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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 06 Jul 2026 10:05:19 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
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		<title>Calor: CP normaliza oferta e mantém medidas preventivas nos comboios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:05:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[CP - Comboios de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A CP repôs hoje a totalidade da oferta comercial, após a descida das temperaturas, mantendo medidas preventivas nos comboios de longo curso, depois dos constrangimentos provocados pela vaga de calor na circulação ferroviária.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A CP repôs hoje a totalidade da oferta comercial, após a descida das temperaturas, mantendo medidas preventivas nos comboios de longo curso, depois dos constrangimentos provocados pela vaga de calor na circulação ferroviária.</P><br />
<P>Numa nota informativa, a CP &#8211; Comboios Portugal informou que voltou a disponibilizar toda a oferta comercial, embora continue a gerir a ocupação de alguns comboios de longo curso, através do bloqueio da venda de lugares em circulações e horários considerados mais críticos.</P><br />
<P>A empresa manterá igualmente o reforço da informação aos clientes, sensibilizando-os para a adoção de comportamentos preventivos durante as viagens, bem como a disponibilização de água em várias estações e pontos estratégicos da rede.</P><br />
<P>Para assegurar melhores condições de climatização, os comboios parqueados continuarão com as cortinas fechadas e, sempre que operacionalmente viável, permanecerão ligados durante o período de parqueamento.</P><br />
<P>A transportadora acrescentou que continuará a acompanhar a evolução das condições meteorológicas, mantendo como prioridade a segurança dos clientes e dos trabalhadores.</P><br />
<P>Nos últimos três dias, a empresa cancelou preventivamente 18 ligações intercidades devido às temperaturas excecionalmente elevadas, justificando a decisão com a necessidade de reduzir o risco de degradação das condições de refrigeração a bordo e proteger o conforto e o bem-estar de passageiros e trabalhadores.</P><br />
<P>No domingo, a transportadora esclareceu ainda que o impacto do calor extremo não se limitou ao material circulante, afetando também componentes da infraestrutura ferroviária, como sistemas de sinalização, catenária e aparelhos de mudança de via.</P><br />
<P>A CP explicou que o risco de incêndio obrigou igualmente à interrupção ou retenção temporária de comboios em alguns troços da rede, sempre que existiram fogos junto à via férrea que impediam a circulação em segurança.</P><br />
<P>Na mesma ocasião, a empresa rejeitou que os constrangimentos estivessem relacionados com falta de manutenção dos sistemas de ar condicionado dos comboios em circulação, assegurando que as manutenções periódicas são realizadas e admitindo apenas que algumas séries mais antigas apresentam limitações face aos atuais padrões de climatização.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785763]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Massachusetts Institute of Technology: Reforce as suas capacidades de gestão de crises</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:03:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[MIT]]></category>
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					<description><![CDATA[As crises não testam apenas a capacidade de resposta das organizações — revelam, sobretudo, fragilidades que já estavam lá. a diferença entre ceder à pressão ou conseguir manter o rumo depende cada vez mais da preparação, da coordenação interna e da maturidade de quem lidera
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por: Rick Aalbers, Professor catedrático de Reestruturação Empresarial e Inovação na Universidade Radboud; Killian McCarthy, Professor associado de Estratégia na Universidade Radboud e professor catedrático de Prática na Kyiv School of Economics; Arjan Groen, Executivo interino especializado em Mudança Estratégica e docente convidado na Universidade Radboud e na Vrije</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os líderes gostam de acreditar que a sua empresa está preparada para enfrentar uma crise, mas, quando ela acontece, revela frequentemente as fragilidades no núcleo da organização.</p>
<p style="text-align: justify;">Tomemos como exemplo a Southwest Airlines. Quando uma tempestade de Inverno atingiu a empresa em Dezembro de 2022, a companhia sofreu uma ruptura operacional de grandes proporções. Dezassete mil voos tiveram de ser cancelados, 2 milhões de passageiros ficaram retidos e a empresa perdeu cerca de 690 milhões de euros. No centro dos problemas da Southwest não esteve apenas o mau tempo, mas sobretudo uma infra-estrutura informática envelhecida negligenciada, que levou ao colapso dos sistemas de gestão de horários e operações. A comunicação falhou e as equipas da linha da frente viram-se obrigadas a improvisar de forma isolada.</p>
<p style="text-align: justify;">Em contraste, a Microsoft respondeu de forma muito diferente. Uma falha gigante em Março de 2021 deixou milhões de utilizadores do Teams, Outlook e Microsoft 365 sem acesso aos sistemas baseados na cloud. No entanto, quase de imediato, foi activada uma resposta de crise totalmente integrada. A falha foi contida e os serviços restabelecidos no próprio dia. Mais importante ainda, a Microsoft avançou posteriormente com uma análise detalhada das causas do incidente e, nos meses seguintes, acelerou os investimentos em redundância de sistemas e transparência na gestão de incidentes. Ou seja, a Microsoft não só sobreviveu à crise, como a utilizou para se tornar uma organização ainda mais resiliente.</p>
<p style="text-align: justify;">Situações como estas conduzem inevitavelmente a uma questão central: por que é que algumas organizações paralisam perante uma crise, enquanto outras reagem rapidamente e conseguem minimizar os danos de forma eficaz?</p>
<p style="text-align: justify;">Colocámos esta questão a líderes que enfrentaram directamente situações de disrupção de elevado impacto. As entrevistas incluíram personalidades com experiência em cargos políticos, militares e governamentais de topo, bem como executivos seniores de grandes empresas globais.</p>
<p style="text-align: justify;">Com base nos seus testemunhos, identificámos sete capacidades fundamentais que qualquer organização deve desenvolver para resistir eficazmente a uma crise. Dado que a maioria das organizações já possui estas capacidades — ainda que de forma parcial ou desigual — definimos também o que caracteriza cada uma delas em termos de nível de maturidade. O resultado foi aquilo a que chamámos o Modelo dos 7C.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste artigo, apresentamos o modelo e demonstramos de que forma pode ser utilizado como ferramenta de análise para rever e avaliar os pontos fortes e as fragilidades de uma organização na gestão de crises.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As sete capacidades-chave para uma gestão de crises eficaz</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os líderes entrevistados consideraram que a capacidade de executar estas práticas organizacionais é essencial para enfrentar qualquer crise.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1. Contingência </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Preparar a organização para diferentes cenários e definir responsabilidades antecipadamente, garantindo que cada pessoa sabe exactamente o que fazer quando a crise ocorre, é fundamental para assegurar a sobrevivência da organização.</p>
<p style="text-align: justify;">O CEO de uma importante empresa dos sectores da electrónica e tecnologia da saúde explicou-nos que a organização desenvolveu uma forte capacidade de resposta através da realização contínua de testes de stress à cadeia de abastecimento. Como resultado, quando surgiu a pandemia de COVID-19, os colaboradores sabiam exactamente o que fazer, como actuar e como organizar a resposta operacional.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2.Clareza</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma comunicação transparente e clara é indispensável em contexto de crise. Isto não significa transformar um problema grave num comunicado institucional cuidadosamente trabalhado; significa comunicar cedo, com honestidade e objectividade.</p>
<p style="text-align: justify;">O CEO de uma grande organização de serviços profissionais aconselhou os líderes a comunicarem apenas aquilo que sabem ser verdadeiro, alertando: «Não é possível retirar aquilo que já foi dito.»</p>
<p style="text-align: justify;">Como referiu um antigo primeiro-ministro de um país da Europa Ocidental: «As pessoas conseguem lidar com más notícias; aquilo que não conseguem lidar é a confusão.»</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3.Coordenação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os líderes eficazes quebram silos organizacionais antes de surgir uma crise. Constroem relações de confiança e criam hábitos de colaboração que permitem à organização actuar de forma alinhada e coordenada quando surgem problemas.A resposta da Capital One à violação de dados ocorrida em 2019 constitui um bom exemplo deste princípio. Quando um cibercriminoso roubou dados pessoais de cerca de 106 milhões de clientes norte-americanos, as equipas multifuncionais previamente definidas entraram imediatamente em acção para conter os danos, coordenando simultaneamente esforços com as autoridades para assegurar a rápida detenção do responsável.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4. Compaixão </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Demonstrar empatia genuína para com todas as pessoas afectadas pela crise, dentro e fora da organização, reforça a credibilidade, gera confiança e, sobretudo, cria espaço para gerir adequadamente a situação.</p>
<p style="text-align: justify;">«Demonstrar preocupação com as pessoas e com a sua segurança cria uma confiança inabalável », afirmou-nos um chefe nacional das forças armadas. «Liderança não significa estar no comando; significa cuidar das pessoas pelas quais somos responsáveis.»</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5.Confrontação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os líderes devem enfrentar rapidamente as verdades difíceis.</p>
<p style="text-align: justify;">A crise do Tylenol, da Johnson &amp; Johnson, em 1982, continua a ser um exemplo clássico. Em vez de negar que cápsulas do medicamento tinham sido contaminadas com cianeto ou adiar uma posição pública, a empresa confrontou imediatamente o problema, retirou do mercado 31 milhões de embalagens e iniciou a reconstrução da confiança pública através de uma actuação transparente e decisiva.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6.Controlo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os bons líderes conseguem manter a estabilidade durante uma crise. Isso não significa centralizar todas as decisões, mas sim definir previamente responsabilidades, clarificar quem decide o quê e dar autonomia às equipas mais próximas da situação para actuarem quando necessário.</p>
<p style="text-align: justify;">Como explicou o antigo presidente de um banco central de um país europeu: «Controlo não significa microgestão; significa manter o sistema estável para que os outros possam agir com confiança.»</p>
<p style="text-align: justify;">Um exemplo claro ocorreu durante o furacão Harvey, em 2017, quando a Walmart deu autonomia aos gestores locais para redireccionarem camiões e reabrirem lojas na região de Houston da forma que considerassem mais adequada, acelerando a recuperação operacional e reforçando a confiança dos consumidores na marca.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7. Continuidade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os melhores gestores de crise não seguem simplesmente em frente quando a crise termina. Realizam análises posteriores aos acontecimentos, identificando aprendizagens que reforçam a resiliência organizacional e melhoram a preparação para futuras crises. A Shell, por exemplo, conduz processos sistemáticos de avaliação após cada incidente, garantindo que cada disrupção contribui para fortalecer a capacidade de resposta e a resiliência da organização.</p>
<p style="text-align: justify;">Importa não interpretar este modelo simplificado como uma mera checklist. Todas estas capacidades devem existir, ainda que em diferentes níveis de maturidade, porque se reforçam mutuamente e, em conjunto, tornam o sistema organizacional mais resiliente. Contingência sem clareza gera confusão; compaixão sem confrontação conduz à inércia; controlo sem coordenação cria bloqueios operacionais. Cada elemento limita ou amplifica os restantes. Segundo os líderes entrevistados, as organizações que conseguem sobreviver eficazmente a crises possuem estas sete capacidades integradas nos seus processos, rotinas e cultura organizacional.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A maturidade é determinante, mas o progresso pode ser desigual</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Todas as organizações possuem, em maior ou menor grau, os 7C. No entanto, como nos referiu o presidente do conselho de administração de uma importante tecnológica, algumas destas capacidades já foram testadas em contextos reais de elevada pressão, enquanto outras continuam em fase de desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outras palavras, as capacidades de gestão de crise evoluem ao longo de cinco níveis de maturidade: reactivo, consciente, definido, integrado e estratégico. Na fase reactiva, as organizações dependem essencialmente da improvisação. Não existem planos formais nem responsabilidades claramente definidas, e as respostas dependem sobretudo da iniciativa individual — aquilo que um CEO descreveu como «combater incêndios sem água». Na fase consciente, a organização reconhece a necessidade de criar estruturas e processos. Podem já existir manuais de actuação e planos de contingência, mas raramente são utilizados ou testados, permanecendo o planeamento essencialmente simbólico. A fase definida representa o primeiro passo em direcção à disciplina organizacional. Processos padronizados, simulações e testes de cenários transformam documentos teóricos em rotinas operacionais efectivas. Na fase integrada, estas capacidades passam a estar incorporadas transversalmente na organização. As simulações interdepartamentais tornam-se práticas regulares, os níveis de decisão estão claramente definidos e os sistemas de alerta precoce ligam a identificação de problemas à activação coordenada de respostas. Por fim, na fase estratégica, a preparação deixa de ser reactiva e passa a ser antecipatória. A organização desenvolve mecanismos proactivos de monitorização, integra agilidade nos seus modelos de governação e encara a resiliência como uma vantagem estratégica que deve ser continuamente desenvolvida e protegida.</p>
<p style="text-align: justify;">O verdadeiro valor deste modelo reside na sua utilização como ferramenta de diagnóstico para identificar desequilíbrios e insuficiências de maturidade dentro da organização. Estruturámos cada uma das capacidades segundo os respectivos níveis de maturidade, permitindo que o modelo funcione simultaneamente como instrumento de avaliação e como guia para o desenvolvimento de competências organizacionais. O objectivo não é criar simetria absoluta entre todas as capacidades, mas sim assegurar coerência organizacional. Nem todas as empresas necessitam do mesmo grau de maturidade em todos os 7 C; contudo, para evitar rupturas sob pressão, precisam de alcançar um nível suficiente de maturidade em todas as práticas essenciais.</p>
<p style="text-align: justify;">Como afirmou um alto responsável do sector dos serviços profissionais: «Uma empresa pode sobreviver a fragilidades numa determinada área, mas apenas se o restante sistema se mantiver coeso.»</p>
