Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, salientou esta quinta-feira que espera que a adesão formal da Suécia à NATO ocorra neste outono, assim que a Turquia conclua o processo de ratificação, quando o seu Parlamento se voltar a reunir após as férias de verão.
Em declarações num fórum organizado pelo Conselho de Relações Exteriores, em Nova Iorque, o antigo primeiro-ministro norueguês recordou o compromisso do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, durante a cimeira da NATO na Lituânia, de enviar a ratificação para o Parlamento.
“Ele prometeu que isso aconteceria o mais rápido possível, isto é, quando o Parlamento turco se reunir novamente. Esperamos que isso aconteça então. Isto é o que presumo e está em linha com o que Erdogan disse”, sublinhou.
Recorde-se que Erdogan submeteu Estocolmo a pôr fim à atividade de organizações e pessoas supostamente ligadas ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). “A Suécia realizou alterações legislativas mas isso não é suficiente”, afirmou recentemente o presidente turco, a propósito das alterações à lei sueca antiterrorismo.
Além da Turquia, a Hungria também não concluiu a ratificação, algo que Stoltenberg anotou, depois de salientar que Budapeste defendeu que não seria o último aliado a dar a aprovação, pelo que se entende que assim que a Turquia esclarecer as suas dúvidas, a Hungria faça o mesmo.
Em todo o caso, o secretário-geral da NATO sublinhou que, apesar da relutância de Ancara, a entrada da Suécia na NATO poderá ser o segundo procedimento mais rápido na história moderna da organização, apenas superado pela da Finlândia.














