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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 07 May 2026 13:13:08 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Conselho Nacional de Ética lamenta ausência em audições sobre lei de acesso de menores às redes sociais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 13:07:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Conselho Nacional de Ética lamentou hoje não ter sido envolvido nas audições parlamentares ao diploma do PSD que limita o acesso de menores a redes sociais e plataformas digitais, apesar de já ter apresentado parecer sobre a matéria.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Conselho Nacional de Ética lamentou hoje não ter sido envolvido nas audições parlamentares ao diploma do PSD que limita o acesso de menores a redes sociais e plataformas digitais, apesar de já ter apresentado parecer sobre a matéria.</P><br />
<P>&#8220;Este tema tem uma fortíssima dimensão ética a qual tem que ser contemplada e o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida [CNECV] é o organismo próprio para se pronunciar sobre estas matérias e assessorar os senhores deputados em prol da robustez dos documentos legislativos e da qualificação das políticas públicas&#8221;, afirmou à agência Lusa a presidente do CNECV, Maria do Céu Patrão Neves.</P><br />
<P>O projeto de lei do PSD, em apreciação na especialidade na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, prevê que o acesso a plataformas como o Instagram, TikTok ou Facebook só seja permitido a partir dos 16 anos, admitindo entre os 13 e os 16 mediante consentimento parental expresso e verificado.</P><br />
<P>Maria do Céu Patrão Neves disse que enviou &#8220;em ocasião oportuna&#8221; o parecer conjunto do CNECV e do Comité de Bioética de Espanha sobre o impacto do uso excessivo das tecnologias digitais na saúde das crianças e dos adolescentes, integrando contributos vários de especialistas, associações de jovens e entidades cívicas. &#8220;É, pois, um documento inclusivo e abrangente&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>&#8220;São recomendações muito amplas, concretas e exequíveis. Por isso, estou na expectativa de que os senhores deputados, apesar de não nos terem envolvido nas audições, tendo o documento consigo, tomem em devida conta as propostas apresentadas&#8221;, declarou.</P><br />
<P>A presidente explicou que o parecer não se centra apenas na proteção jurídica e técnica dos menores nem na redução do acesso de menores a riscos digitais, através de um controle regulatório e tecnológico. </P><br />
<P>Integra também a saúde pública, a ética do desenvolvimento infantil e jovem, &#8220;com o objetivo de promover um ecossistema digital saudável e eticamente responsável&#8221; numa perspetiva que &#8220;escapa à dicotomia de proibição ou educação&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Quando há um documento em análise que se foca especificamente na dimensão proibitiva acaba por não dar a devida conta à dimensão educativa e as duas são rigorosamente necessárias&#8221;, disse, rematando: &#8220;Se nos focarmos só na dimensão proibitiva sem a educativa acabamos por promover mais cidadãos dominados do que cidadãos educados e até passamos uma mensagem errada à sociedade, além de comprometer a própria eficácia da proteção da geração mais jovem que se pretende&#8221;.</P><br />
<P>No passado mês de março, o CNECV havia tomado a iniciativa de propor uma audição conjunta sobre esta matéria à primeira Comissão e à Comissão de Educação, que não avançou por falta de disponibilidade de agenda.</P><br />
<P>O CNECV pretendia então, como hoje, que a sua mensagem chegasse aos deputados de forma mais ampla e explicativa do que apenas através do documento escrito. Não obstante, reiterou a confiança de que as recomendações feitas venham a ser consideradas e integradas, sublinhando tratar-se de um problema grave que a sociedade enfrenta.</P><br />
<P>&#8220;Espero que o nosso parecer seja tomado em devida conta e que haja mesmo ainda oportunidade para podermos ser ouvidos sobre a matéria, uma vez que a justificação das posições que tomámos é também importante&#8221;, defendeu.</P><br />
<P>O parecer emitido em fevereiro alerta que o uso excessivo de tecnologias digitais entre crianças e jovens é um problema complexo, que não pode ser tratado apenas com soluções regulatórias nem atribuído a uma única entidade.</P><br />
<P>As recomendações são dirigidas ao Estado, escolas, famílias, profissionais de saúde, empresas tecnológicas e sociedade civil, incluindo propostas como formação de profissionais para deteção precoce de dependências digitais e reforço da literacia digital.</P><br />
<P>Defende também que a compreensão dos algoritmos pode contribuir para uma utilização mais responsável. </P><br />
<P>O parecer procura apresentar &#8220;propostas muito concretas, verdadeiramente exequíveis para contribuir não apenas para o debate público, mas para a realização de políticas públicas que efetivamente se possam tornar eficazes&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A Organização Mundial de Saúde tem chamado a atenção para o forte impacto negativo do uso excessivo dos dispositivos na nova geração e somos todos responsáveis para prevenir os problemas de saúde mental, de saúde física e do atrofiamento das capacidades sociais&#8221;, acrescentou a presidente.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759732]]></sapo:autor>
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		<title>Famílias europeias deviam investir melhor as suas poupanças para a reforma, avisa BCE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 13:07:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As famílias europeias deviam investir melhor as suas poupanças, por exemplo, para complementar a pensão pública e garantir um nível de vida adequado na reforma, especialmente as mulheres, defendeu hoje o BCE.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As famílias europeias deviam investir melhor as suas poupanças, por exemplo, para complementar a pensão pública e garantir um nível de vida adequado na reforma, especialmente as mulheres, defendeu hoje o BCE.    </P><br />
<P>O Banco Central Europeu (BCE) advertiu que as famílias na zona euro têm grande parte das suas poupanças em depósitos bancários de baixa rentabilidade e não investem em ações por desconhecimento e aversão ao risco, intensificada pela lembrança da crise financeira global de há quase vinte anos.</P><br />
<P>O BCE considera que a integração do mercado de capitais na zona euro diminuiu desde 2022 e parte significativa do investimento europeu em ações é canalizada para fora da União Europeia (UE), segundo o Relatório de Integração de 2026.</P><br />
<P>Isto impede que grande parte das economias dos europeus seja canalizada para investimentos produtivos que impulsionem o crescimento e a competitividade da Europa a longo prazo.</P><br />
<P>&#8220;A integração financeira é crucial para a prosperidade, estabilidade e competitividade da União Económica e Monetária&#8221;, disse o vice-presidente do BCE, Luis de Guindos.</P><br />
<P>Com um maior investimento das famílias em ações, as empresas poderão aceder com mais facilidade ao capital que precisam para financiar a inovação.</P><br />
<P>A Comissão Europeia (CE) tem como objetivo canalizar as elevadas poupanças da Europa de forma mais eficaz para o investimento produtivo.</P><br />
<P>O BCE diz que seria fundamental canalizar as poupanças para as pensões nos mercados de capitais da UE para enfrentar o envelhecimento da população.</P><br />
<P>Em 2025, a CE propôs impulsionar as pensões complementares para garantir rendimentos adequados na reforma.</P><br />
<P>Estas pensões não substituem as públicas, que são a base dos regimes de pensões de todos os países da zona euro.</P><br />
<P>Os sistemas públicos de pensões na Europa funcionam maioritariamente através de um sistema de repartição, no qual as contribuições dos trabalhadores financiam as pensões dos reformados, sem acumular ativos no mercado de capitais.</P><br />
<P>As contribuições para a segurança social não se acumulam numa conta individual para o futuro, são usadas para pagar as prestações atuais com o &#8220;contrato geracional&#8221;, princípio político de solidariedade, onde a população ativa sustenta a passiva.</P><br />
<P>Devido ao envelhecimento da população, as pensões públicas em muitos casos não serão suficientes para manter um nível de vida adequado, especialmente entre as pessoas vulneráveis e as mulheres, segundo a CE.</P><br />
<P>O chanceler alemão, o democrata-cristão Friedrich Merz, considerou recentemente necessária uma reforma do sistema público de pensões na Alemanha e dar mais relevância a instrumentos do mercado de capitais quando muitos &#8220;baby boomers&#8221;, a geração da explosão de natalidade posterior à Segunda Guerra Mundial, se estão a reformar. </P><br />
<P>Os europeus economizam uma grande parte dos seus rendimentos disponíveis e a taxa de poupança das famílias da zona euro é elevada em relação aos rendimentos disponíveis, 15% no primeiro trimestre de 2025, superior à taxa de investimento de 9%.</P><br />
<P>O BCE considera que uma parte destas economias poderia ser investida produtivamente em ações cotadas, que oferecem rendimentos mais elevados do que as obrigações e os depósitos bancários a longo prazo, ou em títulos corporativos.</P><br />
<P>O investimento num fundo de investimento de baixo custo teria dado uma rentabilidade anual de aproximadamente 6% nos últimos dez anos, segundo o BCE, semelhante à rentabilidade do índice bolsista europeu MSCI Europe.</P><br />
<P>Mas 32% das economias das famílias da zona euro estavam em depósitos bancários e divisas no segundo trimestre de 2025, número três vezes maior do que o dos EUA.</P><br />
<P>As ações cotadas que as famílias da zona euro mantêm diretamente representam apenas 5% da sua carteira, contra 31% nos EUA.</P><br />
