Sociedade Orey Antunes entregou nova versão do plano de recuperação

A Sociedade Comercial Orey Antunes anunciou hoje que entregou no Tribunal Judicial de Comarca de Lisboa uma nova versão do plano de recuperação da empresa, no âmbito do Processo Especial de Revitalização (PER).

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa explica que na nova versão foram “acolhidos os contributos de dois credores que se pronunciaram nos termos da lei”.

“Em termos globais, o plano manteve-se igual, apresentando, nesta nova versão, duas cláusulas adicionais”, indicou a Orey Antunes.

“A primeira [cláusula], no sentido de que as instituições financeiras tenham autorização da SCOA [Sociedade Comercial Orey Antunes] para, querendo, ceder o seu crédito”, referiu a empresa.

No caso da segunda cláusula, “assegura que a SCOA não irá exercer um eventual direito de regresso sobre a Orey Financial, Instituição Financeira de Crédito, SA, depois de pagar os 10% dos créditos desta, conforme o Plano”, lê-se no comunicado.

“Adicionalmente, e de modo a agilizar o procedimento de votação no PER, requereu-se ao TJCL [Tribunal Judicial de Comarca de Lisboa] que, na sua publicação no portal Citius, faça constar a informação relativa à disponibilização do plano para consulta”, tanto junto da secretaria do Juízo de Comércio do TJCL como no sítio da internet com o endereço www.orey.com”.

No dia 27 de maio, a empresa indicou que tinha depositado a versão final do Plano de Recuperação, tendo este instrumento “por base uma proposta aos credores detentores de créditos não subordinados e créditos subordinados”.

Segundo a Orey Antunes, “o plano de recuperação proposto considera que a sociedade é suscetível de recuperação, sendo esta, na perspetiva da sociedade, a solução que melhor tutela os interesses dos credores”.

Se o plano de recuperação for aprovado pelos credores e homologado pelo tribunal, a SCOA esclareceu que a sua atividade principal será a gestão e administração dos negócios associados ao setor de transportes e logística, referiu à CMVM.

O grupo opera em Portugal, Espanha, Angola e Moçambique, principalmente, segundo a informação que consta no sítio oficial na internet.

Em novembro do ano passado, a Orey Antunes requereu um PER e apontou a existência de créditos de 63,4 milhões de euros sobre a empresa, propondo um perdão de 90% a 95%, dependendo de negociação, e perdão de juros de 100%, relativamente aos perto de 37,451 milhões de euros de créditos comuns.

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