O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu o nível mais baixo de aprovação do seu segundo mandato, segundo uma nova sondagem do ‘American Research Group’, que confirma uma tendência de erosão contínua da sua popularidade desde o regresso à Casa Branca.
O inquérito, realizado entre 16 e 20 de janeiro junto de 1.100 adultos em todo o país, atribui a Trump uma taxa de aprovação de 35% e uma taxa de desaprovação de 63%, resultando num saldo líquido negativo de 28 pontos. Trata-se do pior registo apurado pelo ‘American Research Group’ desde o início do atual mandato, de acordo com a revista ‘Newsweek’.
Economia continua a pesar na avaliação dos eleitores
A gestão da economia surge como um dos principais fatores de desgaste. Apenas 32% dos inquiridos aprovam a forma como Trump está a conduzir a política económica, enquanto 64% manifestam desaprovação. Entre os eleitores que ainda apoiam o presidente, o pessimismo em relação ao futuro económico é dominante.
Dos 35% que dizem aprovar o desempenho presidencial, apenas 19% acreditam que a economia americana estará melhor dentro de um ano. Outros 21% esperam que a situação permaneça inalterada, enquanto uma maioria de 53% antecipa um agravamento das condições económicas.
Polarização partidária mantém-se acentuada
Os dados revelam uma clivagem política profunda. Entre os eleitores republicanos, Trump mantém uma taxa de aprovação de 75%, com 24% a manifestarem desaprovação. No campo democrata, o apoio é praticamente inexistente: apenas 1% dos inquiridos dizem aprovar a atuação do presidente, enquanto 98% a rejeitam.
Segundo a ‘Newsweek’, esta sondagem junta-se a vários outros estudos recentes que apontam para níveis historicamente baixos de confiança pública em Trump, incluindo em áreas centrais para a sua eleição, como a economia, e para uma perda significativa de apoio entre os eleitores mais jovens da chamada Geração Z.
Trump contesta resultados das sondagens
O presidente tem rejeitado de forma sistemática os resultados das sondagens desfavoráveis, classificando-as como “manipuladas” e chegando a pedir investigações por alegada fraude. Ainda assim, analistas recordam que, em eleições anteriores, as sondagens tenderam a subestimar o apoio real a Trump.
O ‘Pew Research Center’ tem apontado como explicação o facto de os participantes em sondagens serem, em média, mais propensos a votar em candidatos democratas, um enviesamento que pode penalizar republicanos como Trump nas amostras.
Casa Branca desvaloriza números
Em resposta a levantamentos negativos anteriores, o porta-voz da Casa Branca, Davis R. Ingle, afirmou à ‘Newsweek’ que Trump foi eleito por uma “margem expressiva” para executar uma agenda que considera popular e sensata, sublinhando que o presidente já alcançou “progressos históricos” tanto nos Estados Unidos como a nível internacional.
Apesar dessa defesa, os números mais recentes reforçam a ideia de um segundo mandato marcado por uma relação cada vez mais tensa com a opinião pública, num contexto de forte polarização política e crescente incerteza económica.




