disputou as presidenciais de 23 de novembro com Fernando Dias da Costa.</P><br />
<P>A sede desta ala do PRS, que funciona no bairro da Santa Luzia, também se encontra encerrada conforme afirmou à Lusa um dirigente, mas que não quis entrar em detalhes.</P><br />
<P>&#8220;A sede está fechada&#8221;, disse apenas a fonte da ala do PRS liderada por Félix Nandunguê.</P><br />
<P>Um elemento do secretariado do Movimento para a Alternância Democrática (Madem G-15), da ala do ex-primeiro-ministro Braima Camará, admitiu que a sede do partido, que funciona atrás do palácio presidencial, também se encontra encerrada desde o golpe.</P><br />
<P> &#8220;Os militares proibiram e nós respeitamos. Estamos em situação de golpe&#8221;, sintetizou a mesma fonte.</P><br />
<P>O ex-chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, deposto no golpe militar, é um dos fundadores do Madem G-15, partido que também enfrenta divisões internas com duas alas, a de Braima Camará e a de Satu Camara.</P><br />
<P>  </P><br />
<P>*** A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância ***</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_766927]]></sapo:autor>
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		<title>Quais os diferentes regimes de casamento e que impacto têm nas finanças?</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/quais-os-diferentes-regimes-de-casamento-e-que-impacto-tem-nas-financas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com ComparaJá.pt]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 07:30:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os regimes de casamento em Portugal têm impacto significativo nas finanças do casal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="top-wrapper" data-v-cfee715d="">
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<div class="rich-text-container" data-v-cfee715d="" data-v-1d41837b="">
<p data-v-1d41837b="">Os regimes de casamento em Portugal têm impacto significativo nas finanças do casal. A ComparaJá.pt explica os três principais regimes e sabe como estes influenciam decisões como créditos à habitação, partilha de bens em caso de divórcio, e até a obrigatoriedade de isenção de taxas.</p>
</div>
</div>
</div>
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<p data-v-1d41837b="">Quando se tem uma vida a dois, também o orçamento financeiro tem de ser gerido a dois. Na hora de comprar uma casa ou um <a href="https://www.comparaja.pt/credito-pessoal/artigos/credito-auto" target="_blank" rel="noopener" data-v-1d41837b="">carro</a>, por exemplo, se for necessário financiamento, há que envolver os dois titulares e os <strong data-v-1d41837b="">regimes de casamento</strong> que se podem escolher possuem implicações diferentes nas finanças do casal. Também em situação de <a href="https://www.comparaja.pt/blog/como-tratar-de-um-divorcio" target="_blank" rel="noopener" data-v-1d41837b="">divórcio </a>há consequências distintas no <a href="https://www.comparaja.pt/credito-habitacao" target="_blank" rel="noopener" data-v-1d41837b="">crédito à habitação</a> consoante o regime de bens adotado.</p>
<h2 id="heading-1" data-v-1d41837b="">Que regimes de casamento existem?</h2>
<p data-v-1d41837b="">Existem fundamentalmente <strong data-v-1d41837b="">três regimes de casamento </strong>previstos na lei.</p>
<h3 data-v-1d41837b="">1. Comunhão geral</h3>
<p data-v-1d41837b="">Este é um dos regimes de casamento existentes e pressupõe que <strong data-v-1d41837b="">os bens de ambos (tanto os que têm no presente como os que adquirirem no futuro) </strong>se tornem<strong data-v-1d41837b=""> património comum</strong> do casal aquando da celebração do matrimónio.</p>
<div id="2e92d4a1-d9f8-409c-a9a1-ea9e39b2c80a" class="tip-box color-blue full-width" data-v-1d41837b="" data-v-2dc5c81c="">
<div class="title-container" data-v-2dc5c81c=""><span data-v-2dc5c81c="">Nota:</span></div>
<div class="text-container" data-v-2dc5c81c="">
