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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Wed, 03 Jun 2026 09:15:27 +0000</lastBuildDate>
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		<title>A “fase V-2” de Putin para satisfazer radicais russos: mísseis milionários, civis mortos e quase nenhum avanço na Ucrânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 09:15:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[Ofensiva não altera o curso militar da guerra nem aproxima Moscovo de uma vitória, mas reforça a estratégia de terror sobre a população civil ucraniana e mantém pressão sobre a Europa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia lançou uma nova vaga maciça de bombardeamentos contra a Ucrânia, com 73 mísseis e 656 drones, num ataque noturno avaliado em cerca de 250 milhões de euros e que provocou pelo menos 21 mortos e mais de 100 feridos, relata o &#8216;El Mundo&#8217;. O ataque ocorreu depois de o Kremlin ter pedido aos embaixadores estrangeiros que abandonassem Kiev imediatamente.</p>
<p>A ofensiva não altera o curso militar da guerra nem aproxima Moscovo de uma vitória, mas reforça a estratégia de terror sobre a população civil ucraniana e mantém pressão sobre a Europa. O alvo principal foi o sistema defensivo da Ucrânia, cada vez mais limitado pela escassez de intercetores Patriot, essenciais para travar mísseis balísticos.</p>
<p>Há também uma leitura interna. Ao intensificar os bombardeamentos contra cidades ucranianas, Putin responde aos setores mais radicais do regime e da opinião pública russa, que exigem uma escalada permanente da guerra e pressionam o Kremlin a mostrar força, mesmo quando os avanços no terreno continuam limitados.</p>
<p>O ataque incluiu 33 mísseis balísticos Iskander, oito mísseis hipersónicos Zircon, 27 mísseis de cruzeiro Kh-101, cinco mísseis Kalibr e 656 drones Shahed. A maioria dos drones e dos mísseis de cruzeiro foi intercetada, mas os mísseis balísticos voltaram a mostrar a maior vulnerabilidade ucraniana. Num dos impactos, 15 civis morreram enquanto dormiam nas suas casas, em Dnipro.</p>
<p><strong>O calcanhar de Aquiles da defesa ucraniana</strong></p>
<p>A defesa antimíssil tornou-se um dos pontos mais críticos da guerra. Os mísseis balísticos são muito mais difíceis de intercetar do que os mísseis de cruzeiro e exigem sistemas como o Patriot, mas os arsenais ucranianos e ocidentais estão sob pressão.</p>
<p>Na semana passada, Volodymyr Zelensky enviou uma carta a Donald Trump a pedir a venda de novos intercetores Patriot, invocando a crescente vulnerabilidade da Ucrânia. Segundo o texto citado pelo &#8216;El Mundo&#8217;, Zelensky avisou que, se a Ucrânia não estiver protegida contra ataques balísticos, as ofensivas russas vão continuar. O presidente ucraniano defendeu ainda que a Europa precisa de uma defesa própria contra mísseis balísticos para que esta guerra possa terminar.</p>
<p>Os pedidos de Kiev estendem-se também à produção industrial. A Ucrânia quer que empresas como a Raytheon, responsável pelo fabrico dos Patriot, aumentem a produção ou concedam licenças de fabrico. O mesmo se aplica aos mísseis SAMP-T, associados a fabricantes como a Thales e a MBDA, que também chegam em número insuficiente.</p>
<p><strong>A guerra entra na ‘fase V-2’</strong></p>
<p>Na Ucrânia, este tipo de ataque já é descrito como a ‘fase V-2 da guerra’, numa referência aos últimos meses da II Guerra Mundial, quando a Alemanha nazi bombardeava Londres com os primeiros mísseis da história, já sem capacidade real para vencer o conflito.</p>
<p>A comparação não significa que a Rússia esteja derrotada, mas sublinha a natureza dos ataques: bombardeamentos de grande escala, com elevado custo, forte impacto civil e reduzido efeito militar direto. Moscovo não conseguiu cumprir os seus objetivos em quatro anos de guerra e continua a enfrentar custos económicos e humanos crescentes.</p>
<p>A Ucrânia, por outro lado, sobreviveu à invasão e levou a guerra para dentro da Rússia, através de ataques aéreos de longo alcance contra infraestruturas estratégicas.</p>
<p><strong>Civis continuam a pagar o preço</strong></p>
<p>Os números mostram a intensificação da guerra aérea. De acordo com a Missão de Monitorização dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia, pelo menos 815 civis foram mortos por mísseis russos e 4.174 ficaram feridos nos primeiros quatro meses de 2026.</p>
<p>Este valor representa um aumento de 21% face ao mesmo período de 2025 e de 93% em comparação com os primeiros quatro meses de 2024.</p>
<p>Lawrence Freedman, professor de Estudos de Guerra no King’s College de Londres, resume estes ataques como uma demonstração de frustração militar, mais do que uma estratégia para vencer a guerra. Na sua leitura, a eletricidade será restabelecida, os escombros serão retirados e o exército ucraniano continuará a combater.</p>
<p><strong>Putin preso a uma guerra sem avanço decisivo</strong></p>
<p>A análise militar citada no texto aponta para um impasse russo no terreno. O Instituto para o Estudo da Guerra considera que as forças ucranianas contiveram, em grande medida, a ofensiva russa da primavera-verão de 2026.</p>
<p>O mesmo instituto sustenta que Putin terá desenvolvido uma perceção distorcida dos sucessos militares russos, alimentada por relatos exagerados da liderança militar. Essa leitura errada do campo de batalha poderá ajudar a explicar a insistência do Kremlin em manter elevados gastos de guerra.</p>
<p>Os dados territoriais reforçam esse diagnóstico: em maio, as tropas russas capturaram apenas 14 quilómetros quadrados de território ucraniano, o valor mais baixo desde outubro de 2023, segundo o sistema de verificação de código aberto DeepState.</p>
<p>Com uma frente cada vez mais dominada por drones, onde qualquer avanço terrestre se tornou extremamente difícil, a guerra desloca-se progressivamente para o ar. E é nesse campo que a Ucrânia mostra resistência, mas também a fragilidade mais perigosa: sem mais intercetores, os mísseis balísticos russos continuarão a passar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771520]]></sapo:autor>
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		<title>EDP anuncia investimento de 1,3 mil milhões em projetos renováveis em França até 2030</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/edp-anuncia-investimento-de-13-mil-milhoes-em-projetos-renovaveis-em-franca-ate-2030/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 09:09:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A EDP anunciou um plano de investimento de 1,3 mil milhões de euros em França até 2030, no âmbito da 9.ª edição do evento Choose France, promovido pela Presidência da República Francesa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A EDP anunciou um plano de investimento de 1,3 mil milhões de euros em França até 2030, no âmbito da 9.ª edição do evento Choose France, promovido pela Presidência da República Francesa.</p>
<p>O investimento será desenvolvido através da EDP Renewables em França e da Ocean Winds, joint venture com a ENGIE, e contempla a instalação de mais de 1 GW de capacidade em projetos eólicos onshore e offshore, solares fotovoltaicos e sistemas de armazenamento em baterias.</p>
<p>Segundo a empresa, estes novos ativos irão reforçar a soberania energética francesa e contribuir para os objetivos de descarbonização do país, garantindo maior estabilidade e competitividade ao sistema elétrico.</p>
<p>“É com orgulho que integramos o conjunto de principais investidores no ‘Choose France’. França desempenha um papel central na transição energética europeia e a EDP está firmemente comprometida em apoiar países que apostam na energia de baixo carbono”, afirmou Miguel Stilwell d’Andrade, CEO da energética portuguesa.</p>
<p>Com presença em França há mais de 20 anos, a EDP já desenvolveu mais de 800 MW de capacidade eólica e solar no país e produziu cerca de 12 TWh desde 2006.</p>
<p>A nível global, o grupo dispõe de 32,8 GW em operação e está presente em toda a cadeia de valor da eletricidade. No seu plano estratégico até 2028, a empresa prevê investir mais de €12 mil milhões, com cerca de 70% direcionados para produção renovável (eólica, solar e baterias) e 30% para redes elétricas.</p>
<p>A EDP sublinha ainda que França e a Europa terão um papel central na sua estratégia de crescimento, num contexto em que a aceleração da capacidade renovável é vista como essencial para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e reforçar a segurança energética.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771525]]></sapo:autor>
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		<title>Assim serão os centros de retorno fora da UE para “pôr a casa europeia em ordem”</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/assim-serao-os-centros-de-retorno-fora-da-ue-para-por-a-casa-europeia-em-ordem/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 09:02:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[centros de retorno]]></category>
		<category><![CDATA[imigração]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[Medida, inspirada no modelo promovido pela primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, pretende aumentar a eficácia das ordens de retorno. Atualmente, menos de 30% das quase 500 mil pessoas com ordem de deportação acabam efetivamente por sair da União Europeia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia está a preparar novas regras para permitir a criação de centros de retorno fora do território comunitário, destinados a migrantes que não possam permanecer na Europa e que aguardem a deportação para os países de origem, avança o &#8216;El Mundo&#8217;.</p>
<p>A medida, inspirada no modelo promovido pela primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, pretende aumentar a eficácia das ordens de retorno. Atualmente, menos de 30% das quase 500 mil pessoas com ordem de deportação acabam efetivamente por sair da União Europeia.</p>
<p>Os centros deverão ser instalados em países considerados ‘terceiros países seguros’, isto é, Estados fora da UE onde, segundo fontes envolvidas no processo de negociação, os direitos humanos sejam respeitados. As famílias com crianças poderão ser enviadas para estes centros, mas os menores desacompanhados ficam excluídos da medida.</p>
<p><strong>Cazaquistão, Usbequistão e Afeganistão entre os nomes em discussão</strong></p>
<p>Os acordos com os países que poderão acolher estes centros ainda não estão fechados, mas alguns nomes já começaram a circular em Bruxelas. Entre eles estão o Cazaquistão, o Usbequistão e até o Afeganistão.</p>
<p>A eventual inclusão do Afeganistão é um dos pontos mais controversos do debate. A direita, que apoiou a legislação juntamente com a extrema-direita, admite que o país possa ter surgido numa minuta, mas defende que não é uma hipótese realista. A esquerda sustenta o contrário e vê no texto uma porta aberta para soluções mais duras.</p>
<p>A divergência mostra a forte polarização em torno da nova lei europeia. O mesmo acontece com as regras relativas ao registo de ‘locais de residência e instalações’, que o Partido Socialista Europeu compara a um modelo semelhante ao do ICE, o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos.</p>
<p>Essa comparação é contestada por outras forças políticas, uma vez que, segundo o texto em discussão, continuará a ser necessária autorização judicial para entrar em residências. Ainda assim, a diferença de interpretações revela o grau de tensão política em torno da reforma migratória.</p>
<p><strong>Espanha fica isolada na oposição</strong></p>
<p>No Conselho, a tendência é muito mais clara do que no Parlamento Europeu: a maioria dos Estados-membros apoia o endurecimento das regras migratórias. Segundo o &#8216;El Mundo&#8217;, Espanha é o único país que se opôs de forma clara à medida.</p>
<p>O Governo de Pedro Sánchez volta assim a ficar isolado nesta matéria. Os restantes Estados-membros apoiaram a proposta de forma aberta ou preferiram manter uma posição discreta, num contexto em que vários Governos europeus têm defendido políticas migratórias mais restritivas.</p>
<p>A proposta ainda precisa de passar por duas etapas antes de entrar em vigor: a aprovação pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho. Se for confirmada, representará uma das mudanças mais relevantes na política europeia de retornos.</p>
<p><strong>Bruxelas fala em “pôr a casa europeia em ordem”</strong></p>
<p>A Comissão Europeia apoia claramente o acordo. Magnus Brunner, comissário europeu para os Assuntos Internos e a Migração, defendeu que as novas regras darão à UE maior controlo sobre quem entra, quem pode ficar e quem deve sair.</p>
<p>“O acordo de hoje demonstra que estamos a pôr a nossa casa europeia em ordem”, afirmou o comissário, defendendo que a proposta responde ao que os cidadãos esperam da União Europeia em matéria de controlo migratório.</p>
<p>A pressão sobre Bruxelas já vinha de meses anteriores, quando vários países pediram à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ‘soluções inovadoras’ para lidar com a imigração irregular. A resposta acabou por se inspirar no modelo italiano de centros fora da UE.</p>
<p><strong>Europa endurece política migratória</strong></p>
<p>A nova legislação confirma a deslocação da política migratória europeia para posições mais restritivas. O avanço da direita e da extrema-direita em vários países europeus reforçou a pressão para medidas mais duras, sobretudo no controlo de entradas e na execução das ordens de deportação.</p>
<p>A proposta dos centros de retorno fora da União Europeia surge, por isso, como uma tentativa de responder a uma das principais fragilidades do sistema atual: a distância entre as ordens de expulsão emitidas e as deportações efetivamente concretizadas.</p>
<p>Para os defensores da medida, trata-se de recuperar controlo e credibilidade na política migratória. Para os críticos, abre-se um precedente perigoso, ao transferir para países terceiros uma parte sensível da gestão europeia da imigração.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771514]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia atinge terminal petrolífero em São Petersburgo antes do grande fórum económico de Putin</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ucrania-atinge-terminal-petrolifero-em-sao-petersburgo-antes-do-grande-forum-economico-de-putin/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 08:54:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que foram atingidas "instalações importantes em território russo", incluindo o Terminal Petrolífero de São Petersburgo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ucrânia lançou um ataque contra infraestruturas em São Petersburgo durante a madrugada desta quarta-feira, poucas horas antes do início do Fórum Económico Internacional da cidade, um dos eventos mais importantes para Vladimir Putin projetar influência e mostrar que a Rússia não está isolada, noticiou o &#8216;POLITICO&#8217;.</p>
<p>O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que foram atingidas &#8220;instalações importantes em território russo&#8221;, incluindo o Terminal Petrolífero de São Petersburgo. Segundo Kiev, a distância entre o alvo e a Ucrânia é de cerca de 1.100 quilómetros. Zelensky acrescentou que também foram atingidos alvos militares na base de Kronstadt.</p>
<p>O ataque noturno foi uma operação conjunta do Serviço de Segurança da Ucrânia, das Forças de Sistemas Não Tripulados, das Forças de Operações Especiais, dos serviços de informações militares ucranianos e da Guarda Estatal de Fronteiras.</p>
<p><strong>Ataque no dia em que Putin queria mostrar força</strong></p>
<p>O Fórum Económico Internacional de São Petersburgo arrancou esta quarta-feira e é visto como uma montra política e económica para o Kremlin. O evento reúne autoridades russas, representantes de países do Golfo e empresários de países como Brasil e Alemanha.</p>
