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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 25 Jun 2026 08:46:34 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Bolsas europeias em alta ligeira atentas à Ásia e à queda do petróleo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 08:33:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As principais bolsas europeias abriram hoje em alta ligeira, com os olhos postos nos fortes avanços dos mercados asiáticos e dos futuros de Wall Street pelos bons resultados da tecnológica Micron e na queda do preço do petróleo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As principais bolsas europeias abriram hoje em alta ligeira, com os olhos postos nos fortes avanços dos mercados asiáticos e dos futuros de Wall Street pelos bons resultados da tecnológica Micron e na queda do preço do petróleo.</p>
<p>Às 09:00 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a subir 0,60% para 666,72 pontos.</p>
<p>As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt subiam 0,12%, 0,13% e 0,34%, bem como as de Madrid e Milão, que se valorizavam 0,16% e 0,44%, respetivamente.</p>
<p>A bolsa de Lisboa invertia a tendência de baixa da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,54% para 9.104,49 pontos.</p>
<p>O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em agosto, estava a recuar 1,26% para 72,81 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega também em agosto, de referência nos Estados Unidos da América (EUA), baixava 0,94%, para 69,68 dólares.</p>
<p>O gás natural para entrega em julho no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, subia 0,12% para 40,925 euros por megawatt-hora (MWh).</p>
<p>As bolsas europeias estão atentas à evolução das tecnológicas e às negociações entre os EUA e o Irão para pôr fim à guerra que começou no passado dia 28 de fevereiro. As conversações técnicas devem ser retomadas na próxima semana.</p>
<p>A disputa sobre as inspeções da agência nuclear da ONU nas instalações atómicas iranianas ameaça tornar-se num dos principais obstáculos das negociações.</p>
<p>A Guarda Revolucionária iraniana advertiu hoje contra a utilização de &#8220;novas rotas&#8221; para cruzar o estreito de Ormuz sem coordenação com a República Islâmica, e ameaçou com medidas contra os navios que não seguirem as suas instruções.</p>
<p>Os futuros do Dow Jones e do Nasdaq registam avanços de 0,12% e 2,25%, respetivamente, depois de na quarta-feira o primeiro ter fechado a subir 0,35% e o segundo a recuar 0,43% devido às quedas das empresas de tecnologia.</p>
<p>Na quarta-feira no final da sessão de Nova Iorque, a tecnológica Micron informou que no terceiro trimestre fiscal de 2026 teve um lucro líquido de 28.243 milhões de dólares, contra 1.885 milhões do mesmo período do ano anterior. As ações da companhia subiram 10% nas operações posteriores ao encerramento do mercado.</p>
<p>As bolsas asiáticas sobem hoje impulsionadas pelas tecnológicas depois dos resultados da Micron: o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, conseguiu um novo recorde histórico com uma subida de 4,61%, o principal índice da bolsa de Seul, o Kospi, avançou 5,42%, a bolsa de Xangai 0,23%, a de Shenzhen 1,82% e o Hang Seng de Hong Kong descia 1,63% pouco antes do final da sessão.</p>
<p>Na Europa, destacam-se hoje os resultados da cadeia de moda sueca Hennes and Mauritz (H&amp;M), que obteve um lucro líquido de 4.667 milhões de coroas (421 milhões de euros) no primeiro semestre do seu ano fiscal (dezembro-maio), mais 3% do que no mesmo período de 2025.</p>
<p>No mercado de dívida, a rentabilidade do título alemão a 10 anos sobe para 2,871%, depois de ter fechado em 2,864% na sessão anterior.</p>
<p>O euro estava estabilizado em 1,1358 dólares, no mercado de câmbios de Frankfurt.</p>
<p>Os metais preciosos estavam em baixa, com uma descida de 0,50% no caso do ouro, para 3.979,22 dólares a onça (um mínimo desde novembro de 2025), e um recuo de 0,99% no caso da prata, para 56,8498 dólares.</p>
<p>A bitcoin subia 1,35% para 61.699 dólares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781424]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Preço do barril de Brent cai para os 72 dólares e toca níveis pré-guerra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 08:30:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O preço do barril de petróleo Brent para entrega em agosto caiu hoje 1,52%, para 72,62 dólares, embora durante a madrugada tenha tocado os 72,29 dólares, valores registados antes do início da guerra no Irão, em 28 de fevereiro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O preço do barril de petróleo Brent para entrega em agosto caiu hoje 1,52%, para 72,62 dólares, embora durante a madrugada tenha tocado os 72,29 dólares, valores registados antes do início da guerra no Irão, em 28 de fevereiro.</p>
<p>Às 07:00 de hoje, o Brent &#8212; referência na Europa &#8212; registava uma queda de 1,52% no mercado futuro de Londres, cotado nos 72,62 dólares, caminhando para a quarta sessão consecutiva de perdas, à medida que o mercado reagia positivamente à reabertura do estreito de Ormuz.</p>
<p>Segundo dados de mercado compilados pela agência Efe, a queda foi mais acentuada na madrugada, atingindo o mínimo de 72,29 dólares às 04:00.</p>
<p>Na sexta-feira, 27 de fevereiro, véspera do início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irão, o Brent fechou nos 72,48 dólares.</p>
<p>Após o início do conflito, o preço do petróleo disparou 7,26% naquela segunda-feira (02 de março), fechando nos 77,74 dólares.</p>
<p>Nas últimas sessões, o petróleo manteve uma tendência de baixa impulsionada pelo otimismo do mercado quanto a um aumento da oferta global, após a reabertura do Estreito de Ormuz e a suspensão temporária das sanções dos EUA ao petróleo iraniano.</p>
<p>O bloqueio do estreito teve impacto direto nos preços do petróleo, que chegaram perto de 120 dólares por barril.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781422]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Há 27 concelhos em Portugal onde os estrangeiros já representam mais de 20% da população</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 08:28:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal conta atualmente com 27 concelhos onde os cidadãos estrangeiros representam mais de um quinto da população residente, segundo os mais recentes dados demográficos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal conta atualmente com 27 concelhos onde os cidadãos estrangeiros representam mais de um quinto da população residente, segundo os mais recentes dados demográficos. A maior concentração destes municípios encontra-se na Grande Lisboa, no Alentejo e no Algarve, regiões onde o peso da imigração se tornou particularmente expressivo nos últimos anos. Entre os casos mais destacados está Odemira, onde os estrangeiros representam 52,06% dos residentes, seguindo-se Vila do Bispo, com 41,73%, e vários concelhos algarvios e da Área Metropolitana de Lisboa que ultrapassam igualmente a fasquia dos 20%.</p>
<p>De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e citados pelo <a href="https://www.cmjornal.pt/sociedade/detalhe/27-concelhos-tem-mais-de-20-de-residentes-estrangeiros" target="_blank" rel="noopener">Correio da Manhã</a>, no final de 2025 residiam em Portugal 11.424.031 pessoas, das quais 1.597.539 tinham nacionalidade estrangeira. Na Grande Lisboa, destacam-se concelhos como Amadora, com 56.826 residentes estrangeiros (27,65% da população), e Odivelas, com 50.389 (27,13%). No Alentejo, além de Odemira, sobressai Ferreira do Alentejo, onde os estrangeiros representam 30,2% dos residentes. No Algarve, além de Vila do Bispo, registam-se percentagens superiores a 30% em Aljezur, Albufeira, Lagos, Loulé e Tavira. Também alguns concelhos da região Centro apresentam níveis elevados de imigração, como Entroncamento (24,96%), Pedrógão Grande (20,83%) e Rio Maior (20,52%).</p>
<p>Os números mostram ainda que a imigração continua a desempenhar um papel determinante na evolução demográfica do país, embora o saldo migratório tenha vindo a desacelerar. Depois de ter atingido 307.288 pessoas, o saldo migratório desceu para 216.629 em 2024 e para 70.862 em 2025. Ainda assim, a entrada de cidadãos estrangeiros tem permitido compensar o saldo natural negativo, marcado por um número de óbitos superior ao de nascimentos. O INE assinala igualmente que, em 198 concelhos, a população até aos 14 anos aumentou nos últimos cinco anos, com Vila Velha de Ródão, Entroncamento e Vila de Rei entre os municípios que registaram os maiores crescimentos.</p>
<p>Quanto às nacionalidades, o Brasil mantém-se destacadamente como a principal comunidade estrangeira residente em Portugal, com 574.195 cidadãos, seguido por Angola, Índia e Cabo Verde. A lista do INE inclui residentes oriundos de 115 países diferentes, entre os quais Síria, Sudão e Eritreia. Os dados revelam ainda fortes diferenças no envelhecimento da população: apenas Ribeira Grande e Lagoa, nos Açores, apresentam mais jovens até aos 14 anos do que pessoas com 65 ou mais anos, enquanto concelhos do interior continuam a registar alguns dos índices de envelhecimento mais elevados do país. Entretanto, o INE anunciou que irá rever diversos indicadores calculados por habitante, incluindo os relacionados com economia, emprego, saúde, educação e justiça, na sequência da atualização das estimativas da população residente entre 2021 e 2024.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781414]]></sapo:autor>
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		<title>Agendas Mobilizadoras preveem gerar 8 mil milhões de euros em negócios e acrescentar até 3% ao PIB português</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 08:23:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As Agendas Mobilizadoras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) já permitiram a conclusão de 1.087 novos Produtos, Processos ou Serviços (PPS), cerca de 90% dos 1.270 projetos contratualizados, consolidando-se como um dos principais instrumentos de transformação económica e industrial do país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As Agendas Mobilizadoras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) já permitiram a conclusão de 1.087 novos Produtos, Processos ou Serviços (PPS), cerca de 90% dos 1.270 projetos contratualizados, consolidando-se como um dos principais instrumentos de transformação económica e industrial do país.</p>
