Numa altura em que a inflação e as constantes subidas das taxas de juro por parte dos bancos centrais estão a fazer disparar a Euribor, contratar ou manter um crédito habitação tem sido um desafio para os portugueses. No entanto, já há bancos com ofertas mais baixas.
“No contexto atual, de subida das taxas de juro, os bancos têm lançado novas campanhas onde oferecem spreads desde 0,75%. É importante que as famílias saibam com o que podem contar, aproveitando o ambiente de concorrência para minimizar o impacto da subida de juros no seu orçamento”, explica Cláudio Santos, Chief Comercial Officer (CCO) do Doutor Finanças.
Assim, o especialista alerta as famílias que têm créditos habitação para perceberem junto das entidades bancárias com quem têm contratualizado, a possibilidade de o baixar, visto que há bancos com ofertas inferiores.
No entanto, sublinha, estas condições não se aplicam a todos os contratos, “estando condicionadas ao cumprimento de determinados limites relativos ao LTV (Loan-to-value), taxa de esforço e prazo do financiamento, assim como à contratação de produtos associados, como é o caso dos seguros”.
Ainda assim, Cláudio Santos diz ser conveniente conhecer as condições de financiamento e tentar encontrar soluções que reduzam os encargos financeiros.
O especialista sublinha principalmente os casos com créditos contratados há muitos anos. “Há dez anos, por exemplo, o spread médio aplicado nos novos contratos de crédito habitação com taxa variável estava próximo dos 3%. Nessa altura, as taxas Euribor já estavam em níveis historicamente baixos e os bancos estavam a restringir o montante de crédito alocado”.
Posteriormente o spread médio foi baixando, pelo que pode ser vantajoso transferir o crédito habitação, de forma a beneficiar de melhores condições, que permitirão atenuar o impacto da subida dos juros na prestação mensal, explicam.