<div class="rich-text-container" data-v-2dc5c81c="" data-v-1d41837b="">
<p data-v-1d41837b="">Caso um dos cônjuges já tenha filhos de um casamento anterior, este regime de casamento não poderá ser adotado..</p>
</div>
</div>
</div>
<h3 data-v-1d41837b="">2. Comunhão de adquiridos</h3>
<p data-v-1d41837b="">Por sua vez, esta modalidade estipula que <strong data-v-1d41837b="">todos os bens que forem adquiridos após o matrimónio se tornem comuns ao casal</strong>. Porém, todos os bens que tiverem sido adquiridos antes do casamento são considerados bens próprios de cada um dos cônjuges.</p>
<h3 data-v-1d41837b="">3. Separação de bens</h3>
<p data-v-1d41837b="">Este regime é formado por uma convenção pré-nupcial que estipula que <strong data-v-1d41837b="">cada um dos cônjuges mantém a única e exclusiva titularidade dos seus bens</strong>, tanto os futuros como os existentes à data do casamento. É obrigatório por lei adotar esta modalidade se um dos cônjuges, à data do matrimónio, já tiver completado 60 anos de idade.</p>
<div id="61c39e56-f202-4e9d-b10b-6c11b819dc5b" class="tip-box color-red full-width" data-v-1d41837b="" data-v-2dc5c81c="">
<div class="title-container" data-v-2dc5c81c=""><span data-v-2dc5c81c="">Tem atenção:</span></div>
<div class="text-container" data-v-2dc5c81c="">
<div class="rich-text-container" data-v-2dc5c81c="" data-v-1d41837b="">
<p data-v-1d41837b="">Se nada for estabelecido entre o casal no âmbito do casamento, então automaticamente vigora o regime da comunhão de adquiridos. É possível ainda realizar alterações aos regimes de casamento previstos pela lei, podendo o casal combinar outras particularidades que melhor se adaptem à sua situação.</p>
</div>
</div>
</div>
<p data-v-1d41837b="">Além destes regimes de casamento, é preciso considerar ainda a<strong data-v-1d41837b=""> união de facto</strong> através da qual os membros de um casal adquirem alguns direitos como se estivessem casados. Para legitimar a <a href="https://www.comparaja.pt/blog/uniao-de-facto" target="_blank" rel="noopener" data-v-1d41837b="">união de facto</a>, o casal tem de se encontrar a viver junto há <strong data-v-1d41837b="">mais do que dois anos</strong> e solicitar, à Junta de Freguesia da sua residência, uma declaração que comprove esta situação.</p>
<h2 id="heading-2" data-v-1d41837b="">Como é que os regimes de casamento afetam o crédito habitação?</h2>
<p data-v-1d41837b="">Se o regime escolhido para o matrimónio tiver sido o da <strong data-v-1d41837b="">comunhão geral de bens</strong>, não há grandes dúvidas: <strong data-v-1d41837b="">ao pedirem um empréstimo ao banco, ambos os membros do casal tornam-se titulares</strong> e, consequentemente, devedores do crédito.</p>
<p data-v-1d41837b="">Se a modalidade adotada tiver sido a da <strong data-v-1d41837b="">comunhão de adquiridos</strong>, a situação não difere muito da acima descrita: <strong data-v-1d41837b="">ambos os cônjuges têm de ser proponentes do empréstimo</strong> e, por consequência, proprietários do imóvel.</p>
<p data-v-1d41837b="">Já se o casal tiver contraído <strong data-v-1d41837b="">matrimónio com </strong><strong data-v-1d41837b=""><a href="https://www.comparaja.pt/blog/separacao-de-bens" target="_blank" rel="noopener" data-v-1d41837b="">separação de bens</a></strong>, então, se forem comprar casa <strong data-v-1d41837b="">podem decidir, de livre e espontânea vontade, se o crédito habitação será pedido por apenas um </strong>dos membros <strong data-v-1d41837b="">ou </strong>se <strong data-v-1d41837b="">ambos</strong> se tornam titulares e partilham o património.</p>
<h3 data-v-1d41837b="">Como se aplica o regime da união de facto no crédito habitação?</h3>
<p data-v-1d41837b="">Anteriormente, se um casal decidisse comprar uma habitação estando em união de facto, ambos acabavam por ter de solicitar o crédito em conjunto. Isto é, ficavam os dois registados como proprietários do imóvel (tal como aconteceria se estivessem casados com os regimes de comunhão geral ou de adquiridos).</p>
