“Situação é suficientemente grave”. Hospital de São João decide nos “próximos dois, três dias” se sobe o nível de contingência para o 3

O hospital está sob pressão devido ao aumento de casos de Covid-19.

Simone Silva

Nelson Pereira, diretor de medicina intensiva do hospital de São João, no Porto, disse que espera que nos “próximos dois, três dias” seja tomada a decisão de ativar ou não o nível 3 do plano de contingência, perante o aumento de casos de Covid-19.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

Em declarações aos jornalistas há instantes, o responsável disse que esta possibilidade que está a ser equacionada “justifica-se pela premência de termos de interromper alguma atividade programada, coisa que ainda não aconteceu”.

“Mas o que acontece sempre neste hospital é uma tónica muito grande no planeamento e antecipação, portanto, quando a gestão diária é feita ao limite, isso implica preparar-nos para o que vai a seguir, pois não se antecipa um alívio da situação epidemiológica”, explicou.

Nesse contexto, acrescentou, “é preciso dotar os serviços de ferramentas para poder lidar com esse aumento”, nomeadamente através da “ativação do nível 3 do plano de contingência, para que a qualquer momento se possa interromper atividade programada”.

O responsável esclarece que esse nível ainda não foi ativado, “mas é uma decisão que temos de tomar nos próximos dois, três dias, não podemos ir para o fim de semana sem a tomar”, disse adiantando que “a situação é suficientemente grave” para que isso aconteça.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Este nível 3, explicou, “traduz-se na possibilidade de poder ter de interromper a atividade programada em até 20%”.

Segundo Nelson Pereira, “neste momento o hospital tem cerca de 80 doentes internados com doença Covid, (10 em UCI) que numa fase que costuma já ser de alívio de condições clínicas, estamos a verificar um aumento dessa pressão”.

“Assim justifica-se a ponderação de medidas extraordinárias para garantir que continuamos a dar resposta aos doentes Covid e também não Covid”, sublinhou.

Questionado sobre o número de profissionais de saúde infetados, o responsável disse que “são mais de 200, na verdade, neste momento temos um número maior do que nas outras vagas”.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.