A maioria dos portugueses concorda com a entrada de imigrantes no nosso País, mas com algumas condições. 72% diz concordar com a imigração, desde que quem chega a Portugal, excetuando os refugiados, já deve vir com contrato de trabalho para poder entrar em território nacional.
De acordo com os dados da Sondagem do ICS/ICTE para o Expresso, 60% dos inquiridos concorda que se devem procurar comunidades que se integrem melhor na cultura e identidade portuguesas. Ambas as ideias foram defendidas pelo PSD, na discussão sobre a morte de dois imigrantes num incêndio numa habitação na Mouraria, em Lisboa, na qual viviam 22 pessoas.
No que respeita à obrigatoriedade de ter já um cotrato de trabalho, os mais velhos, acima de 65 anos, são os que mais concordam com a medida: 82% defende-a. A tendência é que os eleitores de direita são mais defensores da medida.
Já quanto à ideia de que “uma sociedade decente não é compatível com um regime de quotas por imigrantes”, 30% optou por não responder. Dos que responderam, 46% concordava.
A sondagem revela que a perceção sobre o real número de imigrantes em Portugal é errada: em media, os inquiridos apontavam que 33% dos habitantes em Portugal tinha nascido noutros países.
Na realidade, é um terço. São 10,5% os imigrantes em Portugal, já contando com muitos que, tendo nascido em países estrangeiros, já têm cidadania portuguesa.
Ainda assim,, 62% dos inquiridos têm uma postura positiva e mostra-se aberto à entrada em Portugal de pessoas vindas de países mais pobres, mesmo que não sejam europeus.













