As três principais forças políticas reforçaram as intenções de voto na mais recente vaga do barómetro da Intercampus, mas o cenário político mantém-se praticamente inalterado, com a Aliança Democrática (AD), o PS e o Chega num empate técnico. A sondagem, realizada entre 12 e 16 de dezembro para o Negócios, CM e CMTV, revela menos indecisos do que em novembro, mas confirma uma distribuição de forças muito semelhante à registada no mês anterior.
A AD, coligação entre PSD e CDS, sobe 0,7 pontos percentuais, passando de 23,4% para 24,1% das intenções de voto. Ainda assim, é o PS que regista o maior crescimento entre os três primeiros, com uma subida de 1,3 pontos percentuais, de 22,6% para 23,9%, reduzindo a distância para a AD e afastando-se do Chega. O partido liderado por André Ventura cresce 0,9 pontos percentuais, mantendo-se na terceira posição do barómetro.
Fora do pódio, a Iniciativa Liberal é o partido que mais cresce nesta vaga, com um aumento de 1,4 pontos percentuais, passando de 7,2% para 8,6% das intenções de voto e consolidando o quarto lugar. O Livre também beneficia da diminuição dos indecisos, reforçando a quinta posição com 6,2%, mais 0,4 pontos percentuais do que em novembro.
Entre as restantes subidas, destaca-se o Bloco de Esquerda, que passa de 1,7% para 2,9% das intenções de voto, já sob a liderança de José Manuel Pureza, eleito coordenador do partido a 30 de novembro, substituindo Mariana Mortágua. Em sentido inverso, o PAN regista uma das maiores quedas, recuando de 2,2% para 1,3%, uma perda de 0,9 pontos percentuais, sendo ultrapassado pelo BE, apesar da recente reeleição de Inês Sousa Real como porta-voz para um terceiro mandato. O PCP também desce ligeiramente, perdendo 0,4 pontos percentuais e fixando-se nos 3,1%.
Na avaliação das lideranças partidárias, os autores da sondagem apontam uma “forte diminuição do líder do PSD”, com a imagem do primeiro-ministro, Luís Montenegro, a degradar-se de 2,9 para 2,7 numa escala de 1 a 5. A avaliação de José Luís Carneiro, líder do PS, também recua para 2,7, embora se mantenha ligeiramente acima da de Montenegro. André Ventura regista uma melhoria, subindo de 2,4 para 2,6, enquanto a mudança de liderança no Bloco parece ter sido bem recebida, com José Manuel Pureza a obter uma avaliação média de 2,4, acima dos 2,1 atribuídos anteriormente a Mariana Mortágua.
No plano institucional, o desempenho apresenta “alguma estabilidade” face à vaga anterior. O Presidente da República surge agora na linha de água, com uma pontuação média de 3, correspondente a uma avaliação neutra, no final do mandato. Já o primeiro-ministro e o Governo mantêm uma trajetória de queda, ambos com uma média de 2,7. O Banco de Portugal, liderado desde outubro por Álvaro Santos Pereira, recua de 3,1 para 3, enquanto a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal descem ligeiramente, de 3 para 2,9.














