Síria promove o turismo, apesar da destruição provocada pela guerra

As tentativas de reabrir o país a visitantes internacionais têm sido alvo de duras críticas por parte dos locais.

Ana Rita Rebelo

O Governo da Síria quer reabrir as portas ao sector do turismo, outrora lucrativo naquele país, numa altura em que se prepara para entrar no nono ano de um dos conflitos mais sangrentos do século XXI, responsável até ao momento por 500 mil mortos.

De acordo com o “The Guardian”, há já algumas empresas e bloggers especializados em viagens a vender pacotes que permitem a «convivência com os habitantes locais e a visita a aldeias destruídas», visitar sítios arqueológicos «envoltos em destruição» ou «experimentar a famosa vida nocturna cosmopolita de regresso ao centro de Damasco». 

Todavia, as tentativas de reabrir o país a visitantes internacionais têm sido alvo de duras críticas por parte dos locais. «Estas empresas estão a tentar mostrar ao mundo que a Síria é segura e que a guerra acabou», afirma um residente, que fugiu de Alepo há três anos. «Estas viagens pretendem branquear o regime e que o mundo esqueça as atrocidades cometidas contra os sírios. É deprimente e doloroso ver turistas a chegar à Síria quando nós não podemos voltar para casa», critica.

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