<p>Para Putin, o encontro serve para tentar demonstrar capacidade de resistência económica, num momento em que a Rússia continua sob pressão internacional devido à guerra na Ucrânia.</p>
<p>A ofensiva ucraniana, lançada precisamente no dia de abertura do fórum, teve por isso um forte simbolismo político: Kiev mostrou capacidade de atingir infraestruturas no interior do território russo, mesmo junto a uma cidade associada ao poder e à projeção internacional do Kremlin.</p>
<p><strong>Autoridades russas confirmam ataque com drones</strong></p>
<p>As autoridades russas confirmaram o ataque, embora não tenham admitido que o terminal petrolífero tenha sido atingido. O presidente da Câmara de São Petersburgo, Aleksandr Beglov, afirmou que infraestruturas nos distritos de Kronstadt, Kirovsky e Krasnoselskiy foram atacadas por drones durante a madrugada.</p>
<p>Segundo Beglov, vários objetos ficaram danificados e várias pessoas sofreram ferimentos, mas não houve vítimas mortais.</p>
<p>O &#8216;POLITICO&#8217; escreve que investigadores locais de fontes abertas geolocalizaram vídeos de explosões na zona do porto, onde se encontra o Terminal Petrolífero de São Petersburgo, considerado o maior do noroeste da Rússia.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Absolutely embarrassing morning for Russian President Vladimir Putin. As Ukrainian one-way attack drones fly nearly unimpeded over St. Petersburg &#8211; over 500 miles from Ukraine &#8211; several slamming into a major oil terminal in the city, starting massive fires and creating pillars of… <a href="https://t.co/wenz5gIu6f">pic.twitter.com/wenz5gIu6f</a></p>
<p>&mdash; OSINTdefender (@sentdefender) <a href="https://x.com/sentdefender/status/2062035509472301230?ref_src=twsrc%5Etfw">June 3, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p><strong>Campanha contra o setor petrolífero russo</strong></p>
<p>O ataque integra a campanha ucraniana de longo alcance contra infraestruturas energéticas russas. Na semana passada, Zelensky afirmou que os ataques contra refinarias russas já tinham colocado fora de funcionamento 40% da capacidade de refinação de petróleo da Rússia.</p>
<p>Estes ataques procuram atingir uma das bases económicas da máquina de guerra russa: o setor energético. Ao atacar refinarias, terminais e infraestruturas logísticas, Kiev tenta reduzir receitas, criar perturbações no abastecimento e aumentar a pressão interna sobre Moscovo.</p>
<p>A ministra dos Negócios Estrangeiros da Letónia, Baiba Braže, afirmou esta quarta-feira, no Riga Stratcom Dialogue, que a Rússia &#8220;não está bem&#8221;, sublinhando que grandes ataques com drones estavam a acontecer precisamente quando o Fórum de São Petersburgo se preparava para abrir. A responsável referiu ainda que havia fumo a subir após mais um ataque a uma refinaria e que a economia russa também atravessava dificuldades.</p>
<p><strong>Putin discursa esta quinta-feira</strong></p>
<p>Vladimir Putin deverá discursar no fórum esta quinta-feira. A intervenção ganha agora um contexto mais sensível, depois de a Ucrânia ter conseguido projetar a guerra até São Petersburgo, cidade onde o Kremlin procurava concentrar atenções na economia, nos investimentos e nas parcerias internacionais.</p>
<p>O ataque não altera apenas o ambiente de segurança em torno do evento. Também enfraquece a narrativa de normalidade que Moscovo tenta construir em torno da economia russa, ao mostrar que infraestruturas estratégicas continuam vulneráveis a operações ucranianas de longo alcance.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771504]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>CEO da Revolut eleito Banqueiro Europeu do Ano pela primeira vez na história para um líder de um neobanco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 08:45:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[revolut]]></category>
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					<description><![CDATA[Pela primeira vez na história do prémio Banqueiro Europeu do Ano, a distinção foi atribuída ao fundador e CEO de um neobanco. Nik Storonsky, líder da Revolut, foi escolhido como Banqueiro Europeu do Ano 2025 pelo júri do prémio organizado pelo dfv Euro Finance Group.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pela primeira vez na história do prémio Banqueiro Europeu do Ano, a distinção foi atribuída ao fundador e CEO de um neobanco. Nik Storonsky, líder da Revolut, foi escolhido como Banqueiro Europeu do Ano 2025 pelo júri do prémio organizado pelo dfv Euro Finance Group.</p>
<p>A distinção é atribuída anualmente desde 1994 pelo Grupo dos 20+1, um painel composto por alguns dos mais influentes jornalistas financeiros europeus, representando meios como o Financial Times, Handelsblatt, Frankfurter Allgemeine Zeitung, Süddeutsche Zeitung, Manager Magazin, ZDF e CNBC.</p>
<p>A escolha de Storonsky reflete a transformação em curso no setor bancário europeu, marcada pela crescente relevância dos bancos digitais. Fundada em 2015, a Revolut tornou-se numa das maiores plataformas financeiras digitais do mundo, servindo mais de 75 milhões de clientes em 40 mercados e alcançando uma avaliação de cerca de 75 mil milhões de dólares, tornando-se na empresa tecnológica privada mais valiosa da Europa.</p>
<p>“A Revolut começou com uma ideia simples: tornar os pagamentos transfronteiriços mais fáceis e mais baratos. Dez anos depois, é uma das plataformas financeiras mais rentáveis e com o crescimento mais rápido do mundo”, afirmou Andreas G. Scholz, presidente e CEO do dfv Euro Finance Group. O responsável acrescentou que Storonsky “nunca deixou de pensar em grande”, considerando-o um “justo e merecido Banqueiro Europeu do Ano”.</p>
<p>A atribuição do prémio a um fundador de um neobanco surge num momento em que as plataformas tecnológicas orientadas para a experiência do utilizador assumem um papel cada vez mais central no sistema financeiro europeu. A Revolut é apontada como um dos exemplos mais expressivos desta mudança, tendo expandido a sua oferta dos pagamentos e câmbio para áreas como poupança, investimento, banca empresarial e serviços de lifestyle.</p>
<p>A empresa continua também a reforçar a sua presença internacional. Depois de lançar operações bancárias completas no México, concluir a fase de mobilização da sua licença bancária no Reino Unido e apresentar um pedido de licença bancária em França, a Revolut submeteu ainda, em março deste ano, um pedido para obter uma licença bancária nacional nos Estados Unidos.</p>
<p>Nos próximos cinco anos, a fintech pretende investir 11,5 mil milhões de euros para acelerar a expansão para 29 novos mercados. O objetivo passa por atingir os 100 milhões de clientes até meados de 2027.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771506]]></sapo:autor>
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		<title>A canábis medicinal, entre o potencial e o bloqueio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 08:38:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição Impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão]]></category>
		<category><![CDATA[Canábis Medicinal]]></category>
		<category><![CDATA[inCentea]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Num pequeno‑almoço executivo promovido pela Executive Digest em parceria com a INCENTEA, representantes do sector da canábis medicinal reuniram-se para abordar eventuais caminhos que levem o mercado português a reflectir todo o seu potencial]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal foi um dos pri­meiros países europeus a avançar com um enqua­dramento legal para a ca­nábis medicinal, criando as condições para atrair investimento e instalar capacidade produtiva, afirmando-se como um dos mercados mais activos neste sector emergente. Quase uma década depois, a base construída é significativa e reconhecida, mas a sua tradução em acesso efectivo para os doentes continua longe de acompanhar essa evolução, num desfasamento que marcou um pequeno-almoço executivo promovido pela Executive Digest em parceria com a INCENTEA.</p>
<p>Ao longo de um encontro que reuniu representantes da indústria, profissionais de saúde, especialistas e diferentes actores ligados à regulação e ao desenvolvimento do sector, a discussão decorreu num registo aberto e aprofundado, assente numa constatação comum: apesar do investimento realizado, da legislação existente e da experiência acumulada, permanece por cumprir o passo mais determinante: transformar capacidade instalada em utilização real. «Criámos capacidade, mas ainda não conseguimos traduzi-la em escala», sintetizou um dos participantes, antecipando uma reflexão que cruzaria, de forma contí­nua, as dimensões clínica, económica e institucional.</p>
<figure id="attachment_771442" aria-describedby="caption-attachment-771442" style="width: 389px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-771442 size-large" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/3-389x450.png" alt="" width="389" height="450" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/3-389x450.png 389w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/3-260x300.png 260w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/3-768x887.png 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/3-600x693.png 600w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/3.png 869w" sizes="(max-width: 389px) 100vw, 389px" /><figcaption id="caption-attachment-771442" class="wp-caption-text">Fotografia: Paulo Alexandrino</figcaption></figure>
<p>Estiveram presentes Ricardo Florên­cio, por parte da Multipublicações; M.ª João Vieira Pinto, em representação da Executive Digest; João Antunes, Luís Barreiro, Filipe Fonseca e Fabrício Nobre, pela INCENTEA; Amit Edri e Tiago Fezas Vital, da Portocanna; David Santos, da KannaGenx; Fátima Carvalho, da Associação Nacional de Farmácias (ANF); Gonçalo Pedro, da Agrivabe; Hugo Oliveira, da SAGE Iberia; João Lourenço, da Associação Portuguesa da Indústria de Cannabis (APIC); José Tempero, da Tilray; José Veracruz, da Ordem dos Farmacêuticos; Laura Ramos, do Cannareporter; Miguel Segarra, da The Bridge; e Rui Minhos, consultor.</p>
<p><strong>UMA BASE CONSTRUÍDA QUE CONTINUA DISTANTE DO DOENTE </strong></p>
<p>A canábis medicinal deixou de ser um tema em validação conceptual para passar a integrar, ainda que de forma progres­siva, o conjunto de soluções terapêuticas disponíveis. Esse percurso é sustentado pelo conhecimento acumulado e pela experiência clínica que, ao longo dos últimos anos, tem vindo a demonstrar que existe um espaço efectivo para estas abordagens, nomeadamente em áreas onde as alternativas disponíveis não produzem resposta satisfatória.</p>
<figure id="attachment_771435" aria-describedby="caption-attachment-771435" style="width: 473px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-771435 size-large" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/1-1-473x450.png" alt="" width="473" height="450" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/1-1-473x450.png 473w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/1-1-300x286.png 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/1-1-768x731.png 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/1-1-1200x1143.png 1200w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/1-1-600x571.png 600w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/1-1.png 1237w" sizes="(max-width: 473px) 100vw, 473px" /><figcaption id="caption-attachment-771435" class="wp-caption-text">Fotografia: Paulo Alexandrino</figcaption></figure>
<figure id="attachment_771434" aria-describedby="caption-attachment-771434" style="width: 504px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-771434 size-large" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/2-1-504x450.png" alt="" width="504" height="450" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/2-1-504x450.png 504w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/2-1-300x268.png 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/2-1-768x686.png 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/2-1-1200x1072.png 1200w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/2-1-600x536.png 600w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/2-1.png 1309w" sizes="(max-width: 504px) 100vw, 504px" /><figcaption id="caption-attachment-771434" class="wp-caption-text">Fotografia: Paulo Alexandrino</figcaption></figure>
<p>Os exemplos partilhados durante o encontro permitiram ancorar essa realidade em situações concretas. «Quando vemos doentes com décadas de histórico clínico a responder de for­ma positiva, percebemos que estamos perante algo transformador», referiu um dos intervenientes, evocando casos nas áreas da epilepsia e da oncologia. A discussão afastou-se, assim, da ideia de potencial abstracto para se centrar no impacto real, incluindo numa dimensão muitas vezes menos visível da prática clínica: «Mesmo não falando em cura, falamos de qualidade de vida – e isso altera profundamente a forma como olhamos para estas terapêuticas.» Outro dos participantes acrescentou que «a canábis pode ser altamente transfor­madora, fazendo uma diferença real na qualidade de vida.»</p>
<p>Apesar deste reconhecimento alarga­do do impacto terapêutico, a adopção continua limitada. O número de pres­crições mantém-se abaixo do milhar anual – cerca de 750, segundo os dados referidos durante o encontro – num universo potencial que poderá ultrapas­sar os 150 mil doentes elegíveis apenas com base nas indicações já aprovadas. A discrepância não resulta da ausência de produto ou de enquadramento, mas da dificuldade em traduzir esse enqua­dramento em prática clínica consistente.</p>
<p><strong>O ACESSO CONTINUA A DEFINIR O RITMO DO SECTOR </strong></p>
<p>A questão do acesso atravessou toda a discussão como o principal factor condicionador do desenvolvimento do sector, não por ausência de enquadra­mento legal, mas pela forma como esse quadro se traduz (ou não) em utilização efectiva. O modelo vigente continua a posicionar a canábis como solução de última linha terapêutica, exigindo que o doente tenha esgotado previamente outras alternativas, o que condiciona o acesso e limita estruturalmente o número de prescrições.</p>
<figure id="attachment_771440" aria-describedby="caption-attachment-771440" style="width: 900px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-771440 size-large" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/5-900x443.png" alt="" width="900" height="443" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/5-900x443.png 900w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/5-300x148.png 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/5-768x378.png 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/5-1536x756.png 1536w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/5-2048x1008.png 2048w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/5-1200x590.png 1200w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/5-600x295.png 600w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /><figcaption id="caption-attachment-771440" class="wp-caption-text">Fotografia: Paulo Alexandrino</figcaption></figure>
<p>A esta condição soma-se a comple­xidade inerente à própria terapêutica, que exige acompanhamento contínuo, adaptação de dosagens e uma curva de aprendizagem mais exigente por parte dos profissionais de saúde. Essa exigência encontra um obstáculo adi­cional na formação, já que a ausência da temática nos currículos de base foi identificada como um dos factores mais estruturais para explicar o reduzido conforto na prescrição. A leitura que encontrou mais consenso na sala é que, sem essa base, é natural que exista maior reserva por parte dos profissio­nais de saúde.</p>
