Sondagem: PS ultrapassa AD e lidera intenções de voto pela primeira vez desde as legislativas. Chega em queda

O Partido Socialista (PS), liderado por José Luís Carneiro, surge pela primeira vez desde as eleições legislativas de 18 de maio do ano passado à frente nas intenções de voto, ultrapassando a Aliança Democrática (AD) e relegando o Chega para a terceira posição.

Revista de Imprensa

O Partido Socialista (PS), liderado por José Luís Carneiro, surge pela primeira vez desde as eleições legislativas de 18 de maio do ano passado à frente nas intenções de voto, ultrapassando a Aliança Democrática (AD) e relegando o Chega para a terceira posição.

Os dados constam do mais recente barómetro da Intercampus, realizado entre 8 e 14 de abril para o Jornal de Negócios, Correio da Manhã e CMTV, e revelam uma alteração na hierarquia das três principais forças políticas, num contexto marcado por recentes crises e mudanças institucionais.

Nas intenções de voto medidas apenas entre os inquiridos que afirmam que, teoricamente, irão votar, o PS alcança 23,4%, recuperando a liderança que perdera nas legislativas do ano passado. Trata-se da primeira vez que os socialistas aparecem na dianteira desde esse sufrágio, já sob a liderança de José Luís Carneiro.

Face ao barómetro de janeiro — o último realizado pela Intercampus para o Negócios — o PS regista a maior subida entre os partidos com representação parlamentar.

AD e Chega registam quedas expressivas
A Aliança Democrática desce 3,4 pontos percentuais, fixando-se nos 20,6% das intenções de voto e perdendo o primeiro lugar que ocupava no início do ano.

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Mais acentuada é a descida do Chega, que recua 3,9 pontos percentuais e passa para terceiro lugar, com 19%. Em janeiro, o partido liderado por André Ventura tinha surgido em segundo, à frente do PS.

A Iniciativa Liberal mantém a quarta posição, mas também regista uma quebra, passando de 8,6% para 7,2%, uma descida de 1,4 pontos percentuais.

Livre desce, CDU e BE sobem
Entre os partidos com menores percentagens, todos abaixo dos 10%, o Livre é o único que perde terreno, caindo 1,6 pontos percentuais face a janeiro.

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Em sentido inverso, a CDU apresenta a maior subida neste grupo, com um aumento de quase dois pontos percentuais. O Bloco de Esquerda, liderado por José Manuel Pureza, sobe de 1,6% para 2,6%. Já o PAN regista um crescimento de 1,4 pontos percentuais, igualando os 2,6% do BE.

A leitura da própria Intercampus aponta para uma “global similitude” relativamente ao barómetro de janeiro, embora sublinhe “mudanças de ordem no pódio”, destacando a perda do primeiro lugar por parte da AD para o PS nesta vaga de abril.

O período em análise coincide com um contexto político e social distinto do início do ano. O país atravessou um conjunto de tempestades em janeiro e fevereiro, com cheias e danos relevantes em várias regiões, num momento interpretado como um teste à capacidade de resposta do Executivo.

A estas circunstâncias juntou-se o aumento significativo do preço dos combustíveis, na sequência da guerra no Irão, agravando a pressão económica. Pelo meio, realizou-se ainda a eleição de António José Seguro como Presidente da República.

O próprio primeiro-ministro assumiu que se abriu um novo ciclo político, afastando a perspetiva de eleições nos próximos três anos e meio. No discurso de vitória, António José Seguro garantiu que “jamais será um contrapoder” e que “não será oposição”, defendendo a estabilidade política.

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José Luís Carneiro é o preferido para primeiro-ministro
O barómetro avaliou igualmente a preferência dos inquiridos quanto à liderança do Governo. Entre os líderes das três principais forças políticas, José Luís Carneiro surge como o nome considerado mais apto para chefiar o Executivo.

Quase 30% dos participantes entendem que o secretário-geral do PS seria o melhor primeiro-ministro. Ainda assim, a diferença para Luís Montenegro é curta — apenas 1,3 pontos percentuais — configurando um cenário de empate técnico.

André Ventura recolhe a preferência de 23% dos inquiridos.

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