Sonae cresce 7,1% no primeiro trimestre e supera 2,7 mil milhões de euros em volume de negócios

Cláudia Azevedo, CEO da Sonae, afirmou que o grupo iniciou 2026 com “mais um forte trimestre”, apresentando resultados sólidos e reforçando a resiliência e a qualidade das suas empresas.

Executive Digest

A Sonae registou um volume de negócios consolidado superior a 2,7 mil milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, um crescimento homólogo de 7,1%, impulsionado sobretudo pelo desempenho dos negócios de retalho, pelo crescimento orgânico e pela expansão da rede de lojas.

O EBITDA subjacente aumentou 17%, para 255 milhões de euros, beneficiando do contributo positivo de todas as operações de retalho. Já o resultado líquido atribuível aos acionistas atingiu 47 milhões de euros, uma subida de 11% face ao mesmo período do ano anterior.

No primeiro trimestre, o crescimento das vendas foi sustentado por contributos sólidos de todas as operações de retalho. A empresa destaca o desempenho robusto das vendas comparáveis e a expansão do parque de lojas, fatores que mais do que compensaram o impacto da alienação da MO e da Zippy no terceiro trimestre de 2025.

No retalho alimentar, a MC manteve uma dinâmica operacional sólida, assente na proximidade aos clientes, num posicionamento competitivo e no crescimento sustentado dos volumes.

O segmento de Saúde e Beleza também apresentou um desempenho forte, beneficiando do contributo da Wells e da Druni, tanto através do crescimento das vendas no parque de lojas comparável como da abertura de novas unidades.

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A Worten apresentou um trimestre positivo, apoiado pela procura resiliente nas suas categorias principais e pela proposta omnicanal da marca.

As vendas online mantiveram uma trajetória de aceleração, enquanto o negócio de serviços continuou a crescer e a expandir-se internacionalmente através da iServices.

A empresa melhorou ainda de forma substancial a sua rentabilidade operacional, num trimestre marcado por maior eficiência e execução disciplinada.

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A Musti manteve uma trajetória de crescimento, suportada pelo desempenho do parque de lojas comparável, pela abertura de novas lojas e por movimentos inorgânicos recentes.

Depois da aquisição da ZU, em dezembro, os últimos meses foram dedicados à integração das equipas. A Sonae considera que esta operação consolida o caminho para a criação de uma plataforma líder no retalho de produtos e serviços para animais de estimação na Europa.

Na Sierra, o desempenho operacional dos centros comerciais manteve-se robusto, apoiado pelo crescimento das vendas dos lojistas, por níveis elevados de ocupação e por uma cobrança sólida de rendas.

A empresa continuou também a desenvolver a sua plataforma internacional de serviços e a carteira de projetos em desenvolvimento.

Durante o trimestre, registaram-se avanços na integração das operações na Alemanha, na sequência da aquisição da divisão de Real Estate Management da Unibail-Rodamco-Westfield. Esta operação posicionou a Sierra como o segundo maior gestor de centros comerciais naquele mercado.

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A NOS voltou a apresentar resiliência e execução disciplinada num contexto competitivo.

A empresa manteve o foco na eficiência, inovação e qualidade de serviço, contribuindo para uma melhoria sustentada da rentabilidade e para o reforço do seu posicionamento de mercado.

O EBITDA subjacente da Sonae aumentou de 218 milhões de euros para 255 milhões de euros no primeiro trimestre, com contributos positivos das empresas de retalho, nomeadamente MC, Worten e Musti.

A margem EBITDA subjacente subiu de 8,5% para 9,3%, refletindo o aumento das vendas e ganhos adicionais de eficiência operacional.

O EBITDA total aumentou de 250 milhões de euros para 284 milhões de euros, com a margem a melhorar de 9,8% para 10,4%.

O resultado líquido atribuível aos acionistas atingiu 47 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 11% em termos homólogos.

A evolução foi sustentada pelo crescimento dos negócios nacionais e internacionais, por ganhos de eficiência e pela solidez financeira do grupo.

A dívida líquida consolidada diminuiu 163 milhões de euros face ao período homólogo, para 1,7 mil milhões de euros, beneficiando da evolução positiva do fluxo de caixa operacional.

O loan-to-value reduziu para 13%, reforçando o percurso de desalavancagem e a solidez do balanço da Sonae.

O valor líquido dos ativos, ou NAV, aumentou para 5,5 mil milhões de euros, uma subida de 20% em termos homólogos e de 9% face ao trimestre anterior.

O NAV por ação em circulação situou-se em 2,85 euros. Considerando a cotação de fecho da ação da Sonae no final do primeiro trimestre de 2026, de 1,914 euros, o desconto implícito da cotação face ao NAV foi de 33%.

Cláudia Azevedo, CEO da Sonae, afirmou que o grupo iniciou 2026 com “mais um forte trimestre”, apresentando resultados sólidos e reforçando a resiliência e a qualidade das suas empresas.

“Em todos os nossos negócios, continuámos a combinar crescimento, disciplina operacional e execução estratégica, fortalecendo ainda mais as nossas posições de mercado e a capacidade de criação de valor de longo prazo”, afirmou.

A responsável destacou também a aceleração do investimento em competências e aplicações de inteligência artificial, que, segundo a empresa, já permitiram gerar ganhos reais de eficiência e melhorar a experiência do cliente em vários negócios.

No primeiro trimestre de 2026, a Sonae manteve o compromisso com a responsabilidade social e corporativa, através da resposta a emergências e do investimento social.

As empresas do grupo contribuíram com bens, infraestruturas logísticas e recursos financeiros para apoiar comunidades afetadas pelas tempestades que atingiram o país.

A Sonae lançou ainda a quarta edição do Prémio Sonae Educação, considerado o maior prémio de Educação em Portugal, que vai distribuir 150 mil euros por projetos que promovam a inovação e a inclusão na Educação.

O grupo lançou também uma nova edição do Programa Contacto, dedicado ao recrutamento de jovens de elevado potencial. O programa celebra 40 anos e superou as 3.300 candidaturas.

A CEO da Sonae sublinhou que o grupo continuará focado na execução da estratégia com ambição e disciplina.

“Apesar de um contexto externo que permanece incerto, estamos confiantes na força dos nossos negócios, na qualidade das nossas equipas e parceiros de negócio e na nossa capacidade de continuar a criar valor sustentável para todos os stakeholders”, afirmou Cláudia Azevedo.

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