<p>Os resultados serão apresentados no 3.º Encontro das Agendas Mobilizadoras, que decorre sob o lema “A Inovação move o País”, e que pretende demonstrar o impacto dos consórcios na transferência de conhecimento para o mercado e no reforço da competitividade da economia portuguesa.</p>
<p>Desde o seu lançamento, foram contratadas 51 Agendas Mobilizadoras, envolvendo 1.098 copromotores, entre os quais 874 empresas e 224 entidades do sistema científico, tecnológico e da administração pública. O investimento elegível ascende a 5,4 mil milhões de euros, dos quais 3,2 mil milhões correspondem a incentivos contratados. Até ao momento, já foram pagos mais de 2 mil milhões de euros, com uma execução financeira média de 53% da despesa apresentada.</p>
<p>Os impactos esperados destas iniciativas são significativos. As estimativas apontam para um acréscimo superior a 8 mil milhões de euros no volume de negócios das entidades envolvidas até ao final de 2026, bem como para a criação de mais de 11 mil postos de trabalho qualificados. O contributo para a economia nacional poderá representar entre 2,5% e 3% do Produto Interno Bruto (PIB), refletindo o papel das Agendas na modernização e reindustrialização do tecido empresarial português, assim como na aceleração das transições digital e climática.</p>
<p>Entre os resultados mais visíveis destacam-se projetos ligados a áreas como mobilidade sustentável, espaço, saúde, biotecnologia, energia, economia do mar, semicondutores, jogos digitais e materiais avançados. Os consórcios desenvolveram soluções que incluem satélites portugueses, sistemas de inteligência artificial para gestão do tráfego espacial, medicamentos injetáveis complexos, tecnologias de baterias de nova geração, soluções de mobilidade elétrica, plataformas de telemedicina e iniciativas de valorização de recursos naturais através da bioeconomia.</p>
<p>Segundo os promotores, estes resultados demonstram a capacidade das Agendas Mobilizadoras para transformar conhecimento em inovação, inovação em capacidade industrial e capacidade industrial em crescimento económico.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781417]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Sondagem: Maioria das famílias já corta em restaurantes, roupa e viagens para suportar crédito à habitação</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/sondagem-maioria-das-familias-ja-corta-em-restaurantes-roupa-e-viagens-para-suportar-credito-a-habitacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 08:05:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A subida dos custos associados ao crédito à habitação está a levar muitas famílias portuguesas a reduzir despesas do dia a dia, mas a grande maioria continua sem procurar os bancos para renegociar os seus empréstimos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A subida dos custos associados ao crédito à habitação está a levar muitas famílias portuguesas a reduzir despesas do dia a dia, mas a grande maioria continua sem procurar os bancos para renegociar os seus empréstimos. Segundo uma sondagem da Intercampus para o <a href="https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/credito/detalhe/sondagem-grande-maioria-esta-a-cortar-em-restaurantes-mas-nao-renegoceia-credito-da-casa" target="_blank" rel="noopener">Negócios, Correio da Manhã, CMTV e NOW</a>, 56,8% dos inquiridos com crédito à habitação afirmam que já cortaram ou pretendem cortar noutras despesas para acomodar o aumento dos encargos com a casa, enquanto 28% dizem não tencionar fazê-lo e 15,3% não sabem ou preferem não responder.</p>
<p>Entre os agregados familiares que admitem reduzir gastos, os restaurantes surgem destacadamente como a principal despesa sacrificada, apontada por 82,1% dos inquiridos. Seguem-se a compra de roupa e acessórios (73,9%), as viagens e deslocações consideradas não essenciais (67,9%) e os produtos culturais (61,9%). Os cortes estendem-se ainda às férias, referidas por 45,5% dos participantes, à utilização do automóvel (33,6%) e, em menor escala, à alimentação, mencionada por 21,6%.</p>
<p>A pressão sobre os orçamentos familiares surge num contexto de subida das taxas de juro na Zona Euro e de agravamento da inflação. Em março, a taxa de juro implícita no crédito à habitação aumentou pela primeira vez desde janeiro de 2024, atingindo os 3,088%, o que se traduziu numa prestação média de 402 euros, o valor mais elevado desde dezembro de 2024. Embora a taxa tenha recuado ligeiramente nos meses seguintes, fixando-se em 3,065% em maio, a inflação acelerou para 3,3% em termos homólogos, impulsionada sobretudo pelo aumento dos custos da energia e das matérias-primas energéticas.</p>
<p>Apesar deste cenário, a renegociação dos empréstimos continua a ser uma opção pouco procurada. De acordo com o mesmo estudo, apenas 23% dos inquiridos que têm crédito à habitação afirmam já ter tentado renegociar taxas ou alterar as condições do financiamento junto do banco. Quando analisado o universo total dos portugueses, essa percentagem representa apenas 9%, revelando que, perante o aumento dos encargos, a maioria das famílias prefere cortar noutras despesas em vez de procurar rever os contratos de crédito.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781402]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PSP nunca foi informada de alegado plano terrorista contra Montenegro e Marcelo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 07:52:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Polícia de Segurança Pública (PSP) afirmou que nunca recebeu qualquer informação sobre as alegadas ameaças terroristas dirigidas ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, e ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, atribuídas ao Movimento Armilar Lusitano (MAL).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia de Segurança Pública (PSP) afirmou que nunca recebeu qualquer informação sobre as alegadas ameaças terroristas dirigidas ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, e ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, atribuídas ao Movimento Armilar Lusitano (MAL). A ausência desse alerta impediu a força policial de ajustar os dispositivos de segurança assegurados pelo Corpo de Segurança Pessoal, responsável pela protecção das mais altas figuras do Estado.</p>
<p>Segundo o <a href="https://www.publico.pt/2026/06/25/sociedade/noticia/movimento-mal-psp-nao-avisada-ameaca-nao-adequou-seguranca-montenegro-marcelo-2179378" target="_blank" rel="noopener">jornal Público</a>, que revelou novos detalhes sobre o caso, a PSP respondeu que “nunca recebeu (até ao momento) qualquer informação dos órgãos competentes” que lhe permitisse gerir e reforçar o dispositivo de segurança dos dois governantes perante esta eventual ameaça.</p>
<p>As alegadas intenções do grupo só vieram a ser conhecidas após a análise de vários terabytes de dados apreendidos durante buscas realizadas em Junho de 2025. Entre os planos identificados pelas autoridades estava a possibilidade de um ataque com uma granada ao apartamento da família de Luís Montenegro, em Lisboa. O primeiro-ministro afirmou recentemente que apenas soube da existência dessa ameaça através da comunicação social, situação que levou o actual ministro da Administração Interna, Luís Neves, a reconhecer a existência de uma falha na comunicação da informação.</p>
<p>Apesar disso, Luís Neves rejeitou que tenha existido uma falha de coordenação entre as entidades responsáveis pela prevenção e combate ao terrorismo, defendendo que o problema se limitou à falta de comunicação aos visados. O governante argumentou ainda que as ameaças só foram identificadas numa fase avançada da investigação, quando os principais suspeitos já se encontravam sujeitos a medidas de coacção e a eventual ameaça estaria neutralizada. A acusação do processo, deduzida este mês, abrange nove arguidos.</p>
<p>O caso levantou também questões sobre a partilha de informações entre as diferentes entidades do Estado. Além da PSP, o Serviço de Informações da República Portuguesa (SIRP) confirmou que não recebeu qualquer informação sobre os alegados planos de ataque e que nada foi partilhado nas reuniões da Unidade de Coordenação Antiterrorismo (UCAT). Já o Ministério Público indicou apenas que os elementos relativos às ameaças foram conhecidos numa fase avançada do inquérito, sem especificar uma data concreta para essa descoberta.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781393]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Sismo/Venezuela: Secretário de Estado diz que para já não tem informação de portugueses entre vítimas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 07:52:13 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, afirmou que para já não há indicação de portugueses entre as vítimas dos sismos registados na Venezuela, adiantando que o Governo está a acompanhar a situação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, afirmou que para já não há indicação de portugueses entre as vítimas dos sismos registados na Venezuela, adiantando que o Governo está a acompanhar a situação.</p>
<p>&#8220;Para já não. Temos feito múltiplos contactos. Temos todos os nossos serviços no terreno, embaixada e consulados e até com pessoas que conheço do movimento associativo e até ao momento não temos conhecimento de vítimas portuguesas&#8221;, disse à agência Lusa Emídio Sousa.</p>
<p>O Secretário de Estado das Comunidades indicou que a situação está difícil, com derrocadas de alguns edifícios.</p>
<p>&#8220;É possível que haja [vítimas portuguesas], mas para já não temos nenhuma informação de vítimas portuguesas&#8221;, salientou.</p>
<p>Dois sismos de 7,2 e 7,5 na escala de Richter foram registados na Venezuela, pelas 18:00 de quarta-feira (23:00 em Lisboa), causando até ao momento, segundo a Presidente interina do país, Delcy Rodríguez, pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos.</p>
<p>A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse numa declaração transmitida pela emissora estatal de televisão que La Guaira terá sido a região mais afetada e declarou o estado, situado no norte do país sul-americano, perto da capital, como uma &#8220;zona de desastre&#8221;.</p>
