Chega: Sousa Lara diz que foi «colocado entre a espada e a parede»

O ex-porta-voz do Chega para as áreas de Segurança Interna e Geopolítica, António Sousa Lara, admitiu, em entrevista à “Rádio Observador”, que foi «colocado entre a espada e a parede» pela direcção para deixar o partido por não renunciar à subvenção vitalícia. Mas deixou o recado: «Ninguém me dá tau-tau».

Sousa Lara referiu, no entanto, que continuará a apoiar o partido de André Ventura, por acreditar que é o único que poderá «endireitar a direita» em Portugal.

Em declarações ao “Expresso”, o líder do partido disse que a saída do ex-deputado do PSD e ex-subsecretário de Estado da Cultura do Governo de Cavaco Silva era «inevitável», uma vez que não seria aceitável ter alguém no partido contra uma das principais bandeiras do Chega: o fim das subvenções vitalícias. «Foi mesmo necessário colocá-lo entre a espada e a parede. Não podíamos ser incoerentes ao aceitar que um membro da equipa não renunciasse à pensão que tanto criticamos», assume Ventura. E esclarece: «Não estou a dizer que era ilegal ou não ético. Mas se Sousa Lara tem o direito legal de receber a respectiva subvenção, eu tenho o direito político, enquanto líder do partido, a não aceitar».

Diogo Pacheco Amorim, vice-presidente do Chega, insiste: «Posso dizer que foi uma situação traumática, nem o dr. Sousa Lara, nem o presidente do Chega ficaram agradados com a decisão. Mas era insustentável». O partido não podia «tolerar» que Sousa Lara não renunciasse aos 1343 a que tem direito (embora não esteja a receber actualmente a pensão) por ter exercido cargos políticos. 

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