<P>Participações em fundos de investimento, prestações de aposentadoria e produtos de seguros (incluindo seguros de vida), através dos quais as famílias também podem ter ações e outros ativos cotados, representam 38% da carteira. </P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759731]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Presidente do Irão diz que esteve reunido com o líder supremo, mas não revela estado de saúde de Mojtaba Khamenei</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 13:02:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Médio Oriente]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, afirmou ter-se reunido pessoalmente com o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, revelando que ambos mantiveram uma conversa prolongada durante cerca de duas horas e meia. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, afirmou ter-se reunido pessoalmente com o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, revelando que ambos mantiveram uma conversa prolongada durante cerca de duas horas e meia. A declaração constitui a primeira confirmação pública de que um alto responsável do regime esteve frente a frente com o novo ayatollah desde a sua nomeação, há mais de dois meses, numa altura em que persistem intensas especulações sobre o seu verdadeiro estado de saúde.</p>
<p>A revelação foi feita por Pezeshkian durante um encontro com representantes sindicais e do comércio, mas o chefe de Estado iraniano não avançou detalhes sobre quando ou onde decorreu a reunião, nem revelou quais os temas discutidos ou quem mais esteve presente. Sublinhou apenas que se tratou de um encontro “completamente sem intermediários”, destacando a dimensão pessoal da conversa e a impressão que o novo líder lhe causou.</p>
<p>Sobre o encontro, Pezeshkian afirmou que aquilo que mais o marcou foi “a postura, a visão e o comportamento profundamente sincero e humilde” de Mojtba Khamenei, acrescentando que essa atitude “transformou o ambiente numa base de confiança, serenidade, empatia e diálogo directo”. As palavras do Presidente surgem num momento particularmente sensível para Teerão, em que aumentam as especulações sobre um eventual entendimento entre o Irão e os Estados Unidos, ao mesmo tempo que continuam por esclarecer muitas dúvidas em torno da condição física do novo líder supremo.</p>
<p>Mojtba Khamenei ascendeu ao topo da hierarquia política e religiosa da República Islâmica após ser nomeado pela Assembleia dos Peritos, na sequência da morte do seu pai, Ali Khamenei. O antigo líder morreu nos ataques norte-americanos e israelitas que marcaram a abertura do conflito iniciado a 28 de Fevereiro, uma ofensiva que alterou profundamente o equilíbrio interno do regime iraniano.</p>
<p>Apesar da nomeação, Mojtba Khamenei continua ausente da esfera pública. Desde que assumiu funções, não fez qualquer aparição oficial nem divulgou vídeos ou mensagens áudio, circunstância que alimentou rumores persistentes sobre a gravidade dos ferimentos sofridos durante os bombardeamentos. Ainda assim, vários comunicados atribuídos ao novo ayatollah têm sido lidos na televisão estatal iraniana, numa tentativa aparente de demonstrar continuidade institucional.</p>
<p>As dúvidas sobre a sua condição física ganharam força depois de o jornal The New York Times, citando quatro responsáveis iranianos, ter avançado que Mojtba Khamenei sofreu ferimentos graves nos ataques, foi submetido a múltiplas cirurgias aos braços e às pernas e apresenta dificuldades de fala devido a queimaduras severas no rosto e nos lábios. Também o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o líder iraniano ficou ferido e provavelmente “desfigurado”. Até ao momento, Teerão não confirmou oficialmente essas informações.</p>
<p>Nas últimas semanas, os rumores intensificaram-se ainda mais após a inauguração de um mural numa cidade iraniana onde Mojtba Khamenei surgia retratado ao lado de figuras descritas como mártires da República Islâmica, entre elas o seu pai e Qassem Soleimani, antigo comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária, ambos já falecidos. A leitura simbólica da imagem levou muitos a questionarem se o novo ayatollah estaria vivo ou operacional.</p>
<p>A polémica aumentou quando a agência Tasnim News Agency, próxima da Guarda Revolucionária, se referiu a Mojtba Khamenei numa publicação como o “líder mártir da revolução”, antes de recuar e classificar essa designação como um erro editorial. O episódio reforçou a incerteza em torno do estado do novo líder e abriu novas interrogações sobre o funcionamento interno do regime.</p>
<p>Na mesma intervenção pública, Pezeshkian procurou recentrar o discurso em temas internos, apelando a uma gestão mais rigorosa do consumo energético e alertando contra gastos excessivos. O Presidente insistiu ainda na necessidade de unidade nacional, defendendo que a sociedade iraniana não deve ser fragmentada por acusações indiscriminadas. “As pessoas não devem ser simplesmente acusadas de corrupção, traição ou espionagem, criando falsas fronteiras entre diferentes sectores da sociedade”, afirmou.</p>
<p>Estas declarações surgem numa fase em que o sistema judicial iraniano acelerou a aplicação de penas severas, incluindo condenações à morte, desde o início da guerra e após o cessar-fogo subsequente. Nesse contexto, a confirmação do encontro entre Pezeshkian e Mojtba Khamenei representa um sinal político relevante, mas está longe de dissipar o mistério que continua a envolver o novo rosto máximo da República Islâmica.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759723]]></sapo:autor>
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		<title>EUA destacam forte relação com a Santa Sé após encontro de Rubio com Papa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 13:01:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Papa Leão XIV e o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, debateram hoje a situação no Médio Oriente, num encontro no Vaticano que "sublinhou a forte relação entre os Estados Unidos e a Santa Sé", anunciou Washington.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Papa Leão XIV e o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, debateram hoje a situação no Médio Oriente, num encontro no Vaticano que &#8220;sublinhou a forte relação entre os Estados Unidos e a Santa Sé&#8221;, anunciou Washington.</P><br />
<P>&#8220;O secretário de Estado Marco Rubio reuniu-se hoje com Sua Santidade o Papa Leão XIV para discutir a situação no Médio Oriente e temas de interesse mútuo no Hemisfério Ocidental&#8221;, indicou, num comunicado, um porta-voz do Departamento de Estado (equivalente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros).</P><br />
<P>O encontro de hoje, que decorreu após duras críticas do Presidente Donald Trump ao Papa, &#8220;sublinhou a forte relação entre os Estados Unidos (EUA) e a Santa Sé e o seu compromisso partilhado em promover a paz e a dignidade humana&#8221;, adiantou o porta-voz, Tommy Pigott.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759728]]></sapo:autor>
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		<title>Português devorado por crocodilo na África do Sul após ser arrastado por enxurrada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 12:54:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um cidadão português de 59 anos morreu de forma trágica na África do Sul, depois de ter sido atacado e engolido por um crocodilo com mais de quatro metros e meio de comprimento, no rio Komati, situado no Parque Nacional Kruger. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um cidadão português de 59 anos morreu de forma trágica na África do Sul, depois de ter sido atacado e engolido por um crocodilo com mais de quatro metros e meio de comprimento, no rio Komati, situado no Parque Nacional Kruger. O incidente ocorreu na sequência de fortes chuvas que provocaram uma enxurrada, arrastando a vítima para as águas, onde acabou por desaparecer.</p>
<p>De acordo com as autoridades sul-africanas, o homem, identificado como Gabriel Batista, era proprietário de um hotel e terá sido surpreendido pela força da corrente enquanto atravessava um pontão submerso. Após o desaparecimento, foram desencadeadas buscas intensivas que se prolongaram por vários dias, até que a polícia conseguiu localizar o crocodilo suspeito.</p>
<p>O animal foi abatido pelas autoridades para permitir a recuperação dos restos mortais. O comandante da polícia, Johan Potgieer, explicou que o comportamento do crocodilo levantou suspeitas, sublinhando que “este exemplar de grandes dimensões não se mexia ao sol e apresentava sinais típicos de se ter alimentado recentemente, uma vez que tinha a barriga extremamente cheia e permanecia fora da água”. Acrescentou ainda que o animal não reagiu à presença de drones ou de um helicóptero, o que reforçou a convicção das autoridades de que se tratava do responsável pelo ataque.</p>
<p>Após a captura, o crocodilo foi transportado de helicóptero para a realização de uma necropsia em segurança. No interior do animal foram encontrados restos mortais do cidadão português, cuja identificação foi possível graças a um anel. Segundo informações avançadas pelo “The New York Post”, foram também encontrados pelo menos seis pares de sapatos no estômago do crocodilo, nenhum pertencente à vítima, levantando suspeitas de que o animal possa estar ligado a outros desaparecimentos na região.</p>
<p>As autoridades de Komatipoort estão agora a investigar a origem desses objetos e a possível ligação a outros casos não resolvidos. Recorde-se que, aquando do desaparecimento, o “Jornal da Madeira” já tinha identificado a vítima como sendo um cidadão português oriundo daquela região.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759717]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Um dos polícias detidos no caso da esquadra do Rato já foi libertado</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/um-dos-policias-detidos-no-caso-da-esquadra-do-rato-ja-foi-libertado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 12:43:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um dos 15 polícias detidos na terça-feira no âmbito dos casos de tortura e violações na esquadra da PSP do Rato foi libertado, confirmou hoje à Lusa a Procuradoria-Geral da República (PGR).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um dos 15 polícias detidos na terça-feira no âmbito dos casos de tortura e violações na esquadra da PSP do Rato foi libertado, confirmou hoje à Lusa a Procuradoria-Geral da República (PGR). </P><br />