<p>Rodríguez admitiu que são esperadas mais vítimas mortais, à medida que decorrem os esforços de resgate e salvamento, após os sismos de magnitude 7,5 e 7,2 na escala de Richter, na quarta-feira, com apenas 39 segundos de intervalo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781395]]></sapo:autor>
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		<title>Venezuela/Sismo: Consulados portugueses disponibilizam números telefónicos para emergências</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 07:47:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os consulados-gerais de Portugal nas cidades venezuelanas de Caracas e Valência, disponibilizaram números telefónicos para que os portugueses informem sobre situações de emergência, na sequência dos dois sismos que afetaram quarta-feira a Venezuela.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os consulados-gerais de Portugal nas cidades venezuelanas de Caracas e Valência, disponibilizaram números telefónicos para que os portugueses informem sobre situações de emergência, na sequência dos dois sismos que afetaram quarta-feira a Venezuela.</p>
<p>&#8220;O consulado-geral de Portugal em Caracas está a acompanhar a situação e atento a qualquer emergência&#8221;, explica um aviso divulgado nas redes sociais das reapresentações portuguesas.</p>
<p>Os contactos para comunicar situações urgentes são o número +58 414-466.53.50 e o e-mail cgcaracas@mnet.pt para a região de Caracas e o número +58 412-040.55.65 e o correio eletrónico valencia@mne.pt para a área de Valência.</p>
<p>Na quarta-feira, a Venezuela registou dois sismos de magnitude 7,1 e 7,5 graus na escala de Richter, com apenas 39 segundos de intervalo, levando milhares de pessoas para as ruas da cidade de Caracas, a capital do país, onde várias zonas ficaram às escuras, caiu o sinal de Internet, as ligações telefónicas sofreram falhas, e a operadora de telefónica celular Movistar ficou temporariamente sem serviço.</p>
<p>Numa declaração ao país, a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que os dois sismos que atingiram a região central do país causaram pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos.</p>
<p>&#8220;Neste momento, temos relatos de 32 mortes, sem incluir os números que o estado de La Guaira possa fornecer, e mais de 700 feridos que estamos a receber nas urgências dos hospitais públicos e centros de saúde privados&#8221;, declarou Rodríguez, numa declaração transmitida pela emissora de televisão estatal</p>
<p>A chefe de Estado disse que La Guaira terá sido a região mais afetada e declarou o estado, situado no norte do país sul-americano, perto da capital, como uma &#8220;zona de desastre&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781391]]></sapo:autor>
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		<title>Autoridades francesas emitem avisos para tempestades severas e estendem alerta de calor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 07:40:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As autoridades francesas emitiram hoje avisos de tempestades severas e ampliaram o alerta vermelho de calor para 72 dos 100 departamentos, um dia depois de França ter chegado aos 30ºC, a temperatura média mais alta da sua história.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As autoridades francesas emitiram hoje avisos de tempestades severas e ampliaram o alerta vermelho de calor para 72 dos 100 departamentos, um dia depois de França ter chegado aos 30ºC, a temperatura média mais alta da sua história.</p>
<p>O novo alerta vermelho, que entrará em vigor pelas 12:00, estende-se a mais 14 departamentos no leste e nordeste do país.</p>
<p>Ao mesmo tempo, 11 departamentos no oeste e sudoeste do país reduzirão o nível de alerta meteorológico de vermelho para laranja, a partir das 22:00.</p>
<p>Há outros três departamentos (Var, Bouches-du-Rhône e Vaucluse) que passaram para alerta amarelo às 06:00, após uma ligeira melhoria nas condições meteorológicas ao longo da costa mediterrânea.</p>
<p>A Météo-France alertou que as temperaturas permanecerão excecionalmente altas, tanto de dia quanto de noite, nas áreas sob alerta vermelho.</p>
<p>Em muitas zonas do país, os termómetros já registavam ao início da manhã temperaturas entre 20 e 27 graus celsius, com 27°C em Paris-Montsouris e 27,5°C em Bordeaux-Mérignac, pelas 05:00.</p>
<p>O prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, afirmou hoje que a situação na capital francesa é &#8220;bastante crítica&#8221; e que houve um &#8220;aumento na mortalidade&#8221; devido à onda de calor, mas recusou fornecer números.</p>
<p>&#8220;É extremamente difícil. A situação é, em alguns aspetos, bastante crítica&#8221;, reconheceu o prefeito socialista, em declarações à TF1, ao mesmo tempo que pediu cautela às pessoas mais vulneráveis.</p>
<p>Grégoire reconheceu a necessidade de mais medidas de emergência, destacando que quase 400 aparelhos de ar condicionado já foram entregues a escolas em Paris e que outros tantos serão entregues nas salas de aula.</p>
<p>&#8220;Precisamos de uma mudança completa de paradigma&#8221;, declarou, ressalvando que não será necessário climatizar todas as salas de aula de todas as escolas.</p>
<p>A agência meteorológica francesa revelou que quarta-feira foi o dia mais quente já registado na França desde o início das medições nacionais, em 1947, com uma temperatura média nacional de 30°C.</p>
<p>Ao longo do dia, vários recordes de temperatura foram quebrados no oeste da França: 43,7°C em Fontenay (Vendée), 42,2°C em Nantes, 42°C em Vannes, 41,8°C em Le Mans e 41,4°C em Tours.</p>
<p>Além do calor extremo, as autoridades emitiram um alerta laranja para tempestades em vários departamentos do oeste e sudoeste. A previsão é de chuva forte, rajadas de vento intensas e risco de granizo a partir da tarde e noite de hoje.</p>
<p>Os departamentos atualmente sob alerta laranja para tempestades são Pyrénées-Atlantiques, Landes, Gironde, Lot-et-Garonne, Dordogne, Hautes-Pyrénées e Gers, bem como Côtes-d&#8217;Armor, Ille-et-Vilaine e Manche.</p>
<p>A Météo-France não descarta estender o alerta a áreas vizinhas, dependendo da evolução da previsão do tempo.</p>
<p>Segundo as previsões, uma massa de ar mais fria vinda do Atlântico começará a entrar pela região oeste do país na noite de hoje, provocando tempestades localmente severas e uma queda gradual das temperaturas ao longo da costa atlântica a partir de sexta-feira.</p>
<p>No entanto, o calor intenso persistirá em grandes áreas do leste do país.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781390]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Venezuela/Sismo: Serviço Geólogico dos EUA estima milhares de vítimas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 07:40:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima, com base em modelos informáticos, entre 10 mil e 100 mil mortes na sequência dos sismos ocorridos na quarta-feira na Venezuela.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima, com base em modelos informáticos, entre 10 mil e 100 mil mortes na sequência dos sismos ocorridos na quarta-feira na Venezuela.</p>
<p>Os dois sismos que atingiram quarta-feira a Venezuela registaram magnitudes de 7,2 e de 7,5, respetivamente.</p>
<p>O USGS, que monitoriza a atividade sísmica em todo o mundo, calculou uma probabilidade de 42% de que o número de mortos se situe entre as 10 mil e as 100 mil vítimas mortais; a possibilidade de 33% de entre mil e 10 mil mortes e uma hipótese que indica 17% de mais de 100 mil mortes.</p>
<p>A contagem oficial de vítimas é até ao momento de 32 mortos e mais de 700 feridos, segundo a presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez.</p>
<p>Para realizar as estimativas, o USGS tem em conta variáveis como a densidade populacional local e as características dos edifícios.</p>
<p>&#8220;Em geral, a população desta região vive em edifícios vulneráveis a sismos, embora também existam estruturas resistentes a sismos. Os tipos mais comuns de edifícios vulneráveis são estruturas de tijolo, alvenaria não reforçada e de blocos de adobe&#8221;, destacou a agência.</p>
<p>O USGS estimou ainda as perdas económicas resultantes dos sismos, calculando &#8212; com base nos dados atuais &#8212; que podem variar entre 1% a 7% do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela.</p>
<p>Segundo Delcy Rodríguez, a zona costeira de La Guaira, localizada no norte do país, vizinho de Caracas, foi a mais atingida, com dezenas de edifícios afetados.</p>
<p>&#8220;Podemos dizer que o estado de La Guaira enfrenta uma verdadeira tragédia e tornou-se uma zona de catástrofe&#8221;, enfatizou a Presidente em exercício da Venezuela.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781389]]></sapo:autor>
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		<title>Crédito a 100% com juros a subir: o novo mapa de risco do crédito jovem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com ComparaJá.pt]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 07:30:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[ComparaJá]]></category>
		<category><![CDATA[crédito habitação]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A garantia pública e a viragem dos juros mudaram o perfil de risco do crédito à habitação. O que isso significa para quem compra e para quem empresta]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Duas forças cruzaram-se no mercado de crédito habitação português em 2026, e o ponto onde se encontram chama-se risco. De um lado, a garantia pública que permite aos jovens comprar casa sem entrada, financiando a totalidade do imóvel. Do outro, o Banco Central Europeu a subir os juros pela primeira vez desde 2023. Juntas, redesenham o mapa de risco de quem assina um crédito a três décadas.</p>
<p>A garantia pública democratizou o acesso à casa própria. Ao garantir até 15% do valor financiado, viabiliza um crédito a 100%, sem capital próprio, e cerca de metade dos jovens que contraiu crédito no primeiro trimestre de 2026 recorreu a ela. Para quem estava de fora do mercado, é uma porta que se abre. O apoio foi, aliás, reforçado em 750 milhões de euros em abril.</p>
