Sondagem: Maior parte dos portugueses concorda com greve dos professores e dois terços dizem que Governo não fez o suficiente para as travar

A maior parte dos portugueses concorda com as greves de professores convocadas para o início do ano letivo, enquanto praticamente dois terços  consideram que o Governo não fez o suficiente para ir de encontro às reivindicações dos docentes de forma a travar estes protestos.

Revista de Imprensa
Setembro 21, 2023
8:51

A maior parte dos portugueses concorda com as greves de professores convocadas para o início do ano letivo, enquanto praticamente dois terços  consideram que o Governo não fez o suficiente para ir de encontro às reivindicações dos docentes de forma a travar estes protestos.

Os resultados são da mais recente sondagem da Aximage para o Jornal de Notícias. Os números indicam que 45% dos inquiridos concordam com as greves de professores (17% concorda totalmente e 28% concorda), enquanto apenas 36% diz discordar (20% discorda e 16% discorda totalmente).

Ao longo do passado ano letivo foi verificado um ‘braço de ferro’ entre os sindicatos de professores e o Ministério da Educação, com poucos avanços e muitas negociações falhadas, mas o Governo acabou por avançar com o “acelerador de carreiras” que, segundo a tutela, permitirá que mais de 60 mil docentes cheguem ao topo da carreira.

Ainda assim, de acordo com a sondagem, 62% dos portugueses considera que o Governo “não fez o suficiente para se aproximar das reivindicações dos professores”, enquanto apenas 18% dizem o contrário.

Com efeito, o diploma não agradou totalmente aos sindicatos, que apontaram que não permite a recuperação do tempo de serviço congelado (uma grande reivindicação dos docentes), pata além de criar desigualdades e disparidades entre a casse profissional.

O diploma, recorde-se, acabou vetado por Marcelo Rebelo de Sousa e depois foi logo novamente aprovado pelo Governo. Já no arranque do ano letivo, sindicatos avançaram com novas greves e a recuperação do tempo de serviço congelado foi uma hipótese desde já recusada pelo ministro da Educação João Costa, que disse não ir apresentar nova proposta sobre o tema.

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