Sismo em Lisboa: Quais são os “pontos de encontro seguros” na cidade no caso de um abalo com alerta de tsunami?

Questionada pela Executive Digest, a Câmara Municipal de Lisboa, em articulação com Proteção Civil Municipal, explica que estes “pontos de encontro (pontos seguros) estão relacionados com o sistema de aviso e alerta de tsunami”.

Pedro Zagacho Gonçalves

Após o sismo de 5,3 na escala de Richter que abalou Portugal na madrugada da última segunda-feira, o Presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, referiu ontem que a cidade está preparada para a eventualidade de um grande abalo que motive também a emissão de um aviso e alerta de tsunami, e destacou que existem “pontos seguros” para os quais a população deve ser encaminhada e concentrar-se para evitar potencial perigo.

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Questionada pela Executive Digest, a Câmara Municipal de Lisboa, em articulação com Proteção Civil Municipal, explica que estes “pontos de encontro (pontos seguros) estão relacionados com o sistema de aviso e alerta de tsunami”.

Refere a CML que está implementada sinalética nos seguintes locais, considerados “pontos seguros”:

• Praça Luís de Camões (JF Misericórdia)
• Praça D. Pedro IV (JF Santa Maria Maior)
• Praça da Figueira (JF Santa Maria Maior)
• Largo Adelino Amaro da Costa (JF Santa Maria Maior)
• Rua Gen João de Almeida/ Calçada da Ajuda (JF Belém)
• Rua Alexandre de Sá Pinto/ Rua Matateu (JF Belém)

O sistema de alerta renovado (originalmente apresentado em 2022), que inclui várias sirenes, foi ‘inaugurado’ num teste feito em março deste ano.

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O Sistema de Aviso e Alerta de Tsunami no Estuário do Tejo começou por ser instalado na Praça do Império, em Belém, onde já foram realizados dois exercícios para testar o grau de prontidão, com o acionamento da sirene, em novembro de 2022 e em novembro de 2023.

Dando continuidade à implementação deste sistema na frente ribeirinha da cidade de Lisboa, que se encontra exposta ao risco de tsunami, a CML concluiu em março a implementação na Ribeira das Naus, entre o Cais do Sodré e a Praça do Comércio, que abrange as freguesias de Santa Maria Maior e Misericórdia.

Em 26 de novembro de 2022, a CML apresentou o Sistema de Aviso e Alerta de Tsunami no Estuário do Tejo, com a instalação de sirenes na Praça do Império e na Ribeira das Naus e a definição de percursos de evacuação.

Nessa altura, o vereador da Proteção Civil, Ângelo Pereira (PSD), disse que “o fenómeno das alterações climáticas impõe hoje uma urgência acrescida em preparar Lisboa para maiores ocorrências ou catástrofes, como os tsunamis”.

O projeto inclui a instalação de um sistema de aviso à população, com duas sirenes e dois painéis informativos digitais na Praça do Império e na Ribeira das Naus, e de sinalética vertical de evacuação de emergência (percursos de evacuação e pontos de encontro), a que se juntam a realização de ações de sensibilização e informação pública sobre o risco de tsunami na cidade.

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“Lisboa está já a preparar-se para este risco”, assegurou o vereador Ângelo Pereira, referindo que, além do fenómeno das alterações climáticas, a história e a geografia da cidade determinam a “possibilidade real da ocorrência de sismos, com tsunamis a eles associados, um risco que é ainda exponenciado pela grande frente ribeirinha”.

A faixa ribeirinha de Lisboa encontra-se exposta aos efeitos de um tsunami, em especial a zona entre Belém e Santa Apolónia, onde o índice de perigosidade de inundação por tsunami é “extremo” num cenário de sismo de magnitude de 8,75 graus na escala de Richter, segundo dados do Serviço Municipal de Proteção Civil.

Alguns dos sinais naturais que indiciam a possibilidade de ocorrência de um tsunami e que devem desencadear a evacuação imediata do local são a ocorrência de um sismo forte, a variação súbita e anormal do nível do rio e um ruído estranho vindo do rio.

Em termos de preparação prévia, o Serviço Municipal de Proteção Civil aconselha os cidadãos a estarem informados sobre as zonas expostas a perigo de tsunami, a elaborem um plano de emergência familiar e a conhecerem o do seu local de trabalho ou escola, e a combinarem uma forma de contacto alternativo e um local de reunião.

Outras das ações são a preparação de um ‘kit’ de emergência, com “água e alimentos não perecíveis, lanterna, rádio, agasalhos, estojo de primeiros socorros, artigos de higiene pessoal, apito, canivete multifunções e cópia dos documentos pessoais”, e o conhecimento da sinalização de percursos de evacuação e de pontos de encontro.

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*Com Lusa

 

 

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