<p>O reverso está nos números do regulador. O Banco de Portugal assinalou que a parcela de novo crédito habitação concedido a mutuários de maior risco subiu de 3% em 2024 para 21% em 2025. Financiar 100% de um imóvel significa um rácio entre empréstimo e valor mais elevado e, portanto, menos margem de segurança. Com a EURIBOR a voltar a subir, a prestação de quem tem taxa variável ou mista tende a acompanhar. Não por acaso, o regulador prepara-se para travar parte deste crédito.</p>
<p><strong>A matemática do risco</strong></p>
<p>O ponto sensível é a combinação de três fatores: financiamento elevado, prestação que pode subir e pouca folga no orçamento. Os dados do ComparaJá mostram que os clientes com menos de 35 anos entram com uma entrada média de apenas 32.574 euros e uma prestação de 817 euros. Se a EURIBOR subir e a taxa de esforço já estava no limite, a margem para absorver o choque é estreita.</p>
<p>Rita Sogalho, especialista em Crédito Habitação do ComparaJá, indica que «o acesso ao crédito alargou-se, e isso é positivo. Mas, num contexto de juros a subir, comprar a 100% exige uma gestão de risco mais cuidada, não menos. Medir a taxa de esforço e comparar condições é a melhor proteção que uma família pode ter».</p>
<p> A especialista recomenda manter a taxa de esforço numa zona confortável, mesmo que o banco aprove mais, constituir um fundo de emergência antes de assumir o crédito, ponderar a previsibilidade de uma taxa fixa ou mista e não financiar o montante máximo só porque a garantia o permite. Convém ainda esclarecer um equívoco comum: “a garantia do Estado protege o banco, não o mutuário. Se a prestação se tornar insustentável, é o jovem que continua a responder pela dívida”.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780392]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Defesa, energia e Mediterrâneo no centro da primeira cimeira bilateral hoje entre Macron e Meloni</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/defesa-energia-e-mediterraneo-no-centro-da-primeira-cimeira-bilateral-hoje-entre-macron-e-meloni/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 07:15:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente francês, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, reúnem-se esta quinta-feira, em Antibes Juan-les-Pins, no sul de França.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente francês, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, reúnem-se esta quinta-feira, em Antibes Juan-les-Pins, no sul de França, para aquela que será a primeira cimeira bilateral formal entre os dois líderes desde que a dirigente italiana assumiu funções, em outubro de 2022.</p>
<p>O encontro é encarado como um momento importante para relançar e consolidar as relações entre Paris e Roma, depois de vários anos marcados por divergências políticas e tensões diplomáticas ocasionais entre os dois governos. A reunião assume ainda um significado particular por ser a primeira realizada no âmbito do Tratado do Quirinal, assinado em 2021 com o objetivo de aprofundar a cooperação entre França e Itália em múltiplos domínios estratégicos.</p>
<p>A cimeira decorre numa altura em que ambos os países procuram reforçar a coordenação em matérias relacionadas com defesa, segurança, energia, indústria, infraestruturas e competitividade europeia, ao mesmo tempo que enfrentam desafios comuns no Mediterrâneo e no contexto geopolítico internacional.</p>
<p><strong>Reaproximação após anos de tensão política</strong><br />
Apesar da proximidade histórica entre as duas maiores economias do sul da Europa, as relações entre Emmanuel Macron e Giorgia Meloni atravessaram períodos de fricção desde a chegada da líder italiana ao poder.</p>
<p>Questões relacionadas com migração, política europeia, gestão das fronteiras externas da União Europeia e algumas divergências sobre dossiers internacionais contribuíram para momentos de tensão entre Paris e Roma.</p>
<p>Perante este contexto, o Palácio do Eliseu tem procurado apresentar a reunião de Antibes como um regresso aos fundamentos da parceria franco-italiana. Segundo a presidência francesa, o objetivo passa por reforçar a cooperação entre dois países considerados essenciais para a estabilidade política, económica e estratégica da Europa.</p>
<p><strong>Defesa será um dos temas centrais</strong><br />
Embora a cimeira tenha uma agenda muito abrangente, a área da defesa deverá assumir especial relevância durante as conversações.</p>
<p>Está prevista a assinatura de um novo roteiro de cooperação bilateral para o período entre 2026 e 2031, documento que deverá ser formalizado pelos responsáveis governamentais dos dois países e que estabelecerá prioridades comuns para os próximos anos.</p>
<p>A iniciativa pretende consolidar projetos já existentes e aprofundar a coordenação entre as indústrias de defesa francesa e italiana, privilegiando uma lógica de continuidade em vez do lançamento de grandes programas totalmente novos.</p>
<p>Fontes francesas indicam que a prioridade passará por fortalecer mecanismos de cooperação considerados fundamentais para a autonomia estratégica europeia.</p>
<p><strong>Nova visão conjunta para a segurança no Mediterrâneo</strong><br />
Um dos documentos mais relevantes que deverá resultar da cimeira será uma visão conjunta franco-italiana para a segurança no Mediterrâneo.</p>
<p>O texto deverá abordar desafios estratégicos e ameaças comuns numa região considerada prioritária para ambos os países, abrangendo questões relacionadas com estabilidade regional, defesa, segurança marítima e gestão de crises.</p>
<p>O objetivo passa por criar uma estrutura de cooperação de longo prazo que permita desenvolver capacidades conjuntas e melhorar a preparação operacional perante os desafios que se colocam na fronteira sul da Europa.</p>
<p>As autoridades francesas e italianas consideram que o Mediterrâneo continuará a desempenhar um papel central na arquitetura de segurança europeia nas próximas décadas.</p>
<p><strong>Defesa aérea europeia em destaque</strong><br />
Entre os programas que deverão ser destacados durante a reunião encontra-se o sistema SAMP/T NG, desenvolvido em conjunto por França e Itália.</p>
<p>O projeto é frequentemente apresentado como uma alternativa europeia ao sistema norte-americano Patriot e representa uma das principais apostas de ambos os países na construção de uma capacidade europeia autónoma de defesa aérea e antimíssil.</p>
<p>A cooperação industrial entre empresas como a Thales e a MBDA deverá igualmente ser sublinhada durante os trabalhos da cimeira.</p>
<p>A modernização dos sistemas de defesa aérea surge como uma prioridade crescente para os países europeus num contexto de deterioração da segurança internacional e de aumento das ameaças associadas a mísseis e drones.</p>
<p><strong>Cooperação espacial também na agenda</strong><br />
O setor espacial será outro dos temas em destaque no encontro.</p>
<p>Segundo informações divulgadas antes da reunião, deverá ser assinada uma declaração de intenções relacionada com o projeto Bromo, uma iniciativa conjunta que reúne três dos principais grupos industriais europeus do setor: a Leonardo, a Airbus e a Thales.</p>
<p>A cooperação espacial é vista pelos dois governos como uma área estratégica para a soberania tecnológica europeia e para o desenvolvimento de capacidades críticas nas áreas da observação da Terra, telecomunicações, navegação e segurança.</p>
<p><strong>Nove ministros de cada país participam na reunião</strong><br />
A dimensão política da cimeira é demonstrada pela forte representação governamental dos dois lados.</p>
<p>Participam nos trabalhos nove ministros franceses e nove ministros italianos, abrangendo áreas como Negócios Estrangeiros, Defesa, Economia, Energia, Administração Interna, Transportes, Agricultura, Cultura, Educação e Investigação.</p>
<p>Esta ampla participação ministerial reflete a ambição de transformar o encontro numa plataforma abrangente de coordenação bilateral, muito para além das questões estritamente políticas.</p>
<p><strong>Mobilidade militar europeia será debatida</strong><br />
Outro tema relevante previsto para as discussões é o pacote europeu de mobilidade militar.</p>
<p>A iniciativa pretende facilitar a deslocação rápida de tropas e equipamentos militares através dos países da União Europeia, eliminando obstáculos administrativos e reforçando infraestruturas consideradas essenciais para operações de defesa.</p>
<p>A questão ganha particular importância numa altura em que a Europa procura aumentar a sua capacidade de resposta a crises e reforçar a cooperação militar entre Estados-membros.</p>
<p>O tema deverá voltar a estar em destaque nas instituições europeias nas próximas semanas, com novas votações previstas no Parlamento Europeu.</p>
<p><strong>Economia e empresas também no centro das atenções</strong><br />
Paralelamente à cimeira política, decorre na cidade vizinha de Le Cannet um fórum empresarial franco-italiano que reunirá representantes do setor privado dos dois países.</p>
<p>A iniciativa pretende reforçar os laços económicos e identificar novas oportunidades de investimento e cooperação industrial em áreas consideradas estratégicas.</p>
<p>França e Itália mantêm uma das relações económicas mais importantes da União Europeia, com fortes interligações industriais, comerciais e financeiras.</p>
<p><strong>Juventude, cultura e educação completam agenda</strong><br />
Além das questões ligadas à defesa, segurança e economia, Emmanuel Macron e Giorgia Meloni deverão abordar formas de aprofundar os contactos entre as sociedades civis dos dois países.</p>
<p>Entre os temas previstos encontram-se programas de intercâmbio para jovens, reforço da cooperação cultural, parcerias educativas e iniciativas destinadas a aproximar cidadãos franceses e italianos.</p>
<p>O Tratado do Quirinal prevê precisamente uma cooperação alargada nestas áreas, inspirando-se parcialmente no modelo de integração bilateral já existente entre França e Alemanha.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781050]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Será António Costa o rosto europeu certo para falar com Putin? Especialista analisa os riscos de uma &#8216;missão explosiva&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 07:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[Para o especialista em geopolítica Mário Vaz, a iniciativa de António Costa não deve ser lida como uma cedência ao Kremlin, mas como uma adaptação tardia da Europa a um mundo que mudou]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>António Costa pode vir a ter nas mãos uma das missões mais difíceis da política europeia: ajudar a abrir uma linha de diálogo com Moscovo sem dar a Vladimir Putin uma vitória diplomática, sem fragilizar Kiev e sem dividir ainda mais os 27.</p>