<p style="text-align: justify;">Ao analisarem este modelo, os líderes devem identificar quais as capacidades menos desenvolvidas e mais susceptíveis de representar vulnerabilidades em contexto de crise. Devem igualmente avaliar eventuais desequilíbrios entre capacidades. Por exemplo, estarão a centralizar excessivamente o controlo em detrimento da coordenação? O caso seguinte demonstra a importância de equilibrar os 7C em diferentes níveis de maturidade, garantindo que o sistema organizacional consegue resistir sob pressão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como o JPMorgan Chase resistiu à turbulência de 2023</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em Março de 2023, quando os colapsos do Silicon Valley Bank, do Signature Bank e, posteriormente, do First Republic desencadearam a maior turbulência no sector bancário desde 2008, a indústria financeira enfrentou retirada de fundos superiores a 430 mil milhões de euros em apenas algumas semanas, bem como uma queda de 20% no índice KBW Nasdaq Regional Bank. No meio do pânico, o JPMorgan Chase — que detinha mais de 3,2 biliões de euros em activos e mais de 1,6 biliões de euros em depósitos — assumiu um papel de estabilizador sistémico. Em poucas horas, activou a sua arquitectura de resposta à crise: uma “sala de guerra” disponível 24 horas por dia, reunindo equipas de tesouraria, risco, comunicação e jurídico; modelos de simulação em tempo real sobre posições de liquidez; e actualizações horárias partilhadas com o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos (EUA), a Reserva Federal e a Federal Deposit Insurance Corporation, responsável pela garantia de depósitos bancários nos EUA.</p>
<p style="text-align: justify;">Analisada à luz do modelo dos 7C, a maturidade da gestão de crise da instituição tornou-se evidente. A coordenação entre divisões internas e entidades reguladoras foi imediata e disciplinada, suportada por protocolos de escalada previamente definidos e plataformas partilhadas de monitorização de dados. O controlo revelou-se forte, mas simultaneamente flexível: as equipas regionais e de produto dispunham de autonomia para tomar decisões relacionadas com crédito e liquidez dentro de limites claramente estabelecidos. A clareza foi assegurada através de uma comunicação transparente e consistente. O CEO Jamie Dimon classificou publicamente a situação como «controlável, mas séria», transmitindo confiança sem minimizar os riscos, enquanto briefings internos diários garantiam o alinhamento dos cerca de 290 mil colaboradores da organização em todo o mundo. O JPMorgan Chase demonstrou também compaixão ao disponibilizar linhas temporárias de crédito a bancos regionais de menor dimensão e ao priorizar o acesso dos clientes de retalho aos depósitos, contribuindo para estabilizar a confiança no sistema. A confrontação da crise foi directa e explícita: Jamie Dimon e o CFO Jeremy Barnum reconheceram publicamente a fragilidade dos balanços de instituições bancárias de média dimensão e a necessidade de reforçar os mecanismos de supervisão de liquidez. Mais importante ainda, a continuidade e a contingência encontravam-se plenamente institucionalizadas. Desde a crise financeira global de 2008, o banco vinha realizando testes semanais de stress à liquidez e simulações semestrais envolvendo o conselho de administração. Como resultado, quando os reguladores coordenaram a venda do First Republic ao JPMorgan Chase, o banco conseguiu absorver perto de 150 mil milhões de euros em empréstimos e praticamente 80 mil milhões de euros em depósitos ao longo de um único fim-de-semana, sem provocar perturbações no mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">No JPMorgan Chase, a continuidade constituiu inicialmente um ponto vulnerável, embora essa fragilidade tenha sido identificada e corrigida atempadamente. Exercícios repetidos de simulação e testes de stress revelaram previamente vulnerabilidades relacionadas com resiliência digital e concentração de liquidez, permitindo implementar medidas preventivas de reforço. A principal tensão, entre controlo e coordenação, foi gerida de forma intencional: as equipas globais operavam com autonomia, seguindo cadeias de escalada claramente definidas, evitando simultaneamente o caos operacional e a paralisia decisória. O resultado foi um sistema organizacional capaz de absorver pressão, sofrer impactos e manter-se funcional sem colapsar.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o Modelo dos 7C, a maturidade organizacional proporciona aos líderes a estrutura e a confiança necessárias para tomar decisões eficazes sob pressão. Contudo, os líderes entrevistados sublinharam também uma lição transversal: a prática é determinante. Isto exige um factor adicional de reforço: a cultura organizacional — ou seja, a realidade quotidiana da forma “como as coisas são feitas aqui”.</p>
<p style="text-align: justify;">Desenvolver uma cultura alinhada com os 7C é essencial. A resposta da Microsoft à falha operacional de 2021 constitui novamente um exemplo relevante. A análise posterior ao incidente evitou procurar culpados, centrou-se na aprendizagem organizacional e utilizou a crise como oportunidade de melhoria. Isto é particularmente importante porque, sem uma cultura aberta à aprendizagem, as organizações estão condenadas a repetir os mesmos erros em futuras crises. Como nos disse o antigo CEO de uma empresa global do sector energético: «Não é possível controlar a tempestade, mas é possível controlar a forma como as pessoas actuam durante ela. E isso depende da cultura.»</p>
<p style="text-align: justify;">O modelo de capacidades desenvolvido a partir das entrevistas realizadas com líderes em matéria de gestão de crise oferece aos gestores uma linguagem comum para avaliar o nível de preparação das suas organizações, identificar fragilidades e definir prioridades no desenvolvimento das suas capacidades. O modelo evidencia igualmente que a gestão de crises é uma competência sistémica, e não apenas um conjunto de capacidades individuais concentradas num líder particularmente talentoso. Recorda-nos que a resiliência depende do equilíbrio entre factores complementares e oferece um roteiro de maturidade organizacional, ajudando os gestores a evoluírem da simples consciência do risco para um domínio efectivo da gestão de crise.</p>
<p style="text-align: justify;">As conclusões da nossa investigação reforçam a importância de compreender que a resiliência resulta da preparação, da reflexão, da experiência e das rotinas que estabilizam um sistema quando a pressão aumenta. Como nos recordou um experiente membro de conselhos de administração de várias empresas internacionais: «A resiliência não é aquilo que fazes na crise; é aquilo que construíste antes dela.»</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Artigo publicado na Revista Executive Digest n.º 243 de Junho de 2026</em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780681]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>L’ORÉAL : «Só juntos podemos criar a beleza que faz avançar o mundo»</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/loreal-so-juntos-podemos-criar-a-beleza-que-faz-avancar-o-mundo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:01:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cadernos Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[L'Oréal]]></category>
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					<description><![CDATA[A L’ORÉAL integrou os critérios ESG no centro da sua estratégia de negócio, assumindo a sustentabilidade como inseparável do desempenho económico]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A sustentabilidade já não vive apenas no discurso das marcas de beleza. A atenção para uma vida mais consciente está a entrar nas fórmulas, nas embalagens, nos processos de produção e até na forma como os consumidores compram e reutilizam produtos. Da forte aposta nas green sciences ao crescimento dos formatos refill, passando por grandes investimentos em inovação sustentável, a L’Oréal está a acelerar uma transformação estrutural do sector.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta entrevista, Ana Sofia Amaral, Scientific &amp; Regulatory Affairs director e Sustainability Leader da L’Oréal Portugal, fala de projectos inovadores, como o L’Oréal for the Future ou o Fundo de Inovação Circular, partilha metas como o facto de o Grupo ter atingido o objectivo de utilizar 100% de energia renovável nas suas fábricas, e explica como pretendem reduzir ainda mais o plástico virgem, combater o greenwashing e tornar a circularidade parte integrante da experiência de beleza.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os critérios ESG passaram a influenciar decisões estratégicas e de negócio. Como é que a L’Oréal integra, à data de hoje, essa visão no dia-a-dia da operação?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os critérios ESG deixaram de ser uma dimensão meramente reputacional para se assumirem como um pilar estruturante do modelo de negócio da L’Oréal, reflectindo a convicção de que o desempenho económico e a responsabilidade ambiental e social são inseparáveis. Esta visão materializa-se globalmente através do programa L’Oréal for the Future, que estabelece metas concretas para 2030, em áreas como a transição climática, a protecção da natureza ou a circularidade.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia-a-dia da operação, esta estratégia ganha tracção porque os principais custos e investimentos relacionados com a sustentabilidade estão integrados nos lucros e perdas transversais do Grupo, o que evidencia tratar-se de um investimento estratégico e não de um encargo isolado. Este nível profundo de integração reflecte-se em marcos práticos, como, por exemplo, o facto de o Grupo ter atingido o objectivo de utilizar 100% de energia renovável nas suas fábricas, centros operacionais e rede de lojas próprias. O reconhecimento desta gestão rigorosa e enraizada é evidenciado pela conquista, por 10 anos consecutivos, da classificação Triple A do Carbon Disclosure Project (CDP), sendo a L’Oréal a única empresa no mundo a atingir este marco histórico na luta contra o clima, a escassez de água e a protecção florestal.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A sustentabilidade na beleza enfrenta um desafio: como conciliar inovação, performance e desejo com responsabilidade ambiental? Como se trabalha este equilíbrio sem comprometer a experiência premium associada às marcas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para a L’Oréal, o equilíbrio entre a inovação, a performance e a responsabilidade ambiental alcança- -se colocando a ciência e a tecnologia no centro do desenvolvimento. O Grupo investe massivamente em Investigação e Inovação, tendo alocado 1.380,6 milhões de euros em 2025 (cerca de 3,1% das suas vendas totais), contando com uma estrutura baseada em mais de 4300 investigadores em todo o mundo. Este forte compromisso tecnológico traduz- -se na adopção das Green Sciences, uma via de investigação que combina a química verde e a biotecnologia para criar fórmulas seguras e de elevada performance, substituindo progressivamente matérias-primas de origem fóssil por alternativas sustentáveis e circulares.</p>
<p style="text-align: justify;">Adicionalmente, a L’Oréal recorre à inovação aberta e à Beauty Tech para acelerar o equilíbrio desta transição. Para garantir que este equilíbrio acelera rumo à escala global, o Grupo lançou, em 2025, o Acelerador de Inovação Sustentável, um programa intensivo dotado de 100 milhões de euros para os próximos cinco anos, focado inteiramente em identificar, testar e expandir soluções tecnológicas disruptivas, do desenvolvimento de ingredientes baseados na natureza a novos materiais circulares de baixo carbono.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O refill tem vindo a ganhar protagonismo para uma “beleza sustentável”. Quando deixou de ser uma tendência de consumo para passar a ser uma prioridade estratégica?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os modelos de recarga deixaram de ser uma simples alternativa de consumo para se assumirem como uma prioridade económica e ambiental central, sendo uma das ferramentas cruciais para atingir o compromisso de reduzir em 50% o uso absoluto de plástico virgem (comparado com 2019) em toda a empresa até 2030 e para diminuir substancialmente as emissões geradas pela cadeia de valor.</p>
<p style="text-align: justify;">Actualmente, a L’Oréal assume o desafio de converter o refill no novo padrão da indústria ao adaptar estruturalmente e de forma significativa os seus centros de fabrico internacionais, como a fábrica de Burgos, um investimento que permitiu um expressivo aumento de 17 vezes no número de opções recarregáveis disponibilizadas ao mercado entre 2019 e 2024. Esta poderosa transformação estratégica é especialmente visível na Divisão L’Oréal Luxe, onde foi definido o objectivo central de que as soluções de recarga passem a representar 30% do total do catálogo no decurso do último ano.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Até que ponto o sucesso de uma estratégia de refill/recarga depende menos da embalagem e mais da educação do consumidor para novos hábitos de consumo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O sucesso a longo prazo desta estratégia de circularidade depende da transformação sustentada de mentalidades do público em geral, uma vez que a adopção instintiva das opções de recarga ainda não se constituiu como a norma absoluta de consumo, exigindo por isso um esforço contínuo e assertivo de consciencialização suportado activamente pelas marcas de beleza. Embora cerca de 78% dos consumidores manifestem já um interesse concreto em adquirir bens e soluções de forma mais sustentável, subsistem ainda falhas de literacia que levam a que muitos desconheçam a disponibilidade da alternativa do refill ou que não assimilem a verdadeira escala dos seus benefícios e impacto ecológico a médio e longo prazo.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o objectivo primordial de elevar a mentalidade colectiva e transmutar a percepção da recarga de uma simples opção funcional ou de poupança para um ritual de beleza e estilo verdadeiramente aspiracional, a L’Oréal activou a campanha global #JoinTheRefill- Movement. Esta mobilização sem precedentes agregou 12 das marcas mais influentes de todas as grandes divisões de negócio do Grupo e funcionou com o objectivo de capacitar os consumidores para a importância de escolhas mais sustentáveis, tentando assim promover activamente a expansão de uma comunidade de circularidade sustentável na indústria.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A L’Oréal reforçou a aposta em circularidade e eco-design. Como se transforma esse compromisso em decisões de produto e packaging?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O compromisso com a circularidade e com a vanguarda do ecodesign manifesta-se através de ferramentas práticas integradas no desenvolvimento de produto, como a metodologia de avaliação interna SPOT (Sustainable Product Optimization Tool), que analisa de forma preventiva 14 diferentes critérios de exigência e impacto ambiental e social logo a partir da fase inicial da concepção e lançamento de todos os produtos. Assim, em 2025, 44% de todos os materiais utilizados nas embalagens dos nossos produtos são de origem reciclada, ou de base biológica, e 67% dos ingredientes utilizados nas nossas fórmulas eram oriundos da natureza ou de materiais reciclados, sabendo que o nosso compromisso é atingir os 50% em 2030.</p>
<p style="text-align: justify;">O processo criativo do packaging foca-se também na eliminação estrutural dos pesos excessivos de acondicionamento por embalagem primária e secundária, medida sistémica que já se materializou no registo notório de uma diminuição de 12% (em 2025) na intensidade do uso de materiais por produto consolidado em toda a linha de mercadorias no comparativo com os resultados base de 2019.</p>