<p>A questão cultural continua igualmente presente, influenciando não apenas os profissionais, mas também a percepção social mais ampla. «A canábis é tratada como canábis, enquanto os opióides não são socialmente encarados como ópio. Esta é que é a grande diferença. Temos opióides que tomamos de forma frequente sem sequer sabermos que são opióides, porque são uma marca. Mas a canábis está sempre associada a erva, e erva não vamos dar aos nossos pais para tomar.»</p>
<p>Esta assimetria contribui para a per­sistência de reservas e para uma adopção mais lenta, reforçando um ciclo em que a falta de familiaridade limita a pres­crição e, consequentemente, a evolução do mercado.</p>
<p><strong>ENTRE A PROCURA REAL E O MERCADO FORMAL</strong></p>
<p>A distância entre potencial e utilização torna-se particularmente evidente quando analisada à luz da procura existente, uma vez que o sector não enfrenta um problema de inexistência de mercado, mas sim de enquadramento dessa procura dentro do circuito regulado. As estima­tivas apresentadas durante o encontro apontam para um potencial de mercado na ordem das 60 a 80 toneladas anuais em Portugal, o que traduz um volume económico significativo. Em contraste, o consumo regulado permanece resi­dual, não devendo ultrapassar cerca de 100 quilogramas. «O mercado sempre esteve lá. O que muda é a capacidade de o tornar visível quando o acesso existe.» Esta leitura reflecte experiências internacionais onde a simplificação do acesso conduziu a aumentos expressivos na prescrição. O exemplo alemão foi re­ferido como particularmente ilustrativo, demonstrando que o mercado não tem de ser criado, mas sim desbloqueado. O desafio para Portugal passa, assim, por conseguir integrar esta procura no sistema regulado, assegurando qualidade, segurança e acompanhamento clínico.</p>
<p><strong>CAPACIDADE INSTALADA E PRESSÃO SOBRE O MODELO</strong></p>
<p>Enquanto o mercado interno evolui lentamente, a componente industrial do sector apresenta um grau de ma­turidade significativo, sustentado por um volume de investimento superior a duzentos milhões de euros e por um impacto relevante na criação de emprego qualificado.</p>
<p>Uma parte substancial desta capacidade encontra-se instalada em regiões de baixa densidade populacional, contribuindo para a diversificação económica e para a fixação de actividade industrial fora dos grandes centros. Ainda assim, a sustentabilidade deste modelo continua fortemente dependente da exportação, sendo frequente a referência a opera­ções assentes em praticamente 99% de mercado externo.</p>
<figure id="attachment_771502" aria-describedby="caption-attachment-771502" style="width: 418px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-771502 size-large" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/7-418x450.png" alt="" width="418" height="450" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/7-418x450.png 418w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/7-279x300.png 279w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/7-600x646.png 600w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/7.png 690w" sizes="auto, (max-width: 418px) 100vw, 418px" /><figcaption id="caption-attachment-771502" class="wp-caption-text">Fotografia: Paulo Alexandrino</figcaption></figure>
<figure id="attachment_771503" aria-describedby="caption-attachment-771503" style="width: 585px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-771503 size-large" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/6-585x450.png" alt="" width="585" height="450" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/6-585x450.png 585w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/6-300x231.png 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/6-768x591.png 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/6-600x462.png 600w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/6.png 933w" sizes="auto, (max-width: 585px) 100vw, 585px" /><figcaption id="caption-attachment-771503" class="wp-caption-text">Fottografia: Paulo Alexandrino</figcaption></figure>
<p>Este desequilíbrio torna-se mais evi­dente quando comparado com mercados europeus em expansão, nomeadamente o alemão, que já movimenta volumes muito superiores. A diferença não re­side apenas na capacidade produtiva, mas sobretudo na integração efectiva do produto no sistema de saúde, sendo esse o ponto onde Portugal ainda não conseguiu acompanhar o ritmo.</p>
<p><strong>OPERACIONALIZAR O SISTEMA: ENTRE A REGRA E A PRÁTICA</strong></p>
<p>Os desafios operacionais foram descri­tos de forma detalhada, reflectindo a experiência directa dos intervenientes no funcionamento do sistema. Os pra­zos associados à libertação de lotes, frequentemente situados entre quatro e seis semanas, surgiram como um dos exemplos mais evidentes, sobretudo quando comparados com mercados onde o mesmo processo pode ser con­cluído em três dias. «Não é apenas uma questão de eficiência, é uma questão de competitividade», foi referido.</p>
<p>A estes factores soma-se a necessidade de maior previsibilidade e clareza na comunicação com o regulador. Vários participantes relataram dificuldades em obter resposta em tempo útil e a dificuldade em obter orientação sobre questões tão básicas como se determi­nado lote de flor pode ser recebido, ou se um processo de transformação está conforme, cria incerteza operacional com impacto directo na actividade.</p>
<p>Os efeitos no ecossistema começam a ser visíveis. Durante o encontro, foi referido que catorze empresas com li­cença activa encerraram apenas desde o início de 2026, evidenciando a pressão existente sobre o sector.</p>
<figure id="attachment_771441" aria-describedby="caption-attachment-771441" style="width: 809px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-771441 size-large" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/4-809x450.png" alt="" width="809" height="450" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/4-809x450.png 809w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/4-300x167.png 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/4-768x427.png 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/4-1536x854.png 1536w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/4-1200x667.png 1200w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/4-600x334.png 600w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/4.png 1667w" sizes="auto, (max-width: 809px) 100vw, 809px" /><figcaption id="caption-attachment-771441" class="wp-caption-text">Fotografia: Paulo Alexandrino</figcaption></figure>
<p>«Temos de trazer o Infarmed para ser parceiro outra vez. Temos de conseguir restabelecer esse canal, e isso exige um esforço de ambas as partes», referiu um dos participantes, perante a concordân­cia de vários outros, que reforçaram a necessidade de maior coordenação e clareza na comunicação com o regulador.</p>
<p><strong>CIÊNCIA, ESCALA E CONSTRUÇÃO DE CONFIANÇA </strong></p>
<p>A consolidação do sector depende, necessariamente, do reforço da base científica, ainda que este seja um dos domínios onde a especificidade da ca­nábis introduz maior complexidade. A variabilidade das respostas terapêuticas e a natureza multifactorial da planta tornam mais difícil a aplicação dos mo­delos clássicos de investigação clínica, o que levanta desafios na produção de evidência padronizada.</p>
<p>Apesar disso, a necessidade de produ­zir dados robustos foi apontada como incontornável, sobretudo para reforçar a confiança junto dos profissionais de saúde e dos decisores. Neste contexto, a articulação com a academia surge como uma solução estruturante, permitindo desenvolver investigação independente e ultrapassar limitações associadas à credibilidade dos estudos exclusivamente financiados pela indústria.</p>
<p>A criação de parcerias que combinem financiamento privado com desenho científico independente foi identificada como uma das vias mais promissoras, sobretudo tendo em conta que o in­vestimento necessário para ensaios de grande escala ultrapassa largamente a capacidade individual das empresas do sector. Neste ponto, a cooperação surge não apenas como desejável, mas como condição necessária para acelerar a validação científica.</p>
<p><strong>UM SECTOR EM FASE DECISIVA DE CONSOLIDAÇÃO </strong></p>
<p>O encontro terminou com uma leitura clara: o sector da canábis medicinal em Portugal não enfrenta um problema de arranque, mas sim um desafio de consolidação. As condições de base existem, o conhecimento acumulado permite sustentar a evolução e a ca­pacidade instalada posiciona o país de forma relevante no contexto europeu.</p>
<p>O que está em causa é a capacidade de alinhar sistema, mercado e prática clínica, criando condições para que o acesso acompanhe a evolução da indús­tria e para que o potencial identificado se traduza em utilização efectiva.</p>
<p>Esse alinhamento exige acção em múltiplas frentes, desde a eficiência operacional até à formação, passando pela investigação e pela construção de uma narrativa consistente, num percurso que não será imediato, mas que se apresenta decisivo para o futuro do sector.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771427]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Nova sede da Câmara de Oeiras de Isaltino derrapa quase 50% para 71 milhões de euros&#8230; e ainda falta comprar mobiliário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 08:26:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara Municipal de Oeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Isaltino Morais]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Aumento representa mais 21,8 milhões de euros em seis anos, uma derrapagem de 48% face ao valor inicial da construção. Só nos últimos 12 meses, o custo da obra principal subiu mais 3.165.084 euros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A nova sede da Câmara Municipal de Oeiras, que começa a ser ocupada neste início de junho, já custa mais de 71 milhões de euros e a conta deverá continuar a aumentar, avança a &#8216;<a href="https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/oeiras-obra-faronica-ja-passa-os-71-milhoes" target="_blank" rel="noopener">Sábado</a>&#8216;. O Fórum Municipal, aprovado em 2019 e contratado em agosto de 2020 por 44.988.677 euros, já soma 66.795.071 euros apenas na obra do edifício.</p>
<p>O aumento representa mais 21,8 milhões de euros em seis anos, uma derrapagem de 48% face ao valor inicial da construção. Só nos últimos 12 meses, o custo da obra principal subiu mais 3.165.084 euros.</p>
<p>O edifício, com 16 pisos e situado em frente ao centro comercial Oeiras Parque, vai concentrar num único local os serviços da autarquia. Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, tem mostrado nas redes sociais a fase final do projeto e manifestado expectativa pela inauguração do novo Fórum Municipal.</p>
<p><strong>Obra principal derrapa 21,8 milhões</strong></p>
<p>O contrato inicial do Fórum Municipal de Oeiras foi assinado com o consórcio Tecnovia e Acciona Construcción. Desde então, o projeto sofreu dezenas de alterações, a mais recente datada de 29 de abril de 2026.</p>
<p>A obra principal é a maior parcela da despesa, mas não é a única. Entre 2018 e 2024, foram identificados pelo menos 2.536.693 euros em outros contratos relacionados com o projeto.</p>
<p>Entre esses encargos está uma adjudicação de 265.362 euros, em 2021, para o ‘parque de lazer inclusivo do Fórum Oeiras’. Há também 688.180 euros em serviços de direção de fiscalização e coordenação de segurança da obra, num contrato que tinha sido inicialmente adjudicado por 498.437 euros e que também foi sendo atualizado.</p>
<p><strong>Estudos, projetos e fiscalização engrossam a fatura</strong></p>
<p>Além da construção, houve várias adjudicações para estudos, projetos e alterações aos projetos. Um dos contratos diz respeito a serviços de assistência técnica, assistência técnica especial e coordenação do projeto do novo edifício sede da Câmara Municipal de Oeiras, adjudicado por 210 mil euros em 2023 e atualizado para 240 mil euros em 2024.</p>
<p>A &#8216;Sábado&#8217; contabiliza ainda 89.797 euros em estudos realizados entre 2013 e 2015, numa fase embrionária da obra, bem como 1.639.269 euros em contratos celebrados apenas nos últimos 12 meses.</p>
<p>Com estes valores somados, a nova sede da autarquia já atinge 71.060.831 euros.</p>
<p><strong>Telas de 300 mil euros e mobiliário ainda por comprar</strong></p>
<p>A fatura deverá continuar a crescer. Num vídeo recente publicado nas redes sociais por Isaltino Morais, é visível que a Câmara de Oeiras ainda está a adjudicar a arquitetura de interiores e deverá abrir procedimento para a aquisição de mobiliário.</p>
<p>Um dos gastos recentes destacados é o contrato de 300 mil euros em telas para a ‘decoração do Salão Nobre’ do novo edifício. Este valor junta-se aos restantes encargos associados ao Fórum Municipal e reforça a expectativa de que o custo final da nova sede fique acima dos 71 milhões já apurados.</p>
<p>O caso surge como mais um exemplo de uma obra pública cujo custo inicial foi sendo revisto ao longo dos anos, com sucessivas alterações contratuais e despesas associadas que alargaram a conta muito para lá do valor inicialmente contratado.</p>
<p><iframe loading="lazy" style="border: none; overflow: hidden;" src="https://www.facebook.com/plugins/video.php?height=476&amp;href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Freel%2F1487328478916227%2F&amp;show_text=false&amp;width=267&amp;t=0" width="267" height="476" frameborder="0" scrolling="no" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771489]]></sapo:autor>
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		<title>Dona da Fnac e MediaMarkt volta às aquisições em Portugal e compra 11 lojas da Staples</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 08:21:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[FNAC Darty]]></category>
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					<description><![CDATA[A Fnac Darty, grupo detentor das insígnias Fnac e MediaMarkt, chegou a acordo para a aquisição de 11 lojas da Staples Portugal, reforçando a sua presença no mercado nacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Fnac Darty, grupo detentor das insígnias Fnac e MediaMarkt, chegou a acordo para a aquisição de 11 lojas da Staples Portugal, reforçando a sua presença no mercado nacional.</p>
<p>A operação envolve a compra do “controlo exclusivo” de um conjunto de ativos da retalhista de material de escritório e papelaria, incluindo estabelecimentos localizados em Lisboa, Cascais, Setúbal, Lagoa, Torres Vedras, Caldas da Rainha, Barcelos, Penafiel, Viana do Castelo, Vila do Conde e Santarém, de acordo com uma notificação publicada pela Autoridade da Concorrência, revela o ‘Negócios’.</p>
<p>A aquisição surge numa altura em que Portugal continua a destacar-se como um dos mercados com melhor desempenho para a Fnac Darty. Nos primeiros três meses deste ano, a faturação do grupo em território nacional cresceu 7,4%, para 112,1 milhões de euros, superando a evolução registada pelo conjunto da empresa. Em 2025, a Fnac Darty alcançou receitas globais superiores a 10,3 mil milhões de euros, com Portugal a contribuir com 539 milhões.</p>
<p>Já a Staples Portugal, que foi adquirida pela Firmo em 2021, mantém mais de três dezenas de lojas no país e tinha anunciado um plano de investimento de oito milhões de euros para expandir a sua rede comercial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771491]]></sapo:autor>
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		<title>Seguradoras detetam 87 milhões em fraudes: ramo automóvel lidera com 13 mil casos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 08:13:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Ramo automóvel surge como o principal foco de fraude, com mais de 13 mil casos comprovados e pedidos de indemnização avaliados em cerca de 40 milhões de euros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As seguradoras detetaram em Portugal fraudes no valor de 87 milhões de euros em 2024, montante correspondente a indemnizações consideradas indevidas e que acabaram por não ser pagas, avança o &#8216;<a href="https://www.jn.pt/justica/artigo/seguradoras-detetaram-fraudes-de-87-milhoes-de-euros-em-falsos-acidentes-so-num-ano/18091378" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Notícias</a>&#8216;, com base em dados da Associação Portuguesa de Seguradores.</p>