<P>O Ministério Público, explicou a PGR, &#8220;na sequência de diligências complementares que realizou na data da operação, procedeu à imediata libertação de um arguido por se terem alterado as circunstâncias que determinaram a sua detenção&#8221;. </P><br />
<P>Além deste arguido libertado, também outro detido deste processo &#8211; o único que não é polícia &#8211; foi hoje libertado, depois de o Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa ter aceitado o pedido de habeas corpus da sua defesa, considerando ilegal a detenção.</P><br />
<P>A informação sobre o pedido de habeas corpus foi avançada pelo advogado do arguido, Pedro Madureira, que explicou aos jornalistas, à porta do tribunal, ter feito um pedido de habeas corpus, alegando que a detenção não cumpriu os pressupostos legais.</P><br />
<P>A identificação dos detidos decorreu de manhã e durante a tarde de hoje decorrerá o interrogatório dos 14 arguidos que se encontram detidos no Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.</P><br />
<P>Entre os 16 detidos na terça-feira, há 15 polícias &#8211; 13 agentes e dois chefes -, aumentando para 24 o número de elementos da Polícia de Segurança Pública envolvidos no processo de alegadas torturas e violações a pessoas vulneráveis como toxicodependentes e sem-abrigo, na sua maioria estrangeiros, na esquadra do Rato, numa investigação denunciada pela PSP.</P><br />
<P>Muitos desses abusos foram filmados e partilhados em grupos de WhatsApp com dezenas de outros agentes.</P><br />
<P>Na terça-feira, o Ministério Público e a PSP realizaram 30 buscas, domiciliárias e em esquadras, tendo sido detidos 15 polícias e um civil, num inquérito que investiga a eventual prática de crimes como &#8220;tortura grave, violação, abuso de poder, ofensas à integridade física qualificadas&#8221;, segundo um comunicado sobre um inquérito tutelado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, relativo a factos ocorridos nas esquadras do Rato e do Bairro Alto.</P><br />
<P>O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou que os 15 polícias visados exercem funções e &#8220;de alguma forma poderão ter interagido com o comportamento desviante&#8221; ocorrido em 2024 e 2025 na esquadra do Rato.</P><br />
<P>Na primeira, foram detidos dois agentes da PSP, de 22 e 26 anos, e que vão ser julgados por crimes de tortura, violação e abuso de poder, entre outros, determinou em 27 de abril de 2026 o Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.</P><br />
<P>Outros sete polícias foram detidos em março de 2026 e estão a aguardar em prisão preventiva o desfecho da investigação, que poderá ou não culminar numa acusação do Ministério Público pelos mesmos crimes.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759718]]></sapo:autor>
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		<title>China condena dois ex-ministros da Defesa à morte com pena suspensa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 12:30:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um tribunal militar chinês condenou hoje à morte, com pena suspensa, os antigos ministros da Defesa Wei Fenghe e Li Shangfu por crimes de corrupção, noticiou agência estatal Xinhua.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um tribunal militar chinês condenou hoje à morte, com pena suspensa, os antigos ministros da Defesa Wei Fenghe e Li Shangfu por crimes de corrupção, noticiou agência estatal Xinhua.</P><br />
<P>Trata-se das penas mais pesadas aplicadas a altas figuras militares no âmbito da campanha anticorrupção lançada pelo Presidente chinês, Xi Jinping, desde que assumiu o poder no final de 2012.</P><br />
<P>Após dois anos de suspensão, as penas de morte aplicadas a Wei e Li serão comutadas em &#8220;prisão perpétua, sem possibilidade de redução de pena ou liberdade condicional&#8221;, acrescentou a Xinhua, citada pela agência France-Presse (AFP).</P><br />
<P>Wei Fenghe, 72 anos, foi ministro da Defesa entre 2018 e 2023.</P><br />
<P>Li Shangfu, 68 anos, sucedeu a Wei no Ministério da Defesa, mas só esteve em funções entre março e outubro de 2023, antes de deixar de ser visto em público até ser conhecida a acusação de corrupção.</P><br />
<P>Ambos foram conselheiros de Estado e membros da Comissão Militar Central, o órgão que controla o exército chinês.</P><br />
<P>O tribunal militar considerou Wei Fenghe culpado de aceitar subornos, enquanto Li Shangfu foi condenado por corrupção ativa e passiva.</P><br />
<P>A agência de notícias oficial não especificou o montante envolvido nas irregularidades.</P><br />
<P>Os dois antigos ministros foram ainda condenados à privação vitalícia de direitos civis e ao confisco de todos os bens pessoais.</P><br />
<P>Wei e Li já tinham sido expulsos do Partido Comunista Chinês (PCC) em 2024, por &#8220;graves violações da disciplina&#8221;, fórmula habitual para corrupção, segundo a agência de notícias espanhola EFE.</P><br />
<P>As condenações inserem-se numa ampla purga na cúpula militar chinesa, num contexto em que Xi Jinping exige lealdade e combate à corrupção, visando a modernização do Exército Popular de Libertação (EPL) para 2027. </P><br />
<P>Este cenário coincide com o anúncio, em março de 2026, de um aumento de 7% no orçamento da Defesa da China, refletindo a continuidade do investimento militar.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759702]]></sapo:autor>
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		<title>Governo aprova medidas para segurar médicos no SNS, reforçar urgências e nova lei para o INEM</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 12:29:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo aprovou em Conselho de Ministros um conjunto de medidas estruturais para responder à pressão crescente sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), com especial enfoque no funcionamento das urgências, na valorização do trabalho médico e na reorganização da resposta de emergência em Portugal. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo aprovou em Conselho de Ministros um conjunto de medidas estruturais para responder à pressão crescente sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), com especial enfoque no funcionamento das urgências, na valorização do trabalho médico e na reorganização da resposta de emergência em Portugal. No centro das decisões anunciadas pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, está a criação de novos regimes laborais destinados a garantir maior estabilidade nas equipas médicas, reforçar a continuidade assistencial e travar um modelo que, segundo a governante, tem vindo a criar desigualdades e a incentivar a saída de profissionais do sistema público para regressarem depois em regime de prestação de serviços.</p>
<p>Na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, Ana Paula Martins explicou que foram aprovados dois regimes distintos, mas intimamente ligados entre si. O primeiro diz respeito ao regime de trabalho médico à tarefa, em prestação de serviços, dirigido especificamente ao SNS e às equipas que asseguram o funcionamento contínuo da rede nacional de urgências — sejam elas básicas, médico-cirúrgicas ou polivalentes — durante 24 horas por dia. O segundo constitui um novo modelo de incentivos destinado aos médicos do SNS que já asseguram trabalho suplementar para manter os serviços operacionais, procurando reconhecer financeiramente esse esforço acrescido e garantir uma maior previsibilidade na organização anual das escalas.</p>
<p>Segundo a ministra, o objetivo central da revisão do regime de prestação de serviços é claro: impedir que o próprio sistema continue a estimular a saída de médicos dos quadros permanentes para regressarem em condições contratuais mais vantajosas. “O que queremos é não promover que os médicos saiam do sistema para trabalhar no sistema”, afirmou Ana Paula Martins, sublinhando que esta lógica tem criado distorções remuneratórias, desequilíbrios de responsabilidade dentro das equipas e uma injustiça face aos profissionais que permanecem vinculados ao SNS. A governante referiu que o modelo anterior acabou por tornar mais atrativo, para recém-especialistas e médicos já integrados no sistema, desvincularem-se para regressarem como prestadores de serviços em condições mais favoráveis.</p>
<p>A nova regulamentação assenta em três pilares fundamentais. O primeiro é o princípio da necessidade: só haverá recurso a contratos de prestação de serviços quando essa necessidade estiver devidamente fundamentada. A ministra reconheceu que essa carência existe “há muitos e muitos anos” e admitiu que o SNS se tornou progressivamente dependente de um modelo que classificou como “não virtuoso”. O segundo eixo prende-se com a qualidade e excelência dos cuidados prestados, defendendo o Governo que a ausência de médicos residentes nas equipas de urgência compromete a articulação clínica, a continuidade assistencial e, em determinados períodos do ano, aumenta a dependência de profissionais menos diferenciados ou mesmo de médicos não especialistas. Embora o novo regime não exclua a contratação destes últimos, essa possibilidade ficará sujeita a condições específicas.</p>
<p>O terceiro vetor introduz um regime de incompatibilidades mais apertado. Entre as situações abrangidas estão os casos de médicos recém-especialistas que, tendo vagas abertas para ingresso no SNS, optem por não concorrer e pretendam depois ser contratados como prestadores de serviços. Também os médicos já vinculados ao SNS que recusem assegurar trabalho suplementar nas suas unidades poderão ver limitada a possibilidade de exercer funções como prestadores externos noutras unidades próximas, em condições distintas. Ana Paula Martins sintetizou esta lógica ao afirmar que “se não estão disponíveis para fazer este serviço de continuidade na urgência no seu hospital ou na sua unidade local de saúde, não faz muito sentido poderem fazê-lo como prestadores com condições diferentes” numa unidade vizinha.</p>
