A maioria dos espanhóis continua a preferir uma monarquia a uma república e aprovam de forma esmagadora a decisão do rei emérito, Juan Carlos I, mudar a sua residência para fora da Espanha e manter o seu apoio à instituição monárquica.
Estas são algumas das conclusões de uma sondagem realizada pelo NC Report para o diário espanhol’ La Razón, cujo levantamento foi feito entre os dias 6 e 8 de Agosto, na sequência do anúncio do afastamento de Juan Carlos I do seu país.
De acordo com os resultados deste estudo, 71,3% dos espanhóis consideram que a decisão de Juan Carlos deixar o país foi «boa» ou «muito boa» . Por outro lado 21,8% dos inquiridos interpreta a decisão do ex-rei emérito como «má» ou «muito má».
O inquérito mostra ainda que 54,8% dos inquiridos continua a preferir a Monarquia Parlamentar, face a apenas 38,5% que dizem preferir uma República. Contudo, a idade pesa na opinião, visto que os jovens têm uma posição oposta, com menos de 27% a apoiar a Monarquia e quase 75% a defender a República.
Os resultados surgem depois de Juan Carlos I ter publicado uma carta dirigida ao seu filho e actual Rei Filipe VI, na qual anunciava que se ia afastar do próprio, «dadas as repercussões públicas que alguns acontecimentos do passado na minha vida privada estão a gerar», disse o ex-monarca, manifestando a sua «mais absoluta disponibilidade para ajudar a facilitar o exercício das tuas funções com a tranquilidade e calma que a tua elevada responsabilidade exige».
Em relação à posição do Rei Filipe VI para com o seu pai, também se verificou uma grande concordância entre os inquiridos, no que se refere a saudar positivamente as decisões adoptadas nos últimos meses. Quase oito em cada dez espanhóis, cerca de 78,3%, acreditam que Filipe VI agiu bem com Juan Carlos I, face a apenas 15,3% que mostram o contrário.
A avaliação do reinado de Filipe VI, apesar das dificuldades que enfrentou, foi razoável. 65,6% dos inquiridos consideram a sua resposta positiva, contra a minoria de 28,3, que acreditam que a sua gestão como Chefe de Estado foi negativa.
Por último, no que diz respeito à criação de um referendo para decidir entre a Monarquia ou a República, 43,4% mostra-se a favor, 55,4% é contra (a maioria acima dos 55 anos) e uma pequena percentagem de 5,8% absteve-se de responder.



