A Sonae Arauco anunciou os resultados de um projeto de Investigação & Desenvolvimento (I&D) florestal, onde reporta “resultados promissores” em relação à sobrevivência e crescimento de várias famílias de pinheiro-radiata nos diferentes tipos de solo português.
Este projeto comprovou que as plantas de várias famílias de pinheiro-radiata provenientes do Chile têm excelentes taxas de sobrevivência e crescimento nos diferentes tipos de solo português, por comparação com outras espécies testadas de pinheiro.
“Os resultados deste projeto da Sonae Arauco apresentam-se como promissores e com potencial de impactar positivamente o futuro da floresta portuguesa”, afirmou João Paulo Catarino, Secretário de Estado da Conversação da Natureza e Florestas, numa visita às áreas de ensaio em Mangualde.
De acordo com a Sonae Arauci, os resultados indicam que o pinheiro-radiata proveniente do Chile é uma espécie com grande potencial para algumas regiões do território nacional, com uma taxa de sobrevivência global superior a 90% em solos de granito e xisto, com muitas famílias a apresentar taxas de sobrevivência de 100%.
“Com este projeto, pretendemos aumentar o retorno para os proprietários florestais, mostrando no terreno, através destas áreas de teste e demonstração, a importância de investir na espécie certa e no local certo, numa abordagem integrada à escala da paisagem e com uma gestão de risco. O nosso objetivo, a médio e longo prazo, é contribuir para a criação, no nosso país, de uma floresta resiliente e capaz de responder aos desafios das indústrias de base florestal”, diz Rui Correia, CEO da Sonae Arauco.
A empresa explica que, ao longo do último ano, a sua equipa de gestão florestal “monitorizou e avaliou o crescimento e a sobrevivência individual de cada árvore, de forma a identificar quais as famílias ou espécies com melhores resultados em cada tipo de solo e clima, num processo que conta com uma rastreabilidade total”.
O projeto, que arrancou em 2020, testou 244 famílias/proveniências de pinheiro em 12 ensaios com diferentes condições de solo e clima, num total de 35 hectares, e demonstrou, através de resultados preliminares, que as plantas de pinheiro-radiata do Chile têm maior resiliência no contexto português.