<p>A questão tornou-se sensível depois de terem sido conhecidos contactos exploratórios entre o gabinete do presidente do Conselho Europeu e o Kremlin. Para uns, é um sinal de realismo &#8211; a Europa não pode ficar fora de uma eventual negociação sobre o fim da guerra. Para outros, um risco político &#8211; falar com Moscovo demasiado cedo pode confundir a posição da União Europeia.</p>
<p>Para o especialista em geopolítica Mário Vaz, a iniciativa de António Costa não deve ser lida como uma cedência ao Kremlin, mas como uma adaptação tardia da Europa a um mundo que mudou. O ponto de partida é simples: a ordem internacional que saiu do pós-Guerra Fria já não existe e os Estados Unidos deixaram de ser garantia automática dos interesses europeus.</p>
<p>“Se alguma coisa ficou claramente demonstrada no encontro de Anchorage do verão passado é que os Estados Unidos da América já não defendem os interesses europeus”, defende o especialista em geopolítica e Teaching Assistant no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, em declarações à &#8216;Executive Digest&#8217;.</p>
<p>A partir daqui, a pergunta deixa de ser apenas se António Costa deve falar com Moscovo. Passa a ser outra: se a Europa não preparar um canal próprio, quem falará por ela quando a guerra chegar à mesa das negociações?</p>
<p><strong>O que está em causa?</strong></p>
<p>A polémica não está apenas nos contactos com o Kremlin. Está no papel que a União Europeia quer desempenhar numa futura negociação entre Kiev e Moscovo.</p>
<p>A UE é hoje um dos pilares do apoio à Ucrânia. Financia, sanciona, arma, acolhe refugiados, prepara a reconstrução e discute o futuro alargamento. Mas esse peso económico e político nem sempre se traduz numa voz diplomática única.</p>
<p>Mário Vaz considera que seria difícil a União Europeia assumir-se como mediadora principal, precisamente porque não é neutra. A Europa apoia a Ucrânia, é parte interessada no conflito e tem um interesse direto no desenho da segurança europeia depois da guerra.</p>
<p>“É por demais evidente que a Europa é parte interessada no conflito e não tem posições equidistantes face aos dois beligerantes”, afirma.</p>
<p>Ainda assim, isso não significa que Bruxelas deva ficar calada. Para o especialista, a União Europeia não deve apresentar-se como árbitro imparcial, mas como “interlocutor interessado” no fim da guerra e, sobretudo, na arquitetura de segurança europeia pós-conflito.</p>
<p><strong>Falar com Moscovo é ceder?</strong></p>
<p>Este é o ponto central da discussão. Para Mário Vaz, a resposta é não.</p>
<p>A Europa pode falar com Moscovo sem deixar de apoiar Kiev, desde que não confunda diplomacia com alívio da pressão militar e económica sobre a Rússia.</p>
<p>“A Europa não pode confundir necessidade de diálogo diplomático com o aliviar da pressão militar e económica que aplica à Federação Russa”, sublinha.</p>
<p>A frase é importante porque desmonta a crítica mais imediata: a de que qualquer contacto com o Kremlin representaria uma normalização da agressão russa. Para Mário Vaz, a diplomacia não é um prémio de bom comportamento. É precisamente com adversários e agressores que os canais diplomáticos se tornam necessários.</p>
<p>“Assumir um papel interlocutor não significa branquear a violação do direito internacional por parte de Moscovo”, defende. Significa reconhecer que o fim de um conflito de alta intensidade exige uma via de comunicação credível entre as partes.</p>
<p>A condição, porém, é clara: a Ucrânia não pode ser ultrapassada. A Europa só pode falar com Moscovo se esse canal servir para reforçar a posição de Kiev, e não para testar concessões à margem dos ucranianos.</p>
<p><strong>Porque pode ser Costa?</strong></p>
<p>A pergunta é inevitável: António Costa é a melhor figura europeia para desempenhar este papel?</p>
<p>Mário Vaz não responde com um sim absoluto, mas aponta vantagens claras. Costa tem “mandato fresco” e preside ao Conselho Europeu, a instituição que reúne os chefes de Estado e de Governo dos 27. Ou seja, não fala como líder de um Estado isolado, mas a partir do centro político onde se constroem os consensos europeus.</p>
<p>Esse lugar dá-lhe legitimidade institucional. E o seu perfil também pesa: Costa é reconhecido pela capacidade negocial, pela discrição e pela gestão de equilíbrios difíceis.</p>
<p>“O seu grande trunfo é o seu método: Costa é um mestre da negociação de bastidores”, considera Mário Vaz.</p>
<p>Mas há uma diferença entre ser bom negociador e ser mandatado para falar em nome da Europa numa guerra que divide sensibilidades históricas, prioridades de segurança e interesses económicos. A margem de Costa existe, mas é estreita.</p>
<p>Se avançar sem coordenação suficiente, pode ser acusado de tentar transformar a presidência do Conselho Europeu num cargo mais executivo e diplomático do que os Estados-membros estão dispostos a aceitar.</p>
<p><strong>O fantasma de Durão Barroso</strong></p>
<p>Quando questionado sobre que outro português teria hoje peso, experiência e reconhecimento internacional para desempenhar uma função deste tipo, Mário Vaz aponta apenas um nome: Durão Barroso.</p>
<p>O antigo presidente da Comissão Europeia, recorda, foi uma das figuras europeias que mais lidou com Vladimir Putin, tal como Angela Merkel, por força dos anos em que liderou o executivo comunitário e das crises que enfrentou.</p>
<p>Mas essa experiência tem um problema: pertence a outro tempo.</p>
<p>“Tanto Durão Barroso como Merkel representam uma Europa que já não existe”, afirma o especialista.</p>
<p>É aqui que Costa ganha vantagem. Não por ter mais experiência direta com Putin, mas por representar a Europa institucional de agora. A Europa que vive a guerra na Ucrânia, a tensão com Washington, o debate sobre autonomia estratégica, o aumento da despesa em defesa e a necessidade de se preparar para uma paz que pode não ser desenhada pelos europeus se estes não tiverem lugar no processo.</p>
<p><strong>A fratura entre os 27</strong></p>
<p>O problema é que a União Europeia não olha para Moscovo da mesma forma em todas as capitais.</p>
<p>Para os países bálticos e para a Polónia, a Rússia é uma ameaça existencial, lida à luz da história, da geografia e da experiência direta de dominação soviética. Para estes países, qualquer sinal de diálogo prematuro pode parecer fraqueza.</p>
<p>Noutras capitais, a leitura é diferente. Há países com maior dependência energética ou com tradições diplomáticas mais abertas ao contacto com Moscovo. Mário Vaz inclui neste mapa sensibilidades diferentes, que vão da dureza dos bálticos e da Polónia até perspetivas mais tolerantes em Lisboa, Madrid ou Roma.</p>
<p>“Durante toda a guerra, sob o manto da unanimidade nas sanções a aplicar à máquina de guerra russa, a União Europeia conseguiu esconder divisões que estão agora à vista de todos”, observa.</p>
<p>A tarefa de Costa será, por isso, dupla. Terá de mostrar a Moscovo que a Europa quer ter voz, mas terá também de convencer os europeus mais expostos à ameaça russa de que essa voz não será usada para pressionar Kiev a aceitar uma paz desfavorável.</p>
<p><strong>O apoio perigoso dos “amigos” de Putin</strong></p>
<p>Há ainda um risco adicional: quem apoia a iniciativa.</p>
<p>O facto de líderes como Robert Fico defenderem canais de diálogo com Moscovo pode ajudar Costa a mostrar que há Estados-membros interessados em discutir o tema. Mas também pode contaminá-lo politicamente.</p>
<p>Mário Vaz descreve esse apoio como “uma faca de dois gumes”. Por um lado, valida a existência de uma corrente europeia favorável ao diálogo. Por outro, pode associar a iniciativa a capitais como Bratislava ou Budapeste, frequentemente vistas por vários parceiros europeus como demasiado próximas dos interesses russos.</p>
<p>Para Costa, o desafio é claro: separar a ideia de um canal diplomático europeu da suspeita de complacência com Putin.</p>
<p>“Fica o desafio de descolar esta iniciativa diplomática de atores políticos conotados como ‘amigos’ de Putin”, resume o especialista.</p>
<p><strong>O risco para António Costa</strong></p>
<p>O risco político não é pequeno. Se António Costa for visto como alguém que tenta dar à presidência do Conselho Europeu um papel autónomo de política externa, pode enfrentar resistência das grandes capitais.</p>
<p>Historicamente, muitos Estados-membros veem o presidente do Conselho Europeu como um facilitador de consensos, não como um ator diplomático independente. A função exige discrição, coordenação e capacidade de ouvir. Exige menos palco e mais bastidores.</p>
<p>Se Costa parecer estar a repetir um estilo hiperativo, semelhante ao que Charles Michel tentou imprimir ao cargo, poderá perder apoio político. E, em Bruxelas, esse apoio é essencial para qualquer negociação futura.</p>
<p>“O risco só se materializa se a discrição da sua diplomacia for ultrapassada pelo ruído mediático das divisões que ela própria gera”, alerta Mário Vaz.</p>
<p>Por outras palavras, Costa pode falar. Mas não pode parecer que fala sozinho.</p>
<p><strong>O teste do orçamento europeu</strong></p>
<p>A polémica pode ter consequências além da guerra. O próximo Quadro Financeiro Plurianual será um dos grandes testes à autoridade política de António Costa em Bruxelas.</p>
<p>Mário Vaz lembra que, na capital europeia, “nada é estritamente passageiro e tudo é transacional”. Os países bálticos e a Polónia, que têm grande peso na narrativa de segurança da União, poderão não esquecer facilmente qualquer movimento que interpretem como excessiva abertura ao Kremlin.</p>
<p>“As negociações do próximo Quadro Financeiro Plurianual são o derradeiro teste de stress a António Costa”, afirma.</p>
<p>Se conseguir reconstruir confiança, provar que o diálogo com Moscovo não enfraquece a Ucrânia e enquadrar a iniciativa numa estratégia de autonomia europeia, Costa pode sair reforçado. Se falhar, a polémica pode comprometer a sua margem no topo da União.</p>
<p><strong>O que se espera da Europa?</strong></p>
<p>No fundo, o debate sobre António Costa é apenas a face visível de uma pergunta maior: que Europa quer emergir da guerra na Ucrânia?</p>