<p data-v-1d41837b="">Alguns bancos até exigiam uma declaração da Junta de Freguesia para comprovar que o casal em questão vivia em união de facto (o que significa que teriam de viver juntos há pelo menos dois anos).</p>
<p data-v-1d41837b="">Porém, esta regra não se aplica atualmente: <strong data-v-1d41837b="">um dos membros do casal em união de facto já pode pedir um empréstimo habitação sem ser obrigado a colocar o outro membro como segundo titular</strong>.</p>
<h2 id="heading-3" data-v-1d41837b="">O que acontece em caso de posterior transferência do financiamento?</h2>
<p data-v-1d41837b="">Supondo-se que um dos cônjuges adquiriu uma casa com recurso a crédito à habitação quando ainda era solteiro e agora pretende <a href="https://www.comparaja.pt/credito-habitacao/transferencia" target="_blank" rel="noopener" data-v-1d41837b="">transferir o empréstimo para outro banco</a>, mas entretanto já se casou com um regime de comunhão de bens. <strong data-v-1d41837b="">Nesta situação, o outro cônjuge tem de passar a fazer parte do empréstimo.</strong></p>
<p data-v-1d41837b="">Se ambos optarem, assim, por ser proprietários do imóvel em conjunto, então, à semelhança do que sucedeu na compra da casa, o cônjuge que é adicionado ao contrato terá de pagar o <a href="https://www.comparaja.pt/blog/imt-imposto" target="_blank" rel="noopener" data-v-1d41837b="">IMT</a> que incide sobre a parte da habitação que agora também pertence ao outro cônjuge.</p>
<p data-v-1d41837b="">Se o regime de casamento for a separação de bens, não é obrigatório que os membros do casal se tornem ambos proprietários, podendo essa ser uma opção que tomam livremente, se assim o desejarem.</p>
<h2 id="heading-4" data-v-1d41837b="">Impacto do divórcio no crédito à habitação</h2>
<p data-v-1d41837b="">Os efeitos de uma separação também variam conforme os regimes de casamento. Imediatamente, a partir do momento em que se inicia um processo de divórcio é necessário proceder à <strong data-v-1d41837b="">partilha dos bens entre os membros do casal </strong>e este procedimento varia conforme os regimes de casamento.</p>
<p data-v-1d41837b="">Se o casal que se vai separar <strong data-v-1d41837b="">contraiu o crédito para a compra de casa em conjunto</strong>, então, na eventualidade de divórcio, <strong data-v-1d41837b="">terá de se optar por uma de duas soluções</strong>:</p>
<ul data-v-1d41837b="">
<li data-v-1d41837b="">
<p data-v-1d41837b="">Um dos cônjuges dispõe-se a ficar com a casa e a pagar sozinho o crédito à habitação;</p>
</li>
<li data-v-1d41837b="">
<p data-v-1d41837b="">Procedem à venda da casa e partilham o dinheiro resultante.</p>
</li>
</ul>
<p data-v-1d41837b="">Se escolherem a primeira opção das acima enunciadas, então a titularidade do empréstimo tem de ser alterada por forma a que quem não fica com a casa deixe de constar do contrato de crédito à habitação e de ter responsabilidade pela liquidação das prestações mensais. Porém, esta modificação dependerá da análise de risco a que o banco vai proceder e da consequente decisão sobre se essa pessoa tem ou não capacidade para suportar este encargo financeiro sozinha.</p>
<p data-v-1d41837b="">Note-se ainda que <strong data-v-1d41837b="">a alteração da titularidade do crédito pode provocar mudanças nas tuas condições contratuais</strong> (a instituição financeira pode, por exemplo, aumentar o <em data-v-1d41837b="">spread</em>).</p>
<p data-v-1d41837b="">No fundo, o casamento envolve decisões que podem fazer muita diferença na vida de um casal ou mesmo na vida de cada uma das partes individualmente. Atendendo aos três regimes de casamento existentes, é sempre necessário ponderar o antes, o agora e o depois, para que as finanças nunca sejam um ponto de discórdia entre o casal.</p>
</div>
</div>
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