<p style="text-align: justify;">Adicionalmente, criámos o Fundo de Inovação Circular, programa financeiro com mais de 50 milhões de euros para financiamento de novos modelos de gestão disruptiva, de tecnologias alternativas de separação de resíduos de plástico complexos e de inovadoras soluções no design de embalagens.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O projecto “Reciclar em Beleza” mostra que sustentabilidade também passa por literacia. Ainda existe um défice de informação do consumidor quando falamos de reciclagem e consumo consciente?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A informação e formação nestas áreas, junto de todos os stakeholders, é muito importante se visamos uma alteração de comportamento, no sentido do consumo de produtos mais sustentáveis. Os desafios específicos no contexto nacional incluem a sensibilização contínua dos consumidores para práticas mais sustentáveis. É exactamente por isso que, através da campanha “Reciclar em Beleza”, em parceria com a Sociedade Ponto Verde, a L’Oréal incentiva o consumidor a separar correctamente as embalagens de cosmética, transformando a intenção em acção.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A ciência e as green sciences são apontadas como pilares do futuro da beleza. De que forma a inovação científica está a acelerar soluções mais sustentáveis e eficientes?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A L’Oréal tem já um longo caminho na transformação dos seus processos científicos através das Green Sciences, uma abordagem que junta biotecnologia, química verde e princípios de sustentabilidade para criar fórmulas mais eficazes, seguras e com menor impacto ambiental. Na prática, em 2025, 67% dos ingredientes das fórmulas do Grupo já tinham origem de base biológica ou de materiais reciclados. Adicionalmente, componentes como o ácido hialurónico, as ceramidas e a Vitamina C utilizados nos produtos já são totalmente produzidos por biotecnologia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Num mercado mais atento ao greenwashing, como se comunica sem cair numa lógica promocional?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para a L’Oréal, as campanhas e programas na área da sustentabilidade acabam por reforçar uma mensagem de transparência face às preocupações ambientais. É importante realçar que os relatórios ESG da L’Oréal são auditados externamente, sendo reconhecidos por obter classificações de sustentabilidade de entidades creditadas, como a CDP e a EcoVadis.</p>
<p style="text-align: justify;">Para garantir a confiança do consumidor, o Grupo fez parte da fundação do EcoBeautyScore, um sistema de rotulagem usado por mais de 70 empresas da indústria cosmética, que avalia 16 factores ambientais e classifica cada produto numa escala de A a E, garantindo transparência no processo de avaliação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que áreas têm hoje maior prioridade para a L’Oréal quando falamos de inclusão, empregabilidade e impacto nas comunidades?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na L’Oréal, procuramos actuar ao nível social, porque acreditamos que só juntos podemos continuar a criar a beleza que faz avançar o mundo. Entre as várias áreas presentes no nosso apoio às comunidades, o empoderamento das mulheres assume um papel central e, nesse âmbito, em 2020, criámos o Fundo L’Oréal para Mulheres. Em Portugal, através deste Fundo, a empresa já apoiou mais de 5705 pessoas em situação de vulnerabilidade (com um financiamento de 522.700 euros), trabalhando com associações como a APAV, Ajuda de Mãe e Girl Move.</p>
<p style="text-align: justify;">No plano educativo e de empregabilidade, destaca-se o programa L’Oréal for Youth, que oferece 25 mil oportunidades de emprego anuais para jovens com menos de 30 anos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como se garante que fornecedores, retalho e stakeholders acompanham estas exigências de ESG?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A L’Oréal trabalha com a cadeia de valor, para que esta se comprometa com os padrões ambientais e sociais do Grupo através de um trabalho exaustivo nas fontes de abastecimento e comunidades locais. Por norma, a L’Oréal partilha com os seus parceiros e fornecedores as suas regras e práticas acompanhando e exigindo o seu cumprimento. Além disso, a empresa trabalha de perto com fornecedores e parceiros industriais, apoiando-os na adopção de práticas de baixo impacto através de programas de formação e partilha de boas práticas. A L’Oréal aplica, ainda, junto dos clientes de retalho, o “Green Joint Business Plan”, um plano de negócio focado em metas ambientais partilhadas entre nós e esses mesmos parceiros.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que métricas fazem hoje mais sentido para medir sucesso em ESG?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As métricas de impacto mais relevantes estão ancoradas nos compromissos do programa L’Oréal for the Future. Ao nível do pilar da transição climática, destacam-se a redução de 57% nas emissões directas e de 28% nas emissões indirectas, e a utilização de electricidade 100% renovável nos centros de operações e rede de lojas próprias. Na circularidade, podemos evidenciar a redução de plástico virgem nas nossas embalagens. Na componente social, o sucesso mede-se pelo alcance: em 2025, mais de cinco milhões de pessoas beneficiaram de programas de compromisso social, a nível global, desenvolvidos pelas nossas marcas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A inovação sustentável exige tempo, mas o mercado quer resultados rápidos. Como se equilibra essa pressão com a necessidade de transformação estrutural?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A L’Oréal equilibra esta pressão integrando os custos e investimentos relacionados com a sustentabilidade nos lucros e perdas transversais do Grupo, assumindo-os como estratégicos para o negócio. Os investimentos em transformação sustentável são parte do modelo de negócio e funcionam como factores críticos para diferenciar a L’Oréal da concorrência e acrescentar valor à marca, impulsionando a sua competitividade. Para acelerar soluções, o Grupo tem criado fundos de impacto, como o Acelerador de Inovação Sustentável (100 milhões de euros ao longo de cinco anos).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como é que a L’Oréal está a planear o futuro da beleza?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A L’Oréal tem vindo a preparar- -se com uma estratégia proactiva integrada, que se reflecte no programa L’Oréal for the Future. Essa rotatividade e abordagem holística traduz-se em não esperar pela regulamentação, mas liderar pelo exemplo através de compromissos sustentáveis integrados. É desta forma que procuramos antecipar as exigências do mercado e reduzir desperdícios estruturais, de forma a continuar a criar a beleza que faz avançar o mundo.</p>
<p><em>E</em><em>ste artigo faz parte do Caderno Especial “ESG”, publicado na edição de Junho (n.º 243</em><em>) da Executive Digest.</em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780955]]></sapo:autor>
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		<title>Está a pagar por serviços que já não usa? Sete formas de reduzir a fatura das subscrições</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com DECO PROTeste]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Deco Proteste]]></category>
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					<description><![CDATA[O problema é que pequenos pagamentos mensais acabam por se transformar em centenas de euros por ano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Netflix, Spotify, Disney+, armazenamento na cloud, aplicações de produtividade, jornais digitais ou plataformas de fitness. As subscrições tornaram-se parte da vida quotidiana e, muitas vezes, representam uma despesa que passa despercebida.</p>
<p>O problema é que pequenos pagamentos mensais acabam por se transformar em centenas de euros por ano. A boa notícia é que existem formas simples de reduzir estes custos sem abdicar dos serviços que realmente utiliza.</p>
<p><strong>1. Faça uma auditoria às suas subscrições</strong></p>
<p>O primeiro passo é saber exatamente quanto está a gastar.</p>
<p>Consulte os movimentos da sua conta bancária ou cartão de crédito e identifique todas as subscrições ativas. Muitas pessoas descobrem que continuam a pagar serviços que já não utilizam ou cuja existência praticamente esqueceram.</p>
<p>Uma revisão semestral pode revelar poupanças inesperadas.</p>
<p><strong>2. Cancele aquilo que já não usa</strong></p>
<p>Parece óbvio, mas é um dos erros mais comuns.</p>
<p>Muitas subscrições continuam ativas porque o cancelamento foi sendo adiado. Se utiliza um serviço apenas uma ou duas vezes por mês, questione se ele justifica realmente o custo anual.</p>
<p>Cada serviço cancelado pode representar dezenas ou centenas de euros de poupança por ano.</p>
<p><strong>3. Alterne entre plataformas de streaming</strong></p>
<p>Não precisa de ter todas as plataformas ao mesmo tempo.</p>
<p>Uma estratégia simples consiste em subscrever um serviço durante alguns meses, assistir aos conteúdos que lhe interessam e depois cancelar para aderir a outra plataforma.</p>
<p>Esta rotação permite reduzir significativamente a despesa anual sem perder acesso aos conteúdos que pretende ver.</p>
<p><strong>4. Verifique se o plano que tem é o mais adequado</strong></p>
<p>Muitos consumidores pagam por funcionalidades que não utilizam.</p>
<p>Se vive sozinho ou utiliza apenas um dispositivo, pode não fazer sentido manter um plano premium com múltiplos utilizadores ou ecrãs em simultâneo.</p>
<p>Uma simples alteração para um plano mais básico pode representar uma poupança relevante ao longo do ano.</p>
<p><strong>5. Aproveite os planos anuais</strong></p>
<p>Se existe um serviço que utiliza regularmente e pretende manter, compare o preço mensal com a opção anual.</p>
<p>Em muitos casos, o pagamento anual equivale a uma ou duas mensalidades gratuitas, permitindo reduzir o custo total da subscrição.</p>
<p><strong>6. Procure alternativas gratuitas</strong></p>
<p>Nem todos os serviços exigem uma mensalidade.</p>
<p>Muitas plataformas disponibilizam versões gratuitas com algumas limitações que podem ser suficientes para as suas necessidades. O mesmo acontece com livros, revistas e conteúdos culturais, que podem estar disponíveis através de bibliotecas públicas ou outras iniciativas de acesso gratuito.</p>
<p>Antes de subscrever, confirme se existe uma alternativa sem custos.</p>
<p><strong>7. Tenha atenção às renovações automáticas</strong></p>
<p>Uma das principais razões para continuar a pagar serviços desnecessários é a renovação automática.</p>
<p>Antes de aderir, verifique as condições do contrato e crie lembretes para as datas de renovação. Desta forma, evita surpresas e mantém o controlo sobre as suas despesas recorrentes.</p>
<p>As subscrições são práticas e úteis, mas só fazem sentido quando correspondem a uma utilização efetiva. Dedicar alguns minutos a rever estes serviços pode representar uma das formas mais fáceis de aumentar a sua margem de poupança sem alterar significativamente o seu estilo de vida.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785759]]></sapo:autor>
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		<title>Carta com tutor: o guia para perceber a nova forma de aprender a conduzir que já está nas estradas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 09:59:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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		<category><![CDATA[carta de condução]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Novo regime aplica-se aos candidatos à carta de condução da categoria B, ou seja, automóveis ligeiros, e mantém a inscrição numa escola de condução como ponto de partida obrigatório]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aprender a conduzir com a ajuda de um familiar ou de um amigo tornou-se mais simples em Portugal. Desde 5 de julho, estão em vigor novas regras para a condução acompanhada por tutor, uma modalidade que já existia, mas que era pouco usada devido às exigências burocráticas associadas ao processo.</p>
<p>O novo regime aplica-se aos candidatos à carta de condução da categoria B, ou seja, automóveis ligeiros, e mantém a inscrição numa escola de condução como ponto de partida obrigatório. A diferença está no facto de o candidato poder complementar a aprendizagem prática ao volante com um tutor, fora do contexto habitual das aulas com instrutor.</p>
<p><strong>O que é a condução acompanhada por tutor?</strong></p>
<p>A condução acompanhada permite que um candidato à carta pratique ao volante com uma pessoa escolhida para o acompanhar, desde que essa pessoa cumpra os requisitos legais. Pode ser um familiar, como o pai, a mãe ou um avô, mas também um amigo.</p>
<p>A ideia é permitir mais horas de prática em contexto real, sem substituir totalmente o processo formal de obtenção da carta. O candidato continua ligado a uma escola de condução, mantém a formação teórica e tem de cumprir os passos previstos antes de se apresentar a exame.</p>
<p><strong>O que muda com as novas regras?</strong></p>
<p>A principal alteração está na simplificação do processo. Até agora, o tutor tinha de frequentar formação específica numa escola de condução, uma exigência que afastava muitos interessados e tornava a modalidade pouco usada.</p>
<p>Com as novas regras, essa formação deixa de ser obrigatória. Passa a ser suficiente que a escola de condução comunique ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes a identificação do tutor e confirme que este reúne as condições exigidas por lei.</p>
<p><strong>Quem pode ser tutor?</strong></p>
<p>Nem todas as pessoas podem assumir esta função. O tutor tem de ter carta de condução da categoria B há pelo menos dez anos, emitida em Portugal ou noutro Estado-membro da União Europeia.</p>
<p>No caso de cartas obtidas fora deste enquadramento, a habilitação tem de estar reconhecida pelas autoridades portuguesas há pelo menos cinco anos, desde que tenha sido emitida no país de origem há pelo menos dez anos. O tutor não pode ser instrutor nem examinador de condução.</p>
<p>Há ainda um limite adicional: cada tutor só pode acompanhar até cinco candidatos em cada período de dez anos.</p>
<p><strong>A escola de condução deixa de ser obrigatória?</strong></p>
<p>Não. A inscrição numa escola de condução continua a ser obrigatória. O candidato tem de frequentar a formação teórica, manter o vínculo à escola e cumprir os requisitos necessários para avançar no processo.</p>
<p>A condução acompanhada surge como complemento à aprendizagem prática, permitindo ao candidato ganhar mais experiência ao volante. No final, pode apresentar-se diretamente a exame ou realizar um teste de aferição na escola, para avaliar se está preparado ou se precisa de aulas complementares.</p>
<p><strong>Quando é que o candidato pode ir a exame?</strong></p>
<p>A condução acompanhada só pode começar depois de a escola comunicar ao IMT a identificação do tutor e confirmar que estão reunidas as condições legais.</p>
<p>A partir dessa comunicação, há um prazo mínimo de 90 dias até o candidato poder ser proposto a exame prático. Se optar por ir a exame sem fazer o teste de aferição na escola e reprovar, só poderá voltar a tentar quatro meses depois, salvo se fizer formação específica.</p>
<p><strong>Onde se pode conduzir com tutor?</strong></p>
<p>A lei impõe restrições. A condução acompanhada não deve ocorrer em vias ou períodos com elevado volume de tráfego, cabendo ao tutor escolher horários e percursos adequados ao nível de experiência do candidato.</p>
<p>A PSP e a GNR podem intervir se considerarem que a condução está a decorrer em condições inadequadas ou perigosas. Os municípios também podem definir zonas onde esta modalidade não é permitida.</p>
<p><strong>Quem responde em caso de acidente ou infração?</strong></p>
<p>A responsabilidade recai, em regra, sobre o tutor. A legislação estabelece que o tutor responde pelos danos e infrações cometidos pelo candidato durante a condução acompanhada, exceto quando estes resultem do incumprimento das instruções dadas.</p>
