Perante a corrida às creches, no âmbito da medida da gratuitidade lançada pelo Governo (Creche Feliz), há uma grande procura de educadoras de infância mas há várias profissionais deste setor que denunciam que, nas propostas de trabalho que lhes chegam, é oferecido o salário mínimo, de 760 euros.
“A senhora daquele espaço com creche e jardim-de-infância teve a desfaçatez de me oferecer o salário mínimo e de agir como se me fizesse um grande favor, porque – disse –, se me pagassem a recibos verdes ainda poupava dois meses [do subsídio de férias e de Natal]”, conta uma educadora de infância ao Público, garantindo que outras colegas da zona do Porto e Aveiro têm recebido ofertas de, no máximo, 820 euros.
Luís Ribeiro, presidente da Associação de Profissionais de Educação de Infância (APEI), diz que se trata de uma “situação escandalosa” e “inaceitável”, relatando muitas reclamações de educadores de infância.
Já o padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), recorda que o há contrato coletivo de trabalho para os funcionários das IPSS, que prevê um salário para as educadoras em início de carreira de 1050 euros brutos, e de 1200 euros após 3 anos de serviço.
“As instituições são obrigadas a cumprir e a respeitar o que está na contratação coletiva. Podem pagar mais, menos é que não”, indica. Já no setor privado, de acordo com o presidente da APEI “pagam o que entendem”.














