“A situação é grave e mais critica do que aquela que vivemos na primeira fase da pandemia”, afirmou Costa, no final do Conselho de Ministros, desta quinta-feira.
“Nós hoje temos uma evolução de novos casos que é francamente superior à que tivemos na pior fase da primeira vaga, temos um número de pessoas internadas francamente superior ao que tivemos na primeira vaga, temos um numero de pessoas internadas nos cuidados intensivos superior ao que tivemos na primeira vaga e temos a lamentar, infelizmente, um número de falecimentos por dia superior àquele que tivemos na primeira vaga”, sublinhou o primeiro-ministro no ‘briefing’ do Conselho de ministros..
“É por isso fundamental estarmos todos conscientes que, não obstante das medidas que têm vindo a ser tomadas desde 14 de setembro, quando elevámos o nível de alerta para contingência, desde 15 de outubro, quando elevámos o nível de alerta para calamidade, chegámos ao estado de emergência com uma situação pandémica bastante mais grave”, acrescentou.
No balanço dos primeiros dias do Estado de Emergência o primeiro-ministro saudou ainda a adaptação de todos os setores às novas regras, reconhecendo que a adoção de medidas está longe de ter uma avaliação unânime.
“O balanço geral que fazemos destes primeiros dias de aplicação de estado de emergência é de um acatamento generalizado e de um acatamento cívico exemplar da parte dos portugueses, tal como aliás já tinha acontecido no passado aquando do anterior estado de emergência”, explicou.
No âmbito do estado de emergência devido pandemia de covid-19, que entrou em vigor na segunda-feira e se prolonga até 23 de novembro, o Governo aprovou, no sábado, novas medidas para os concelhos de maior risco de contágio, inclusive o recolher obrigatório noturno durante a semana, entre as 23:00 e as 05:00, e nos próximos dois fins de semana, entre as 13:00 e as 05:00.