<p>Por esse motivo, é obrigatório que exista um seguro automóvel que cubra os danos causados durante a aprendizagem. Antes de iniciar a condução acompanhada, é aconselhável confirmar junto da seguradora quais as coberturas existentes.</p>
<p><strong>Porque é que as escolas de condução estão contra?</strong></p>
<p>A medida está longe de reunir consenso. A Associação Nacional de Escolas de Condução classificou as novas regras como um “retrocesso civilizacional” na segurança rodoviária e um “erro estratégico com consequências previsíveis” na sinistralidade.</p>
<p>A ANIECA defende que a redução da formação prática ministrada por instrutores certificados e a sua substituição parcial por regimes de condução acompanhada com tutores não profissionais pode comprometer a qualidade da formação dos futuros condutores. A associação alerta ainda para o facto de a aprendizagem decorrer em veículos sem duplos comandos, ao contrário do que acontece nas aulas com instrutor.</p>
<p><strong>O que diz o Governo?</strong></p>
<p>O Governo defende que o regime garante as condições de segurança rodoviária e dá mais flexibilidade aos candidatos. O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, apresentou a medida como uma forma de permitir a transmissão de ensinamentos “de pai para filho, de avô para neto”, sem retirar às escolas de condução o seu papel essencial.</p>
<p>Além da condução acompanhada por tutor, o pacote aprovado inclui outras alterações ao ensino da condução, como a possibilidade de exames teóricos em língua estrangeira, novas ferramentas tecnológicas de apoio à avaliação dos exames e regras sobre testes de condução autónoma na via pública.</p>
<p><strong>O que está em causa?</strong></p>
<p>Para os candidatos, a novidade pode significar mais tempo de prática, maior flexibilidade e uma aprendizagem mais próxima da condução real do dia a dia.</p>
<p>Para os críticos, o risco está precisamente aí: colocar condutores ainda em formação em estradas abertas, acompanhados por pessoas experientes, mas sem preparação pedagógica específica nem veículos com comandos adaptados. A eficácia do novo regime dependerá agora da fiscalização, da forma como as escolas aplicarem as regras e da responsabilidade assumida pelos tutores.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781324]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Julho dá fôlego aos reformados: pensão e subsídio de férias chegam nos próximos dias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 09:54:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O pagamento da Segurança Social abrange cerca de três milhões de pensionistas e representa uma das maiores operações anuais de transferência de prestações sociais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Julho traz um aumento temporário no valor recebido por milhões de pensionistas. Este mês, a pensão mensal é paga juntamente com o subsídio de férias, o que significa que muitos reformados vão receber de uma só vez um montante equivalente a duas prestações.</p>
<p class="isSelectedEnd">O calendário, no entanto, não é igual para todos. Os pensionistas da Segurança Social serão os primeiros a receber: o pagamento está previsto para quarta-feira, 8 de julho, abrangendo pensões de velhice, invalidez e sobrevivência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os aposentados e reformados da Caixa Geral de Aposentações terão de esperar mais alguns dias. Neste caso, a pensão de julho e o 14.º mês serão transferidos a 17 de julho, segundo o calendário oficial da CGA.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Três milhões recebem já esta semana</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O pagamento da Segurança Social abrange cerca de três milhões de pensionistas e representa uma das maiores operações anuais de transferência de prestações sociais. Para muitos agregados, este reforço chega numa altura em que o orçamento familiar tende a ficar mais pressionado, seja por despesas de verão, deslocações, apoio à família ou pelo aumento geral do custo de vida.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além das pensões e do subsídio de férias, o dia 8 concentra outros pagamentos sociais. Estão também previstos o Complemento Solidário para Idosos, a Prestação Social para a Inclusão e o reembolso de despesas de funeral. Como a data coincide com uma quarta-feira, não há alterações ao calendário habitual.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os valores pagos em julho já refletem a atualização aplicada às pensões no início de 2026. As pensões até 1.074,26 euros subiram 2,8%. Nos escalões seguintes, os aumentos foram de 2,27% e 2,02%. Já as pensões superiores a 6.445,56 euros, correspondentes a mais de 12 vezes o Indexante dos Apoios Sociais, não foram atualizadas este ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também as pensões mínimas foram revistas. Quem tem entre 15 e 20 anos de descontos recebe, no mínimo, 357,80 euros por mês. Em julho, com o subsídio de férias, o valor recebido sobe para 715,60 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para pensionistas com 31 ou mais anos de carreira contributiva, a pensão mínima é de 493,52 euros. Com o pagamento do subsídio de férias, o valor deste mês passa para pelo menos 987,04 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Caixa Geral de Aposentações paga a 17 de julho</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Cerca de meio milhão de aposentados e reformados da CGA recebem mais tarde. A transferência da pensão de julho e do subsídio de férias está marcada para 17 de julho.</p>
<p class="isSelectedEnd">A diferença de calendário significa que o reforço financeiro dos pensionistas se prolonga por mais de uma semana, entre os pagamentos da Segurança Social e os da Caixa Geral de Aposentações.</p>
<p class="isSelectedEnd">O mês de julho inclui ainda várias datas relevantes para prestações sociais. O apoio à renda é pago a 7 de julho. As prestações familiares e o primeiro pagamento dos subsídios de desemprego, doença, parentalidade e ação social estão previstos para 16 de julho.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores é processado no dia 21. Já o Rendimento Social de Inserção, o Fundo de Garantia Salarial e o segundo pagamento de várias prestações sociais ficam previstos para os dias 23 e 28.</p>
<p class="isSelectedEnd">Caso o dinheiro não entre na conta na data esperada, o primeiro passo é verificar se o IBAN registado está correto. Erros nos dados bancários continuam a ser uma das causas mais frequentes de atrasos.</p>
<p>Se a situação não ficar esclarecida, os pensionistas devem consultar a Segurança Social Direta ou contactar os serviços competentes para confirmar o estado do pagamento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785771]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Taxa Euribor desce a seis e a 12 meses e mantém-se a três meses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 09:49:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Euribor desceu hoje a seis e a 12 meses e manteve-se a três meses face a sexta-feira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Euribor desceu hoje a seis e a 12 meses e manteve-se a três meses face a sexta-feira.</p>
<p>Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que se manteve em 2,321%, continuou abaixo das taxas a seis (2,547%) e a 12 meses (2,693%).</p>
<p>A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu hoje, ao ser fixada em 2,547%, menos 0,007 pontos do que na sexta-feira.</p>
<p>Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a maio indicam que a Euribor a seis meses representava 39,77% do &#8216;stock&#8217; de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.</p>
<p>Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,39% e 24,45%, respetivamente.</p>
<p>No prazo a 12 meses, a taxa Euribor recuou hoje para 2,693%, menos 0,016 pontos que na sessão anterior.</p>
<p>Em 11 de junho, como antecipado pelo mercado, o BCE decidiu na reunião de política monetária subir, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente em 0,25 pontos percentuais.</p>
<p>Na anterior reunião, em 30 de abril, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sétima reunião de política monetária consecutiva, como também tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.</p>
<p>A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 22 e 23 de julho em Frankfurt.</p>
<p>Em junho, a média mensal da Euribor subiu a três e a seis meses, tendo recuado a 12 meses.</p>
<p>A seis meses, a média subiu 0,060 pontos, para 2,596%, a três meses avançou 0,113 pontos, para 2,339%, enquanto a 12 meses recuou 0,006 pontos, para 2,798%.</p>
<p>As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785773]]></sapo:autor>
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		<title>Algarve vai ter comboios elétricos de ponta a ponta a partir de 19 de julho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 09:41:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A mudança permitirá à CP reformular a oferta regional, aumentando o número de circulações, eliminando a necessidade de transbordo em Faro e reduzindo os tempos de viagem entre o Sotavento e o Barlavento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A linha ferroviária do Algarve vai passar a funcionar com comboios elétricos em toda a sua extensão a partir de 19 de julho. A mudança permitirá à CP reformular a oferta regional, aumentando o número de circulações, eliminando a necessidade de transbordo em Faro e reduzindo os tempos de viagem entre o Sotavento e o Barlavento.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.publico.pt/2026/07/06/economia/noticia/comboios-electricos-linha-algarve-partir-19-julho-2180618" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, a partir dessa data o número de comboios entre Vila Real de Santo António e Lagos sobe de 12 para 16 circulações em cada sentido. A principal alteração para os passageiros será o fim da obrigatoriedade de mudar de comboio em Faro, situação que se mantinha há cerca de 25 anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">As viagens passam assim a ser diretas entre as duas extremidades da região, ligando Vila Real de Santo António a Lagos sem interrupção operacional em Faro. A mudança representa um avanço na utilização diária da linha, embora a oferta continue assente sobretudo em comboios regionais com paragem em todas as estações e apeadeiros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Viagem entre Vila Real de Santo António e Lagos fica mais rápida</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A eletrificação da linha vai permitir algum ganho de tempo, sobretudo devido à maior capacidade de aceleração e travagem das Unidades Triplas Elétricas que passarão a operar no Algarve. Em média, o percurso entre Vila Real de Santo António e Lagos deverá passar de 3h09 para 2h39.</p>
<p class="isSelectedEnd">Parte dessa redução resulta do fim do transbordo em Faro, mas a tração elétrica também contribui para encurtar os tempos de deslocação. A melhoria é mais visível no troço entre Faro e Lagos, onde a viagem deverá baixar dos atuais 1h50 para cerca de 1h30.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Público, a principal diferença na oferta será a criação de um serviço inter-regional em cada sentido, capaz de ligar Vila Real de Santo António a Lagos em 2h16. No sentido inverso, a viagem deverá demorar 2h20. Ainda assim, este tempo é apenas dez minutos inferior ao registado em 1995.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Últimos comboios continuam a sair cedo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da nova oferta e da eletrificação integral, a CP não vai alargar o período diário de funcionamento da linha. O último comboio a partir de Vila Real de Santo António sairá às 20h34, enquanto de Lagos a última partida será às 20h22.</p>
<p class="isSelectedEnd">A limitação mantém uma crítica antiga à operação ferroviária no Algarve, sobretudo durante o verão, quando os horários noturnos poderiam servir deslocações de lazer e turismo. O contraste é evidente com décadas anteriores: nos anos 60, o último comboio a sair de Lagos partia às 22h55, e nos anos 80 às 21h40.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Intercidades e Alfa Pendular não chegam ao Guadiana</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A entrada da eletrificação em toda a linha não será acompanhada pelo prolongamento dos serviços Intercidades ou Alfa Pendular até Vila Real de Santo António. A possibilidade de criar ligações diretas desde Lisboa ou Porto até à margem do Guadiana ficou afastada nesta fase.</p>
<p class="isSelectedEnd">O motivo está nas pontes metálicas de Faro, Tavira e Almargem, que não foram reforçadas na intervenção feita pela Infraestruturas de Portugal. Estas estruturas não suportam a passagem de comboios Intercidades com locomotiva, o que impede o prolongamento desses serviços.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Infraestruturas de Portugal indicou que o concurso público para substituir estas pontes deverá ser lançado “dentro de algumas semanas”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Automotoras azuis dão lugar a comboios elétricos amarelos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Com a nova fase da linha do Algarve, as antigas automotoras azuis a diesel serão substituídas por comboios elétricos amarelos. As unidades que vão circular na região não são novas: foram construídas pela Sorefame nos anos 70, mas modernizadas no início dos anos 2000.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da idade, estas unidades são consideradas uma das séries mais fiáveis da frota da CP. Têm ainda uma vantagem relevante para o Algarve: são conhecidas por terem um sistema de ar condicionado eficiente, sendo descritas como algumas das carruagens mais frescas da empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">A substituição da tração diesel pela elétrica representa também um ganho ambiental, ao reduzir a utilização de automotoras movidas a combustíveis fósseis numa linha regional de grande extensão.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Automotoras diesel seguem para o Oeste e Alentejo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A chegada dos comboios elétricos ao Algarve deverá ter impacto noutras regiões. As automotoras diesel que deixam de ser necessárias na linha algarvia serão transferidas para reforçar o serviço no Oeste e no Alentejo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estas linhas têm sido afetadas pela falta de material circulante, com supressões e avarias em plena via, nomeadamente entre Casa Branca e Beja. Com a redistribuição das automotoras, a CP passa a ter menos margem para justificar falhas de operação nesses eixos com falta de comboios disponíveis.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Eletrificação chega com seis anos de atraso</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A eletrificação ferroviária chegou ao Algarve em 2004, mas apenas no troço central entre Tunes e Faro. Essa intervenção surgiu no âmbito dos investimentos associados ao Euro 2004, que permitiram eletrificar a ligação ferroviária entre Lisboa e Faro, deixando de fora as extremidades da linha algarvia.</p>
<p class="isSelectedEnd">O programa Ferrovia 2020 previa eletrificar os troços Faro–Vila Real de Santo António, com 57 quilómetros, e Tunes–Lagos, com 46 quilómetros, entre 2019 e 2021. No entanto, as obras só foram consignadas em 2021 e 2022.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na altura, foi anunciado que o troço a Sotavento ficaria concluído em 2023 e o de Barlavento em 2024. Os trabalhos só terminaram em outubro de 2025, seguindo-se um processo de homologação demorado.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Linha continua longe de uma modernização profunda</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da eletrificação, a intervenção não alterou de forma estrutural a capacidade da linha do Algarve. A obra limitou-se essencialmente a eletrificar a infraestrutura existente, sem melhorar o traçado para permitir velocidades mais elevadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Após a mudança para tração elétrica, a velocidade comercial entre Vila Real de Santo António e Lagos deverá rondar os 53 quilómetros por hora. Este valor resulta da combinação entre paragens em todas as estações e apeadeiros e a ausência de investimento mais profundo na infraestrutura.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também ficou por fazer a duplicação do troço central entre Tunes e Faro, o mais sobrecarregado da linha, por concentrar comboios regionais e serviços de longo curso como Intercidades e Alfa Pendular.</p>