<p>Paralelamente, o Executivo aprovou um novo regime de valorização do trabalho suplementar dos médicos do SNS, concebido como incentivo à permanência no sistema e à disponibilidade adicional já hoje demonstrada por muitos profissionais. A ministra recordou que Portugal conta com cerca de 168 serviços de urgência nestas três tipologias e que, atualmente, muitos médicos já ultrapassam largamente os limites de 250 horas de trabalho suplementar. O novo modelo prevê escalões progressivos de incentivo organizados em blocos de 48 horas, com majorações crescentes à medida que aumenta o volume de disponibilidade prestada. A intenção, explicou, é criar um planeamento anual de escalas que permita estabilizar a resposta hospitalar, premiar o compromisso das equipas e assegurar previsibilidade tanto para profissionais como para utentes.</p>
<p>Para Ana Paula Martins, a meta é dupla: garantir à população que encontrará “médicos diferenciados” nos serviços de urgência ao longo de todo o ano e assegurar que as equipas do SNS são justamente compensadas por permanecerem no sistema público. A governante criticou o modelo herdado, considerando que “desvirtuava completamente” a qualidade do serviço, colocava por vezes em causa a sua continuidade e gerava desigualdades entre médicos. “Acabava por incentivar os médicos a sair do sistema para poderem de outra forma e por outra porta trabalhar no sistema”, resumiu.</p>
<p>Além das alterações ao regime laboral médico, o Conselho de Ministros aprovou ainda a nova lei orgânica do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), diploma que o Governo classificou como particularmente relevante no quadro da reorganização da resposta de emergência pré-hospitalar. Embora sem detalhar de imediato o conteúdo dessa reforma, a aprovação sinaliza uma reestruturação institucional do organismo responsável pelo socorro médico urgente em Portugal.</p>
<p>Foi também aprovado um projeto legislativo para regulamentar as bolsas de nicotina em território nacional, matéria que seguirá agora para apreciação na Assembleia da República. A iniciativa representa a intenção do Executivo de criar enquadramento legal específico para este tipo de produtos, num momento em que o seu consumo tem vindo a ganhar visibilidade no mercado.</p>
<p>Com este pacote legislativo, o Governo procura responder a três frentes simultâneas (fixação de médicos, estabilidade das urgências e reorganização da emergência médica), numa tentativa de reforçar a capacidade de resposta do SNS e de corrigir mecanismos que, segundo o Ministério da Saúde, penalizavam os profissionais que permanecem no sistema público e fragilizavam a continuidade dos cuidados prestados aos mais de 10 milhões de habitantes em Portugal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759660]]></sapo:autor>
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		<title>Morreu militar paraquedista envolvido em queda em Tancos, confima Exército</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 12:27:43 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um dos militares paraquedistas envolvido numa queda durante uma ação de formação na terça feira, em Tancos, morreu hoje, anunciou o Exército.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um dos militares paraquedistas envolvido numa queda durante uma ação de formação na terça feira, em Tancos, morreu hoje, anunciou o Exército.</P><br />
<P>&#8220;O Exército Português comunica, com profundo pesar, o falecimento do furriel Ismael José Silva Lamela, natural de Barcelos, distrito de Braga, que se encontrava internado no Hospital de São José, em Lisboa&#8221;, lê-se numa nota enviada à imprensa. </P><br />
<P>O óbito do militar, que se encontrava em morte cerebral, foi declarado às 12:20. </P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759698]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia: Zelensky anuncia ataques contra infraestruturas russas a cerca de 2.000 km de distância</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 12:27:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje terem sido realizados ataques ucranianos contra infraestruturas estratégicas russas localizadas a uma distância de "quase 2.000 quilómetros (km)" da fronteira com a Ucrânia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje terem sido realizados ataques ucranianos contra infraestruturas estratégicas russas localizadas a uma distância de &#8220;quase 2.000 quilómetros (km)&#8221; da fronteira com a Ucrânia.</P><br />
<P>&#8220;Recentemente, houve resultados significativos em Chelyabinsk [um dos principais centros de indústrias pesadas da Rússia], a cerca de 1.800 quilómetros de distância, bem como em Ecaterimburgo [a quarta maior cidade do país], a cerca de 2.000 quilómetros de distância&#8221;, disse Zelensky, numa mensagem publicada nas suas redes sociais.</P><br />
<P>O Presidente ucraniano relatou ainda um novo ataque feito hoje contra infraestruturas petrolíferas na cidade russa de Perm, &#8220;que fica a mais de 1.500 quilómetros da fronteira&#8221; com a Ucrânia.</P><br />
<P>Este novo ataque a Perm &#8212; onde a Ucrânia já tinha atacado infraestruturas petrolíferas nos últimos dias &#8212; foi também confirmado pelo chefe das forças de drones ucranianas, Robert Brovdi, mais conhecido por Madiar (&#8220;Magyar&#8221;), que especificou que o alvo era uma instalação de armazenamento pertencente à gigante energética russa Lukoil.</P><br />
<P>Zelensky destacou ainda que a Ucrânia realizou recentemente ataques bem-sucedidos contra outras infraestruturas em cidades russas como Novorossiysk, Krymsk e Tuapse, e em regiões como Samara e Nizhny Novgorod. </P><br />
<P>Estes ataques representam uma expansão significativa do alcance das operações ucranianas no interior da Rússia, atingindo regiões que anteriormente eram tidas como distantes do conflito.</P><br />
<P>Zelensky sublinhou que estas ações demonstram a capacidade da Ucrânia em fabricar armas capazes de contornar as defesas aéreas russas a grandes distâncias.</P><br />
<P>Os ataques contra refinarias e terminais de combustível já causaram perdas estimadas em mais de 7 mil milhões de dólares (cerca de 6 mil milhões de euros) à Rússia desde o início do ano.</P><br />
<P>Estas ofensivas acontecem na véspera do cessar-fogo de dois dias anunciado pela Rússia para as comemorações do Dia da Vitória (09 de maio) em Moscovo, que assinalam a derrota da Alemanha nazi na Segunda Guerra Mundial.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759696]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Nova estratégia antiterrorista de Trump tem como alvos &#8220;extremistas violentos de esquerda&#8221; com &#8220;ideologia transgénero&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 12:21:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A administração de Donald Trump apresentou uma nova estratégia nacional de contraterrorismo que representa uma mudança profunda nas prioridades de segurança interna dos Estados Unidos, ao identificar os chamados “extremistas violentos de esquerda” e aquilo que descreve como “ideologia transgénero extremista”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A administração de Donald Trump apresentou uma nova estratégia nacional de contraterrorismo que representa uma mudança profunda nas prioridades de segurança interna dos Estados Unidos, ao identificar os chamados “extremistas violentos de esquerda” e aquilo que descreve como “ideologia transgénero extremista” como algumas das ameaças mais preocupantes para o país. O documento, o primeiro divulgado durante o segundo mandato presidencial de Trump, coloca estas ameaças ao lado dos “narcoterroristas” e dos “terroristas islamistas” como os três principais focos da política antiterrorista norte-americana.</p>
<p>A nova orientação marca uma clara rutura com a abordagem seguida pela anterior administração de Joe Biden, que concentrou grande parte da sua estratégia no combate ao extremismo de direita. Em 2023, Biden tinha mesmo classificado a supremacia branca como “a ameaça terrorista mais perigosa” enfrentada pelos Estados Unidos, uma leitura agora abandonada pela Casa Branca, que reposiciona o eixo das preocupações de segurança nacional.</p>
<p>Além da redefinição dos alvos prioritários, a estratégia agora anunciada amplia o foco sobre atividades domésticas online consideradas potencialmente mobilizadoras de violência. Esta vertente surge num contexto de aumento da violência política nos Estados Unidos, incluindo múltiplas tentativas de assassínio contra Trump e o homicídio de Charlie Kirk, episódio citado por responsáveis da administração como exemplo da escalada de radicalização e violência ideológica.</p>
<p>O principal rosto público desta nova doutrina foi Sebastian Gorka, responsável pela área de contraterrorismo na Casa Branca, que deixou clara a determinação da administração em agir com firmeza. “Vemos uma ameaça, responderemos a ela e esmagá-la-emos, quer sejam cartéis, jihadistas ou extremistas violentos de esquerda, como a antifa e como assassinos transgénero, não-binários e radicais de esquerda que mataram o meu amigo Charlie Kirk; enfrentá-los-emos de frente”, afirmou, numa declaração que espelha o endurecimento da retórica oficial.</p>
<p>Gorka sublinhou, no entanto, que a vigilância não se limitará a um único espectro ideológico, defendendo que a equipa de contraterrorismo está focada em todos os grupos online que estejam a “incitar violência contra indivíduos inocentes”, independentemente do posicionamento político. Ainda assim, acrescentou que o critério central passa também pelo conteúdo ideológico dessas correntes, afirmando: “Também tem a ver com a ideologia; se for contra a civilização ocidental, contra a América, contra a Constituição dos EUA, contra os nossos amigos, os nossos aliados ou contra a paz em geral, enquadra-se nesse quadro.”</p>
<p>No plano operacional, a administração promete recorrer a todos os instrumentos constitucionalmente disponíveis para identificar, cartografar e monitorizar redes consideradas radicais. Segundo Gorka, “as atividades nacionais de contraterrorismo irão dar prioridade à rápida identificação e neutralização de grupos políticos seculares violentos cuja ideologia seja antiamericana, radicalmente pró-género ou anarquista, como a antifa”, acrescentando que o objetivo passa por mapear a sua presença dentro dos Estados Unidos, identificar membros e rastrear eventuais ligações internacionais.</p>
