O Comando de Operações Especiais Conjuntas, uma unidade de operações especiais das forças armadas norte-americanas, sabia onde estava Qassam Soleimani graças a pistas confidenciais disponibilizadas por informadores sírios, revelou um oficial envolvido na preparação do ataque ao “The New York Times”.
Os norte-americanos terão utilizado um drone MQ-9 Reaper para matar o general iraniano e herói nacional, escreve a “Reuters”, acrescentando que já outro ataque tinha falhado na véspera, a 2 de Janeiro. Soleimani estava a caminho de uma reunião com os líderes das milícias iraquianas quando foram disparados «vários mísseis» sobre o carro em que seguia, acabando por morrer ao início da madrugada de sexta-feira. O cadáver ficou completamente desfeito e o só foi identificado por causa do anel que costumava usar.
Em declarações à agência, fonte da equipa de investigação da Agência de Segurança Nacional do Irão admitiu que há «fortes indícios de que estaria uma rede de espiões dentro do Aeroporto Internacional de Bagdad, no Iraque» na chegada de Soleimani. Os suspeitos são dois funcionários de segurança do aeroporto de Bagdad e dois funcionários da companhia aérea Cham Wings. Havia «um espião no aeroporto de Damasco e outro a bordo do avião» onde seguia o general» a trabalhar como informadores para as tropas norte-americanas, terá dito a mesma fonte.
Contactado pela “Reuters”, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos recusou-se a comentar.
Na quarta-feira, naquela que foi a sua reacção oficial ao ataque do Irão a duas bases norte-americanas no Iraque, o Presidente dos Estados Unidos recordou que foi ele quem ordenou a morte do «terrorista», reafirmando que Soleimani «deveria ter sido abatido há muito mais tempo», culpabilizando-o pelas «piores atrocidades».
Ontem, o Partido Democrata aprovou na Câmara dos Representantes uma resolução sobre os poderes de guerra para limitar as acções militares de Trump. Porém, a medida ainda precisa de ser aprovada no Senado, onde o partido do líder da Casa Branca está em maioria.
Se a proposta for aprovada, Trump passará a ser obrigado a pedir autorização ao Congresso, que é a união do Senado e da Câmara, antes de adotar qualquer medida militar contra o Irão.