<p>Com 141 quilómetros em via única, a linha do Algarve ganha agora uma operação menos poluente e mais direta, mas continua limitada por uma infraestrutura que dificilmente permitirá, sem novos investimentos, um serviço ferroviário ajustado às necessidades do século XXI.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785762]]></sapo:autor>
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		<title>Rui Miguel Nabeiro destaca crescimento da Delta no Luxemburgo junto de novos consumidores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 09:34:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Delta]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Luxemburgo]]></category>
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					<description><![CDATA[O CEO da Delta Cafés, Rui Miguel Nabeiro, destacou o crescimento da marca no Luxemburgo, sublinhando que a empresa tem vindo a alargar a sua presença para além da comunidade portuguesa e a conquistar consumidores de diferentes nacionalidades.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O CEO da Delta Cafés, Rui Miguel Nabeiro, destacou o crescimento da marca no Luxemburgo, sublinhando que a empresa tem vindo a alargar a sua presença para além da comunidade portuguesa e a conquistar consumidores de diferentes nacionalidades.</p>
<p>Numa publicação partilhada na rede social LinkedIn, o responsável revelou ter estado no Luxemburgo para mais uma sessão da iniciativa &#8220;Mensagem do CEO&#8221; com as equipas locais, aproveitando a visita para enaltecer a evolução da operação naquele mercado.</p>
<p>Segundo Rui Miguel Nabeiro, o Luxemburgo tem um significado especial para a Delta, por ter sido um dos países onde muitos emigrantes portugueses encontraram uma ligação às suas origens através da marca. No entanto, refere que essa realidade evoluiu ao longo dos anos.</p>
<p>&#8220;Hoje, a Delta cresce muito para além da comunidade portuguesa. É uma marca cada vez mais reconhecida por consumidores de diferentes nacionalidades, resultado do trabalho consistente das nossas equipas e da confiança que conquistámos ao longo dos anos&#8221;, escreveu.</p>
<p>Durante a visita, o CEO destacou ainda o trabalho desenvolvido pela equipa local, que descreveu como &#8220;unida, multicultural e muito comprometida&#8221; com o projeto da empresa.</p>
<p>Na mesma publicação, Rui Miguel Nabeiro defendeu que a internacionalização da Delta assenta numa estratégia de proximidade. &#8220;À medida que crescemos internacionalmente, há uma convicção que se reforça: as marcas constroem-se mercado a mercado, cliente a cliente e, acima de tudo, pessoa a pessoa&#8221;, afirmou.</p>
<p><iframe title="Publicação incorporada" src="https://www.linkedin.com/embed/feed/update/urn:li:ugcPost:7478499971151937536" width="504" height="1070" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785758]]></sapo:autor>
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		<title>Da previsão à prevenção: Como a Inteligência Artificial está a reinventar os seguros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 09:18:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Executive IT]]></category>
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		<category><![CDATA[ia]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de  Paulo Bracons, Diretor do Programa de Inovação e Transformação em Seguros da Católica-Lisbon SBE]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Paulo Bracons*, Diretor do Programa de Inovação e Transformação em Seguros da Católica-Lisbon SBE</strong></em></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>A indústria seguradora está perante uma das maiores transformações da sua história. Durante décadas, os seguros evoluíram através de melhorias / evoluções graduais nos produtos, nos canais de distribuição e nos processos operacionais. Hoje, porém, a Inteligência Artificial (IA) está a provocar uma mudança muito mais profunda: não apenas altera a forma como as seguradoras trabalham, mas transforma também a própria natureza dos riscos que procuram proteger. E estas alterações têm um profundo impacto nos modelos de negócio e de gestão de risco do setor segurador.</p>
<p>A IA começou por ajudar as organizações a compreender o passado através da análise de grandes volumes de dados. Mais recentemente, passou a permitir antecipar tendências e prever acontecimentos futuros. Agora, com o surgimento da IA generativa e dos sistemas agentes (<em>Agentic AI</em>), entramos numa nova fase: a capacidade de agir autonomamente, tomar decisões e executar tarefas complexas. Esta evolução representa uma mudança estrutural para o setor segurador.</p>
<p>Os impactos já são visíveis em praticamente toda a cadeia de valor. Na subscrição, a IA permite obter cotações em tempo real através de chatbots  que geram “conversações naturais” com clientes, simplificando significativamente o processo de contratação. No pricing, modelos avançados analisam milhões de pontos de dados para melhorar a precisão da avaliação do risco e acelerar a definição do preço e a tomada de decisão. Na gestão de sinistros, sistemas inteligentes conseguem processar participações, validar informação e efetuar pagamentos em segundos, reduzindo custos e melhorando a experiência do cliente.</p>
<p>Ao mesmo tempo, os colaboradores das seguradoras estão a beneficiar de copilotos digitais que resumem informação complexa, apoiam a elaboração de relatórios, facilitam a pesquisa documental e auxiliam os subscritores na avaliação de riscos. A IA está, assim, a aumentar a produtividade e a permitir que os profissionais se concentrem em atividades de maior valor acrescentado, em detrimento de tarefas rotineiras.</p>
<p>Contudo, esta transformação operacional representa apenas a face mais visível da mudança. O impacto mais profundo está a verificar-se ao nível dos próprios riscos e do seu impacto nos modelos de negócio.</p>
<p>Historicamente, os seguros foram concebidos para proteger ativos físicos, acidentes, eventos relativamente previsíveis e riscos individuais. Os riscos emergentes do século XXI apresentam características muito diferentes. São frequentemente interligados, sistémicos, intangíveis e altamente dinâmicos.</p>
<p>Um incidente tecnológico pode hoje afetar simultaneamente milhões de pessoas e empresas. Os eventos climáticos extremos podem provocar perdas em regiões inteiras. Ativos como dados, algoritmos, reputação ou propriedade intelectual tornaram-se tão relevantes quanto os ativos físicos tradicionais. Além disso, a velocidade de evolução destes riscos é superior à capacidade dos modelos tradicionais de desenvolvimento de produtos de seguros os absorverem.</p>
<p>Paradoxalmente, a IA é simultaneamente uma solução e uma nova fonte de risco. Pela primeira vez, temos sistemas capazes de aprender, adaptar-se e tomar decisões com elevado grau de autonomia. Isto levanta questões inéditas para o setor segurador, em vários planos. Quem responde por uma decisão incorreta tomada por um agente autónomo? Quem assume a responsabilidade por um conselho financeiro gerado por IA ou por um erro clínico suportado por sistemas inteligentes? Como segurar tecnologias que evoluem continuamente e cujo comportamento pode alterar-se ao longo do tempo?</p>
<p>A mobilidade autónoma constitui um exemplo particularmente ilustrativo desta transformação. Quando o condutor deixa de ser o principal responsável pela condução, o risco desloca-se progressivamente da pessoa para a tecnologia e para a empresa que a produz. Consequentemente, a responsabilidade poderá transferir-se para fabricantes, empresas de <em>software</em> e operadores de plataformas tecnológicas. Esta evolução exigirá novos modelos de subscrição, novas coberturas e dará uma maior relevância aos riscos cibernéticos.</p>
<p>Mas talvez a maior mudança esteja na própria definição do que significa “seguro”. Tradicionalmente, o modelo segurador assentava em três etapas fundamentais: identificar o risco, precificar esse risco e indemnizar quando ocorria um sinistro. O seguro funcionava essencialmente como um mecanismo financeiro de compensação de perdas.</p>
<p>Com a IA, este paradigma começa a mudar. As seguradoras passam a poder monitorizar continuamente os riscos, antecipar problemas, proteger os clientes e prevenir a ocorrência de sinistros. O seguro deixa de ser apenas uma promessa de indemnização futura para se transformar numa presença permanente ao longo da vida do cliente.</p>
<p>Num mundo cada vez mais alimentado / dependente de sensores, internet das coisas (IOT), monitorização online da saúde, <em>digital twins</em>, dados meteorológicos / climáticos em tempo real e ecossistemas digitais integrados, a prevenção tende a tornar-se tão importante quanto a proteção financeira. O valor deixará de ser medido apenas pela rapidez com que uma seguradora paga um sinistro, mas também pela sua capacidade de evitar que esse sinistro aconteça.</p>
<p>É neste contexto que os seguros do futuro serão cada vez mais invisíveis, personalizados e contínuos. Invisíveis porque estarão integrados em produtos e serviços do quotidiano. Personalizados porque serão adaptados em tempo real ao perfil de risco de cada indivíduo ou empresa, mas jamais serão ajustados <em>“one-to-one”</em>, pois isso “mataria” o conceito de seguro, que assenta em princípios de mutualização de riscos. Contínuos porque acompanharão permanentemente os clientes através de sistemas inteligentes de monitorização e prevenção.</p>
<p>Para que esta visão se concretize em Portugal, onde temos seguradoras em patamares muito diferentes de transformação digital, a implementação da IA no setor segurador deverá assentar em cinco prioridades estratégicas. Primeiro, investir na qualidade, governação e integração dos dados. A IA será tão e mais eficaz quanto os dados que a alimentam. Sem dados fiáveis, estruturados e acessíveis, os benefícios da tecnologia serão limitados.</p>
<p>Segundo, desenvolver uma estratégia clara de capacitação das pessoas. O futuro não será definido pela substituição de profissionais por máquinas, mas pela colaboração entre ambos. As seguradoras terão de investir significativamente na literacia digital e na formação dos seus colaboradores.</p>
<p>Terceiro, criar modelos robustos de governação e ética da IA. Transparência, responsabilidade, explicabilidade e coerência dos algoritmos e supervisão humana serão elementos essenciais para garantir a confiança dos clientes, reguladores e investidores.</p>
<p>Quarto, acelerar a inovação através de projetos-piloto focados em resultados concretos. Em vez de grandes programas tecnológicos, será mais eficaz começar por casos de uso específicos em áreas como subscrição, sinistros, fraude, atendimento ao cliente / <em>customer service</em> e apoio aos colaboradores.</p>
<p>Quinto, reforçar a colaboração entre seguradoras, universidades, <em>startups</em>, <em>insurtechs</em>, reguladores e entidades públicas. O desenvolvimento de um ecossistema nacional de inovação será determinante para aumentar a competitividade do mercado português.</p>
<p>Apesar de toda esta evolução tecnológica, existe um elemento que continuará a ser determinante: a confiança. Num contexto em que decisões são cada vez mais suportadas por algoritmos, a qualidade dos dados, a governação, a transparência e a responsabilidade tornam-se fatores críticos. O verdadeiro desafio não é apenas tecnológico; é também estratégico, organizacional e humano.</p>
<p>A Inteligência Artificial não representa apenas mais uma inovação para o setor segurador. Representa uma redefinição profunda do seu propósito. O setor está a evoluir de um modelo centrado na previsão e compensação de perdas para um modelo orientado para a prevenção, proteção e criação contínua de valor. As seguradoras que compreenderem esta mudança e conseguirem combinar tecnologia, inovação e confiança estarão mais bem posicionadas para liderar o futuro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(*) Economista e Consultor no setor segurador e de gestão de risco; Diretor do Programa “Inovação e Transformação em Seguros”, da Católica-Lisbon, SBE; Presidente do Conselho Fiscal do Fórum Insurtech e Fintech Portugal (FIF).</p>
<p>Nota: Este texto é uma adaptação da apresentação feita pelo seu autor no Marketeer Seguros Summit, no passado dia 18 de Junho de 2026, que ocorreu no Auditório Principal da Católica Lisbon SBE.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Paulo Bracons, Diretor do Programa de Inovação e Transformação em Seguros da Católica-Lisbon SBE]]></sapo:autor>
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		<title>Ilha estratégica no Báltico prepara-se para o pior: Gotland reforça defesa perante ameaça russa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 09:13:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois de anos de desmilitarização, este território estratégico está a ser rapidamente reforçado com militares, recrutas e planos de resiliência civil, num contexto de crescente preocupação com a Rússia e com a segurança no norte da Europa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A ilha sueca de Gotland, no mar Báltico, voltou a ocupar um lugar central nos planos de defesa da Suécia e da NATO. Depois de anos de desmilitarização, este território estratégico está a ser rapidamente reforçado com militares, recrutas e planos de resiliência civil, num contexto de crescente preocupação com a Rússia e com a segurança no norte da Europa.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o Guardian, Gotland é vista como uma peça-chave no equilíbrio militar do Báltico. A ilha fica a 275 quilómetros de Kaliningrado, o enclave russo altamente militarizado entre a Lituânia e a Polónia, e a 87 quilómetros do território continental sueco. Pela sua localização, controlar Gotland significa ganhar capacidade para influenciar operações marítimas e aéreas na região.</p>
<p class="isSelectedEnd">O coronel Andreas Gustafsson, comandante do Exército sueco em Gotland, resume a importância da ilha de forma direta: quem controlar Gotland, controla também o mar Báltico. Para a Suécia, a prioridade é impedir qualquer tentativa russa de ganhar uma posição naquele território, não apenas por razões nacionais, mas também pelo impacto que isso teria na defesa coletiva da NATO.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Recrutas regressam a uma ilha que tinha sido desmilitarizada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A remilitarização de Gotland está a avançar a grande velocidade. Durante a Guerra Fria, a ilha chegou a ter quatro regimentos e uma força de 25 mil soldados em caso de mobilização total. Mas em 2005 o último regimento, o P18, foi encerrado, restando apenas uma força reduzida da Guarda Nacional.</p>
<p class="isSelectedEnd">A situação começou a mudar em 2018, quando o P18 foi reativado perante o aumento dos receios de agressão russa. A invasão em larga escala da Ucrânia acelerou ainda mais este processo. Desde a entrada da Suécia na NATO, Gotland passou também a receber com maior frequência exercícios militares da Aliança Atlântica.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os novos militares está Ella Adman, uma recruta de 19 anos que cresceu na ilha e que, poucos meses depois de terminar a escola, passou a cumprir serviço militar obrigatório. Segundo o Guardian, Adman nunca tinha segurado uma arma antes de entrar no treino militar. Agora, prepara-se para uma primeira missão oficial em Estocolmo, onde deverá fazer guarda à família real sueca.</p>