<p>A referência à antifa ganha especial relevância porque a administração Trump formalizou, em Setembro, a designação desse movimento como organização terrorista. O termo, abreviatura de “antifascistas”, é geralmente utilizado como designação abrangente para grupos militantes de extrema-esquerda que se opõem a movimentos neonazis e supremacistas brancos em manifestações e outros eventos públicos. A sua inclusão explícita no novo quadro estratégico mostra que Washington pretende transformar o combate a estes grupos num dos pilares centrais da segurança interna norte-americana nos próximos anos.</p>
<p>Com esta reformulação, a Casa Branca não apenas altera o enquadramento das ameaças prioritárias, como redefine profundamente o debate político e securitário nos Estados Unidos, colocando o extremismo doméstico de esquerda e determinadas correntes ideológicas no centro da agenda nacional de combate ao terrorismo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759647]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>BdP instaura 37 processos de contraordenação e aplica coimas de 545 mil euros até março</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bdp-instaura-37-processos-de-contraordenacao-e-aplica-coimas-de-545-mil-euros-ate-marco/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 12:20:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Banco de Portugal (BdP) instaurou 37 processos de contraordenação e concluiu 82 no primeiro trimestre deste ano, tendo aplicado coimas de 545 mil euros, disse hoje o regulador.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Banco de Portugal (BdP) instaurou 37 processos de contraordenação e concluiu 82 no primeiro trimestre deste ano, tendo aplicado coimas de 545 mil euros, disse hoje o regulador.</P><br />
<P>Entre os 37 processos instaurados, a maioria (19) diz respeito a infrações de natureza prudencial, sendo as infrações relacionadas com atividade financeira ilícita as segundas mais comuns neste período. </P><br />
<P>Com menos representação estiveram infrações a deveres relativos à prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo (seis) e a infrações às regras em matéria de recirculação de numerário (um).</P><br />
<P>Já entre os 82 processos concluídos, mais de metade (56) diziam respeito a infrações de natureza comportamental e 17 a infrações de natureza prudencial, refere a síntese da atividade sancionatória do banco central, hoje divulgada.</P><br />
<P>Entre janeiro e março foram ainda concluídos sete processos respeitantes a infrações relacionadas com atividade financeira ilícita e dois processos por infrações a deveres relativos à prevenção do branqueamento de capitais.</P><br />
<P>No âmbito dos processos concluídos, o BdP aplicou coimas que totalizaram 545.000 euros, dos quais 46.750 euros suspensos.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759694]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>História do burlão Alves dos Reis inspira filme britânico &#8220;O homem que roubou Portugal&#8221;</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/historia-do-burlao-alves-dos-reis-inspira-filme-britanico-o-homem-que-roubou-portugal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 12:17:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A história do burlão português Alves dos Reis, responsável "por uma das mais ousadas fraudes financeiras do século XX", inspirou um filme, do realizador britânico Thomas Napper, cujo projeto será apresentado este mês em Cannes, França.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A história do burlão português Alves dos Reis, responsável &#8220;por uma das mais ousadas fraudes financeiras do século XX&#8221;, inspirou um filme, do realizador britânico Thomas Napper, cujo projeto será apresentado este mês em Cannes, França.</P><br />
<P>Em comunicado, a empresa Beta Cinema revela que &#8220;The Man Who Stole Portugal&#8221; é uma produção da britânica EMU Films, a partir do livro &#8220;O homem que roubou Portugal&#8221;, de Murray Teigh Bloom e já editado em Portugal, com a rodagem prevista para Portugal, Reino Unido e África do Sul.</P><br />
<P>&#8220;The Man Who Stole Portugal&#8221; é apresentado como um filme de assalto de época e de humor negro, cuja história parte do &#8220;glamour e agitação política da Lisboa dos anos 1920 para uma Angola colonial e para o mundo das gráficas de Londres&#8221;.</P><br />
<P>O elenco é encabeçado pelo ator britânico James Nelson Joyce, no papel de Artur Alves dos Reis (1896-1955), contando ainda com Richard E. Grant, Dominic West, Joel Fry, Herbert Nordrum, Kim Bodnia e Nia Towle, entre outros.</P><br />
<P>O filme &#8220;dará ao público a emoção de um grande filme de assaltos, mas com uma história verídica tão escandalosa que é difícil de acreditar que aconteceu mesmo. É divertido, elegante e cheio de ritmo&#8221;, afirmou o produtor Michael Elliott em nota de imprensa.</P><br />
<P>Artur Alves dos Reis ficou famoso por vários crimes de fraude e falsificação, nomeadamente notas de 500 escudos, contratos, cheques, assinaturas, diplomas de formação, para conseguir fazer fortuna.</P><br />
<P>Fez-se passar por engenheiro em Angola, forjou assinaturas de administradores do Banco de Portugal e conseguiu que uma casa britânica de impressão de papel-moeda imprimisse 200.000 notas de 500 escudos, que circulavam de forma ilegítima em Portugal e em Inglaterra. Esse dinheiro serviu para, em 1925, fundar o Banco de Angola e Metrópole.</P><br />
<P>&#8220;Burlas, falsificações e desfalques foram três crimes que Alves Reis cometeu para conseguir uma fortuna&#8221;, refere a biografia que o Banco de Portugal disponibiliza &#8216;online&#8217;, referindo que o burlão foi condenado em 1930 e libertado da prisão em 1945.</P><br />
<P>&#8220;Durante o julgamento, alegou que o seu objetivo era simplesmente desenvolver Angola. Morre a 09 de julho de 1955, aos 58 anos, sem fortuna, na sua casa em Lisboa&#8221;, refere o Banco de Portugal.</P><br />
<P>Para o produtor executivo do filme, Terry Smith (da Moviedrome), Alves dos Reis foi &#8220;um génio do crime que percebeu que falsificar um contrato para imprimir notas de banco era infinitamente mais fácil do que falsificar as próprias notas&#8221;.</P><br />
<P>A história também é &#8220;uma premonição notável: As ondas de choque que provocou na economia portuguesa e o colapso político que se seguiu ecoam na emissão de dinheiro dos bancos centrais durante a crise financeira de 2008/2009 e durante a pandemia da covid-19&#8221;, afirmou Terry Smith.</P><br />
<P>O projeto desta longa-metragem será apresentado no &#8220;Mercado do Filme&#8221;, que começa no dia 12 e é um dos eventos paralelos ao Festival de Cinema de Cannes.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759693]]></sapo:autor>
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		<title>Lucro da companhia aérea Emirates sobe 3% para 5.250 ME no último ano fiscal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 12:15:14 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[O Grupo Emirates registou um lucro após impostos de 21.000 milhões de dirhams dos Emirados Árabes Unidos (cerca de 5.250 milhões de euros) no ano fiscal de 2025-2026, um aumento homólogo de 3%, foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Grupo Emirates registou um lucro após impostos de 21.000 milhões de dirhams dos Emirados Árabes Unidos (cerca de 5.250 milhões de euros) no ano fiscal de 2025-2026, um aumento homólogo de 3%, foi hoje anunciado.</P><br />
<P>Este valor foi acompanhado por resultados recorde tanto no lucro antes de impostos como nas receitas, com 24.400 milhões de dirhams (cerca de 5.644 milhões de euros) e 150.500 milhões de dirhams (cerca de 34.812,8 milhões de euros), respetivamente.</P><br />
<P>Para o presidente executivo (CEO), Ahmed bin Saeed Al Maktoum, estes resultados &#8220;notáveis&#8221;, apesar dos importantes desafios do último mês do exercício fiscal, reafirmam a &#8220;solidez&#8221; e a &#8220;resiliência&#8221; do modelo de negócio do grupo.</P><br />
<P>Além disso, a empresa dos Emirados Árabes Unidos declarou um dividendo de 3.500 milhões de AED (cerca de 809,5 milhões de euros) para o proprietário, a Corporação de Investimentos do Dubai.</P><br />
<P>Além disso, durante o exercício fiscal encerrado a 31 de março, o grupo investiu coletivamente 17.900 milhões de dirhams (cerca de 4.140 milhões de euros) em novos aviões, instalações, equipamentos e as mais recentes tecnologias para apoiar os planos de crescimento.</P><br />
<P>Ao longo do ano, a Emirates transportou 53,2 milhões de passageiros, uma redução de 1% em relação ao ano anterior, além de atingir uma taxa de ocupação de 78,4%, com uma descida de 0,5 pontos percentuais.</P><br />
<P>No final do ano, a frota total era composta por 277 aeronaves, com uma idade média de 10,8 anos.</P><br />
<P>Além disso, o programa de modernização da companhia aérea, avaliado em 5.000 milhões de dólares (cerca de 4.247 milhões de euros), prosseguiu a bom ritmo.</P><br />
<P>Por sua vez, o quadro de pessoal total cresceu 8%, atingindo os 130.919 funcionários.</P><br />
<P>Quanto às perspetivas para o novo ano fiscal de 2026-2027, Al Maktoum espera &#8220;uma resolução clara e rápida&#8221; do conflito no Médio Oriente, bem como &#8220;um regresso à estabilidade do mercado&#8221;.</P><br />
<P>No que diz respeito ao combustível, a Emirates salientou que conta com uma cobertura &#8220;sólida&#8221; até 2028-2029, além de colaborar com os fornecedores para garantir os volumes necessários para apoiar as operações atuais e a recuperação até atingir os níveis anteriores à interrupção.</P><br />
<P>Na segunda-feira, a Emirates anunciou ter restabelecido 96% da rede global de transporte, após um período de perturbações, retomando progressivamente operações em várias regiões, incluindo Américas, Europa, África, Ásia e Médio Oriente. </P><br />