<p>O ramo automóvel surge como o principal foco de fraude, com mais de 13 mil casos comprovados e pedidos de indemnização avaliados em cerca de 40 milhões de euros. No total dos ramos analisados pela APS — vida risco, acidentes de trabalho, acidentes pessoais, automóvel e multirriscos — foram identificados 154 mil sinistros suspeitos.</p>
<p>A associação considera que o valor detetado representa uma poupança resultante da evolução dos mecanismos de deteção, prevenção e combate à fraude nos seguros. Ainda assim, os dados mostram que o fenómeno continua a crescer: face a 2023, o número de sinistros suspeitos aumentou 13%.</p>
<p><strong>Automóvel lidera casos comprovados e suspeitos</strong></p>
<p>Fonte oficial da APS citada pelo &#8216;Jornal de Notícias&#8217; confirma que o segmento automóvel continua a ser aquele em que há mais casos de fraude comprovada, mas também mais situações suspeitas e averiguadas.</p>
<p>A dimensão do ramo rodoviário ajuda a explicar parte do peso estatístico, mas a associação alerta que o problema vai além dos falsos acidentes ou dos danos inflacionados em participações individuais. A fraude mais preocupante, sublinha a APS, é a organizada e envolve prestadores de serviços, mais do que cidadãos isolados.</p>
<p>Além do automóvel, há expressão relevante nos seguros multirriscos, nos acidentes de trabalho e no ramo vida risco.</p>
<p><strong>Como funcionam os alertas das seguradoras</strong></p>
<p>A deteção destes casos assenta em sistemas internos de alerta usados pelas seguradoras. As chamadas ‘alarmísticas’ podem ser ativadas por vários sinais: repetição de sinistros associados à mesma pessoa, intervenção de entidades já ligadas a casos anteriores ou valores reclamados considerados anormais.</p>
<p>A APS explica que estes mecanismos variam consoante o ramo de seguro e a experiência acumulada por cada seguradora. O objetivo é identificar padrões suspeitos antes do pagamento da indemnização.</p>
<p>Apesar disso, nem todas as fraudes são detetadas. E, quando passam despercebidas, acabam por ser suportadas pela comunidade de segurados, refletindo-se nos preços dos seguros.</p>
<p><strong>Quando a seguradora pode ter de pagar mesmo havendo fraude</strong></p>
<p>Nos seguros de responsabilidade civil, em particular no ramo automóvel, a proteção de terceiros lesados tem um peso especial. Mesmo quando existem situações de fraude ou incumprimento contratual imputáveis ao segurado, a lei tende a salvaguardar o direito de indemnização do terceiro.</p>
<p>Isso significa que a seguradora pode ser obrigada a pagar ao lesado, sem prejuízo de, mais tarde, exercer o direito de regresso contra quem praticou a fraude ou violou as regras do contrato.</p>
<p><strong>A fraude também pode começar antes do sinistro</strong></p>
<p>A fraude nos seguros não acontece apenas no momento da participação ou liquidação de um sinistro. Também pode surgir na fase de subscrição do contrato, quando o tomador presta falsas declarações, omite informações relevantes para a avaliação do risco ou fornece dados inexatos sobre o bem ou a pessoa segura.</p>
<p>É o caso, por exemplo, de informação falsa sobre características do veículo, uso efetivo do bem segurado, estado de saúde, atividade profissional ou outras circunstâncias que possam alterar o risco assumido pela seguradora.</p>
<p><strong>Seguros de saúde ficam fora das contas</strong></p>
<p>As análises estatísticas da APS não abrangem todos os segmentos da atividade seguradora. Ficam de fora ramos de menor expressão ou áreas em que a fraude é mais difícil de quantificar.</p>
<p>É o caso dos seguros de saúde, onde, segundo a associação, o abuso convive com a fraude, mas é difícil de medir com rigor.</p>
<p><strong>Burla relativa a seguros pode dar até oito anos de prisão</strong></p>
<p>A fraude aos seguros está prevista no Código Penal como ‘burla relativa a seguros’. O crime ocorre quando alguém provoca, agrava ou simula um sinistro para obter indevidamente uma indemnização.</p>
<p>Estão incluídos casos como acidentes intencionais, agravamento deliberado de danos ou lesões provocadas para reclamar compensações. A moldura penal pode ir até três anos de prisão ou multa, agravando-se até oito anos nos casos mais graves. A tentativa também é punível e o procedimento criminal depende de queixa.</p>
<p>A APS diz não poder afirmar que exista uma perceção social generalizada de que enganar uma seguradora não é um crime grave. Ainda assim, defende mais informação ao consumidor para reforçar a literacia e a valorização dos seguros.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771485]]></sapo:autor>
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		<title>Montenegro enfrenta 2,5 pré-avisos de greve por dia, mas ainda fica abaixo de António Costa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 08:05:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[António Costa]]></category>
		<category><![CDATA[greve Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Montenegro]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[No total, desde o início da governação de Montenegro, foram entregues 1.890 pré-avisos de greve]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Luís Montenegro enfrentou, desde que chegou a São Bento, uma média de 2,5 pré-avisos de greve por dia. O valor é elevado, mas continua abaixo da média registada durante a maioria absoluta de António Costa, que chegou aos 3,6 pré-avisos diários, revela o &#8216;Público&#8217;, com base nos dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho.</p>
<p>No total, desde o início da governação de Montenegro, foram entregues 1.890 pré-avisos de greve. A maior parte ocorreu fora do setor empresarial do Estado, num período em que o Governo procurou apresentar acordos de valorização de carreiras na administração pública como sinal de maior paz social.</p>
<p>Ainda assim, a tensão laboral voltou a ganhar peso político, sobretudo depois da discussão em torno da reforma laboral e da greve geral de dezembro, que juntou as duas centrais sindicais 12 anos depois da última paralisação conjunta.</p>
<p><strong>Montenegro e a promessa de pôr “cobro” à situação</strong></p>
<p>A tensão em torno das greves já tinha marcado a campanha eleitoral, quando Luís Montenegro, numa passagem pela Figueira da Foz, criticou uma paralisação da CP que afetava boa parte do país. “Um dia vamos ter de pôr cobro a isto”, afirmou então o líder da AD, numa referência à possibilidade de rever a lei da greve para garantir mais serviços mínimos.</p>
<p>Foi o único momento da campanha em que a legislação laboral foi abordada de forma mais direta, ainda que sem grande detalhe. O programa eleitoral da AD não antecipava uma reforma laboral profunda, para lá de referências genéricas à simplificação do Código do Trabalho e à redução de custos de contexto.</p>
<p><strong>O quarto trimestre de 2024 foi o mais carregado</strong></p>
<p>O período mais difícil para o atual Governo, em termos de pré-avisos de greve, ocorreu no quarto trimestre de 2024. Entre outubro e dezembro desse ano, foram comunicados 403 avisos prévios.</p>
<p>O dado surge depois do trimestre de maior acalmia, entre julho e setembro de 2024, quando tinham sido registados 151 pré-avisos. Já no primeiro trimestre deste ano, na sequência da greve geral de dezembro e dos impasses nas negociações da reforma laboral, foram comunicados 234 pré-avisos de greve.</p>
<p>Segundo os dados citados pelo &#8216;Público&#8217;, os setores com maior peso nesse período foram as atividades administrativas e dos serviços de apoio, com 24%, seguidas das indústrias transformadoras, com 22%, e das atividades de saúde humana e apoio social, com 19%.</p>
<p><strong>Costa enfrentou maior turbulência laboral</strong></p>
<p>Apesar da pressão sindical sobre o atual Governo, os números mostram que António Costa enfrentou uma contestação laboral mais intensa durante os 734 dias da governação socialista com maioria absoluta. Entre março de 2022 e abril de 2024, a média foi de 3,6 pré-avisos de greve por dia.</p>
<p>Em 2023, foram emitidos 1.495 pré-avisos de greve, o valor mais elevado desde o período da intervenção da troika em Portugal. Para esse cenário contribuíram o desgaste de vários anos de governação, a pressão política associada à maioria absoluta e a inflação, que em 2022 atingiu 7,8%, a taxa mais elevada dos últimos 30 anos.</p>
<p>Desde então, os números globais têm vindo a descer: 1.099 pré-avisos em 2024 e 839 em 2025.</p>
<p><strong>Greve geral recoloca reforma laboral no centro do debate</strong></p>
<p>Embora Costa tenha enfrentado maior turbulência estatística, foi com Montenegro que voltou a haver uma greve geral convocada pelas duas centrais sindicais. A paralisação de dezembro surgiu no contexto da reforma laboral que o Governo pretende levar por diante.</p>
<p>O paralelo traçado é o de 1988, quando as duas centrais sindicais também se uniram pela primeira vez numa greve geral motivada por alterações laborais. Desta vez, os sindicatos acusam o Governo de avançar com uma reforma que não foi submetida aos eleitores na campanha.</p>
<p>O Executivo, por seu lado, procurou desvalorizar o impacto da paralisação. Como acontece em praticamente todas as greves, instalou-se uma disputa de narrativas entre Governo e estruturas sindicais.</p>
<p><strong>Governo fala em adesão reduzida, sindicatos reclamam vitória</strong></p>
<p>As centrais sindicais descreveram a greve geral de dezembro como uma das maiores de sempre, apontando para mais de três milhões de trabalhadores em greve. O Governo rejeitou essa leitura.</p>
<p>O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou que cerca de 95% dos trabalhadores não aderiram à greve e classificou a adesão como inexpressiva, sobretudo no setor privado e no setor social.</p>
<p>Luís Montenegro preferiu dividir o país entre uma “parte minoritária”, que estava em greve, e uma “parte largamente maioritária”, que continuava a trabalhar.</p>
<p>Ainda assim, o Banco de Portugal registou nesse dia uma quebra de 8% na atividade económica do país. No ano passado, esse indicador só foi ultrapassado no dia do apagão e na véspera de Natal.</p>
<p><strong>“Deixem os portugueses trabalhar”</strong></p>
<p>Perante uma nova paralisação, agora sem o apoio da UGT, o Governo começou a recuperar o mesmo argumento. A horas do início da greve, Montenegro afirmou, citado pela Lusa, estar convencido de que “a esmagadora maioria dos portugueses que trabalha, vai trabalhar”.</p>
<p>O primeiro-ministro recuperou assim parte do tom da sua campanha, quando pedia que o deixassem trabalhar. Desta vez, a formulação foi dirigida aos trabalhadores que não pretendem aderir à greve: “Espero que deixem os portugueses trabalhar”, afirmou, defendendo que deve ser garantido tanto o direito à greve como o direito de quem quer trabalhar, ir à escola, comparecer a consultas médicas ou cumprir as tarefas do dia a dia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771479]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>IUC muda a favor dos contribuintes: Fisco não pode cobrar imposto a quem já não é dono do carro</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 07:53:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Tribunal Constitucional]]></category>
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					<description><![CDATA[Quem ainda surge como titular no registo automóvel pode demonstrar que o veículo já foi vendido ou transmitido a outra pessoa e que, por isso, não deve ser chamado a pagar o imposto]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A cobrança do Imposto Único de Circulação (IUC) não pode recair automaticamente sobre a pessoa ou entidade que ainda aparece no registo automóvel se esta conseguir provar que já não é a proprietária efetiva do veículo. A decisão é do Supremo Tribunal Administrativo (STA), depois de o Tribunal Constitucional ter considerado inconstitucional a norma aplicada até agora, noticia o &#8216;Jornal de Negócios&#8217;.</p>
<p>Em causa está uma norma do Código do IUC segundo a qual o imposto incide sobre as pessoas em nome das quais se encontre registada a propriedade dos veículos, independentemente de quem seja o proprietário real. Embora essa norma continue formalmente no código, o entendimento agora fixado pelo Supremo passa por recuperar a lógica anterior: presume-se que o proprietário é quem consta do registo, mas essa presunção pode ser afastada com prova em contrário.</p>
<p>Na prática, quem ainda surge como titular no registo automóvel pode demonstrar que o veículo já foi vendido ou transmitido a outra pessoa e que, por isso, não deve ser chamado a pagar o imposto.</p>
<p><strong>Caso nasceu com 29 viaturas e 3.200 euros de IUC</strong></p>
<p>O processo que levou à mudança de entendimento envolvia uma instituição bancária a quem a Autoridade Tributária continuou a emitir liquidações de IUC relativas a 29 viaturas. O imposto em causa ascendia a 3.200 euros.</p>
<p>Os veículos tinham sido vendidos na sequência de contratos de aluguer de longa duração. No final desses contratos, a propriedade passava para os clientes, mas o registo automóvel não foi atualizado pelos novos proprietários. Como os veículos continuavam registados em nome do banco, o Fisco manteve a emissão anual das liquidações de IUC.</p>
<p>O contribuinte contestou as liquidações no tribunal arbitral do Centro de Arbitragem Administrativa (CAAD) e ganhou. A Autoridade Tributária recorreu para o Supremo, invocando contradição de julgados, uma vez que existia uma decisão arbitral anterior, num caso semelhante, com solução oposta.</p>
<p><strong>Supremo tinha dado razão ao Fisco</strong></p>
<p>Num primeiro momento, o STA deu razão à Autoridade Tributária. O Supremo entendeu então que respondia pelo pagamento do imposto a pessoa em nome da qual o veículo estava registado à data do facto tributário, mesmo que a transmissão da propriedade já tivesse ocorrido.</p>
<p>Esse entendimento uniformizou jurisprudência em 2024 e seguia a leitura segundo a qual, depois da alteração legislativa de 2016, o IUC passou a depender apenas do registo automóvel, e não da propriedade efetiva do veículo.</p>
<p>O caso acabaria, porém, por chegar ao Tribunal Constitucional, que considerou inconstitucional a norma aplicada pelo Supremo. Essa decisão obrigou o STA a rever a posição anteriormente assumida.</p>
<p><strong>Alteração de 2016 eliminou a presunção ilidível</strong></p>
<p>O ponto central está numa alteração ao Código do IUC feita em 2016. Até essa data, a lei estabelecia que eram sujeitos passivos do imposto os proprietários dos veículos, “considerando-se como tais” as pessoas em nome de quem estes se encontravam registados.</p>
<p>Essa formulação permitia interpretar o registo como uma presunção: quem estava inscrito era considerado proprietário, mas podia provar o contrário.</p>
<p>Depois da alteração de 2016, a redação passou a indicar simplesmente que são sujeitos passivos do imposto as pessoas singulares ou coletivas em nome das quais se encontre registada a propriedade dos veículos. Ao desaparecer a expressão anterior, desapareceu também a possibilidade de afastar a titularidade registada através de prova em contrário.</p>
<p><strong>Tribunal Constitucional viu violação da igualdade tributária</strong></p>
<p>O Tribunal Constitucional considerou que esta solução viola a Constituição, por atingir o princípio da igualdade tributária, na sua vertente de equivalência.</p>
<p>A lógica é simples: se o IUC se justifica pelos custos ambientais e viários associados à utilização dos veículos, não faz sentido tributar quem já não utiliza o veículo, não tem controlo sobre ele e não gera esses custos.</p>