<p class="isSelectedEnd">A experiência tem sido exigente. A jovem recruta enfrenta dias de treino longos, de cerca de 16 horas, ao lado de colegas homens. Ainda assim, diz estar a adaptar-se à disciplina militar e à força do trabalho em grupo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Suécia vê ataque-surpresa como cenário a planear</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nos planos de defesa suecos para 2025-2030, um ataque-surpresa a Gotland é identificado como uma das sete situações que exigem planeamento prioritário. Esse cenário poderia envolver uma operação aérea ou marítima destinada a instalar zonas de defesa naval e aérea perto da ilha.</p>
<p class="isSelectedEnd">As autoridades militares suecas consideram que a partir de Gotland é possível controlar operações no Báltico e influenciar a entrada de reforços nos Estados bálticos. Por isso, a ilha é relevante não só para Estocolmo, mas também para a segurança da NATO na região.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para já, o comando militar sueco não aponta para uma ameaça imediata de ataque convencional. Gustafsson considera mais prováveis ações de espionagem e sabotagem. Ainda assim, não exclui cenários mais graves, sobretudo se houver um cessar-fogo ou acordo de paz na Ucrânia que permita à Rússia redistribuir forças para a zona da Finlândia e dos Estados bálticos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O risco, alerta o coronel, é que Moscovo se torne mais desesperada à medida que aumenta a pressão sobre o regime russo. Nessa situação, a margem para movimentos imprevisíveis também cresce.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Gotland quer manter civis no terreno em caso de crise</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A estratégia sueca não passa apenas pelo reforço militar. Em caso de ataque, a Suécia prevê defender Gotland e, sempre que possível, manter a população civil no local. Quando mobilizado, o grupo de combate destinado a proteger a ilha ronda os 4.500 militares.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mas as autoridades esperam que a presença militar funcione sobretudo como elemento dissuasor. Ao mesmo tempo, Gotland está a servir como plataforma de teste para a defesa civil do país, num modelo que poderá ser aplicado noutras zonas da Suécia.</p>
<p class="isSelectedEnd">A preparação civil ganhou nova importância entre os moradores. Eva Rinblad, médica de 49 anos, criou há cerca de um ano um grupo de preparação de emergência no seu bairro. A iniciativa surgiu depois de alertas crescentes das autoridades e segue as orientações do programa Stark socken, uma iniciativa de resiliência civil em Gotland.</p>
<p class="isSelectedEnd">O grupo começou por fazer um inventário local de recursos como água, eletricidade e comunicações. O passo seguinte será mapear fontes de água disponíveis. A questão é particularmente relevante porque Gotland enfrenta regularmente problemas de escassez de água, embora muitos residentes em zonas rurais tenham poços próprios.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Autossuficiência tornou-se prioridade</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A preocupação das autoridades é que, em caso de ataque ou crise grave, Gotland possa ficar isolada e com fluxos de abastecimento interrompidos. Por isso, a autossuficiência passou a ser uma prioridade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Rinblad tem em casa uma cave dedicada a alimentos, hortas de frutas e legumes partilhadas com outra família, galinhas, patos, painéis solares e sistemas de recolha de água da chuva. Também quer criar um ponto local de segurança onde os moradores possam receber informação atualizada, aquecer-se, cozinhar, carregar telemóveis ou pernoitar se necessário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para a médica, mesmo numa situação extrema, a sociedade deve tentar manter a normalidade tanto quanto possível. Na sua visão, creches, escolas e locais de trabalho devem continuar a funcionar se as condições o permitirem.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda este ano, Gotland deverá realizar um teste de evacuação de emergência envolvendo várias centenas de pessoas, transferidas de uma zona da ilha para outra.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Defesa civil sueca chama a atenção de outros países</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Mikael Frisell, diretor-geral da agência sueca de defesa civil e resiliência, considera que a situação internacional é muito séria e que o Báltico é uma área onde a proximidade à Rússia se traduz em incidentes acima e abaixo da superfície.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para garantir a chamada defesa total de Gotland, Frisell defende a combinação entre presença militar e uma defesa civil forte, robusta e resiliente. Essa preparação, argumenta, contribui também para a defesa coletiva da NATO na região.</p>
<p class="isSelectedEnd">A agência sueca está a trabalhar no reforço dos serviços de emergência da ilha, recorrendo a ensinamentos retirados da guerra na Ucrânia. Entre as áreas em análise estão a resposta a um grande número de vítimas, a gestão de munições por explodir e as buscas em edifícios destruídos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Guardian, a preparação de Gotland está mais avançada do que em muitas outras zonas da Suécia por necessidade geográfica. A ilha está a ser usada como referência para o resto do país, e a abordagem sueca à defesa civil já despertou interesse internacional, incluindo do Reino Unido.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Remilitarização traz consenso, mas também tensão local</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A maioria da população apoia o regresso da presença militar a Gotland, mas o processo não é isento de atritos. Emil Edenborg, professor da Universidade de Estocolmo que estuda o papel das ilhas do Báltico, assinala que a remilitarização trouxe debates sobre licenças de construção e impactos no desenvolvimento de parques eólicos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para alguns residentes, o problema não está tanto nos militares locais, mas na perceção de que Estocolmo e a burocracia nacional nem sempre têm em conta os interesses dos habitantes da ilha. A defesa nacional tornou-se, assim, uma presença permanente na vida quotidiana de Gotland.</p>
<p>Em Visby, cidade medieval muralhada e destino turístico popular no verão, chegam ferries cheios de visitantes. Mas por trás da imagem de normalidade está uma ilha que se prepara para cenários extremos. Per Wikberg, responsável pela estratégia de preparação de Gotland, admite que o trabalho nunca estará concluído: a questão central é saber se os planos serão suficientes quando surgir uma crise real.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785750]]></sapo:autor>
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		<title>Maior exportador português de arroz vai investir 20 milhões de euros para aumentar fábrica e criar 56 empregos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:58:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Novarroz vai investir 19,6 milhões de euros na ampliação da sua unidade industrial em Oliveira de Azeméis, num projeto que foi reconhecido pelo Governo como de interesse estratégico para a economia nacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Novarroz, líder nacional na produção e exportação de arroz, vai investir 19,6 milhões de euros na ampliação da sua unidade industrial em Oliveira de Azeméis, num projeto que foi reconhecido pelo Governo como de interesse estratégico para a economia nacional.</p>
<p>O investimento, a executar entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2027, permitirá aumentar a capacidade produtiva da empresa e dotar a fábrica de novas soluções tecnológicas, com o objetivo de melhorar a eficiência operacional e diversificar a produção. Entre as novidades previstas está a internalização da produção de refeições prontas a consumir à base de arroz, acompanhando a evolução dos hábitos de consumo e a crescente procura por este tipo de produtos.</p>
<p>De acordo com o despacho publicado em <em>Diário da República</em>, o projeto prevê ainda a criação de 56 novos postos de trabalho, dos quais 11 serão qualificados, assegurando simultaneamente a manutenção dos atuais 123 empregos. Estima-se ainda que o investimento gere cerca de 30 postos de trabalho indiretos.</p>
<p>A empresa estima atingir um volume de negócios de 124,6 milhões de euros em 2029, sendo cerca de 65% das vendas destinadas aos mercados internacionais. O projeto deverá também reforçar o impacto da empresa na economia nacional, prevendo-se um aumento de 16,8% nas aquisições a fornecedores portugueses, o que representa um acréscimo de cerca de 6,8 milhões de euros entre 2023 e 2029.</p>
<p>Fundada em 1994 e sediada em Oliveira de Azeméis, a Novarroz é atualmente o maior produtor e exportador de arroz em Portugal. Está presente em 39 países e comercializa diversas marcas, entre as quais Louro, Oriente, Shiro, Cozinha Velha e Cataplana.</p>
<p>Na fundamentação da decisão, o Governo destaca que o investimento reforça a capacidade produtiva e tecnológica da empresa, promove a inovação, impulsiona a internacionalização e contribui para valorizar a produção nacional, consolidando o posicionamento do arroz português nos mercados internacionais. Por isso, considera que o projeto reúne os requisitos para ser classificado como de interesse estratégico para a economia portuguesa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785742]]></sapo:autor>
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		<title>A misteriosa plataforma que multiplicou por 18 a aposta na SpaceX</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:56:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um grupo de investidores conseguiu entrar no capital da SpaceX antes da estreia bolsista da empresa de Elon Musk e multiplicou por 18 o valor aplicado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Um grupo de investidores espanhóis conseguiu entrar no capital da SpaceX antes da estreia bolsista da empresa de Elon Musk e multiplicou por 18 o valor aplicado. A operação foi feita através da Galdana Ventures, uma plataforma de venture capital sediada em Barcelona que dá acesso a fundos tecnológicos dos Estados Unidos normalmente reservados a investidores institucionais e grandes fortunas.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o Cinco Días, os fundos de venture capital geridos pelo grupo AltamarCAM Partners e assessorados pela Galdana têm atualmente uma exposição próxima de 456 milhões de dólares à SpaceX, tomando como referência o preço de fecho de 171 dólares por ação registado a 30 de junho.</p>
<p class="isSelectedEnd">O retorno médio face ao investimento inicial é de 18 vezes. Na prática, uma aplicação de um milhão de dólares em ações da SpaceX através destes veículos passou a valer cerca de 18 milhões.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Galdana abriu a porta a fundos de Silicon Valley</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Galdana Ventures é responsável por assessorar os fundos especializados em tecnologia da AltamarCAM Partners, gestora espanhola recentemente adquirida pela seguradora Marsh. A exposição à SpaceX remonta a 2017 e resultou da capacidade dos sócios da Galdana para acederem a alguns dos principais gestores de venture capital do mundo.</p>
<p class="isSelectedEnd">O capital de risco é um segmento fechado e de elevado risco, normalmente fora do alcance do investidor comum. Estes fundos financiam startups e empresas emergentes com grande potencial de crescimento, mas também com elevada probabilidade de fracasso. Algumas desaparecem ao fim de poucos anos; outras tornam-se gigantes globais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por essa razão, o acesso é geralmente limitado a investidores institucionais, family offices de grandes fortunas, grupos industriais e seguradoras. Os montantes mínimos de entrada são elevados, muitas vezes de vários milhões de dólares, e o dinheiro fica indisponível durante longos períodos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Um dos ativos mais fechados do sistema financeiro</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo fontes financeiras citadas no texto, entrar nos fundos de venture capital de primeiro nível em Silicon Valley sempre foi extremamente difícil para novos investidores, por se tratar de um dos ativos mais exclusivos e fechados do sistema financeiro global.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Galdana conseguiu esse acesso através da rede dos seus fundadores, todos ligados ao setor tecnológico. Marcel Rafart e Javier Rubió criaram a empresa de aplicações móveis Cluster, enquanto Didac Lee e Roque Velasco fundaram a tecnológica Inspirit.</p>
<p class="isSelectedEnd">A exposição à SpaceX foi construída ao longo de vários anos, combinando diferentes estratégias de investimento em venture capital e em mercado secundário.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quem são os investidores?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A identidade final dos investidores espanhóis não é conhecida. O processo funciona através de divisões de banca privada, por onde os clientes aplicam dinheiro em fundos da AltamarCAM. Graças aos contactos da Galdana, esses fundos investem depois em veículos norte-americanos de venture capital que, por sua vez, participam em empresas como a SpaceX.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Cinco Días, os mesmos veículos também têm exposição a empresas de grande crescimento como Anthropic, OpenAI e Revolut, todas apontadas como candidatas a futuras estreias bolsistas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Marcel Rafart, sócio da Galdana, considera que a SpaceX é um dos casos mais relevantes de criação de valor das últimas décadas. Para o gestor, poucas organizações conseguiram construir uma vantagem competitiva tão forte num setor estratégico e, ao mesmo tempo, redefinir uma indústria inteira.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>SpaceX tornou-se peça central da nova corrida espacial</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A SpaceX é hoje um dos principais fornecedores da NASA e da Agência Espacial Europeia. A empresa lidera áreas como os lançamentos orbitais e a reutilização de foguetões, dois elementos decisivos para reduzir custos e aumentar a frequência das missões espaciais.</p>
<p class="isSelectedEnd">A companhia de Elon Musk é também proprietária da Starlink, rede de satélites que está a transformar o setor das telecomunicações. Esta combinação entre transporte espacial, infraestrutura orbital e serviços de conectividade explica parte do interesse dos investidores de capital de risco.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Empresas ficam mais tempo fora da bolsa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O caso da SpaceX ilustra uma mudança relevante nos mercados financeiros. As empresas tecnológicas de maior crescimento permanecem privadas durante mais tempo, o que significa que uma fatia crescente da criação de valor acontece antes da entrada em bolsa.</p>
<p class="isSelectedEnd">A SpaceX foi fundada em 2002 e passou quase um quarto de século em mãos privadas, sem disponibilizar ações ao público em geral. Esta tendência ganhou força depois do rebentamento da bolha das empresas tecnológicas, quando muitas startups ainda pouco maduras chegaram aos mercados apenas com a promessa de uma ideia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para os investidores institucionais com acesso a fundos de capital de risco, a contrapartida é clara: horizontes de investimento mais longos, menor liquidez e dinheiro imobilizado durante mais tempo em troca de uma expectativa de rentabilidade superior.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Aposta vai além da SpaceX</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A SpaceX é apenas uma das empresas presentes na carteira dos programas de venture capital do grupo AltamarCAM assessorados pela Galdana. O portefólio inclui áreas como inteligência artificial, software empresarial, fintech, saúde digital, infraestrutura tecnológica e tecnologia espacial.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as empresas em carteira estão Databricks, Replit, Notion, OpenEvidence e Abridge. A Galdana investiu em fundos de 54 gestoras de venture capital dos Estados Unidos, Europa, Israel, China e Coreia do Sul, que participam em cerca de 4.000 empresas.</p>