<P>Segundo informação divulgada pela empresa, a transportadora opera atualmente para 137 destinos em 72 países, assegurando mais de 1.300 frequências semanais, o equivalente a 75% da capacidade anterior às interrupções.</P><br />
<P> </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759692]]></sapo:autor>
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		<title>Seguro apela à defesa da democracia e alerta para &#8220;o abismo&#8221; dos nacionalismos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 12:13:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[António José Seguro]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente da República apelou hoje à defesa da democracia também como condição de segurança e alertou para crescimento dos nacionalismos, afirmando que são "o caminho para o abismo e para a destruição coletiva".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p> O Presidente da República apelou hoje à defesa da democracia também como condição de segurança e alertou para crescimento dos nacionalismos, afirmando que são &#8220;o caminho para o abismo e para a destruição coletiva&#8221;.</P><br />
<P>Na cerimónia comemorativa do 50.º aniversário do Instituto Universitário Europeu, em Florença, Itália, António José Seguro fez um discurso em defesa da preservação da União Europeia como &#8220;o maior projeto de paz da História moderna&#8221;, considerando que esse é &#8220;um legado que hoje está em perigo&#8221;.</P><br />
<P>Segundo o chefe de Estado, &#8220;para preservar a paz, a Europa tem de percorrer quatro caminhos em simultâneo: salvaguardar a democracia, como fundamento irrenunciável da vida em comum; aprofundar a integração política europeia, como garantia de solidariedade entre os seus povos; construir autonomia estratégica, como expressão de soberania e responsabilidade no mundo; estabelecer uma cultura política de confiança, como condição de êxito dos anteriores&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A defesa da democracia é, simultaneamente, uma opção ideológica e uma exigência de segurança coletiva. Em tempos de recuo democrático e de perda da qualidade da democracia, torna-se imperativa a sua defesa, como método de seleção de governantes, como liberdade de expressão e de participação, como resposta às necessidades sociais, económicas e culturais das pessoas e, sublinho, como condição para a preservação da paz&#8221;, argumentou.</P><br />
<P>Num discurso de cerca de quinze minutos, feito em português, o chefe de Estado acrescentou que &#8220;os nacionalismos não são solução&#8221;, referindo que, &#8220;mais do que o amor aos próprios, são frequentemente o ódio aos outros&#8221; e que &#8220;estiveram na origem das duas guerras mundiais e de dezenas de milhões de mortos&#8221;.</P><br />
<P>António José Seguro alertou que, perante &#8220;o ressurgimento de retóricas idênticas em diferentes países europeus&#8221;, não se pode ficar indiferente: &#8220;Não podemos silenciar o alarme que a História nos desperta&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Patriotismo e nacionalismo não são sinónimos. Amar o país de onde se vem é uma emoção legítima e nobre. Transformar esse amor em arma contra os outros é o caminho para o abismo e para a destruição coletiva. E o século XX, demasiadas vezes, caiu nesse abismo&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>O Presidente da República defendeu que &#8220;a Europa só terá futuro assente em regimes democráticos e com maior integração política&#8221; e que &#8220;recuar não é opção&#8221;.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759687]]></sapo:autor>
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		<title>A guerra no Médio Oriente chega à Ferrari: o problema inesperado que até os supercarros sentiram</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 12:07:19 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
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					<description><![CDATA[Região do Golfo tem sido, ao longo de décadas, um mercado natural para os modelos do Cavallino Rampante, impulsionado por clientes de elevado poder de compra e por uma forte tradição de procura por automóveis de luxo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A guerra no Irão e a tensão no Estreito de Ormuz estão a criar obstáculos à Ferrari no Médio Oriente, uma região historicamente importante para a marca italiana. O problema está sobretudo no risco associado ao tráfego marítimo, que levou o construtor de Maranello a recorrer a uma solução pouco comum: entregar automóveis por via aérea em vez de marítima, escreve a &#8216;L’Automobile Magazine&#8217;.</p>
<p>A região do Golfo tem sido, ao longo de décadas, um mercado natural para os modelos do Cavallino Rampante, impulsionado por clientes de elevado poder de compra e por uma forte tradição de procura por automóveis de luxo. Mas o agravamento da instabilidade geopolítica no Médio Oriente está a afetar a logística e a obrigar a Ferrari a adaptar a sua estratégia comercial.</p>
<p>De acordo com informações citadas pelo &#8216;Financial Times&#8217;, a marca já recorre a entregas aéreas para o Médio Oriente há algum tempo, procurando contornar as dificuldades criadas pelo tráfego marítimo na zona. Ao mesmo tempo, a Ferrari tem redirecionado parte do foco comercial para outras regiões, nomeadamente a Ásia e as Américas, onde a procura continua elevada.</p>
<p><strong>Entregas caem 4,4% no primeiro trimestre</strong></p>
<p>No primeiro trimestre, as entregas globais da Ferrari caíram 4,4% face ao mesmo período do ano passado, para 3463 veículos novos. A queda foi mais acentuada na Europa e no Médio Oriente, onde as entregas recuaram 14%.</p>
<p>A Ferrari atribui esta quebra sobretudo à renovação da gama de produtos, numa fase em que tem atualizado alguns dos seus modelos, incluindo o lançamento do Amalfi e da respetiva variante Spider.</p>
<p>Ainda assim, o impacto no Médio Oriente é sensível, precisamente por se tratar de uma região tradicionalmente relevante para a marca. A resposta passou por compensar a quebra com outros mercados. Na China e na Ásia, as matrículas aumentaram 7,6%, ajudando a equilibrar a redução observada noutras geografias.</p>
<p>Benedetto Vigna, CEO da Ferrari, assegurou que a situação no Médio Oriente está “sob controlo” e que não há cancelamentos de encomendas. A marca sustenta que a procura global continua suficientemente forte para compensar eventuais dificuldades regionais.</p>
<p><strong>Carteira de encomendas cheia até ao final de 2027</strong></p>
<p>Apesar das dificuldades logísticas e da queda nas entregas, a Ferrari mantém um discurso otimista. A empresa afirma ter a carteira de encomendas preenchida em todo o mundo até ao final de 2027, um sinal de resiliência num momento em que o mercado de luxo enfrenta sinais de abrandamento.</p>
<p>Os resultados financeiros também continuam sólidos. A Ferrari apresentou um lucro antes de impostos de 722 milhões de euros e receitas acima das expectativas dos investidores.</p>
<p>Ainda assim, os mercados financeiros reagiram de forma negativa. As ações da Ferrari caíram mais de 3% após a apresentação dos resultados e acumulam uma descida superior a 11% desde o início do ano.</p>
<p>Para os investidores, a quebra nas entregas parece ter pesado mais do que a solidez dos resultados financeiros. A &#8216;L’Automobile Magazine&#8217; nota que o mercado de luxo como um todo atravessa um período menos favorável, com dificuldades também sentidas por marcas premium alemãs na China.</p>
<p><strong>Tarifas nos Estados Unidos podem pesar</strong></p>
<p>Além da guerra no Irão e das dificuldades no Médio Oriente, a Ferrari enfrenta outro risco: o aumento das tarifas sobre veículos produzidos na Europa e importados para os Estados Unidos.</p>
<p>A marca italiana será diretamente afetada por este agravamento, embora o impacto final nos clientes seja ainda incerto. Tratando-se de uma marca de luxo, com compradores menos sensíveis ao preço do que os clientes de construtores generalistas, a Ferrari poderá ter maior margem para absorver ou repercutir esses custos.</p>
<p>Ainda assim, o tema é relevante porque os Estados Unidos continuam a ser um mercado essencial para a marca.</p>
<p><strong>Primeiro Ferrari elétrico continua envolto em expectativa</strong></p>
<p>Entre os próximos grandes momentos da Ferrari está a chegada do primeiro modelo totalmente elétrico da marca, o Luce, que deverá ser apresentado em breve.</p>
<p>A carteira de encomendas para este modelo é vista como uma possível boa notícia para o construtor, que avança para a eletrificação antes de rivais como Lamborghini, Aston Martin ou Bentley neste segmento.</p>
<p>O projeto continua, no entanto, envolto em mistério. Para a Ferrari, o desafio passa por entrar no universo elétrico sem perder aquilo que distingue a marca: desempenho, exclusividade, som, emoção e identidade mecânica.</p>
<p>Para já, a prioridade passa por manter a estabilidade num contexto internacional mais difícil. A guerra no Irão tornou o Médio Oriente mais complexo para a Ferrari, mas a marca tenta responder com logística aérea, redistribuição da procura e uma carteira de encomendas que continua cheia até 2027.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759686]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ministério Público arquiva todos os inquéritos por mortes durante greve do INEM</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 11:58:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público arquivou os seis inquéritos que tinha aberto às mortes por alegada falta de socorro durante a greve dos técnicos do INEM, no final de 2024, confirmou hoje a Procuradoria-Geral da República (PGR).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério Público arquivou os seis inquéritos que tinha aberto às mortes por alegada falta de socorro durante a greve dos técnicos do INEM, no final de 2024, confirmou hoje a Procuradoria-Geral da República (PGR).</p>
<p>Dos seis inquéritos, dois foram investigados em Bragança e os restantes em Almada, Montemor-o-Novo, Pombal e Tondela, indicou à Lusa a PGR, sem precisar quando ocorreram os arquivamentos, a que casos se referem e o que fundamentou as decisões.</p>
<p>O arquivamento de todos os inquéritos foi noticiado na quarta-feira à noite pelo Diário de Notícias.</p>