<p>O &#8216;Jornal de Negócios&#8217; refere que esta orientação já tinha sido adotada em três acórdãos anteriores do Tribunal Constitucional, todos aprovados por unanimidade, embora apenas aplicáveis aos casos concretos em causa.</p>
<p>Agora, com o regresso do processo ao STA, o Supremo concluiu que a norma deve ser desaplicada e que deve ser recuperada a redação anterior, permitindo novamente prova em contrário.</p>
<p><strong>O que muda para futuros casos</strong></p>
<p>A decisão do Supremo uniformiza jurisprudência. Isso significa que os casos futuros que cheguem aos tribunais deverão ser decididos no mesmo sentido.</p>
<p>Assim, a Autoridade Tributária deixa de poder apoiar-se apenas no registo automóvel quando exista prova de que o proprietário efetivo do veículo é outra pessoa. O titular inscrito continua a ser presumido como proprietário, mas essa presunção pode ser contrariada.</p>
<p>A alteração é particularmente relevante em situações de venda, contratos de aluguer de longa duração, transmissão de veículos ou outros casos em que a atualização do registo automóvel não tenha acompanhado a mudança real de propriedade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771476]]></sapo:autor>
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		<title>Elevador da Glória: família de vítima fala em &#8220;sensação de abandono&#8221; e exige mais de um milhão à Carris</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 07:45:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Ação foi entregue esta semana no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa por Isaque Adam, marido da vítima, e pela filha do casal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A família de Ana Paula, uma das vítimas mortais do acidente no Elevador da Glória, exige uma indemnização de 1,05 milhões de euros à Carris, à seguradora Fidelidade e à empresa Mntc – Serviços Técnicos de Engenharia, que assegurava a manutenção do ascensor, revela o Público.</p>
<p>A ação foi entregue esta semana no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa por Isaque Adam, marido da vítima, e pela filha do casal. Em causa estão vários pedidos de compensação: pela perda da vida de Ana Paula, pelo sofrimento antes da morte, pelos danos morais causados ao marido e à filha e ainda pelos rendimentos salariais que a família deixou de receber devido à morte precoce da funcionária da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.</p>
<p>Ana Paula tinha 49 anos e fazia parte da equipa que tratava dos processos de adoção na Santa Casa, área que chegou a liderar durante alguns anos. No dia 3 de setembro de 2025, tinha saído do trabalho e entrado no Elevador da Glória, como fazia habitualmente. Tinha combinado ir ao ginásio com uma amiga, mas nunca chegou ao encontro.</p>
<p><strong>A procura desesperada por Ana Paula</strong></p>
<p>Foi essa amiga quem deu o alerta, depois de estranhar a ausência de Ana Paula e o facto de esta não atender o telemóvel. O marido encontrava-se numa aula, na qualidade de inspetor da Autoridade Nacional da Aviação Civil, e tinha o telefone em silêncio. Só no intervalo percebeu que tinha várias chamadas não atendidas.</p>
<p>Ao contactar a amiga da mulher, soube que Ana Paula não tinha aparecido e que, antes disso, tinha ocorrido um acidente grave no Elevador da Glória, transporte público que a vítima usava regularmente.</p>
<p>Na ação citada pelo &#8216;Público&#8217;, a família descreve as horas seguintes como um período de ansiedade crescente, marcado por chamadas sucessivas, deslocações a vários locais, pedidos de informação junto de colegas, profissionais de saúde e autoridades, rumores e ausência de confirmação sobre o paradeiro de Ana Paula.</p>
<p>A filha, então menor, estava no Algarve com uma família amiga quando soube do acidente e regressou a Lisboa em sobressalto. Durante a noite, pai e filha mantiveram a esperança, mas na manhã seguinte, após nova passagem por hospitais, receberam uma chamada para se deslocarem à Polícia Judiciária. Foi aí que souberam que Ana Paula estava entre as 16 vítimas mortais.</p>
<p><strong>Uma das últimas pessoas a entrar no ascensor</strong></p>
<p>De acordo com o relato de uma colega que a acompanhava e sobreviveu ao acidente, Ana Paula terá sido uma das últimas pessoas a entrar no elevador. Segundos depois, o cabo subterrâneo que ligava os dois ascensores rompeu junto à cabine onde seguiam as duas trabalhadoras.</p>
<p>Sem controlo e a alta velocidade, a cabine descarrilou a meio do percurso e embateu contra um edifício e postes de iluminação pública. O acidente provocou 16 mortos e 22 feridos.</p>
<p>O corpo de Ana Paula só foi libertado dois dias depois. A despedida da família ficou condicionada pela gravidade das lesões, havendo instruções para que o caixão não fosse aberto.</p>
<p><strong>“Abandono” e ausência de resposta concreta</strong></p>
<p>Na petição, os advogados da família, Nuno Pinto Coelho de Faria e Carolina Patinhas, descrevem uma sensação de abandono após o acidente. Embora tenham sido anunciados fundos, bolsas, comissões, planos e medidas, a família sustenta que, para quem perdeu mulher e mãe, “a resposta concreta permanece ausente”.</p>
<p>A ação refere ainda o impacto psicológico da tragédia na filha de Ana Paula, que deixou de andar de transportes públicos por não se sentir segura.</p>
<p>A Carris, contactada pelo &#8216;Público&#8217;, afirma que ainda não foi citada para qualquer ação desta natureza. A empresa pública acrescenta que os processos de indemnização dos 22 feridos e dos familiares das 16 vítimas mortais estão a ser conduzidos pela seguradora com a qual tem o seguro contratado, que estará em contacto com as vítimas e os familiares e já terá celebrado acordos.</p>
<p>A administração da Carris garante também que contactou os familiares das vítimas portuguesas e reuniu com todos os que manifestaram interesse, transmitindo disponibilidade para continuar a prestar apoio, incluindo acompanhamento psicológico.</p>
<p><strong>Família aponta falhas à Carris, à manutenção e ao Estado</strong></p>
<p>A ação entregue em tribunal atribui responsabilidades à Carris, enquanto entidade exploradora do Elevador da Glória, e à Mntc, enquanto empresa responsável pela manutenção do equipamento. A família invoca falhas detetadas pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Acidentes Ferroviários, o GPIAAF.</p>
<p>Entre os problemas apontados estão falhas na aquisição, receção, aceitação e validação técnica do cabo, na montagem, manutenção e controlo da pinha, peça que prende as extremidades do cabo de aço que liga as duas cabines, na manutenção do ascensor, na fiscalização e registo das intervenções, na formação técnica dos trabalhadores, no controlo da qualidade dos trabalhos realizados e na reavaliação do sistema de freio.</p>
<p>Para a família, este conjunto de falhas revela uma deficiência objetiva de organização, funcionamento, coordenação, fiscalização, controlo técnico e gestão de risco do serviço público de transporte de passageiros.</p>
<p>A petição também aponta responsabilidades ao Estado, por alegadamente ter permitido um vazio de fiscalização no Elevador da Glória. O documento sustenta que o ascensor escapava à tutela do Instituto da Mobilidade e dos Transportes ou de outro organismo externo, deixando a segurança dependente da própria entidade operadora e das empresas subcontratadas.</p>
<p>Os advogados consideram incompreensível que o Estado português e o município de Lisboa tenham permitido que a segurança de um transporte histórico, usado diariamente por milhares de passageiros, dependesse da própria operadora e de empresas contratadas, sem supervisão externa e independente em matéria de segurança.</p>
<p>No entendimento da família, as falhas identificadas revelam um padrão de desvalorização do risco, falta de atualização técnica, ausência de controlo de qualidade estruturado, falhas documentais, défice de formação especializada e decisões operacionais orientadas pela continuidade do serviço em detrimento da segurança.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771472]]></sapo:autor>
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		<title>Zeekr chega a Portugal com elétricos premium e um GT de 646 cv</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 07:40:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Marca premium 100% elétrica estreia-se no mercado nacional pela mão da Salvador Caetano Auto. A gama já inclui Zeekr X, Zeekr 7X e Zeekr 001, enquanto o novo Zeekr 7GT chega este verão com até 655 quilómetros de autonomia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Zeekr assinalou oficialmente a entrada no mercado português com um evento realizado em Lisboa, pela mão da Salvador Caetano Auto, onde apresentou a sua gama premium 100% elétrica e reforçou a estratégia para Portugal.</p>
<p>A estreia nacional da marca fica marcada pela apresentação do novo Zeekr 7GT, um gran turismo elétrico que chegará ao mercado português este verão, com até 646 cv de potência, autonomia até 655 quilómetros em ciclo WLTP e aceleração dos 0 aos 100 km/h em 3,3 segundos.</p>
<p>A marca chega a Portugal com uma proposta centrada no conceito de ‘New Luxury’, uma visão contemporânea de luxo automóvel que combina tecnologia, desempenho, conforto, segurança e uma experiência de utilização mais intuitiva. O posicionamento assenta numa identidade europeia, desenvolvida no Centro Global de Design da Zeekr, em Gotemburgo, na Suécia.</p>
<p><strong>Gama elétrica premium já disponível em Portugal</strong></p>
<p>A ofensiva da Zeekr em Portugal arranca com quatro modelos 100% elétricos: Zeekr 001, Zeekr X, Zeekr 7X e Zeekr 7GT. Os três primeiros já estão disponíveis no mercado nacional, enquanto o 7GT se encontra em fase de pré-reserva e tem chegada prevista para o verão.</p>
<p>Todos os modelos têm por base a plataforma SEA, sigla para Sustainable Experience Architecture, e integram soluções como conectividade avançada, atualizações remotas Over-The-Air, sistemas inteligentes de assistência à condução e capacidades de carregamento ultrarrápido. A marca sublinha ainda a classificação máxima de cinco estrelas obtida nos testes de segurança Euro NCAP.</p>
<p>O evento de apresentação contou com a presença de Lukas Medeisis, Chief Exterior Designer da Zeekr Technology Europe AB, reforçando a ligação da marca ao centro de design sueco e à abordagem criativa que sustenta o novo Zeekr 7GT.</p>
<p><strong>Portugal visto como mercado estratégico</strong></p>
<p>Para Lothar Schupet, CEO da Zeekr Europe, Portugal assume um papel relevante na expansão europeia da marca. O responsável destacou o detalhe de construção, a tecnologia e a performance dos modelos, considerando que estes atributos podem tornar a Zeekr uma referência no mercado nacional.</p>
<p>A parceria com a Salvador Caetano Auto, que também assegura a operação da marca em Espanha, é apresentada como um dos pilares da entrada em Portugal.</p>
<p>Ricardo Lopes, diretor-geral da Caetano Automotive Portugal – Distribuição, considera que o acordo com a Zeekr representa mais um passo na estratégia do grupo para disponibilizar aos clientes portugueses propostas relevantes num momento de crescimento da mobilidade elétrica. O responsável destacou ainda o posicionamento premium da marca, a inovação dos veículos e o nível de serviço ao cliente associado à operação da Salvador Caetano Auto.</p>
<p><strong>Carregamento, peças e garantia até 10 anos</strong></p>
<p>A proposta da Zeekr em Portugal não se limita aos automóveis. A marca entra no mercado com um ecossistema de serviços de carregamento e assistência, incluindo consultoria especializada, instalação de carregadores domésticos e acesso a mais de 7.000 postos públicos através de aplicação e cartão dedicado.</p>
<p>A oferta inclui ainda soluções específicas para empresas e uma estrutura de após-venda com stock nacional, apoiada por um centro de distribuição central em Amesterdão. A disponibilidade de peças é anunciada entre um e três dias.</p>
<p>A marca disponibiliza também uma garantia até 10 anos, renovável a partir do quinto ano, como forma de reforçar a confiança na chegada ao mercado português.</p>
<p><strong>Zeekr 7GT é a grande estreia</strong></p>
<p>O grande destaque da apresentação em Lisboa foi o Zeekr 7GT, descrito como a interpretação da marca para o conceito de gran turismo elétrico. O modelo combina uma silhueta desportiva, linhas fluidas e uma proposta tecnológica orientada para o segmento premium.</p>
<p>Na versão Privilege AWD, o Zeekr 7GT utiliza dois motores elétricos e atinge até 646 cv de potência, permitindo acelerar dos 0 aos 100 km/h em 3,3 segundos. A autonomia pode chegar aos 655 quilómetros em ciclo WLTP na versão Long Range RWD.</p>
<p>A arquitetura elétrica de 800V permite carregamentos rápidos em corrente contínua, enquanto o equipamento tecnológico inclui head-up display de realidade aumentada, sistema de infotainment com ecrã OLED e sistemas ADAS de última geração.</p>
<p><strong>Do compacto Zeekr X ao Zeekr 001</strong></p>
<p>A gama começa no Zeekr X, proposta compacta elétrica com posicionamento premium e foco urbano. Na versão AWD, o modelo chega aos 496 cv e acelera dos 0 aos 100 km/h em 3,7 segundos. A autonomia pode atingir 415 quilómetros em ciclo WLTP.</p>
<p>O Zeekr 7X posiciona-se como SUV elétrico, combinando dimensões generosas, arquitetura de 800V, potência até 646 cv e autonomia até 615 quilómetros WLTP. O modelo integra suspensão pneumática ativa e sistemas de assistência à condução, procurando equilibrar eficiência, conforto e habitabilidade.</p>
<p>Já o Zeekr 001 assume-se como uma proposta mais transversal no segmento premium elétrico. Equipado com dois motores elétricos, pode atingir até 544 cv, acelerar dos 0 aos 100 km/h em 3,8 segundos e oferecer autonomia até 620 quilómetros WLTP.</p>
<p><strong>Preços começam nos 37.000 euros</strong></p>
<p>A gama Zeekr está disponível em Portugal com preços a partir de 37.000 euros, IVA incluído, para o Zeekr X. O Zeekr 7X começa nos 59.950 euros, enquanto o Zeekr 001 arranca nos 60.950 euros.</p>
<p>O novo Zeekr 7GT, previsto para este verão, terá preço desde 55.450 euros, IVA incluído, e já se encontra disponível para pré-reserva.</p>

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		<title>Explicador: o que os desempregados terão de fazer para receber a nova Prestação Social Única</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 07:15:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Desempregados em idade ativa que venham a receber a futura Prestação Social Única (PSU) terão de cumprir um conjunto de obrigações para manter o acesso ao apoio. Saiba quais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os desempregados em idade ativa que venham a receber a futura Prestação Social Única (PSU) terão de cumprir um conjunto de obrigações para manter o acesso ao apoio. Além dos critérios de rendimento, quem tenha entre 18 anos e a idade normal da reforma e não esteja a trabalhar deverá estar inscrito no centro de emprego, disponível para aceitar emprego considerado conveniente, formação profissional e atividades de solidariedade social.</p>
<p>A PSU vai reunir várias prestações sociais não contributivas, incluindo o Rendimento Social de Inserção e o subsídio social de desemprego. A nova prestação deverá entrar em vigor a 1 de janeiro de 2027, mas ainda há vários detalhes por definir por portaria, incluindo a percentagem do Indexante dos Apoios Sociais que servirá de referência para calcular o valor do apoio. Em 2026, o IAS está fixado em 537,13 euros.</p>
<p><strong>O que muda para quem está desempregado?</strong></p>
<p>A principal novidade para os beneficiários desempregados é a obrigação de estarem disponíveis não apenas para aceitar trabalho ou formação, mas também para prestar atividades de solidariedade social. Estas atividades poderão ser realizadas a favor de entidades públicas, entidades sem fins lucrativos, instituições do setor da economia social ou organismos de proteção civil.</p>