<p>Uma Europa que paga, sanciona e reconstrói, mas deixa a negociação política para Washington e Moscovo? Ou uma Europa que assume que a segurança do continente não pode ser decidida sem os europeus?</p>
<p>Mário Vaz defende a segunda hipótese. Para o especialista, a questão decisiva não é apenas quem fala com Putin, mas que interesses europeus serão protegidos quando chegar o momento de negociar.</p>
<p>“Focar demasiado na figura que nos representará é um erro”, avisa. “Principalmente porque nos vai impedir de responder à questão que importa: quais são os nossos interesses a salvaguardar nesta negociação?”</p>
<p>Essa talvez seja a frase mais importante da entrevista. António Costa pode ser o rosto certo para abrir uma linha com Moscovo. Pode ter o perfil, a legitimidade institucional e a experiência de bastidores. Mas nada disso bastará se a União Europeia não souber o que quer defender.</p>
<p>O dilema é este: falar com Putin pode ser perigoso. Mas deixar que outros falem pela Europa pode ser ainda mais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781047]]></sapo:autor>
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		<title>Itália vai pedir à UE ativação de mecanismo de ajuda à Venezuela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 06:57:45 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo de Itália anunciou que que vai pedir à União Europeia a ativação do Mecanismo de Proteção Civil para coordenar e financiar os esforços de resposta a emergências na Venezuela, após dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo de Itália anunciou que que vai pedir à União Europeia a ativação do Mecanismo de Proteção Civil para coordenar e financiar os esforços de resposta a emergências na Venezuela, após dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5.</P><br />
<P>O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, disse através de uma mensagem nas redes sociais que está a acompanhar de perto a situação após os violentos terramotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira. </P><br />
<P>O chefe da diplomacia do Governo de Roma frisou que, embora a avaliação dos danos e das vítimas causados pelo sismo ainda esteja em curso, a Itália está pronta para prestar apoio e que vai pedir à União Europeia a ativação do Mecanismo de Proteção Civil.</P><br />
<P>A presidente interina da Venezuela informou que pelo menos 32 pessoas perderam a vida e mais de 700 ficaram feridas na sequência de dois sismos &#8212; de magnitudes 7,2 e 7,5 &#8212; que atingiram a região das Caraíbas do país, causando danos materiais que ainda não foram quantificados.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781385]]></sapo:autor>
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		<title>Ébola: República Democrática do Congo eleva número de mortos para 291</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 06:54:27 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo da República Democrática do Congo (RDCongo) aumentou o número de mortos para 291 e o de casos confirmados para 1.118, no surto de ébola declarado no leste do país a 15 de maio.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo da República Democrática do Congo (RDCongo) aumentou o número de mortos para 291 e o de casos confirmados para 1.118, no surto de ébola declarado no leste do país a 15 de maio.</P><br />
<P>O anterio balanço apontava para 1.096 infetados e 277 mortes na RDCongo, que é um dos mais pobres do mundo. Outros casos foram detetados no vizinho Uganda e, na quarta-feira, foi registado o primeiro caso positivo em França.</P><br />
<P>Foi a primeira vez que um caso de Ébola é diagnosticado em França, num médico humanitário que regressava de uma missão na RDCongo.</P><br />
<P>No entanto, muitos especialistas consideram provável que a dimensão da epidemia esteja a ser subestimada, uma vez que esta atinge regiões muito remotas e algumas em conflito.</P><br />
<P>De acordo com o boletim divulgado na noite de quarta-feira pelo Ministério da Comunicação e Media da RDCongo, com dados recolhidos até 23 de junho, a taxa de letalidade está atualmente nos 26%.</P><br />
<P>Um total de 408 doentes estão &#8220;em isolamento/hospitalizados&#8221;, e a taxa de rastreio de contactos atingiu os 77,1%, enquanto 122 pessoas recuperaram da doença.</P><br />
<P>&#8220;Os esforços de vigilância, assistência e rastreio de contactos continuam nas áreas afetadas&#8221;, sublinharam as autoridades.</P><br />
<P>O surto foi oficialmente declarado a 15 de maio em Ituri, província fronteiriça com o Uganda e o Sudão do Sul e epicentro da epidemia, mas desde então alastrou às províncias congolesas de Kivu do Norte e Kivu do Sul.</P><br />
<P>A epidemia alastrou também ao Uganda, onde foram detetados 20 casos confirmados, incluindo 15 casos considerados importados da RDCongo, tendo sido registadas duas mortes.</P><br />
<P>O surto corresponde à estirpe Bundibugyo, cuja taxa de letalidade varia entre os 30% e os 50% e para a qual não existe vacina ou tratamento específico autorizado, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que considera o risco de propagação do surto como elevado na África Subsariana e baixo à escala global.</P><br />
<P>A OMS estima que o vírus tenha começado a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração do surto e declarou a epidemia, a 17 de maio, uma &#8220;emergência de saúde pública de importância internacional&#8221;.</P><br />
<P>A OMS tinha indicado, em meados de junho, que a transmissão da epidemia está a acelerar na RDCongo, apesar do reforço das medidas de resposta sanitária.</P><br />
<P>Em maio a organização apelou a um cessar-fogo imediato no leste da RDCongo para ajudar a conter a epidemia.</P><br />
<P>Esta é já a terceira pior epidemia de ébola da história registada.</P><br />
<P>O pior surto atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016 e fez cerca de 11 mil mortos e 28 mil infectados.</P><br />
<P>O vírus do Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e causa febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.</P><br />
<P>O Ébola matou mais de 15 mil pessoas em África nos últimos 50 anos. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781384]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Governo Regional da Madeira acompanha evolução da situação na Venezuela após sismos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 06:54:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente do Governo Regional da Madeira manifestou hoje profunda solidariedade para com o povo venezuelano após os dois sismos registados na quarta-feira na Venezuela, onde vive uma grande comunidade madeirense, sublinhando estar a acompanhar a situação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O presidente do Governo Regional da Madeira manifestou hoje profunda solidariedade para com o povo venezuelano após os dois sismos registados na quarta-feira na Venezuela, onde vive uma grande comunidade madeirense, sublinhando estar a acompanhar a situação.</P><br />
<P>Dois sismos de 7,2 e 7,5 na escala de Richter foram registados na Venezuela, pelas 18:00 de quarta-feira (23:00 em Lisboa), causando até ao momento, segundo a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos.</P><br />
<P>&#8220;Perante os dois fortes sismos que atingiram a Venezuela nas últimas horas, causando elevados danos materiais e afetando inúmeras famílias, o Governo Regional da Madeira manifesta a sua mais profunda solidariedade para com o povo venezuelano, em particular com as comunidades mais atingidas por esta tragédia&#8221;, refere Miguel Albuquerque em comunicado.</P><br />
<P>Na nota, Miguel Albuquerque indica que a Região Autónoma da Madeira está a acompanhar &#8220;com grande preocupação a evolução da situação e expressa sentidas condolências às famílias das vítimas, bem como votos de rápida recuperação para todos os feridos e desalojados&#8221;.</P><br />
<P>O Presidente do Governo Regional lembra que a Madeira tem laços históricos, culturais e humanos com a Venezuela, onde reside uma vasta comunidade de origem madeirense.</P><br />
<P>&#8220;Por isso, este acontecimento é sentido de forma particularmente próxima pelo povo madeirense&#8221;, é sublinhado na nota.</P><br />
<P>&#8220;Neste momento de dor e incerteza, dirigimos uma palavra de coragem às autoridades venezuelanas, às equipas de proteção civil, aos profissionais de saúde, aos voluntários e a todos aqueles que se encontram empenhados no apoio às populações afetadas&#8221;, é referido no comunicado.</P><br />
<P>O Presidente do Governo Regional da Madeira diz ainda esperar que a &#8220;solidariedade, a união e a determinação do povo venezuelano permitam ultrapassar esta difícil provação, com o apoio da comunidade internacional e de todos os que se associam a este sentimento de fraternidade&#8221;.</P><br />
<P>A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse numa declaração transmitida pela emissora estatal Venezuelana de Televisión que La Guaira terá sido a região mais afetada e declarou o estado, situado no norte do país sul-americano, perto da capital, como uma &#8220;zona de desastre&#8221;.</P><br />
<P>Rodríguez admitiu que são esperadas mais vítimas mortais, à medida que decorrem os esforços de resgate e salvamento, após os sismos de magnitude 7,5 e 7,2 na escala de Richter, na quarta-feira, com apenas 39 segundos de intervalo.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781383]]></sapo:autor>
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		<title>No talho e na peixaria: Podem cobrar-lhe por amanhar o peixe ou cortar a carne?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 06:45:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Em alguns setores específicos, os preços são controlados pela respetiva entidade reguladora.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph" data-type="ALineParagraphController" data-rendering="Paragraph" data-datasource="{A5009181-EDBD-42D0-9AB1-3F5674F4AA6F}">
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<p>Gosta de trazer do talho a carne picada na hora ou o peru desossado pronto para ir ao forno? E já está a planear pedir na peixaria para dividir em lombos aquele salmão grande que vai servir à família? É certo que, em muitas cadeias de supermercado ou estabelecimentos, este é um tipo de serviço oferecido a quem <a href="https://www.deco.proteste.pt/familia-consumo/supermercado/noticias/precos-estao-aumentar-alimentos" target="_blank" rel="noopener">paga pelos alimentos</a>. Mas será que pode ser cobrado?</p>