<p>Desse universo, 450 são unicórnios, designação atribuída a startups avaliadas em mais de 1.000 milhões de dólares. A firma está atualmente a levantar o fundo Galdana Ventures 2026, o quarto veículo deste tipo lançado em parceria com a Altamar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785741]]></sapo:autor>
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		<title>BCE alerta bancos para riscos da inteligência artificial e exige planos de contingência</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bce-alerta-bancos-para-riscos-da-inteligencia-artificial-e-exige-planos-de-contingencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:46:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os bancos terão de garantir que as respetivas organizações desenvolvem planos sólidos para responder a eventuais falhas, ataques ou vulnerabilidades relacionadas com a utilização e evolução da IA.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Banco Central Europeu colocou a cibersegurança e os riscos associados à inteligência artificial no centro das prioridades de supervisão da banca. O supervisor enviou uma carta aos presidentes executivos dos bancos para exigir maior preparação perante as novas ameaças tecnológicas e acelerar a criação de planos de contingência.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o Expansión, a carta enviada por Frankfurt é uma das ferramentas de alerta mais fortes usadas pelo BCE junto das instituições financeiras. O objetivo é envolver as administrações e toda a estrutura dos bancos na resposta a riscos que estão a ganhar dimensão com os novos modelos de inteligência artificial.</p>
<p class="isSelectedEnd">A preocupação principal está na capacidade dos modelos mais avançados de IA para identificar falhas nos sistemas de segurança dos bancos em poucos segundos. Perante essa realidade, o BCE quer que as entidades reforcem o investimento em cibersegurança e sejam capazes de corrigir vulnerabilidades em prazos muito curtos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>IA aumenta pressão sobre a cibersegurança da banca</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A ameaça não é vista como teórica pelo supervisor europeu. Os bancos já tinham sido chamados a Frankfurt, a 26 de maio, para discutir os riscos cibernéticos associados aos novos modelos de inteligência artificial. A partir dessa reunião, a expectativa no setor era que o BCE avançasse com uma comunicação formal aos máximos responsáveis das entidades.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa carta chegou agora às mãos dos presidentes executivos. Segundo o Expansión, os bancos terão de garantir que as respetivas organizações desenvolvem planos sólidos para responder a eventuais falhas, ataques ou vulnerabilidades relacionadas com a utilização e evolução da IA.</p>
<p class="isSelectedEnd">Fontes próximas de Frankfurt comparam o desafio à disputa permanente entre equipas de segurança e criminosos, mas numa escala muito mais acelerada. A diferença é que, com a inteligência artificial, a deteção de fragilidades pode ocorrer em segundos, obrigando os bancos a responder quase em tempo real.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>BCE usa instrumento de máxima pressão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O envio de uma carta aos presidentes executivos dos bancos é um sinal de forte preocupação por parte do BCE. A última vez que o supervisor recorreu a este instrumento foi depois da pandemia, em 2022, quando pediu maior atenção à gestão de ativos alavancados que poderiam transformar-se num risco sistémico em caso de choque nos mercados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Sempre que Frankfurt envia uma comunicação deste tipo, o setor tende a concentrar recursos na área assinalada. Desta vez, o foco passa pela resiliência tecnológica, pela proteção contra riscos cibernéticos e pela capacidade de resposta perante ameaças geradas ou agravadas pela inteligência artificial.</p>
<p class="isSelectedEnd">O BCE deverá acompanhar os progressos de forma periódica, medindo a evolução das medidas adotadas pelas instituições financeiras.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Frankfurt quer medir preparação dos bancos europeus</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nos últimos meses, o BCE tem mantido reuniões regulares com a maioria dos bancos da zona euro. O objetivo é recolher informação suficiente para avaliar o grau de preparação das instituições perante riscos tecnológicos cada vez mais complexos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além de construir um diagnóstico sobre a situação do setor, Frankfurt pretende reunir as medidas já aplicadas pelos bancos e transformá-las numa possível referência de boas práticas para diferentes jurisdições. A publicação dessa guia ainda não está decidida, num momento em que o supervisor também procura simplificar exigências burocráticas.</p>
<p class="isSelectedEnd">No BCE, a perceção é que a banca da zona euro já está atrasada na definição e aplicação de medidas sofisticadas de remediação para estes riscos. A carta enviada aos presidentes executivos surge, assim, como um novo impulso para acelerar a resposta e garantir que o tema é tratado ao mais alto nível dentro das instituições.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Banca entra numa nova fase de risco tecnológico</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A inteligência artificial está a obrigar o setor financeiro a rever a forma como encara a segurança digital. Para os bancos, a questão já não passa apenas por proteger sistemas contra ataques tradicionais, mas por preparar respostas rápidas a ferramentas capazes de identificar vulnerabilidades com uma velocidade inédita.</p>
<p>Com esta carta, o BCE deixa claro que espera mais investimento, maior coordenação interna e planos de contingência robustos. A supervisão bancária europeia passa a tratar os riscos da IA como uma ameaça estratégica, com potencial para afetar a estabilidade operacional das instituições financeiras.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785732]]></sapo:autor>
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		<title>China e Rússia iniciam exercícios navais conjuntos no mar Amarelo e no Pacífico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:45:10 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A China e a Rússia iniciaram hoje exercícios navais conjuntos em Qingdao (nordeste chinês), que decorrerão até 13 de julho no mar Amarelo e no Pacífico, anunciaram a agência Xinhua e o ministério da Defesa russo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A China e a Rússia iniciaram hoje exercícios navais conjuntos em Qingdao (nordeste chinês), que decorrerão até 13 de julho no mar Amarelo e no Pacífico, anunciaram a agência Xinhua e o ministério da Defesa russo.</p>
<p>Segundo a Xinhua, os dois países estabeleceram um comando conjunto, integrado por elementos das marinhas chinesa e russa, e os exercícios, designados Interação Marítima 2026, decorrem em três fases: concentração de forças, planeamento em porto e operações no mar.</p>
<p>A fase de concentração terminou no domingo e, após a cerimónia de abertura, as duas marinhas realizaram exercícios de coordenação tática e de comando, acrescentou a agência oficial.</p>
<p>O comando conjunto definiu ainda os principais objetivos da fase marítima, durante a qual os navios participantes vão operar em águas próximas de Qingdao para realizar exercícios de reconhecimento conjunto, defesa aérea e antimíssil, bem como treinos com recurso a fogo real.</p>
<p>O ministério da Defesa russo indicou anteriormente, através da rede social Telegram, que um destacamento da Frota russa do Pacífico chegou a Qingdao com o cruzador Variag, a corveta Rezkiy, o submarino Ufa e o navio de salvamento Igor Belousov.</p>
<p>Do lado chinês participam os contratorpedeiros Anshan e Kaifeng, a fragata Wuhu, um submarino diesel-elétrico da classe Yuan, o navio de reabastecimento Kekexilihu e o navio de salvamento Yangchenghu, segundo a mesma fonte.</p>
<p>As manobras incluem operações conjuntas de busca e salvamento, guerra antissubmarina, defesa aérea, exercícios de artilharia, além da participação de fuzileiros navais dos dois países e apoio da aviação naval.</p>
<p>O ministério da Defesa chinês anunciou no domingo que as marinhas da China e da Rússia realizariam este mês exercícios em águas e espaço aéreo chineses, seguidos de uma operação de &#8220;patrulhamento marítimo conjunto&#8221; em &#8220;áreas relevantes&#8221; do Pacífico.</p>
<p>Pequim indicou então que as manobras fazem parte do plano anual de cooperação entre as Forças Armadas dos dois países e visam &#8220;responder conjuntamente aos desafios de segurança&#8221; e &#8220;proteger a paz e a estabilidade regionais&#8221;.</p>
<p>Os exercícios decorrem numa altura de intensa atividade militar chinesa no Pacífico Ocidental, depois de a marinha do Exército de Libertação Popular ter lançado hoje um míssil estratégico, equipado com uma ogiva simulada, a partir de um submarino nuclear para águas do Pacífico.</p>
<p>As manobras coincidem também com o aumento das tensões em torno de Taiwan e com o agravamento das fricções entre Pequim e Tóquio devido à presença de navios chineses nas proximidades da ilha japonesa de Yonaguni e às restrições impostas pela China à exportação para entidades japonesas ligadas ao setor da defesa.</p>
<p>A China e a Rússia realizam exercícios militares conjuntos de forma regular desde que, no início de 2022, pouco antes da invasão russa da Ucrânia, anunciaram uma parceria estratégica reforçada, entretanto aprofundada através de manobras conjuntas, patrulhas aéreas e contactos frequentes entre os comandos militares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785735]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>China e Países de Língua Portuguesa reforçam cooperação cultural em Macau</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/china-e-paises-de-lingua-portuguesa-reforcam-cooperacao-cultural-em-macau/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:44:58 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[China e os Países de Língua Portuguesa celebram a diversidade cultural e o reforço do intercâmbio artístico na 18.ª Semana Cultural.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>China e os Países de Língua Portuguesa celebram a diversidade cultural e o reforço do intercâmbio artístico na 18.ª Semana Cultural. O evento, organizado pelo Secretariado Permanente do Fórum de Macau, decorre sob o tema “Encontros Culturais Sino-Lusófonos, Amizade sem Fronteiras” e a cerimónia inaugural reuniu representantes governamentais, diplomáticos e institucionais da China, da Região Administrativa Especial de Macau e dos Países de Língua Portuguesa.</p>
<p>Na cerimónia estiveram presentes, entre outros, a Secretária para a Economia e Finanças do Governo da RAEM, Ng Wai Han, o Subdirector do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central na RAEM, Yang Weiqun, e o Secretário-Geral do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Ji Xianzheng. Participaram também vários cônsules-gerais de países lusófonos e representantes de instituições locais e do sector empresarial.</p>
<p>No seu discurso, Ji Xianzheng destacou a importância da Semana Cultural no âmbito do Plano de Acção para a Cooperação Económica e Comercial do Fórum de Macau, sublinhando o papel da iniciativa na promoção do diálogo cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Enfatizou ainda a função de Macau enquanto plataforma de ligação e apelou à valorização das expressões culturais dos países participantes.</p>
<p>Após a cerimónia, o palco recebeu atuações de grupos artísticos de Macau e de vários Países de Língua Portuguesa, incluindo Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O espetáculo percorreu diferentes tradições musicais e coreográficas, do samba brasileiro ao fado português, passando por ritmos africanos e danças timorenses, num retrato da diversidade cultural do espaço sino-lusófono.</p>
<p>A programação da Semana Cultural decorre até 10 de julho, com atividades em Macau e, posteriormente, em Qinghai e Pequim. Em Macau, a Exposição de Artesanato dos Países de Língua Portuguesa, inaugurada a 29 de junho na Galeria do IAM, esteve patente ao público até 5 de julho.</p>
<p>A edição deste ano reforçou a Semana Cultural como plataforma de intercâmbio artístico e humano entre a China e os Países de Língua Portuguesa, promovendo maior proximidade cultural entre os participantes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785730]]></sapo:autor>
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		<title>Castlelake chega a acordo preliminar para comprar easyJet por 6,4 mil milhões de euros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:40:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A proposta abre caminho à possível retirada da companhia aérea britânica de baixo custo da bolsa, caso seja formalizada nos próximos dias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O fundo norte-americano Castlelake chegou a um acordo preliminar para comprar a easyJet, numa operação avaliada em 5,5 mil milhões de libras, cerca de 6,4 mil milhões de euros ao câmbio atual. A proposta abre caminho à possível retirada da companhia aérea britânica de baixo custo da bolsa, caso seja formalizada nos próximos dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o Financial Times, a easyJet informou que as duas partes chegaram a um entendimento sobre as condições financeiras da operação. O prazo para a Castlelake apresentar uma oferta firme foi prolongado até 3 de agosto, depois de estar inicialmente previsto que terminasse às 17h00 de ontem, ao abrigo das regras britânicas sobre aquisições.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proposta em cima da mesa prevê uma oferta em dinheiro de 6,90 libras por ação. Segundo a easyJet, este valor coloca a avaliação do capital da companhia em cerca de 5,5 mil milhões de libras. Um porta-voz da transportadora afirmou que a proposta se situa num nível que o conselho de administração está disposto a recomendar aos acionistas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quatro ofertas recusadas antes do acordo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O entendimento surge depois de uma ofensiva persistente da Castlelake para assumir o controlo da easyJet. O fundo norte-americano já tinha apresentado quatro propostas anteriores, todas rejeitadas pela companhia aérea por serem consideradas insuficientes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o FT, a easyJet classificou essas aproximações como “altamente oportunistas”, defendendo que o fundo procurava comprar a empresa num momento em que a cotação estava pressionada pela guerra no Irão, que afetou o setor aéreo de forma generalizada.</p>