<p>Na prática, poderão estar em causa tarefas em autarquias, escolas, instituições de saúde, lares, bombeiros ou outras entidades promotoras. O diploma sublinha, porém, que estas atividades devem ser acessórias e não podem substituir postos de trabalho existentes, nem sobrepor-se às funções desempenhadas pelos trabalhadores da entidade onde forem realizadas.</p>
<p><strong>Quantas horas podem ser exigidas?</strong></p>
<p>A regra geral prevê um limite máximo de 15 horas semanais para atividades de solidariedade social, sem ultrapassar oito horas por dia. As tarefas devem ser compatíveis com as aptidões e qualificações do beneficiário ou dos membros do agregado familiar abrangidos pela obrigação.</p>
<p>Há, contudo, duas situações que podem alterar este limite. Os jovens entre os 18 e os 25 anos que não trabalhem e não estejam dispensados podem ficar sujeitos a horas adicionais, embora as regras concretas ainda tenham de ser definidas pelo Governo. Além disso, a partir da terceira renovação da PSU, os beneficiários em idade ativa podem ser obrigados a aumentar a disponibilidade para atividades de solidariedade social, formação profissional ou outras obrigações, com o limite semanal a poder subir até 20 horas.</p>
<p><strong>Estas atividades são pagas?</strong></p>
<p>As atividades de solidariedade social não são remuneradas como trabalho. O que está previsto é a atribuição de uma senha de participação, cujo valor ainda será definido por portaria.</p>
<p>Ainda assim, os beneficiários têm direito a transporte, alimentação quando a atividade durar mais de quatro horas e seguro de acidentes pessoais, a cargo da entidade promotora. Também devem ser garantidas condições de segurança, higiene e saúde no desempenho das tarefas.</p>
<p><strong>Quem pode ficar dispensado?</strong></p>
<p>Nem todos os desempregados abrangidos pela PSU terão de prestar atividade de solidariedade social. A proposta prevê dispensas para quem tenha atestado de incapacidade temporária para o trabalho, receba pensão por incapacidade permanente absoluta decorrente de acidente de trabalho ou doença profissional, pensão de velhice antecipada ou pensão de invalidez.</p>
<p>Também ficam dispensadas pessoas com deficiência com grau de incapacidade igual ou superior a 80%, certificado por atestado médico de incapacidade multiuso, estudantes e cuidadores informais.</p>
<p><strong>O que acontece se houver recusa?</strong></p>
<p>A recusa injustificada pode ter consequências pesadas. Se o titular da PSU recusar propostas de trabalho, emprego conveniente, formação profissional ou atividades de solidariedade social, pode ficar impedido de aceder à prestação durante 24 meses.</p>
<p>Mesmo que venha mais tarde a integrar outro agregado familiar que peça a PSU, essa pessoa deixa de contar para aumentar o valor da prestação durante esse período. No entanto, os seus rendimentos continuam a ser considerados no cálculo do apoio, o que pode reduzir ou mesmo impedir o acesso do agregado à prestação.</p>
<p><strong>E se a recusa for de outro membro do agregado?</strong></p>
<p>Se a recusa partir de um elemento do agregado familiar que não seja o titular da prestação, a sanção é de 12 meses. Nesse período, essa pessoa deixa de ser considerada para efeitos de cálculo do montante da PSU, mas os seus rendimentos continuam a entrar nas contas do agregado.</p>
<p>Ou seja, a penalização pode afetar toda a família: o membro que recusou a obrigação deixa de aumentar o valor do apoio, mas continua a pesar no cálculo dos recursos familiares.</p>
<p><strong>Como é calculada a PSU?</strong></p>
<p>O valor da PSU será calculado com base numa percentagem do IAS, ainda por definir. A fórmula parte de um valor de referência da PSU multiplicado pelo número de adultos equivalentes do agregado familiar.</p>
<p>O requerente conta como 1. Cada outro adulto e cada menor contam como 0,5. Os indivíduos até aos 25 anos, inclusive, são equiparados a menores para este efeito. Ao valor base podem somar-se majorações por parentalidade e uma Componente de Incentivo ao Trabalho, quando aplicável, sendo depois deduzidos os rendimentos do requerente e do agregado.</p>
<p>Para avaliar os recursos, contam rendimentos de trabalho, rendimentos independentes, rendimentos de capitais, rendimentos prediais, pensões, prestações sociais e apoios à habitação com caráter regular. O património mobiliário e bens móveis, como automóveis, não podem ultrapassar 30 vezes o IAS, ou seja, 16.113,9 euros em 2026.</p>
<p><strong>O que falta saber?</strong></p>
<p>Apesar de a proposta já definir a estrutura central da PSU, ainda há pontos essenciais por regulamentar. Falta saber qual será a percentagem do IAS usada como referência, o valor da senha de participação, as regras concretas das horas adicionais para jovens dos 18 aos 25 anos e os detalhes da Componente de Incentivo ao Trabalho.</p>
<p>Também falta a aprovação parlamentar da autorização legislativa pedida pelo Governo. Só depois disso o Executivo poderá aprovar o decreto-lei que concretiza a nova prestação.</p>
<p>Para os desempregados, porém, a orientação política já é clara: a PSU deixará de ser apenas uma prestação dependente dos rendimentos e passará a estar ligada a deveres de inscrição, disponibilidade e participação ativa em medidas de emprego, formação ou solidariedade social.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771324]]></sapo:autor>
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		<title>Julgamento do processo ‘Tempestade Perfeita’ começa esta quarta-feira com 73 arguidos: o que está em causa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 07:00:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Operação Tempestade Perfeita]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre os arguidos estão três antigos dirigentes da Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional: o antigo diretor-geral Alberto Coelho, o ex-diretor financeiro Paulo Morais Branco e o antigo diretor dos serviços de Infraestruturas e Património Francisco Marques]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O julgamento do processo ‘Tempestade Perfeita’, relacionado com suspeitas de corrupção em obras e contratos no setor da Defesa, começa esta quarta-feira, 3 de junho, no Tribunal Central Criminal de Lisboa. Em causa está um dos processos mais relevantes ligados à contratação pública na área da Defesa, com 73 arguidos, entre 43 pessoas e 30 empresas.</p>
<p>A acusação do Ministério Público foi confirmada na íntegra pelo Tribunal Central de Instrução Criminal a 13 de fevereiro de 2025, depois de ter sido deduzida em agosto de 2023. Entre os arguidos estão três antigos dirigentes da Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional: o antigo diretor-geral Alberto Coelho, o ex-diretor financeiro Paulo Morais Branco e o antigo diretor dos serviços de Infraestruturas e Património Francisco Marques.</p>
<p>Em causa estão crimes de corrupção ativa e passiva, branqueamento de capitais, peculato e falsificação ou contrafação de documento. O julgamento deverá prolongar-se pelo menos até 25 de novembro de 2026, com uma interrupção de cerca de dois meses durante as férias judiciais de verão.</p>
<p><strong>Contratos da Defesa no centro do processo</strong></p>
<p>No centro do processo estão procedimentos de contratação pública de serviços e empreitadas de obras em que a Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional surge como entidade adjudicante. Segundo o Ministério Público, as adjudicações terão sido decididas em benefício de determinadas empresas, a troco de contrapartidas financeiras e patrimoniais.</p>
<p>A intervenção realizada em 2020 no antigo Hospital Militar de Belém é uma das obras sob suspeita. A investigação aponta para um alegado esquema em que responsáveis públicos terão aproveitado as funções que exerciam para obter vantagens para si ou para terceiros.</p>
<p>O Ministério Público pede que seja declarado perdido a favor do Estado mais de um milhão de euros por crimes alegadamente cometidos por cerca de duas dezenas dos 73 arguidos.</p>
<p><strong>Ex-dirigentes da Defesa entre os principais arguidos</strong></p>
<p>Alberto Coelho, antigo diretor-geral da Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional, está acusado de corrupção passiva, branqueamento, peculato e falsificação. Na acusação, o Ministério Público defende ainda que seja condenado a pagar ao Estado mais de 86 mil euros, valor que considera corresponder a vantagens obtidas de forma ilícita.</p>
<p>Também Paulo Morais Branco, antigo diretor financeiro da Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional, está acusado de vários crimes de corrupção passiva, branqueamento e falsificação de documento. Neste caso, o Ministério Público pediu o pagamento de 415 mil euros.</p>
<p>Francisco Marques, antigo diretor dos serviços de Infraestruturas e Património, enfrenta igualmente acusações de corrupção passiva, branqueamento e falsificação de documento. O Ministério Público pede que seja condenado ao pagamento de quase 272 mil euros.</p>
<p><strong>Operação da PJ ocorreu em dezembro de 2022</strong></p>
<p>A operação ‘Tempestade Perfeita’ foi realizada pela Polícia Judiciária, em coordenação com o Ministério Público, a 6 de dezembro de 2022. O processo avançou depois para acusação em agosto de 2023, tendo a decisão instrutória confirmado integralmente a tese do Ministério Público.</p>
<p>A partir desta quarta-feira, o caso entra numa nova fase, com o início do julgamento no Tribunal Central Criminal de Lisboa. Em tribunal estarão em discussão não apenas as responsabilidades individuais dos antigos dirigentes e restantes arguidos, mas também a forma como terão sido conduzidos contratos públicos e empreitadas no setor da Defesa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768807]]></sapo:autor>
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		<title>Greves gerais à sexta ou coladas a feriados? Os dados contam outra história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 06:45:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Das 12 greves gerais contabilizadas, incluindo a desta quarta-feira, a maioria ocorreu a meio da semana, sobretudo às quartas e quintas-feiras]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A greve geral marcada para esta quarta-feira volta a trazer para o debate público uma acusação antiga: a ideia de que as paralisações nacionais são habitualmente convocadas para sextas-feiras ou vésperas de feriado.</p>
<p>No entanto, a compilação feita pelo &#8216;AbrilAbril&#8217; sobre todas as greves gerais realizadas desde o 25 de Abril aponta noutra direção: das 12 greves gerais contabilizadas, incluindo a desta quarta-feira, a maioria ocorreu a meio da semana, sobretudo às quartas e quintas-feiras.</p>
<p>O tema ganhou força na greve geral de 11 de dezembro de 2025, quando vários comentadores televisivos recuperaram a tese de que os trabalhadores e sindicatos preferem marcar paralisações junto ao fim de semana. Foi o caso de Miguel Sousa Tavares, que afirmou que “os professores adoram fazer greves antes do fim-de-semana”. Também Ana Vieira, secretária-geral da Confederação do Comércio e Serviços de Segurança, estranhou que a greve geral não tivesse sido marcada para sexta-feira, “como é habitual”.</p>
<p><strong>O que mostram as datas das greves gerais</strong></p>
<p>A lista histórica desmente essa leitura. Desde 1982, Portugal teve greves gerais em vários dias da semana, mas apenas uma foi marcada para uma sexta-feira: a primeira, realizada a 12 de fevereiro de 1982. A partir daí, as paralisações gerais distribuíram-se por terças, quartas e quintas-feiras, com especial peso para os dias a meio da semana.</p>
<p>A greve geral de 11 de maio de 1982 foi a uma terça-feira. A de 28 de março de 1988 ocorreu a uma segunda-feira. Já no século XXI, a paralisação de 10 de dezembro de 2002 foi marcada para uma terça-feira, a de 30 de maio de 2007 para uma quarta-feira, e as greves de 24 de novembro de 2010, 14 de novembro de 2012 e 3 de junho de 2026 também caíram a uma quarta-feira.</p>
<p>As quintas-feiras também aparecem várias vezes: 24 de novembro de 2011, 22 de março de 2012, 27 de junho de 2013 e 11 de dezembro de 2025. Ou seja, a ideia de que as greves gerais são, por hábito, à sexta-feira não resiste ao confronto com o calendário.</p>
<p><strong>E a tese dos feriados?</strong></p>
<p>Depois da greve geral de dezembro de 2025, surgiu uma segunda acusação: a de que as greves gerais seriam normalmente marcadas perto de feriados. </p>
<p>A lista histórica não confirma a regra. A maioria das greves gerais ocorreu sem feriados próximos. Foi assim em 12 de fevereiro de 1982, 11 de maio de 1982, 30 de maio de 2007, 24 de novembro de 2010, 24 de novembro de 2011, 22 de março de 2012, 14 de novembro de 2012 e 27 de junho de 2013.</p>
<p>Há poucos casos em que existia algum feriado na mesma semana ou em dias relativamente próximos. A greve de 28 de março de 1988 decorreu na semana da Sexta-feira Santa, a quatro dias desse feriado. A de 10 de dezembro de 2002 aconteceu cinco dias antes de um feriado que calhou a um domingo. A de 11 de dezembro de 2025 realizou-se três dias depois de um feriado à segunda-feira. Ainda assim, estes exemplos não sustentam a ideia de uma prática habitual de “colar” greves gerais a feriados.</p>
<p><strong>A greve desta quarta-feira é inédita</strong></p>
<p>A paralisação de hoje tem, contudo, uma particularidade: é um caso inédito na história recente portuguesa, por ser a primeira greve geral convocada, desde o início do século XX, para um dia que antecede um feriado.</p>
<p>Isso não significa, por si só, irregularidade ou exceção problemática. Uma greve geral pode ser marcada para a véspera de um feriado. A questão é que, historicamente, isso não tem sido a regra. </p>
<p><strong>O calendário não confirma o mito</strong></p>
<p>A conclusão é simples: houve greves gerais em Portugal à terça, quarta, quinta, segunda e sexta-feira, mas a sexta-feira está longe de ser o padrão. Também não há base suficiente para afirmar que as paralisações são, por norma, marcadas junto a feriados.</p>
<p>A greve geral desta quarta-feira pode reacender a acusação por anteceder um feriado, mas a história das greves gerais em Portugal mostra que esse é precisamente o elemento excecional. O mito da greve sempre marcada para sexta-feira ou para fazer ponte não é confirmado pelas datas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771309]]></sapo:autor>
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		<title>Vítima do caso da esquadra do Rato vai a tribunal esta quarta-feira acusada por agentes que denunciou</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 06:30:43 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Esquadra do Rato]]></category>
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		<category><![CDATA[PSP]]></category>
		<category><![CDATA[Rita Rodrigues]]></category>
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					<description><![CDATA[Produtora de cinema, de 47 anos, é acusada de dois crimes de injúria agravada pelos próprios polícias que denunciou por agressão]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Rita Rodrigues, uma das vítimas cuja queixa foi integrada no processo que investiga agressões, tortura e outros crimes atribuídos a vários agentes da PSP da esquadra do Rato, vai esta quarta-feira sentar-se no banco dos arguidos. A produtora de cinema, de 47 anos, é acusada de dois crimes de injúria agravada pelos próprios polícias que denunciou por agressão.</p>