<p>Em setembro de 2025, a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) concluiu as investigações a 12 mortes registadas durante greves dos técnicos de emergência pré-hospitalar no outono de 2024 e em três delas associou os óbitos a atrasos no socorro.</p>
<p>Em causa estão as mortes de um homem de 84 anos que se engasgou, em Mogadouro, de um de 86 que sofreu um enfarte do miocárdio, em Bragança, e de um de 53 anos, também na sequência de um enfarte, em Pombal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759680]]></sapo:autor>
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		<title>Hantavírus: Empresa garante que todos os passageiros doentes saíram do cruzeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 11:56:05 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[Oceanwide Expeditions]]></category>
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					<description><![CDATA[Todos os passageiros que apresentavam sintomas de hantavírus foram retirados do MV Hondius, o navio onde morreram três passageiros, anunciou hoje a operadora Oceanwide Expeditions, responsável pelo cruzeiro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Todos os passageiros que apresentavam sintomas de hantavírus foram retirados do MV Hondius, o navio onde morreram três passageiros, anunciou hoje a operadora Oceanwide Expeditions, responsável pelo cruzeiro.</P><br />
<P>&#8220;Ninguém a bordo apresenta sintomas neste momento&#8221;, afirmou a companhia de cruzeiros dos Países Baixos em comunicado, após o transporte de três passageiros para Haia. </P><br />
<P>A empresa acrescentou que as três pessoas, duas sintomáticas e uma assintomática, estão a receber cuidados de profissionais de saúde. </P><br />
<P>O navio MV Hondius, com pavilhão dos Países Baixos, que se encontrava num cruzeiro pelo Atlântico, navega neste momento de Cabo Verde para as Canárias, Espanha, onde os restantes passageiros e tripulantes vão ser monitorizados antes de serem autorizados a regressar a casa. </P><br />
<P>Segundo as últimas informações, o grupo total de passageiros a bordo era constituído por cidadãos de &#8220;pelo menos 23 nacionalidades&#8221;, incluindo um português. </P><br />
<P>O navio está no centro de um alerta internacional desde domingo, quando a Organização Mundial de Saúde anunciou ter sido informada sobre um surto de hantavírus a bordo e a morte de três pessoas.</P><br />
<P>Entretanto, apurou-se que &#8220;dezenas de passageiros&#8221; abandonaram o navio de cruzeiro afetado pelo surto de hantavírus a 24 de abril, sem que os contactos fossem rastreados, quase duas semanas após a morte do primeiro passageiro a bordo.</P><br />
<P>A operadora Oceanwide Expeditions tinha informado anteriormente que o corpo do holandês que morreu a 11 de abril foi retirado do navio na ilha de Santa Helena, território ultramarino britânico no Atlântico Sul.</P><br />
<P>A mesma companhia afirmou hoje que 29 passageiros abandonaram o navio, mas o Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos estimou o número em &#8220;cerca de 40&#8221;.</P><br />
<P>As pessoas que saíram do navio para regressarem aos países de origem eram de pelo menos de doze nacionalidades diferentes, indicou a Oceanwide Expeditions.</P><br />
<P>A empresa disse ainda que havia duas pessoas cujas nacionalidades eram desconhecidas.</P><br />
<P>As autoridades da África do Sul e da Europa estão a tentar localizar os contactos de todos os passageiros que desembarcaram do navio.</P><br />
<P>Na quarta-feira, foi divulgado que um homem testou positivo o hantavírus na Suíça, depois de aterrar em Santa Helena e regressar a casa de avião, embora as deslocações exatas não sejam claras.</P><br />
<P>As autoridades holandesas não confirmaram o paradeiro dos outros passageiros que desembarcaram.</P><br />
<P>Um britânico foi retirado do navio para a África do Sul a partir da Ilha de Ascensão dias depois, segundo a empresa, enquanto três pessoas, incluindo o médico do navio, foram retiradas quando a embarcação se encontrava ao largo de Cabo Verde e levadas para a Europa para tratamento.</P><br />
<P>Três passageiros morreram na sequência do surto e vários outros estão doentes.</P><br />
<P>O surto de hantavírus, uma doença rara transmitida por roedores, a bordo do navio fez três mortos, mas autoridades de saúde internacionais afirmam que o risco para o público em geral continua a ser baixo, uma vez que o germe não se propaga facilmente entre humanos.</P><br />
<P>&#8220;Esta não é a próxima COVID, mas é uma doença infecciosa grave&#8221;, disse a diretora de preparação para epidemias e pandemias da Organização Mundial de Saúde, Maria Van Kerkhove.</P><br />
<P>&#8220;A maioria das pessoas nunca será exposta à doença&#8221;, sublinhou.</P><br />
<P>O vírus geralmente propaga-se quando as pessoas inalam resíduos contaminados de fezes de roedores. Os hantavírus existem há séculos e acredita-se que estão presentes em todo o mundo. A doença ganhou renovada atenção no ano passado, após a morte de Betsy Arakawa, mulher do falecido ator norte-americano Gene Hackman, vítima de infeção por hantavírus no Novo México.</P><br />
<P>O surto no MV Hondius pode ter tido origem na Argentina.</P><br />
<P>Investigações detalhadas sobre o surto no navio de cruzeiro estão em curso, principalmente para determinar a origem.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759607]]></sapo:autor>
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		<title>“O setor português de saúde privada evoluiu de forma assinalável na última década”, admite o CEO da MALO CLINIC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 11:55:13 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde privada]]></category>
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					<description><![CDATA[Em entrevista à Executive Digest, Pedro Alvarez, CEO da MALO CLINIC, aborda a trajetória de internacionalização do grupo, os desafios da gestão no setor da saúde privada e o impacto da inovação tecnológica na prática clínica e na competitividade internacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nasceu em Lisboa, em 1995, mas 30 anos depois a Malo MALO CLINIC deixou de ser apenas uma clínica portuguesa e passou a grupo com presença em vários mercados europeus, com destaque para Portugal e Polónia.</p>
<p>Num setor marcado pela pressão inflacionista e pela crescente incorporação de tecnologia, a empresa tem apostado na padronização de protocolos clínicos, na digitalização dos processos e em parcerias estratégicas para sustentar o crescimento e garantir consistência na qualidade dos cuidados prestados.</p>
<p>Em entrevista à Executive Digest, Pedro Alvarez, CEO da MALO CLINIC, aborda a trajetória de internacionalização do grupo, os desafios da gestão no setor da saúde privada e o impacto da inovação tecnológica na prática clínica e na competitividade internacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A MALO CLINIC nasceu em Portugal, mas hoje opera com uma presença relevante na Polónia. Em que momento deixou de ser um “projeto português com ambição internacional” para se tornar um grupo verdadeiramente internacional?</strong></p>
<p>A fundação da MALO CLINIC em Lisboa, em 1995, teve uma ambição internacional clara: desenvolver abordagens inovadoras para reabilitação oral que pudessem ser replicadas em outros países. O grupo abriu clínicas em vários mercados e, após a reestruturação em 2019 com o apoio da Atena Equity Partners, concentrou se em Portugal e Polónia. Hoje, operamos com um centro principal em Varsóvia, estamos a abrir uma nova clínica em Szczecin e temos vários pontos de consulta (Gdynia, Rzeszów e, desde maio de 2025, Wrocław).</p>
<p>Nestes primeiros 30 anos tratámos pacientes de todo o mundo e, na Polónia, acumulamos mais de 15 anos de experiência. Esta rede de centros e pontos de consulta, bem como parcerias com universidades e empresas globais, permitem-nos afirmar que somos um grupo internacional, com práticas clínicas uniformes e partilha de conhecimento entre equipas de diferentes países.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como é que avalia hoje a maturidade do setor da saúde privada em Portugal face a outros mercados europeus?</strong></p>
<p>O setor português de saúde privada evoluiu de forma assinalável na última década. A consolidação de grupos hospitalares, a entrada de fundos internacionais e a maior exigência dos pacientes tornaram o ecossistema mais competitivo e orientado para a qualidade.</p>
<p>Comparando com mercados como Polónia ou Espanha, Portugal beneficia de profissionais altamente qualificados e de um quadro regulatório que incentiva a inovação. Contudo, a maioria das empresas permanece de pequena dimensão, sem a escala necessária para investir em infraestruturas e tecnologia.</p>
<p>Ainda assim, a maturidade do setor tem crescido, e empresas que investem em tecnologia e protocolos eficientes, como a MALO CLINIC, conseguem posicionar‑se a par dos melhores benchmarks europeus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A inflação de custos na saúde (energia, equipamentos, recursos humanos) está a pressionar de forma estrutural a rentabilidade do setor?</strong></p>
<p>Sim. A inflação generalizada que se seguiu à pandemia e à guerra da Ucrânia levou a um aumento expressivo do preço da energia, dos consumíveis e dos salários. A Organização Mundial de Saúde observa que os serviços de saúde são particularmente sensíveis a custos fixos como energia e renda e a custos de pessoal, dado o caráter laboral intensivo do setor . Como as tabelas de preços dos seguros e do Estado são muitas vezes fixadas anualmente, há um desfasamento entre o aumento dos custos e a capacidade de ajustá‑los. Isto obriga muitos prestadores a optimizar processos, reduzir desperdício e investir em tecnologia que permita ganhar eficiência. Na MALO CLINIC mitigamos esse impacto com centros altamente digitalizados e parcerias estratégicas que melhoram a nossa capacidade de compra e inovação. O objetivo é evitar que a pressão inflacionista comprometa a qualidade ou se traduza em custos adicionais para os pacientes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Que tipo de liderança é necessária para escalar uma organização clínica sem perder qualidade no serviço ao paciente?</strong></p>