<p class="isSelectedEnd">A quarta proposta rejeitada previa o pagamento de 6,50 libras por ação, cerca de 7,59 euros por título, avaliando a easyJet em 4,9 mil milhões de libras. Investidores da companhia tinham indicado anteriormente que esperavam que o conselho negociasse com a Castlelake em torno das 7 libras por ação.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Due diligence abriu caminho a nova proposta</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Castlelake sinalizou que poderia melhorar a oferta caso tivesse acesso a mais informação financeira sobre a easyJet. A companhia aceitou então colaborar numa revisão limitada das contas, num processo de due diligence destinado a permitir uma proposta mais atrativa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, a easyJet já tinha manifestado dúvidas sobre a estrutura de propriedade proposta pelo fundo e sobre a viabilidade de execução do plano apresentado para a companhia aérea. A empresa indicou, no entanto, que precisava de mais detalhes para avaliar a operação.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Castlelake tem experiência de várias décadas no arrendamento de aeronaves e detém também uma participação relevante na companhia aérea escandinava SAS.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>easyJet procura reforçar lucros e renovar frota</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Fundada como uma alternativa de baixo custo à British Airways, a easyJet tornou-se uma das maiores redes aéreas da Europa. A companhia tem procurado reforçar a rentabilidade e definiu como objetivo atingir lucros anuais de mil milhões de libras a médio prazo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A estratégia passa pela expansão do negócio de férias e pela incorporação de uma nova frota de aviões de passageiros mais eficientes no consumo de combustível do que os modelos anteriores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar dessa ambição, as ações da easyJet ainda não recuperaram totalmente do impacto da pandemia de Covid-19. A cotação da companhia não ultrapassa as 7 libras desde 2021, fator que ajudou a tornar a empresa alvo de interesse por parte da Castlelake.</p>
<p>Com o acordo preliminar agora alcançado, a próxima etapa será a apresentação de uma oferta formal. Se avançar e for aprovada pelos acionistas, a operação poderá retirar uma das maiores companhias aéreas de baixo custo da Europa dos mercados bolsistas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785728]]></sapo:autor>
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		<title>O mercado pode estar a viver um &#8216;déjà vu&#8217; da bolha tecnológica de 2000, alerta especialista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:30:47 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[O atual receio dos investidores de que a inteligência artificial (IA) torne obsoletos muitos modelos de negócio está a criar algumas das melhores oportunidades de investimento dos últimos anos, defende Simon Webber, Head of Global Equities da Schroders.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O atual receio dos investidores de que a inteligência artificial (IA) torne obsoletos muitos modelos de negócio está a criar algumas das melhores oportunidades de investimento dos últimos anos, defende Simon Webber, Head of Global Equities da Schroders.</p>
<p>Numa análise sobre a evolução dos mercados acionistas, o responsável considera que muitas empresas de elevada qualidade estão atualmente a ser avaliadas com perspetivas de crescimento demasiado pessimistas, apesar de continuarem a apresentar vantagens competitivas sólidas e capacidade de adaptação às mudanças tecnológicas.</p>
<p>Segundo Simon Webber, o mercado pode atualmente ser dividido em três grandes grupos. O primeiro reúne as empresas consideradas as grandes vencedoras da IA, incluindo fornecedores de infraestrutura tecnológica, fabricantes de hardware e desenvolvedores de grandes modelos de linguagem. Estas empresas continuam a beneficiar de forte crescimento das receitas e de sucessivas revisões em alta das previsões de resultados, impulsionadas pelo investimento massivo em centros de dados e no desenvolvimento da inteligência artificial.</p>
<p>Ainda assim, alerta que este crescimento não será ilimitado. À medida que a capacidade instalada aumente e a oferta de infraestrutura acompanhe a procura, a concorrência deverá intensificar-se e o ritmo de expansão poderá abrandar.</p>
<p>O segundo grupo integra empresas com ativos físicos considerados mais defensivos, como utilities, empresas de materiais, algumas industriais, operadores de telecomunicações e bancos. Estes títulos têm beneficiado da procura de investidores que procuram reduzir a exposição ao risco de disrupção provocado pela IA.</p>
<p>Contudo, o especialista considera que muitos destes ativos já incorporam prémios de valorização excessivos. No caso da banca, questiona igualmente a ideia de que a IA será apenas um fator positivo para o setor. Embora a tecnologia possa reduzir custos operacionais, acredita que esses ganhos tenderão a desaparecer com a concorrência e que as transformações económicas provocadas pela IA poderão aumentar o risco de incumprimento de crédito, à medida que o ciclo económico normalize.</p>
<p>É, no entanto, o terceiro grupo que concentra, na opinião do especialista       , o maior potencial. Trata-se das empresas classificadas pelo mercado como potenciais &#8220;perdedoras&#8221; da inteligência artificial, muitas delas pertencentes ao segmento de qualidade e crescimento (&#8220;quality growth&#8221;).</p>
<p>Simon Webber considera que os investidores estão a assumir, de forma demasiado precipitada, que estas empresas enfrentarão uma obsolescência estrutural. Pelo contrário, acredita que muitas organizações com marcas fortes, relações consolidadas com clientes e capacidade de investimento conseguirão integrar a IA nos seus produtos e serviços, reforçando a sua posição competitiva.</p>
<p>&#8220;A recompensa por identificar as empresas capazes de navegar com sucesso esta transição poderá ser significativa, sobretudo porque muitas estão atualmente a negociar com avaliações historicamente baixas&#8221;, sustenta.</p>
<p><strong>Paralelos com a bolha tecnológica</strong></p>
<p>Na análise, o responsável estabelece ainda um paralelo entre o atual entusiasmo em torno da inteligência artificial e a bolha tecnológica de 1999 e 2000.</p>
<p>Segundo explica, ambos os períodos são marcados por uma forte concentração dos índices bolsistas em torno de um pequeno grupo de empresas tecnológicas, acompanhada por elevados ciclos de investimento em infraestruturas — na altura, as redes de fibra ótica; atualmente, os centros de dados dedicados à IA.</p>
<p>Recordando o período da bolha dot-com, Simon Webber refere que muitas empresas da chamada &#8220;velha economia&#8221; foram ignoradas pelos investidores, apesar de apresentarem fluxos de caixa sólidos e vantagens competitivas duradouras. Empresas como John Deere e AutoZone acabaram por aproveitar esse período para reforçar os seus negócios, gerando posteriormente retornos muito superiores aos do mercado.</p>
<p>O especialista alerta igualmente para sinais de exuberância crescente entre os investidores. Destaca que a dívida utilizada para investir em bolsa (margin debt) atingiu 1,23 biliões de dólares em dezembro de 2025, um máximo histórico em termos reais, segundo dados da FINRA.</p>
<p>Na sua perspetiva, este aumento da alavancagem financeira é semelhante ao observado antes do rebentamento da bolha tecnológica, da crise financeira de 2007 e da correção registada após o pico dos mercados em 2021.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785713]]></sapo:autor>
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		<title>Cidades a ferver? A regra 3-30-300 pode ser a resposta para arrefecer ruas e bairros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:27:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Com ondas de calor mais frequentes, a adaptação urbana deixa de ser apenas uma questão ambiental e passa a ser também uma questão de saúde pública e qualidade de vida.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Numa altura em que uma onda de calor atinge vários países europeus, especialistas em urbanismo e saúde ambiental defendem que as cidades precisam de se adaptar melhor às temperaturas extremas. Uma das propostas passa pela regra 3-30-300, uma fórmula simples que pretende aumentar a presença de árvores e espaços verdes nos bairros urbanos.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a Renascença, a ideia foi defendida por Eva Schwab, diretora do Instituto de Urbanismo da Universidade Técnica de Graz, na Áustria, em entrevista à Rádio Agora.</p>
<p class="isSelectedEnd">A regra parte de três objetivos: cada pessoa deve conseguir ver pelo menos três árvores a partir da sua janela, 30% da área dos bairros residenciais deve estar à sombra, preferencialmente por árvores, e todos os moradores devem ter acesso a um espaço verde confortável num raio de 300 metros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Mais árvores para baixar a temperatura das cidades</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para Eva Schwab, esta fórmula pode ajudar a tornar os centros urbanos mais resistentes às ondas de calor. A arquiteta paisagista sublinha que a resposta passa, em grande medida, pela presença de árvores e zonas verdes no espaço público.</p>
<p class="isSelectedEnd">A regra 3-30-300 foi inicialmente desenvolvida pelo investigador neerlandês Cecil Konijnendijk, diretor do Nature Based Solutions Institute, organismo internacional dedicado à investigação, formação e consultoria nas áreas da silvicultura urbana e das soluções baseadas na natureza.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo é levar as cidades a planearem melhor a sua estrutura urbana, usando a natureza como instrumento de adaptação climática. Em vez de depender apenas de soluções artificiais para arrefecer o espaço urbano, a proposta aposta na sombra, na vegetação e na proximidade a áreas verdes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Renascença, Eva Schwab considera que os espaços verdes só conseguem ajudar verdadeiramente a combater o calor se estiverem bem distribuídos e acessíveis à população. A questão não é apenas ter parques na cidade, mas garantir que estes fazem parte da vida diária dos moradores.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O que significa a regra 3-30-300</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A primeira parte da fórmula defende que todos devem poder ver três árvores a partir de casa. Este princípio procura reforçar a presença visual da natureza no quotidiano urbano e tornar os bairros menos dominados por betão e asfalto.</p>
<p class="isSelectedEnd">A segunda meta aponta para 30% de sombra nos bairros residenciais. A sombra deve ser garantida idealmente por árvores, já que estas ajudam a reduzir a sensação térmica e tornam ruas, praças e zonas de passagem mais suportáveis nos dias de maior calor.</p>
<p class="isSelectedEnd">O terceiro elemento da regra estabelece que qualquer pessoa deve conseguir chegar a um espaço verde num raio de 300 metros. Esse espaço deve permitir permanência confortável, ou seja, não basta existir uma zona ajardinada: é necessário que seja utilizável em períodos de calor.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Calor extremo também exige mudanças no comportamento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Além do planeamento urbano, os especialistas alertam para a necessidade de adaptar rotinas nos dias de temperaturas muito elevadas. Hans-Peter Hutter, médico especialista em saúde ambiental da Universidade de Viena, defende que a primeira recomendação deve ser abrandar o ritmo.</p>
<p class="isSelectedEnd">O especialista explica que o calor e o stress já colocam uma pressão adicional sobre o sistema cardiovascular. Por isso, tentar manter o mesmo nível de atividade ou acumular tarefas em dias de calor extremo pode agravar o desgaste físico.</p>
<p class="isSelectedEnd">A recomendação é simples: levar as coisas com mais calma. Para Hans-Peter Hutter, reduzir o ritmo é uma forma prática de proteger o corpo quando as temperaturas estão demasiado altas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Igrejas, supermercados e centros comerciais podem servir de refúgio</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Outra sugestão do médico passa por procurar espaços mais frescos durante os períodos mais críticos do dia. As igrejas são apontadas como uma opção em várias cidades europeias, devido à sua arquitetura, que tende a manter temperaturas interiores mais baixas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Supermercados e centros comerciais também podem funcionar como locais de arrefecimento, por terem condições de climatização. Para quem não tem acesso a uma casa fresca ou precisa de escapar temporariamente ao calor, estes espaços podem ser uma alternativa próxima e útil.</p>
<p>A combinação entre cidades com mais árvores, bairros com mais sombra e comportamentos mais prudentes em dias de calor extremo pode tornar-se cada vez mais relevante. Com ondas de calor mais frequentes, a adaptação urbana deixa de ser apenas uma questão ambiental e passa a ser também uma questão de saúde pública e qualidade de vida.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785704]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia: Zelensky pede aos aliados decisões firmes na cimeira da NATO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:23:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente ucraniano pediu hoje aos seus aliados que tomem "decisões firmes" na cimeira da NATO, marcada para terça e quarta-feira em Ancara, após os ataques aéreos russos na região de Kiev que mataram pelo menos 14 pessoas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente ucraniano pediu hoje aos seus aliados que tomem &#8220;decisões firmes&#8221; na cimeira da NATO, marcada para terça e quarta-feira em Ancara, após os ataques aéreos russos na região de Kiev que mataram pelo menos 14 pessoas.</p>
<p>&#8220;É crucial que o mundo &#8212; em primeiro lugar os Estados Unidos e os nossos parceiros europeus &#8212; saia da cimeira da NATO em Ancara [na Turquia] com decisões firmes a favor da nossa defesa aérea e, consequentemente, da proteção da vida das pessoas comuns&#8221;, declarou Volodymyr Zelensky no Facebook.</p>
<p>&#8220;Enquanto os mísseis Patriot permanecerem nos arsenais dos nossos aliados, a Rússia estará apenas encorajada a continuar a destruir edifícios residenciais. Os Estados Unidos e a Europa têm força suficiente para travar este terror&#8221;, afirmou Zelensky.</p>
<p>Segundo o Presidente ucraniano, entre a noite de domingo e hoje, Kiev sofreu um ataque maciço da Rússia, que lançou 68 mísseis e 351 drones.</p>
<p>&#8220;As operações de resposta ainda estão em curso. Foram registados danos em mais de 10 locais da cidade, incluindo edifícios residenciais. Todos os serviços necessários estão no local, fazendo todo o possível para resgatar pessoas e prestar assistência a todos os que dela necessitam&#8221;, declarou.</p>
<p>&#8220;Os nossos guerreiros tiveram hoje um bom desempenho na interceção de drones e mísseis de cruzeiro, mas infelizmente não de mísseis balísticos russos. E a razão reside no fornecimento insuficiente de mísseis intercetores&#8221;, afirmou.</p>
<p>A Rússia lançou hoje um ataque maciço contra instalações militares, centrais elétricas e aeródromos em Kiev e outras regiões da Ucrânia, segundo o Ministério da Defesa russo.</p>
<p>&#8220;Na noite passada, em resposta aos ataques terroristas do regime de Kiev contra o território russo, as Forças Armadas da Rússia lançaram um ataque maciço com armas de precisão de longo alcance, implantadas em terra, no ar e no mar, bem como com drones de ataque, contra instalações militares, centrais elétricas em Kiev e aeródromos militares&#8221;, afirmou o Ministério russo num comunicado de imprensa publicado pela MAX.</p>
<p>De acordo com o Ministério da Defesa russo, as forças russas atacaram aeródromos militares &#8220;nas regiões de Dnipropetrovsk, Poltava, Cherkasy, Chernihiv e Kiev&#8221;, entre outros alvos.</p>
<p>Segundo a Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou 68 mísseis, incluindo 23 mísseis balísticos, e 351 drones de longo alcance.</p>
<p>As defesas aéreas ucranianas abateram 37 mísseis e 326 dos drones. Nenhum dos mísseis balísticos foi intercetado, confirmando a escassez de mísseis intercetores PAC-3 para sistemas Patriot na Ucrânia.</p>
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