Startups acusam investidores de usar o COVID-19 como desculpa para fugir aos acordos

São já vários os testemunhos de fundadores de startups e empreendedores que acusam os investidores de má fé. Dizem que estão a aproveitar o novo coronavírus para fugir aos acordos estabelecidos, deixando os negócios emergentes à deriva.

Há também casos de investidores que utilizam o COVID-19 como desculpa para renegociar os termos dos contratos: um empreendedor europeu citado pelo Business Insider indica, por exemplo, que o seu investidor apenas aceitar providenciar os fundos adicionais com base numa avaliação mais baixa do negócio.

«Os ‘venture capitalists’ encaram este momento como uma oportunidade, ao passo que para os fundadores é algo a que têm de sobreviver», afirma o empreendedor. O profissional compara o comportamento dos investidores ao de quem anda a vender frascos de desinfectante por 20 dólares no eBay,

Segundo a mesma publicação, as startups dos Estados Unidos da América, Europa e Ásia têm uma recessão global pela frente e poderão não ter investidores com quem contar para dar a volta à situação.

Outro fundador citado pelo Business Insider conta que ouviu uma empresa de venture capital com sede europeia a descrever a pandemia como «a melhor coisa que aconteceu ao negócio».

Matt Clifford, co-fundador da Entrepreneur First e um dos primeiros a denunciar publicamente a situação, acredita que ainda há tempo para os investidores fazerem o que está certo. Enquanto líder de uma organização que tem como missão criar startups, está a trabalhar de perto com as mesmas para que possam sobreviver à crise, mas não páram de chegar relatos pouco optimistas.

Por seu turno, alguns investidores garantem que é natural que o comportamento de financiamento se altere. Ao longo dos últimos anos, as startups têm conseguido obter fundos mais facilmente, mas nem sempre foi assim e a situação poderá voltar a mudar.

«É como comprar uma casa», garante um ‘venture capitalist’ europeu. «Se as condições do mercado mudarem e o valor da propriedade reduzir, é claro que queremos pagar menos. Temos estado num mercado positivo, por isso naturalmente as pessoas querem mais dinheiro. Mas, agora, têm de aceitar que o oposto é verdade.»

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