<p>Este ponto é crítico para nós, pois manter a qualidade clínica e serviço ao paciente é a prioridade máxima quando estamos a tomar decisões de novas aberturas. A expansão sustentável exige uma liderança baseada em três pilares:</p>
<ol>
<li><strong>Visão clínica e científica forte.</strong> É fundamental que a direção, seja em Portugal ou na Polónia, domine profundamente a ciência da reabilitação oral e mantenha uma cultura de evidência. O protocolo All‑on‑4, que desenvolvemos e disseminamos globalmente, é um exemplo de como as melhores práticas científicas ajudam a escalar mantendo a consistência.</li>
<li><strong>Desenvolvimento de pessoas.</strong> Equipas motivadas e bem formadas são a base da qualidade. Recorremos a programas de formação interna, onde partilhamos os mesmos protocolos e valores. Fazemos também calibrações anuais com as equipas médicas, de higiene oral e de laboratório para garantir esse qualidade transversal.</li>
<li><strong>Governança e tecnologia.</strong> Sistemas de gestão de qualidade, auditorias e indicadores clínicos permitem monitorizar resultados em tempo real. A digitalização dos processos clínicos e administrativos facilita a replicação do modelo em diferentes localizações e reduz o risco de erro humano.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A Polónia tem sido um mercado estratégico para o grupo. O que tornou esse país particularmente atrativo face a outras opções na Europa?</strong></p>
<p>A Polónia oferece uma forte procura internacional e uma população local crescente, cada vez mais disposta e capaz de investir em serviços odontológicos de alta qualidade.</p>
<p>Os gastos com saúde na Polónia cresceram no ritmo mais acelerado da Europa, refletindo uma economia que converge rapidamente para os padrões de saúde e infraestrutura da Europa Ocidental. O poder de compra dos consumidores cresceu mais rapidamente do que em quase qualquer outra economia europeia e a baixa taxa de consultas odontológicas na Polónia, em comparação com seus pares europeus, aponta para um mercado significativamente pouco explorado, com considerável potencial de crescimento.</p>
<p>Essa lacuna representa uma oportunidade atraente para a MALO CLINIC conquistar a vantagem de ser pioneira numa economia de alto crescimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Que decisões estratégicas foram mais críticas para garantir que a internacionalização não comprometesse a consistência clínica e reputacional da marca?</strong></p>
<p>Mais uma vez, é importante reforçar que a internacionalização só acontece após um exercício muito rigoroso de que temos a equipa e os protocolos certos para manter a mesma qualidade clínica e de serviço para os nossos pacientes independentemente da cidade/clínica onde são atendidos.</p>
<p>Neste momento a internacionalização é sempre feita com um ritmo ponderado, com bastante formação e apoio de Lisboa e uma centralização de protocolos clínicos e laboratoriais para que as nossas equipas internacionais sigam protocolos clínicos padronizados, baseados na experiência acumulada em ao longo dos anos em Portugal. As parcerias estratégicas, como, por exemplo, a colaboração com grupos como o Straumann Group, foi também pensada para garantir acesso contínuo às melhores tecnologias e materiais. Desta forma, evitamos disparidades entre países e reforçamos a consistência clínica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Até que ponto parcerias como a com o Straumann Group influenciam a capacidade de competir a nível internacional?</strong></p>
<p>Parcerias com líderes do setor são fundamentais para o nosso ADN e acima de tudo para o impacto que podemos ter nos tratamentos dos nossos pacientes, usando sempre os melhores materiais do mercado. O acordo anunciado em janeiro de 2026 com o Straumann Group visa unir a nossa experiência clínica ao ecossistema digital e científico da empresa e permite-nos uma maior previsibilidade e eficiência nos tratamentos, acesso a tecnologias e produto de ponta, uma forte componente educacional e projetos de I&amp;D conjuntos.</p>
<p>Estas vantagens reforçam a nossa competitividade global porque permitem oferecer resultados clinicamente comprovados, reduzir tempos cirúrgicos e melhorar a experiência do paciente, mantendo‐nos na vanguarda da implantologia digital.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nos últimos anos, o grupo investiu fortemente em tecnologia e IA. Onde é que a inovação está a ter um impacto mais visível?</strong></p>
<p>A digitalização é hoje transversal à MALO CLINIC. Os investimentos estão concentrados em duas áreas principais: Clínica e Operacional.</p>
<p>Em termos clínicos investimos em:</p>
<ol>
<li><strong>Workflows digitais e planeamento com IA:</strong> passamos a integrar no nosso pipeline de reabilitação total soluções de planeamento totalmente digital, fotogrametria, design de sorriso e ferramentas de IA. Estas tecnologias permitem planear cirurgias, desenhar próteses com maior precisão e prever resultados, reduzindo erros e aumentando a satisfação dos pacientes.</li>
<li><strong>Impressão e produção cada vez mais centralizada:</strong> A adoção de scanners intraorais e impressoras 3D permite que, por exemplo, próteses temporárias sejam produzidas com rapidez e precisão. A produção centralizada e controlada garante consistência em todas as clínicas.</li>
</ol>
<p>A nível operacional investimos em:</p>
<ol>
<li><strong>Voice agents de IA:</strong> com capacidade, por exemplo, para confirmar as consultas dos pacientes e remarcações.</li>
<li><strong>CRM e gestão de dados:</strong> dashboards de indicadores clínicos possibilita monitorizar resultados em tempo real e otimizar processos. Isso contribui para melhorar a tomada de decisão e reduzir custos operacionais.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O crescimento futuro passa mais por expansão geográfica, inovação tecnológica ou consolidação de mercados existentes?</strong></p>
<p>A nossa estratégia privilegia um equilíbrio entre consolidação e inovação. Em termos geográficos, estamos focados em reforçar a presença onde já operamos, Portugal e Polónia, através de novas aberturas para aumentar a nossa cobertura geográfica e ficarmos mais próximos de mais pacientes. Dito isto, a abertura de clínicas próprias em mercados mais distantes será avaliada caso a caso.</p>
<p>O eixo principal de crescimento será tecnológico: a transformação digital e as parcerias com players da indústria permitirão escalar os serviços sem necessariamente abrir dezenas de clínicas. Finalmente, a consolidação envolve integrar sistemas de gestão, formação e governança que garantam que cada unidade continua a melhorar a experiência do paciente, mesmo num contexto de inflação de custos e maior concorrência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759661]]></sapo:autor>
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		<title>Hantavírus: Três casos suspeitos retirados do navio já recebem cuidados de saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 11:55:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[hantavírus]]></category>
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		<category><![CDATA[MV Hondius]]></category>
		<category><![CDATA[Oceanwide Expeditions]]></category>
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					<description><![CDATA[As três pessoas suspeitas de terem contraído o hantavírus no navio cruzeiro MV Hondius já estão "sob os cuidados de profissionais de saúde" e não há mais pessoas sintomáticas a bordo, indicou hoje a empresa proprietária da embarcação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As três pessoas suspeitas de terem contraído o hantavírus no navio cruzeiro MV Hondius já estão &#8220;sob os cuidados de profissionais de saúde&#8221; e não há mais pessoas sintomáticas a bordo, indicou hoje a empresa proprietária da embarcação.</P><br />
<P>A Oceanwide Expeditions refere, em comunicado, que um dos dois aviões ambulância que descolaram na quarta-feira de Cabo Verde transportando os três casos suspeitos, dois sintomáticos e um assintomático, só aterrou hoje nos Países Baixos, tendo o indivíduo em causa sido recebido por &#8220;equipas médicas e de rastreio especializadas&#8221;.</P><br />
<P>A empresa adianta que &#8220;continua a gerir uma situação médica em curso a bordo do navio Hondius&#8221;, precisando que &#8220;não existem indivíduos sintomáticos a bordo&#8221;.</P><br />
<P>Três pessoas que viajavam no cruzeiro morreram em consequência do surto de hantavírus no navio e há cinco outros casos suspeitos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).</P><br />
<P>O Hondius partiu ao final da tarde de quarta-feira de Cabo Verde e &#8220;está a navegar para as Ilhas Canárias, especificamente para o porto de Granadilla (Tenerife)&#8221;, refere a empresa, segundo a qual a viagem deverá demorar &#8220;entre três e quatro dias&#8221;.</P><br />
<P>A Oceanwide Expeditions acrescenta manter &#8220;um contacto próximo e contínuo com as autoridades competentes&#8221; relativamente ao ponto de chegada exato do navio e &#8220;aos procedimentos de quarentena e rastreio para todos os passageiros&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Estamos a trabalhar para obter informações detalhadas sobre todos os passageiros e tripulantes que embarcaram e desembarcaram do Hondius nas suas diversas paragens desde 20 de março&#8221;.</P><br />
<P>O navio, com 149 pessoas (88 passageiros) de 23 nacionalidades fazia a rota entre Ushuaia, na Argentina, de onde saiu a 20 de março, e as ilhas Canárias, com paragens no Atlântico Sul para turismo de observação da vida selvagem.</P><br />
<P>Segundo a OMS, os relatos de doença a bordo foram recebidos entre 06 e 28 de abril, sobretudo febre e sintomas gastrointestinais, com rápida progressão para pneumonia, síndrome respiratória aguda e choque.</P><br />
<P></P><br />
<P>A OMS avalia atualmente como baixo o risco para a população global decorrente deste surto.</P><br />
<P></P></p>
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