Sputnik V: Rússia diz que médicos vão receber vacinas em duas semanas e rejeita preocupações com segurança

O primeiro lote da vacina russa contra a covid-19 estará pronto para alguns médicos no prazo de duas semanas. O ministro da Saúde russo, Mikhail Murashko, referiu também esta quarta-feira que as alegações de que a vacina não é segura não têm fundamento e são motivadas pela concorrência, informou a agência noticiosa Interfax.

“Parece que os nossos colegas estrangeiros estão a sentir as vantagens competitivas específicas do medicamento russo e estão a tentar expressar opiniões que, do nosso ponto de vista, são completamente não fundamentadas”, disse Mikhail Murashko.

O Presidente Vladimir Putin anunciou na terça-feira que a Rússia se tinha tornado o primeiro país a conceder aprovação regulamentar a uma vacina contra o novo coronavírus, após menos de dois meses de testes em humanos. Putin garantiu que era segura e eficaz e que até uma das suas filhas já tinha recebido a vacina.

A vacina Sputnik V não completou ainda os ensaios finais. Foi apenas submetida a testes clínicos rápidos de fase 1 e 2, num pequeno número de pessoas, e ainda não foram publicados quaisquer dados a partir destes. Os ensaios da fase 3 deverão começar em breve, mas a Rússia espera começar a produzir a vacina em Setembro, indica a CNBC.

A decisão de Moscovo de conceder a aprovação suscitou preocupações entre peritos de saúde a nível mundial. No entanto, a Rússia rejeita as preocupações de segurança “não fundamentadas” manifestadas por vários especialistas sobre a rápida aprovação do medicamento por Moscovo.

O ministro da Saúde da Rússia disse ainda que a vacina, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, seria administrada a pessoas, incluindo médicos, numa base voluntária, e que estaria pronta em breve.

“Os primeiros lotes da vacina médica contra a infecção pelo novo coronavírus serão recebidos dentro das próximas duas semanas, principalmente para médicos”, afirmou.

Apenas cerca de 10% dos ensaios clínicos são bem sucedidos, avança a Reuters, e alguns cientistas receiam que Moscovo possa estar a colocar o prestígio nacional acima da segurança da população.

Alexander Gintsburg, director do Instituto Gamaleya, anunciou que os ensaios clínicos seriam publicados assim que fossem avaliados pelos próprios peritos russos.

Segundo Gintsburg, a Rússia planeia poder produzir 5 milhões de doses por mês até Dezembro-Janeiro.

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