<p>O julgamento coloca a produtora numa posição particularmente sensível: a sua queixa foi recentemente apensada ao processo principal da esquadra do Rato, mas, antes de esse caso avançar, será ela a responder em tribunal. Em causa estão Bruno Testa e António Teixeira, dois agentes que se encontram em prisão preventiva no âmbito da investigação mais ampla à atuação de polícias daquela esquadra.</p>
<p>Segundo a acusação contra Rita Rodrigues, a arguida terá injuriado os agentes durante uma intervenção policial, ao dizer frases como “Isso são maneiras de falar para as pessoas!?” e “Vocês não podem fazer isso!”. Os factos remontam a 13 de dezembro de 2024, no Chiado, em Lisboa, quando a produtora diz ter assistido a uma abordagem policial agressiva a um vendedor de rua africano.</p>
<p><strong>A denúncia que passou para o processo do Rato</strong></p>
<p>Rita Rodrigues apresentou queixa em junho de 2025. Segundo o relato feito ao jornal &#8216;Público&#8217;, passava pela Rua do Carmo quando viu agentes da PSP a serem agressivos com um vendedor de rua. Ao interpelar os polícias, afirma ter recebido ordens para se afastar e, pouco depois, ter sido agarrada violentamente pelo agente Bruno Testa, sem explicação.</p>
<p>A produtora descreve ter sido empurrada contra uma parede, obrigada a abrir as pernas numa “posição de rusga” e algemada de forma dolorosa, com os braços para cima. Mais tarde, associou essa posição ao que viria a ser descrito nas notícias sobre uma das vítimas do processo da esquadra do Rato.</p>
<p>No momento da detenção, a mãe estava ao seu lado. Rita Rodrigues contou que, sem saber o que lhe iria acontecer, começou a gritar: “Mãe, decora estes nomes: Bruno Testa e António Teixeira.” Segundo o seu relato, quando a mãe perguntou o que se passava, um dos agentes terá respondido: “Ou calas a boca ou vais detida também.”</p>
<p><strong>Crime de resistência caiu, mas a injúria segue para julgamento</strong></p>
<p>Na queixa apresentada ao Departamento de Investigação e Ação Penal, Rita Rodrigues acusa os polícias de agressões e de terem inventado declarações. Os agentes chegaram a imputar-lhe resistência e coação, mas esse crime acabou por cair no Ministério Público.</p>
<p>O que se mantém é a acusação por injúria agravada. A produtora teve a possibilidade de aceitar a suspensão provisória do processo, solução que permitiria evitar o julgamento e, em certas condições, deixar cair a acusação. Recusou.</p>
<p>Os dois agentes deverão depor por videoconferência, uma vez que se encontram em prisão preventiva no âmbito do processo da esquadra do Rato.</p>
<p><strong>O caso que abalou a PSP</strong></p>
<p>O julgamento desta quarta-feira surge num contexto mais amplo de forte pressão sobre a PSP. O processo da esquadra do Rato envolve vários agentes e suspeitas de agressões a pessoas em situação vulnerável, muitas delas já algemadas e sem risco de resistência.</p>
<p>Bruno Testa está indiciado por agressões em dois episódios do processo, um deles também com António Teixeira. Entre os casos mais graves está a agressão a dois homens em situação de sem-abrigo, num episódio em que outro agente, Guilherme Leme, é acusado de sodomizar uma das vítimas com um bastão.</p>
<p>A investigação tem sido dividida em vários momentos. Em julho de 2025, foram acusados Guilherme Leme e Óscar Borges, que deverão ir a julgamento. Em março, outros sete agentes foram alvo de mandados de captura e ficaram em prisão preventiva. Em maio, mais 15 agentes foram detidos e presentes a interrogatório, tendo quatro ficado em prisão preventiva. No total, há 13 agentes em prisão preventiva.</p>
<p><strong>Pelo menos 15 vítimas identificadas</strong></p>
<p>A queixa de Rita Rodrigues foi apensada ao processo principal, que já envolvia 13 vítimas identificadas. Com esta denúncia e com outra apresentada por Chloé Daquet em maio de 2025, o número de vítimas conhecidas sobe para 15.</p>
<p>O caso de Chloé Daquet tem semelhanças com o de Rita Rodrigues. A marceneira, então com 47 anos, disse ter sido agredida e detida depois de começar a filmar aquilo que descreveu como a agressão de dois agentes a um homem negro. Contou ainda ter sido transportada para a esquadra do Rato, algemada a um banco durante cerca de uma hora e meia e pressionada a apagar imagens do telemóvel.</p>
<p>Na altura, a PSP informou que tinha remetido a queixa ao Ministério Público e instaurado um processo disciplinar para apurar os factos e avaliar a conformidade da atuação dos polícias com os deveres da função e o código de conduta.</p>
<p><strong>“Quem é que te protege da polícia?”</strong></p>
<p>Rita Rodrigues diz agora sentir que a detenção dos agentes cumpriu, em parte, o motivo que a levou a recusar a suspensão provisória do processo. Ainda assim, não sabe o que poderá acontecer no julgamento desta quarta-feira.</p>
<p>A produtora está também a preparar uma curta-metragem sobre o episódio. “É importante divulgar. Porque a questão é: quem é que te protege da polícia?”, afirmou.</p>
<p>O processo que a leva agora ao banco dos arguidos torna o caso especialmente simbólico: uma mulher que acusa agentes da PSP de agressão vai responder em tribunal por palavras que, segundo a acusação, dirigiu aos próprios polícias que denunciou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770337]]></sapo:autor>
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		<title>Explicador: Portugal vai hoje a votos na ONU. O que está em causa na corrida ao Conselho de Segurança?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 06:15:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Conselho de Segurança]]></category>
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		<category><![CDATA[Nações Unidas]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A votação é secreta e envolve os 193 Estados-membros das Nações Unidas. Para ser eleito, um país precisa de garantir uma maioria qualificada de dois terços dos votos expressos. O mandato, caso Portugal seja escolhido, terá a duração de dois anos e começa a 1 de janeiro de 2027]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal vai esta quarta-feira a votos na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, para tentar conquistar um lugar como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU no biénio 2027-2028. A candidatura, formalizada em 2013, disputa um dos dois lugares atribuídos ao grupo da Europa Ocidental e Outros Estados, numa corrida em que os adversários diretos são a Alemanha e a Áustria.</p>
<p>A votação é secreta e envolve os 193 Estados-membros das Nações Unidas. Para ser eleito, um país precisa de garantir uma maioria qualificada de dois terços dos votos expressos. O mandato, caso Portugal seja escolhido, terá a duração de dois anos e começa a 1 de janeiro de 2027.</p>
<p><strong>O que é o Conselho de Segurança?</strong></p>
<p>O Conselho de Segurança é o órgão das Nações Unidas com a responsabilidade principal pela manutenção da paz e da segurança internacional. Tem poder para aprovar resoluções vinculativas, autorizar missões de paz, impor sanções e discutir crises internacionais que possam ameaçar a estabilidade global.</p>
<p>É composto por 15 membros: cinco permanentes e dez não-permanentes. Os cinco permanentes são Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, todos com direito de veto. Os dez restantes são eleitos pela Assembleia Geral para mandatos de dois anos, distribuídos por grupos regionais para garantir representação geográfica.</p>
<p>Todos os anos, a Assembleia Geral elege cinco novos membros não-permanentes, substituindo metade dos lugares rotativos. No caso português, a eleição diz respeito ao grupo da Europa Ocidental e Outros Estados, que tem dois assentos em disputa. Nesta eleição, Portugal, Alemanha e Áustria concorrem por esses dois lugares.</p>
<p><strong>Porque é que esta eleição importa?</strong></p>
<p>Estar no Conselho de Segurança não coloca Portugal ao nível dos cinco membros permanentes, porque os países não-permanentes não têm direito de veto. Mas dá ao país lugar direto na mesa onde são discutidas algumas das principais crises internacionais.</p>
<p>Durante dois anos, Portugal poderia votar resoluções, participar em negociações diplomáticas de alto nível, acompanhar dossiers de guerra e segurança internacional e influenciar debates sobre sanções, missões de paz, proteção de civis, terrorismo, conflitos regionais e novas ameaças à segurança.</p>
<p>Há ainda um elemento de visibilidade diplomática. Os membros do Conselho de Segurança presidem ao órgão de forma rotativa, durante um mês, por ordem alfabética. Nesse período, o país que preside pode propor o programa mensal de trabalho, convocar reuniões extraordinárias e gerir a participação de Estados ou entidades sem assento no Conselho.</p>
<p><strong>O que Portugal promete defender?</strong></p>
<p>A candidatura portuguesa tem como lema “Prevenção, Parceria, Proteção”. A ideia central é apresentar Portugal como um país defensor do multilateralismo, do direito internacional, da diplomacia preventiva e da cooperação entre Estados.</p>
<p>Na página oficial da candidatura, Portugal afirma que pretende ajudar a construir um Conselho de Segurança mais preparado para prevenir conflitos, criar parcerias e proteger a paz. Entre as prioridades estão a mediação, a diplomacia preventiva, a ligação entre alterações climáticas e segurança, a proteção de civis, a paz e segurança das mulheres e dos jovens, e uma maior cooperação entre o Conselho de Segurança e outros órgãos da ONU.</p>
<p>O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defende na mensagem oficial da candidatura que o multilateralismo está no centro da política externa portuguesa e recorda que Portugal contribuiu com mais de 20 mil efetivos para missões de paz da ONU nos últimos 65 anos. Para o Governo, isso permite apresentar o país como um “contribuinte líquido para a paz mundial”.</p>
<p><strong>Portugal já esteve no Conselho de Segurança?</strong></p>
<p>Sim. Portugal, membro das Nações Unidas desde 1955, já foi eleito membro não-permanente do Conselho de Segurança em três ocasiões: 1979-1980, 1997-1998 e 2011-2012. Em todas as vezes em que se candidatou, conseguiu ser eleito.</p>
<p>No mandato mais recente, em 2011-2012, Portugal conseguiu bater a candidatura do Canadá, enquanto a Alemanha foi eleita à primeira volta. Agora, a Alemanha volta a estar na corrida, tal como a Áustria, o que torna a eleição desta quarta-feira particularmente competitiva.</p>
<p>O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, admitiu estar confiante, mas reconheceu que a disputa é exigente. O chefe da diplomacia portuguesa tem defendido que Portugal pode beneficiar da sua imagem de país “construtor de pontes”, com uma rede de relações relevante em várias regiões do mundo.</p>
<p><strong>O que Portugal ganha se for eleito?</strong></p>
<p>O benefício mais imediato é diplomático. Um assento no Conselho de Segurança dá a Portugal acesso direto a informação, negociações e decisões sobre conflitos e crises internacionais. Para um país de dimensão média, é uma oportunidade de aumentar influência, reforçar alianças e mostrar capacidade de mediação.</p>
<p>Há também ganhos de reputação. Uma eleição confirmaria o peso da diplomacia portuguesa, a capacidade de reunir apoios internacionais e a continuidade de uma campanha que atravessou vários governos desde 2013. Num momento de guerra na Ucrânia, tensão no Médio Oriente, pressão migratória, alterações climáticas e competição entre grandes potências, o lugar teria particular relevância política.</p>
<p>Para Portugal, a candidatura também serve para projetar prioridades próprias: oceanos, direito internacional, cooperação para o desenvolvimento, segurança climática, missões de paz e reforma do sistema multilateral. Não significa poder decidir sozinho, mas permite ter voz no centro da diplomacia global.</p>
<p><strong>E o que está em causa para a ONU?</strong></p>
<p>A eleição de membros não-permanentes é uma forma de renovar a composição do Conselho e dar representação a países que não pertencem ao grupo restrito dos membros permanentes. Esses lugares rotativos procuram equilibrar a presença regional e evitar que o Conselho seja apenas dominado pelas grandes potências.</p>
<p>Ainda assim, o funcionamento do Conselho continua condicionado pelo direito de veto dos cinco membros permanentes. É por isso que Portugal tem defendido uma ONU mais representativa e transparente, incluindo a reforma do Conselho de Segurança. Marcelo Rebelo de Sousa já tinha defendido, em 2021, uma reforma que desse maior presença a África, ao Brasil e à Índia como membros permanentes, para tornar o órgão mais ajustado ao século XXI.</p>
<p><strong>O que acontece se Portugal perder?</strong></p>
<p>Se Portugal não for eleito, falha uma candidatura preparada há mais de uma década e perde uma oportunidade rara de regressar ao centro da diplomacia de segurança internacional. O país continuaria, naturalmente, a participar na ONU e na política externa multilateral, mas sem o mesmo grau de acesso, visibilidade e capacidade de intervenção no Conselho de Segurança.</p>
<p>Como há três candidatos para dois lugares, um dos países ficará de fora. A Alemanha chega à corrida com peso político e financeiro dentro do sistema internacional, enquanto a Áustria tem tradição diplomática e acolhe instituições internacionais em Viena. Portugal aposta na sua rede diplomática, na relação com países africanos, latino-americanos e lusófonos, e na imagem de mediador.</p>
<p>Por isso, a votação desta quarta-feira não é apenas uma formalidade. É uma prova à capacidade da diplomacia portuguesa de transformar uma campanha longa em votos concretos no momento decisivo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771294]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Segurança Social faz hoje primeiro pagamento dos apoios sociais de junho: já viu o calendário das restantes transferências deste mês?</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/seguranca-social-faz-hoje-primeiro-pagamento-dos-apoios-sociais-de-junho-ja-viu-o-calendario-das-restantes-transferencias-deste-mes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 06:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[doença profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[segurança social]]></category>
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					<description><![CDATA[Com o objetivo de prestar um melhor serviço ao cidadão, a Segurança Social tem uma data fixa mensal para o pagamento dos subsídios sociais e familiares]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já são conhecidas as datas de pagamento dos subsídios sociais e das pensões para o mês de junho de 2026.</p>
<p>Com o objetivo de prestar um melhor serviço ao cidadão, a Segurança Social tem uma data fixa mensal para o pagamento dos subsídios sociais e familiares.</p>
<p>Assim, é possível um melhor planeamento e uma salvaguarda para os beneficiários, na medida em que sabem exatamente o dia em que recebem o subsídio. Veja o calendário:</p>
<p>Quarta-feira</p>
<p>Doença Profissional: pensões e subsídios</p>
<p>Sexta-feira</p>
<p>Rendas</p>
<p>08 JUN</p>
<p>Pensões<br />
Complemento Solidário para Idosos<br />
Reembolso de Despesas de Funeral<br />
Prestação Social para a Inclusão</p>
<p>16 JUN</p>
<p>Prestações familiares<br />
1º pagamento desemprego / doença / parentalidade / ação social</p>
<p>19 JUN</p>
<p>Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores</p>
<p>23 JUN</p>
<p>Fundo de Garantia Salarial<br />
Rendimento Social de Inserção</p>
<p>26 JUN</p>
<p>2º pagamento desemprego / doença / parentalidade / ação social<br />
Subsídio de Apoio ao Cuidador Informal</p>
<p><strong>Pensões e subsídios de doença profisisonal</strong></p>
<p>A doença profissional dá direito a proteção quando a incapacidade resulta direta e comprovadamente da atividade exercida ou das condições em que o trabalho é prestado. Podem beneficiar desta proteção trabalhadores por conta de outrem, trabalhadores independentes, trabalhadores domésticos inscritos como trabalhadores por conta de outrem e pessoas abrangidas pelo seguro social voluntário, desde que preencham as condições exigidas pela Segurança Social. O primeiro passo é a certificação da doença profissional, que permite avaliar se existe incapacidade temporária ou permanente e que tipo de prestação deve ser atribuída.</p>