</div>
</div>
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<h2 id="quem-determina-qual-o-preco-do-bem-ou-servico">Quem determina qual o preço do bem ou serviço?</h2>
<p>Em alguns setores específicos, os preços são controlados pela respetiva entidade reguladora. Ou seja, não é o fornecedor do bem ou serviço que os define. É o caso das tarifas do mercado regulado de eletricidade – reguladas pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) – e dos preços dos medicamentos (regulados pelo Infarmed).</p>
<p>Na maioria dos casos, em Portugal, os preços podem ser definidos de forma livre por quem vende o bem ou presta o serviço. Isto significa que são os comerciantes que decidem se e quanto cobram, e podem fazê-lo livremente, desde que o cliente esteja devidamente informado do valor a pagar (através de um preçário, por exemplo) e <a href="https://www.deco.proteste.pt/familia-consumo/ferias-lazer/dicas/restaurantes-regras-cobranca-entradas-gelo-copos-agua" target="_blank" rel="noopener">desde que não se trate de uma prática comercial enganosa</a>.</p>
</div>
</div>
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<h2 id="que-servicos-extra-podem-ser-cobrados">Que serviços extra podem ser cobrados?</h2>
<p>De um modo genérico é permitido cobrar um valor adicional por qualquer serviço extra concedido a quem adquire um determinado bem. Veja alguns exemplos.</p>
<ul>
<li>No <strong>talho</strong>: pagar para picar a carne, desossar ou partir em pedaços uma peça, tirar a pele, etc.</li>
<li>Na <strong>frutaria</strong>: pagar para lavar, descascar, cortar e embalar os legumes.</li>
<li>Na <strong>peixaria</strong>: pagar para amanhar o peixe (filetar, cortar em lombos, tirar as espinhas ou a pele, etc.).</li>
<li>Na <strong>florista</strong>: pagar um valor extra por um ramo de flores ornamentado.</li>
<li>Na <strong>lavandaria</strong>: pagar para engomar ou perfumar as peças, repor um botão em falta, etc.</li>
<li>Na <strong>oficina</strong>: pagar pela lavagem e aspiração do carro no final.</li>
<li>Nas <strong>estações de serviço</strong>: pagar para encher os pneus ou repor os níveis de água.</li>
</ul>
<p>Contudo, note que, a menos que exista um contrato prévio ou a prévia comunicação do preço do serviço, os comerciantes têm de indicar de forma clara e antecipada o respetivo preço.</p>
</div>
</div>
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<div class="wysiwyg" data-selector="paragraph-content search-content-scraper">
<h2 id="regras-para-a-apresentacao-do-precario">Regras para a apresentação do preçário</h2>
<ol>
<li>A comunicação do custo de um bem ou serviço deve ser feita de <strong>forma clara e transparente</strong>.</li>
<li>O preço deve ser apresentado de forma <strong>visível e fácil de entender</strong>.</li>
<li>Os valores a cobrar indicados devem corresponder ao <strong>custo total a pagar</strong>, incluindo qualquer custo adicional que deva ser contemplado (por exemplo, IVA).</li>
</ol>
</div>
</div>
<div class="paragraph" data-type="ALineParagraphController" data-rendering="Paragraph" data-datasource="{B8245C3E-5FD2-41C4-AC9A-47F97173C51F}">
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<h2 id="cuidados-a-ter-antes-de-pedir-um-servico-extra">Cuidados a ter antes de pedir um serviço extra</h2>
<ol>
<li>Verifique se o valor a pagar engloba ou não o serviço extra pretendido.</li>
<li>Caso o preçário não seja claro, esclareça eventuais dúvidas com o comerciante antes de avançar com o pedido.</li>
<li>Avalie se compensa solicitar o serviço face ao preço apresentado.</li>
</ol>
</div>
</div>
<div class="paragraph" data-type="ALineParagraphController" data-rendering="Paragraph" data-datasource="{D81B5E01-6AEB-440A-9B53-FA6257CB8A60}">
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<h2 id="o-que-fazer-se-o-precario-nao-indicar-o-custo-do-servico">O que fazer se o preçário não indicar o custo do serviço?</h2>
<p>Se tem dúvidas sobre se um determinado serviço (por exemplo, no talho ou na peixaria) está incluído no valor do produto que está a comprar, peça esclarecimentos antes de avançar com a compra. Se lhe for cobrado um valor que não estava previamente indicado, tem várias opções:</p>
<ul>
<li>clarifique a situação de imediato;</li>
<li>peça a retificação do valor cobrado, se considerar que houve um erro;</li>
<li>apresente reclamação no <a href="https://www.deco.proteste.pt/familia-consumo/cidadania/dicas/livro-reclamacoes-preencher-seguir-queixa" target="_blank" rel="noopener">livro de reclamações</a>;</li>
<li>exponha o caso na <a href="https://www.deco.proteste.pt/reclamar?int_source=decoproteste&amp;int_medium=newsarticle&amp;int_term=&amp;int_content=&amp;int_campaign=reclamar2026" target="_blank" rel="noopener">plataforma Reclamar</a>, da DECO PROteste.</li>
</ul>
</div>
</div>
<div class="" data-type="ALineAdviceFaqController" data-rendering="AdviceFAQEnhanced" data-datasource="{54405BE3-F267-4074-96FE-49AACB474EF8}">
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<div class="constrained">
<div id="perguntas-frequentes-sobre-a-cobranca-de-taxas-associadas-a-servicos-extra" class="step-by-step__guide padding--top-medium padding--bottom-medium has-plugin" data-plugin="waypointScroll" data-plugin-settings="#perguntas-frequentes-sobre-a-cobranca-de-taxas-associadas-a-servicos-extra-waypoint-settings">
<h2 id="perguntas-frequentes-sobre-a-cobranca-de-taxas-associadas-a-servicos-extra" class="stronger advice-container">Perguntas frequentes sobre a cobrança de taxas associadas a serviços extra</h2>
<div class="article-paragraph-container__segment-content article-paragraph-container__segment-content--no-margin">
<p>&nbsp;</p>
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<h3 id="collapsibleTrigger-4178" class="no-margin collapsible__head strong block " role="button" aria-expanded="true" aria-controls="collapsibleContent-8872"><i class="icon-chevron-down icon--heavy"></i> É legal cobrar para amanhar peixe?</h3>
<div id="collapsibleContent-8872" class="collapsible__content" role="region" aria-labelledby="collapsibleTrigger-4178">
<p>Sim. A cobrança deste serviço é permitida, desde que seja previamente comunicada ao consumidor. Ainda assim, muitas peixarias já amanham o peixe de forma gratuita a quem o compra no respetivo estabelecimento.</p>
</div>
</div>
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<h3 id="collapsibleTrigger-7519" class="no-margin collapsible__head strong block " role="button" aria-expanded="true" aria-controls="collapsibleContent-10829"><i class="icon-chevron-down icon--heavy"></i> Posso ser obrigado a pagar para arranjar o peixe?</h3>
<div id="collapsibleContent-10829" class="collapsible__content" role="region" aria-labelledby="collapsibleTrigger-7519">
<p>Sim, se o estabelecimento informar previamente (por exemplo, através de um preçário) que o serviço tem um custo associado, pode ter de o pagar.</p>
</div>
</div>
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<h3 id="collapsibleTrigger-2502" class="no-margin collapsible__head strong block " role="button" aria-expanded="true" aria-controls="collapsibleContent-3230"><i class="icon-chevron-down icon--heavy"></i> O talho pode cobrar por arranjar a carne?</h3>
<div id="collapsibleContent-3230" class="collapsible__content" role="region" aria-labelledby="collapsibleTrigger-2502">
<p>Sim. Cabe a cada estabelecimento decidir se cobra ou não pelo serviço. Apesar de ser comum o talhante oferecer-se para cortar ou picar a carne ou desossar uma peça, por exemplo, este serviço pode ser pago. Contudo, o consumidor deve ser informado antecipadamente.</p>
</div>
</div>
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<h3 id="collapsibleTrigger-5044" class="no-margin collapsible__head strong block " role="button" aria-expanded="true" aria-controls="collapsibleContent-10898"><i class="icon-chevron-down icon--heavy"></i> Supermercados são obrigados a prestar o serviço gratuitamente?</h3>
<div id="collapsibleContent-10898" class="collapsible__content" role="region" aria-labelledby="collapsibleTrigger-5044">
<p>Não. Cada estabelecimento é livre de definir se cobra ou não pelos serviços suplementares associados à compra de um bem, seja no talho, na peixaria, ou noutro espaço. Depende da política comercial de cada empresa. Ainda assim, por norma, as grandes superfícies não cobram por estes serviços.</p>
</div>
</div>
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<h3 id="collapsibleTrigger-9718" class="no-margin collapsible__head strong block " role="button" aria-expanded="true" aria-controls="collapsibleContent-7082"><i class="icon-chevron-down icon--heavy"></i> Como saber se um serviço suplementar é pago?</h3>
<div id="collapsibleContent-7082" class="collapsible__content" role="region" aria-labelledby="collapsibleTrigger-9718">
<p>Verifique os preçários e os cartazes informativos ou peça esclarecimentos ao funcionário antes de fazer o pedido.</p>
</div>
</div>
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<h3 id="collapsibleTrigger-8655" class="no-margin collapsible__head strong block " role="button" aria-expanded="true" aria-controls="collapsibleContent-3258"><i class="icon-chevron-down icon--heavy"></i> Posso reclamar se só descobrir que vou pagar depois do serviço prestado?</h3>
<div id="collapsibleContent-3258" class="collapsible__content" role="region" aria-labelledby="collapsibleTrigger-8655">
<p>Sim. Se a informação não tiver sido disponibilizada de forma clara e visível antecipadamente, pode contestar a cobrança e apresentar reclamação.</p>
</div>
</div>
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<h3 id="collapsibleTrigger-5788" class="no-margin collapsible__head strong block " role="button" aria-expanded="true" aria-controls="collapsibleContent-5354"><i class="icon-chevron-down icon--heavy"></i> Pedi para amanhar o peixe, mas não levo a cabeça. Podem cobrar-me a peça inteira?</h3>
<div id="collapsibleContent-5354" class="collapsible__content" role="region" aria-labelledby="collapsibleTrigger-5788">
<p>Sim, o preço por quilograma pode incidir sobre o peixe inteiro. Neste caso, a pesagem deve realizar-se antes de o produto ser amanhado.</p>
</div>
