Há uma mulher portuguesa a combater na linha da frente de Donbass, na Ucrânia. Chama-se Ana, é enfermeira e está no país há cerca de dois meses e meio, segundo a ‘CNN Portugal’, que chegou à fala com ela.
“As únicas pessoas da minha família que sabem que eu estou aqui são a minha tia, irmã da minha mãe e o meu irmão, mais ninguém”, refere a portuguesa, citada pela estação.
Ana explica que “quando estamos destacados vamos fazer aquilo que nos está destinado por missão, mas vivemos sempre como se fosse o último dia”, afirma adiantando que muitas vezes lhe perguntam se tem a noção de que “pode morrer”, ao que responde que sim, “óbvio, mas não me importo”.
A portuguesa diz estar numa base “muito perto” do campo de combate principal, no Donbass. “Os ataques são de artilharia e eu como paramédica tenho de estar sempre atenta a todos os que podem cair e prestar qualquer tipo de serviço. Vamos lutando com muito amor e vontade”, conclui.
Recorde-se que a Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de quatro mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.
A ofensiva militar causou a fuga de mais de oito milhões de pessoas, das quais mais de 6,6 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.













