Smartphones e portáteis vão ser mais caros. Maior produtor de semicondutores do mundo dispara preço dos chips

A TSMC, a maior fabricante de semicondutores do mundo responsável por fornecer estes componentes para marcas como a   Apple, AMD, Nvidia, Qualcomm e Intel planeia aumentar os preços dos seus produtos entre 10% a 20%, revela, esta quinta-feira, o Wall Street Journal (WSJ).

No início de agosto, a TSMC, ultrapassou a Tencent, tornando-se a empresa mais valiosa da Ásia. A fabricante de chips do Taiwan  está agora no topo da lista das empresas asiáticas com maior capitalização de mercado, são mais de 500 mil milhões de euros , de acordo com dados da Refinitiv Eikon.

A indústria mundial dos semicondutores espera encerrar 2021 com um um volume de negócios de 550.876 milhões de dólares (cerca de 471.098 milhões de euros, à taxa de câmbio atual), o que representaria um aumento de 25,1% da taxa anual, de acordo com as estatísticas da Organização para o Comércio Mundial de Semicondutores (WSTS, para sua sigla anglo-saxónica).

Se tal se confirmar será “o melhor desempenho desde 2010″, como explicou, há três dias, Dan Hutcheson, CEO da VLSI Research, em entrevista à ‘Bloomberg’.

WSTS espera ainda que o volume de negócios do setor atinja, em 2022 os 606,482 milhões de dólares (cerca de 518.701 milhões de euros), o que representaria um aumento de 10,1% em relação aos resultados estimados, para este ano.

Segundo a organização, os segmentos deste mercado que mais contribuirão para este crescimento serão os ligados aos circuitos integrados: armazenamento de dados (37,1%), os relativos aos setores analógicos (29,1%), os processadores de lógica (26,2%). No total, estas três áreas terão uma fatia de 436.372 milhões de dólares (cerca de 373.008 milhões de euros), do volume total de negócios.

Por sua vez, a WSTS estima que o segmento de sensores termine este ano com a faturar 18.321 milhões de dólares (15.661 milhões de euros), o que representará um aumento de 22,4% em relação aos 14.962 milhões de dólares arrecadados em 2020.

No globo, a Ásia-Pacífico, onde estão localizados os principais produtores desses chips, registará um crescimento, este ano, 23,5% este ano, com um volume de negócios de 334.705 milhões de dólares (286.152 milhões de euros).

A Europa ocupa o segundo lugar da tabela, com um aumento no volume de negócios de 21,1%, para os 45.446 milhões de dólares (cerca de 38.851 milhões de euros).

As Américas vão registar aumento de 11,1%, para os 105.981 milhões de dólares (90.595 milhões de euros).

Desde o início do ano, o índice Philadelphia SE Semiconductor já superou o seu homólogo tecnológico e um dos principais índices dos Estados Unidos, o Nasdaq Composite, com ganhos superiores a 16%. O Nasqad ficou-se pelos 13%.

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