<p>Quando a doença impede temporariamente o trabalhador de exercer a sua atividade, pode haver lugar a subsídio por incapacidade temporária por doença profissional. Se a incapacidade for absoluta, o valor corresponde a 70% da remuneração de referência nos primeiros 12 meses e passa para 75% depois desse período; se for parcial, corresponde a 70% da redução da capacidade de ganho. Nos casos em que a doença deixa sequelas permanentes, pode ser atribuída uma pensão por doença profissional, calculada em função da remuneração de referência e do grau de incapacidade fixado.</p>
<p>Além da pensão ou do subsídio por incapacidade temporária, podem existir outros apoios, consoante a situação concreta: prestações em espécie para cuidados médicos, medicamentos, próteses, deslocações, alojamento ou alimentação; subsídio para readaptação da habitação; apoio para ações de reabilitação profissional; bonificação da pensão; ou subsídio de elevada incapacidade. A Segurança Social indica que a pensão e algumas prestações em espécie podem ser vitalícias quando não há possibilidade de cura, enquanto apoios como a readaptação da habitação ou o subsídio de elevada incapacidade são pagos uma única vez.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771256]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>País a meio-gás com greve geral de hoje. Dos transportes e escolas à saúde e municípios, um guia dos setores mais afetados</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/pais-a-meio-gas-com-greve-geral-de-hoje-dos-transportes-e-escolas-a-saude-e-municipios-um-guia-dos-setores-mais-afetados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 05:45:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal enfrenta esta quarta-feira uma greve geral convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), numa das maiores mobilizações laborais dos últimos anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal enfrenta esta quarta-feira uma greve geral convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), numa das maiores mobilizações laborais dos últimos anos. A paralisação surge como resposta à proposta de revisão da legislação laboral apresentada pelo Governo de Luís Montenegro e deverá ter impacto em praticamente todos os setores da economia e dos serviços públicos.</p>
<p>Ao longo das últimas semanas, dezenas de sindicatos e federações anunciaram a adesão ao protesto, levando a central sindical a antecipar uma participação expressiva. Os maiores efeitos deverão sentir-se nos transportes, saúde, educação, administração pública e aviação, mas a greve estende-se também às telecomunicações, indústria, comércio, hotelaria, autarquias, comunicação social e cultura.</p>
<p>O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, tem defendido que a greve constitui uma resposta necessária às alterações laborais propostas pelo Executivo, considerando que estas representam um retrocesso nos direitos dos trabalhadores. A União Geral de Trabalhadores (UGT), por sua vez, decidiu não aderir à paralisação.</p>
<p><strong>Transportes públicos sob forte pressão</strong><br />
O setor dos transportes deverá ser um dos mais afetados pela greve.</p>
<p>A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans) mobilizou trabalhadores de praticamente todas as empresas do setor, prevendo uma adesão significativa.</p>
<p>Os pré-avisos abrangem trabalhadores da CP — Comboios de Portugal, Metropolitano de Lisboa, Carris, Carristur, Transtejo/Soflusa, Fertagus, Metro do Porto, Metro Mondego e STCP.</p>
<p>Na ferrovia, a CP já alertou para fortes constrangimentos na circulação, apesar da existência de serviços mínimos. As perturbações deverão prolongar-se até quinta-feira, devido ao impacto operacional da paralisação.</p>
<p>O coordenador nacional da Fectrans, José Manuel Oliveira, afirmou recentemente que os sinais recolhidos apontam para uma adesão muito elevada, admitindo mesmo uma atividade residual em várias empresas.</p>
<p>Segundo o dirigente sindical, &#8220;tudo nos leva a crer que teremos uma greve com uma grande participação, nunca inferior àquilo que foi o do dia 11 de dezembro, em alguns sítios, até com alargamentos de maiores adesões do que a última greve geral&#8221;.</p>
<p><strong>Metropolitano de Lisboa praticamente parado</strong><br />
Entre os serviços mais afetados encontra-se o Metropolitano de Lisboa.</p>
<p>A empresa já tinha antecipado que a circulação dos comboios seria suspensa a partir das 23h00 de terça-feira, permanecendo interrompida durante toda a jornada de greve.</p>
<p>A reposição gradual da operação deverá ocorrer apenas durante a manhã de quinta-feira, estando prevista para cerca das 06h30.</p>
<p>Milhares de passageiros poderão ser obrigados a recorrer a alternativas rodoviárias, aumentando a pressão sobre o restante sistema de transportes.</p>
<p><strong>Carris funcionará com limitações</strong><br />
Também a Carris enfrenta um dia particularmente difícil.</p>
<p>O Tribunal Arbitral determinou serviços mínimos, garantindo o funcionamento de várias carreiras consideradas essenciais. Contudo, a oferta ficará bastante reduzida.</p>
<p>Algumas linhas deverão circular apenas parcialmente, enquanto outras funcionarão apenas nos períodos de maior procura, sobretudo durante as horas de ponta da manhã e da tarde.</p>
<p><strong>Ligações fluviais e suburbanas afetadas</strong><br />
Os operadores fluviais da Transtejo/Soflusa poderão registar interrupções significativas.</p>
<p>As ligações entre as duas margens do Tejo poderão sofrer atrasos, cancelamentos e alterações de horários.</p>
<p>Também operadores suburbanos e regionais deverão enfrentar constrangimentos relevantes ao longo do dia.</p>
<p><strong>Aviação e aeroportos enfrentam centenas de perturbações</strong><br />
A greve estende-se igualmente ao setor da aviação.</p>
<p>O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) e o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) aderiram à paralisação.</p>
<p>As estimativas sindicais apontam para perturbações em cerca de 500 voos.</p>
<p>Além da TAP, poderão ser afetadas operações de companhias como SATA, Ryanair e easyJet.</p>
<p>Apesar disso, foram definidos serviços mínimos destinados a assegurar ligações consideradas essenciais.</p>
<p>No caso da TAP, permanecem garantidos voos para os Açores, Madeira, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, França, Luxemburgo, Alemanha e Itália.</p>
<p>Os passageiros afetados poderão recorrer aos mecanismos legais de remarcação ou compensação previstos na regulamentação europeia.</p>
<p><strong>Hospitais e centros de saúde funcionam com constrangimentos</strong><br />
O setor da saúde deverá registar uma adesão expressiva.</p>
<p>A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) confirmou a participação dos médicos dos setores público, privado e social.</p>
<p>A organização sindical considera que as alterações laborais propostas poderão traduzir-se em maior precariedade, aumento dos horários de trabalho e perda de direitos.</p>
<p>Também o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) aderiu à greve.</p>
<p>A paralisação dos enfermeiros decorre durante todo o dia, podendo produzir efeitos desde o turno noturno anterior.</p>
<p>Os serviços mínimos garantirão a resposta em áreas críticas, mas poderão ocorrer adiamentos de consultas, exames, cirurgias programadas e outras atividades não urgentes.</p>
<p>Ao protesto juntam-se igualmente os técnicos de emergência pré-hospitalar representados pelo STEPH.</p>
<p><strong>Escolas podem encerrar e provas poderão ser afetadas</strong><br />
A educação surge entre os setores com maior potencial de adesão.</p>
<p>A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) apresentou pré-aviso de greve e apelou à participação dos docentes.</p>
<p>A paralisação coincide com a realização das provas de Português do 6.º ano, uma circunstância que aumenta a sensibilidade da jornada.</p>
<p>O ministro da Educação, Fernando Alexandre, garantiu que os alunos eventualmente afetados terão uma nova oportunidade para realizar as provas.</p>
<p>Além da Fenprof, o STOP também promove iniciativas associadas à mobilização dos profissionais da educação.</p>
<p>Muitas escolas poderão enfrentar dificuldades de funcionamento devido à ausência simultânea de professores, assistentes operacionais e trabalhadores administrativos.</p>
<p><strong>Universidades e investigação também afetadas</strong><br />
O impacto da greve estende-se ao ensino superior.</p>
<p>O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) convocou docentes, investigadores e restantes trabalhadores das instituições públicas para aderirem à paralisação.</p>
<p>Poderão ocorrer perturbações em aulas, exames, trabalhos laboratoriais, atividades de investigação e serviços académicos.</p>
<p><strong>Administração pública enfrenta dia de paralisação</strong><br />
A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública apelou à participação dos funcionários públicos.</p>
<p>Espera-se impacto em organismos da administração central, institutos públicos, repartições de atendimento ao cidadão e diversos serviços estatais.</p>
<p>Os sindicatos defendem aumentos salariais intercalares e uma maior valorização dos serviços públicos.</p>
<p><strong>Autarquias e serviços municipais com atividade reduzida</strong><br />
Os trabalhadores da administração local também aderiram ao protesto.</p>
<p>O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) confirmou a participação dos funcionários das autarquias e do setor empresarial local.</p>
<p>Entre os serviços potencialmente afetados encontram-se:</p>
<ul>
<li>Atendimento ao público;</li>
<li>Licenciamentos;</li>
<li>Obras municipais;</li>
<li>Manutenção urbana;</li>
<li>Espaços verdes;</li>
<li>Serviços administrativos;</li>
<li>Equipamentos municipais.</li>
</ul>
<p>Em Lisboa, o sindicato apelou igualmente à adesão de trabalhadores da Câmara Municipal, juntas de freguesia e empresas municipais.</p>
<p><strong>Recolha de lixo poderá sofrer atrasos</strong><br />
Os serviços de higiene urbana figuram entre os mais vulneráveis à greve.</p>
<p>Em vários concelhos poderão verificar-se atrasos na recolha de resíduos, limpeza de ruas e manutenção do espaço público.</p>
<p>A intensidade dos constrangimentos dependerá da adesão registada em cada município.</p>
<p><strong>AIMA enfrenta novos atrasos</strong><br />
A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) já atravessa um período de elevada pressão operacional.</p>
<p>A situação poderá agravar-se devido à greve convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Migração, que abrange vários dias desta semana.</p>
<p>Poderão ocorrer novos atrasos em processos de regularização, renovação documental e atendimento presencial.</p>
<p><strong>Telecomunicações e call centers com tempos de espera mais longos</strong><br />
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (Sinttav) e o Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT) aderiram ao protesto.</p>
<p>As perturbações poderão refletir-se sobretudo nos centros de contacto e serviços de apoio ao cliente.</p>
<p>Os consumidores poderão enfrentar tempos de espera mais prolongados para assistência técnica e atendimento comercial.</p>
<p><strong>Comércio e serviços privados também aderem</strong><br />
O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) confirmou a participação na greve geral.</p>
<p>A paralisação poderá afetar:</p>
<ul>
<li>Superfícies comerciais;</li>
<li>Centros logísticos;</li>
<li>Escritórios;</li>
<li>Serviços administrativos;</li>
<li>Empresas de prestação de serviços.</li>
</ul>
<p>O impacto dependerá da adesão registada em cada região e empresa.</p>
<p><strong>Indústria e setor automóvel com risco de quebras de produção</strong><br />
A greve também chega à indústria.</p>
<p>Os trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa aprovaram por unanimidade o apoio à paralisação.</p>
<p>A interrupção poderá afetar a produção da fábrica e de várias empresas fornecedoras instaladas no complexo industrial de Palmela.</p>
<p>A Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (Feviccom) também aderiu à greve, podendo provocar constrangimentos em obras, fábricas e unidades industriais.</p>
<p><strong>Hotelaria, restauração e turismo na lista dos setores afetados</strong><br />
A Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (Fesaht) integra igualmente o movimento grevista.</p>
<p>Hotéis, restaurantes, unidades turísticas e empresas ligadas ao setor alimentar poderão enfrentar dificuldades operacionais durante o dia.</p>
<p>Em algumas regiões, sobretudo nas áreas de maior procura turística, os efeitos poderão ser particularmente visíveis.</p>
<p>Arquitetura e atividades técnicas juntam-se ao protesto</p>
<p>O Sindicato dos Trabalhadores em Arquitetura (Sintarq) aderiu à paralisação.</p>
<p>A estrutura sindical considera que a revisão laboral proposta pelo Governo representa um retrocesso nos direitos dos trabalhadores e justificou dessa forma a sua participação na greve geral.</p>
<p><strong>Comunicação social também pode sentir efeitos</strong><br />
O Sindicato dos Jornalistas apelou à participação dos profissionais dos meios de comunicação social.</p>
<p>Dependendo dos níveis de adesão, poderão ocorrer limitações em redações, equipas de produção, operações técnicas e cobertura informativa.</p>
<p>Os sindicatos argumentam que a reforma laboral poderá agravar situações de precariedade já existentes no setor.</p>
<p><strong>Cultura e equipamentos culturais com atividade condicionada</strong><br />
Embora nem todas as entidades culturais tenham formalizado adesões, vários equipamentos culturais poderão funcionar com limitações.</p>
<p>Em Lisboa, trabalhadores ligados ao Teatro Nacional D. Maria II participam em iniciativas integradas na greve.</p>
<p>Espaços geridos pela EGEAC poderão igualmente sentir impactos decorrentes da paralisação.</p>
<p><strong>O que está em causa na reforma laboral que motivou a greve?</strong><br />
No centro da contestação encontra-se o programa governamental denominado &#8220;Trabalho XXI&#8221;.</p>
<p>O pacote inclui mais de uma centena de alterações ao Código do Trabalho e legislação associada.</p>
<p>Entre as medidas mais contestadas pelos sindicatos estão:</p>
<ul>
<li>Alargamento dos serviços mínimos durante greves;</li>
<li>Maior facilidade de utilização de contratos a prazo;</li>
<li>Reintrodução do banco de horas individual;</li>
<li>Alterações às regras de despedimento;</li>
<li>Mudanças no recurso ao outsourcing;</li>
<li>Revisão das regras do teletrabalho;</li>
<li>Alterações ao estatuto dos trabalhadores independentes economicamente dependentes;</li>
<li>Aumento dos limites do trabalho suplementar;</li>
<li>Novas regras de parentalidade.</li>
</ul>
<p>A CGTP exige a retirada integral da proposta e considera que apenas uma forte mobilização nacional poderá impedir a sua aprovação parlamentar.</p>
<p><strong>Uma das maiores jornadas de contestação dos últimos anos</strong><br />
Com adesões confirmadas em dezenas de organizações sindicais e abrangendo praticamente todos os setores estratégicos da economia portuguesa, a greve geral desta quarta-feira surge como uma das maiores demonstrações de força do movimento sindical nos últimos anos.</p>
<p>Os maiores impactos deverão concentrar-se nos transportes, saúde, educação, administração pública e aviação, mas os efeitos poderão fazer-se sentir em praticamente todas as áreas da vida quotidiana, tornando este um dos dias mais desafiantes para trabalhadores, empresas e cidadãos em todo o país.</p>
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