Sócrates acusado de receber luvas de 34 milhões com origem nos grupos Lena, Espírito Santo e Vale do Lobo

O antigo primeiro-ministro, José Sócrates, terá recebido, na altura do seu mandato, luvas de 34 milhões de euros por parte de três grandes grupos económicos: Grupo Espírito Santo (GES); Grupo Lena e empreendimento Vale do Lobo, no Algarve, avança o ‘Correio da Manhã’ (CM).

Segundo a mesma publicação, trata-se do pagamento de alegados subornos, que são agora o foco central da acusação do Ministério Público (MP), no processo Operação Marquês, no qual é acusado pelos crimes de corrupção passiva para a prática de atos contrários aos deveres do cargo, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais, falsificação, recebimento indevido de vantagem e tráfico de influências.

Ao que tudo indica, o responsável terá recebido esse pagamento em troca de supostos favores políticos dados, enquanto primeiro-ministro, cargo que exerceu entre março de 2005 e junho de 2011. Contudo, o responsável recebeu os suposto subornos entre 2006 e 2015, segundo o jornal.

O ‘CM’ adianta ainda que Ricardo Salgado, líder do BES e do GES, na altura, terá sido o principal agente corruptor de Sócrates, pagando mais de 26,1 milhões de euros em subornos em três operações: o chumbo da OPA da Sonae à PT, em 2007; a venda da participação da PT na brasileira Vivo e a posterior compra da Oi, em 2010.

Quanto ao grupo Lena, o responsável terá recebido 5,82 milhões de euros, por um favorecimento nas obras das escolas públicas promovidas pela Parque Escolar, no concurso do TGV e negócios na Venezuela. Já o empreendimento Vale do Lobo terá pago cerca de um milhão de euros a Sócrates para que este conseguisse libertar um crédito de 194 milhões na CGD aos investidores do projeto.


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