Sondagem: Portugueses consideram que o processo de vacinação está a correr “mais ou menos”

Apesar de a task-force se mostrar satisfeita com a evolução do processo de vacinação contra a Covid-19, o mesmo não se pode dizer dos portugueses, de acordo com o mais recente barómetro CM/Intercampus.

Os últimos dados revelam que 21,5% dos inquiridos consideram que a vacinação está a correr mal e 14% acham que está a correr muito mal, com apenas 19,7% a referir que está a correr de forma positiva.

No limbo estão 33,5% que dizem que decorre «mais ou menos», não manifestando também muita confiança nesta matéria.

Quando questionados sobre quem terá culpa no mau funcionamento do plano, a grande maioria, cerca de 35%, dizem que é a equipa que comanda, no entanto, uma percentagem significativa de 25% considera que «todos» são culpados, não havendo por isso ninguém em concreto para assumir responsabilidades.

Já no que diz respeito às causas para que o ritmo do processo seja tão lento, 21,2% apontam razões políticas e 15% dos inquiridos considera que se trata de falta de vacinas, que contribuem para que o plano não evolua de forma mais rápida. Dos 21% que falam em motivos políticos, 11% culpam concretamente a ministra da saúde, Marta Temido e 10,2% o primeiro-ministro, António Costa.

O coordenador da task-force de vacinação, Almirante Gouveia e Melo, disse na segunda-feira que a redução da entrega de vacinas no primeiro trimestre continua a confirmar-se, apesar de ser menor, havendo expectativas «muito mais positivas» relativamente aos trimestres seguintes.

Assim, confirmando-se estas expectativas é possível que o objetivo de vacinar 70% da população, alcançando a desejada imunidade de grupo, possa acontecer mais cedo do que o previsto, passando para inícios de agosto, em vez de ser só no final do verão, disse o responsável ressalvando que para já «não passam de expectativas».

O especialista anunciou ainda que vai ser possível aumentar a velocidade de vacinação para cerca de 100 mil vacinas por dia, «o que fará com que se tenha que pensar em modelos alternativos aos centros de saúde, para que o processo decorra sem problemas».

Gouveia e Melo disse ainda que chegaram cerca de um milhão de vacinas a Portugal, das quais mais de 680 mil já foram aplicadas no continente, 29 mil nos Açores e na Madeira. Para além destas, chegaram hoje mais 230 mil, que serão aplicadas esta semana. «Isto mostra uma execução muito elevada no processo de vacinação», sublinha.

«Neste momento, sem contar com as vacinas que vão ser aplicadas esta semana, já temos sete habitantes em cada 100 com pelo menos uma inoculação, 4,5% da população com a primeira dose e 2,7% da população com a segunda dose», adiantou ainda o responsável.

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