Sondagem: Portugueses acreditam que Seguro será melhor Presidente da República do que Marcelo

Uma maioria dos portugueses considera que António José Seguro poderá ter um desempenho superior ao de Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República.

Revista de Imprensa

Uma maioria dos portugueses considera que António José Seguro poderá ter um desempenho superior ao de Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República. De acordo com o mais recente barómetro, 55,1% dos inquiridos acreditam que o atual chefe de Estado será melhor do que o seu antecessor, enquanto 23,4% defendem que o seu desempenho poderá ser pior.

Os dados constam de um barómetro da Intercampus divulgado pelo Correio da Manhã, CMTV e ‘Negócios’, indicam ainda que 57,1% dos inquiridos consideram que a atuação de Seguro está a ser melhor do que imaginavam quando venceu as eleições presidenciais, em fevereiro, à segunda volta frente a André Ventura. Em sentido inverso, 18,6% assumem estar desiludidos com o desempenho do novo Presidente.

Desde que tomou posse, a 9 de março, António José Seguro tem mantido uma postura institucional mais resguardada e uma comunicação mais contida, contrastando com o estilo de proximidade mediática do antecessor. Ainda assim, assumiu um papel ativo na recuperação das zonas afetadas pelas tempestades, tema central da sua primeira Presidência Aberta.

O chefe de Estado deslocou-se a diversos concelhos dos distritos de Leiria, Coimbra, Castelo Branco e Santarém, onde acompanhou, no terreno e ao lado de membros do Governo, os impactos das intempéries. Posteriormente, reuniu-se com mais de duas dezenas de especialistas para “delinear estratégias com vista à prevenção e resposta a futuros fenómenos naturais”.

Na sexta-feira passada, convocou pela primeira vez o Conselho de Estado, encontro dedicado às matérias de segurança e defesa, no qual foi sublinhada “a importância de reforçar a preparação nacional face a fenómenos atmosféricos severos, a ameaças híbridas e a riscos emergentes”.

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Lei laboral pode gerar primeiro confronto com o Governo
A proposta de alterações à lei do trabalho apresentada pelo Governo da AD poderá originar o primeiro momento de tensão entre Belém e o Executivo. António José Seguro receberá os parceiros sociais na quarta-feira, véspera da reunião do secretariado nacional da UGT que votará a versão final do pacote laboral.

O Presidente já reiterou que vetará quaisquer mudanças legislativas que não resultem de um acordo na Concertação Social. Por seu lado, a ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, garantiu que o diploma seguirá para o Parlamento mesmo que não exista entendimento entre os parceiros sociais.

André Ventura é visto como o verdadeiro líder da oposição
O mesmo barómetro revela ainda que André Ventura é percecionado como o verdadeiro líder da oposição ao Governo da AD por 54,6% dos inquiridos. Apenas 25,5% identificam o socialista José Luís Carneiro como principal rosto opositor.

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Nas últimas legislativas, realizadas em maio do ano passado, o Chega ultrapassou o PS em representação parlamentar, elegendo 60 deputados contra 58 dos socialistas, apesar de o PS ter obtido mais votos, fruto da distribuição pelo método de Hondt. Num Parlamento fragmentado em três grandes blocos, PS e Chega disputam o estatuto de principal força de oposição.

Os socialistas acusam o Governo de ceder à agenda do Chega, partido com o qual a AD já negociou alterações à lei dos estrangeiros e à lei da nacionalidade — estas últimas ainda nas mãos do Presidente da República —, bem como medidas como o chamado choque fiscal na habitação. Também as alterações à lei laboral tendem a ser negociadas à direita, dado que o PS se opõe frontalmente às propostas.

Por outro lado, foi o PS que viabilizou o Orçamento do Estado para este ano. Depois de, em 2024, a liderança socialista então assumida por Pedro Nuno Santos ter colocado condições ao Governo, sob a direção de José Luís Carneiro o partido optou por uma “abstenção exigente” relativamente ao Orçamento para 2026, enquanto o Chega votou contra.

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