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<h3 id="collapsibleTrigger-7270" class="no-margin collapsible__head strong block " role="button" aria-expanded="true" aria-controls="collapsibleContent-9715"><i class="icon-chevron-down icon--heavy"></i> Podem cobrar uma taxa extra por fruta ou legumes já lavados e embalados?</h3>
<div id="collapsibleContent-9715" class="collapsible__content" role="region" aria-labelledby="collapsibleTrigger-7270">
<p>Não, no caso de embalagens de fruta ou legumes já lavados e embalados, o preço indicado já deve incluir o processamento e a embalagem, ou seja, não pode ser cobrado qualquer valor extra ao indicado no rótulo.</p>
</div>
</div>
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<h3 id="collapsibleTrigger-1738" class="no-margin collapsible__head strong block " role="button" aria-expanded="true" aria-controls="collapsibleContent-9059"><i class="icon-chevron-down icon--heavy"></i> Podem cobrar por terem lavado o carro que deixei a arranjar na oficina?</h3>
<div id="collapsibleContent-9059" class="collapsible__content" role="region" aria-labelledby="collapsibleTrigger-1738">
<p>Só podem fazê-lo se o tiver pedido ou caso tenham comunicado previamente que iriam fazê-lo e qual o custo associado. Em princípio, o serviço não pode ser cobrado se não tiver sido solicitado ou sem o seu aval.</p>
</div>
</div>
</div>
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</div>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781104]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Bolsa de Tóquio encerra com Nikkei a subir 4,61%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 06:38:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Tóquio fechou hoje em alta, com o principal índice, o Nikkei, a ganhar 4,61% para 72.366,34 pontos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Tóquio fechou hoje em alta, com o principal índice, o Nikkei, a ganhar 4,61% para 72.366,34 pontos.</P><br />
<P>O segundo indicador, o Topix, fechou a subir 1,33% para 4.016,47 pontos.</P><br />
<P>O índice Nikkei reflete a média não ponderada dos 225 principais valores da bolsa de Tóquio, enquanto o indicador Topix agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781382]]></sapo:autor>
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		<title>Parlamento debate hoje proposta do CDS para duplicar dedução em IRS para famílias com três ou mais filhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 06:30:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Parlamento debate esta quinta-feira um projeto-lei do CDS-PP para duplicar a dedução em IRS das famílias com três ou mais filhos e uma recomendação para a criação de uma estratégia para a natalidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Parlamento debate esta quinta-feira um projeto-lei do CDS-PP para duplicar a dedução em IRS das famílias com três ou mais filhos e uma recomendação para a criação de uma estratégia para a natalidade. Estas iniciativas foram apresentadas esta quarta-feira, em conferência de imprensa, pelo líder parlamentar do CDS-PP, que argumentou que é preciso dar resposta “à gravíssima crise de demografia que o país enfrenta”.</p>
<p>“Atualmente, apenas 4% das famílias portuguesas têm três ou mais filhos. Sabemos que existe uma grande diferença entre os filhos que as famílias portuguesas têm e aqueles que gostariam efetivamente de ter e também sabemos que as famílias portuguesas hoje não têm os filhos necessários para a renovação geracional que é necessária”, afirmou Paulo Núncio.</p>
<p>O deputado e vice-presidente do CDS-PP defendeu igualmente que o Estado “tem obrigação” de “criar condições para que as famílias possam ter aproximadamente os filhos que gostariam de ter”. Nesse sentido, o CDS-PP avançou com um projeto de lei para “duplicar o acréscimo à dedução fiscal em IRS a partir do terceiro filho”, pois “é o terceiro filho que faz a diferença relativamente à renovação de gerações”.</p>
<p>“Propomos manter o acréscimo à dedução do segundo filho e duplicar o acréscimo à adoção para o terceiro filho e seguintes. Com esta proposta do CDS, as famílias portuguesas vão passar a poder deduzir 1.200 euros por ano pelo terceiro filho e pelos filhos seguintes”, disse. Paulo Núncio indicou também que a proposta dos centristas é gradual por forma a “assegurar a sustentabilidade das contas públicas”.</p>
<p>“Propomos que a duplicação deste acréscimo para o terceiro filho e seguintes se faça de uma forma gradual, ou seja, 50% já no próximo ano e 100% a partir de 2028. Isto significa que no próximo ano, a dedução pelo terceiro filho e seguintes será de 1.050 euros e que em 2028 será de 1.200 euros”, referiu. Segundo as contas do CDS-PP, esta medida “terá um valor a favor das famílias de cerca de 20 milhões de euros” anuais.</p>
<p>O líder parlamentar do CDS-PP disse igualmente que o PSD “tem conhecimento” desta iniciativa e que a medida “será evidentemente integrada no próximo Orçamento de Estado para entrar em vigor em 2027, e depois em 2028”. Ainda assim, os centristas ainda não têm garantias de que a proposta seja aprovada e Paulo Núncio pediu aos partidos que “sejam sensíveis a esta matéria dada a “gravíssima crise de natalidade que o país enfrenta”.</p>
<p>Este foi o tema que o CDS-PP escolheu debater no único agendamento potestativo do partido nesta sessão legislativa e a proposta já tinha sido anunciada no último congresso dos centristas, em maio. O CDS-PP leva também a este debate um projeto de resolução (sem força de lei) que recomenda ao Governo a criação de uma estratégia nacional para a natalidade.</p>
<p>Paulo Núncio defendeu “incentivos fiscais às famílias com filhos, designadamente no que diz respeito ao IMI familiar, ao ISV e ao IUC” e também “às empresas que criem berçários, creches e jardins de infância para os filhos dos seus funcionários”, além do “reforço da rede de creches a nível nacional, da gratuidade e do aumento das vagas”.</p>
<p>A criação de “benefícios fiscais às empresas que contratem mulheres grávidas, que contratem mães e pais com filhos até três anos, que promovam horários flexíveis e outros incentivos à melhor conciliação entre vida pessoal e vida familiar” são propostas do CDS-PP.</p>
<p>Nesta conferência de imprensa, o líder parlamentar do CDS-PP foi questionado sobre as negociações com vista à viabilização da proposta para a criação da Prestação Social Única e disse apenas que “a negociação está a ocorrer” entre os “dois partidos que compõem a AD e restantes partidos da oposição”, escusando-se a fazer mais comentários.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780995]]></sapo:autor>
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		<title>EUA prometem enviar equipas de busca e ajuda médica e humanitária para Venezuela</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/eua-prometem-enviar-equipas-de-busca-e-ajuda-medica-e-humanitaria-para-venezuela/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 06:17:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que Washington irá "enviar imediatamente equipas de busca e salvamento, recursos médicos e assistência humanitária para a Venezuela", onde dois sismos já causaram 32 mortos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que Washington irá &#8220;enviar imediatamente equipas de busca e salvamento, recursos médicos e assistência humanitária para a Venezuela&#8221;, onde dois sismos já causaram 32 mortos.</P><br />
<P>Numa mensagem publicada na rede social Facebook, o secretário de Estado norte-americano acrescentou que &#8220;os Estados Unidos estão ao lado do povo venezuelano nestes tempos difíceis&#8221;.</P><br />
<P>A garantia de Marco Rubio surgiu horas depois do Presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que o país estava pronto para enviar ajuda à Venezuela, acrescentando que os primeiros relatos sobre as consequências &#8220;não são bons&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Os dois grandes sismos que acabaram de atingir o nobre povo da Venezuela são de uma enorme magnitude e deixaram um número devastador de mortos. Os Estados Unidos estão prontos, dispostos e aptos a ajudar!&#8221;, disse Trump, numa mensagem na rede social que detém, a Truth Social.</P><br />
<P>&#8220;Instruí todas as agências do nosso Governo a prepararem-se e a agirem rapidamente. Estaremos lá para os nossos grandes novos amigos. Os primeiros relatos não são bons!&#8221;, concluiu Trump.</P><br />
<P>A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que os dois sismos que atingiram a região central do país causaram pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos.</P><br />
<P>&#8220;Neste momento, temos relatos de 32 mortes, sem incluir os números que o estado de La Guaira possa fornecer, e mais de 700 feridos que estamos a receber nas urgências dos hospitais públicos e centros de saúde privados&#8221;, declarou Rodríguez, numa declaração transmitida pela emissora estatal Venezolana de Televisión.</P><br />
<P>A chefe de Estado disse que La Guaira terá sido a região mais afetada e declarou o estado, situado no norte do país sul-americano, perto da capital, como uma &#8220;zona de desastre&#8221;.</P><br />
<P>Rodríguez admitiu que são esperadas mais vítimas mortais, à medida que decorrem os esforços de resgate e salvamento, após os sismos de magnitude 7,5 e 7,2 na escala de Richter, na quarta-feira, com apenas 39 segundos de intervalo.</P><br />
<P>A presidente expressou gratidão aos Brasil, Estados Unidos, Panamá, Qatar, Cuba, Nicarágua, Turquia, Jordânia, Barbados, Curaçau, Colômbia, Reino Unido e México, que &#8220;contactaram a Venezuela para oferecer solidariedade e apoio&#8221;.</P><br />
<P>Rodríguez agradeceu ainda à ONU e a organizações financeiras multilaterais, sem especificar quais, que &#8220;já contactaram o Governo venezuelano através de vários canais para expressar a sua solidariedade&#8221;.</P><br />
<P>Nas últimas horas, a Bolívia, El Salvador, Peru e Chile também manifestaram a solidariedade.</P><br />
<P>O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou &#8220;preocupação e consternação&#8221; com os efeitos dos sismos e garantiu que está a avaliar medidas para apoiar a nação caribeana.</P><br />
<P>Lula disse que instruiu o Ministério das Relações Exteriores, juntamente com a embaixada brasileira em Caracas, para avaliar a situação na Venezuela.</P></p>
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