Síria: Aeroporto de Deir Ezzor reabre após mais de uma década encerrado devido à guerra civil

Um voo proveniente do Kuwait, operado pela companhia Syrian Airlines, aterrou hoje no Aeroporto Internacional de Deir Ezzor, no leste da Síria, após mais de uma década do encerramento das instalações aeroportuárias devido à guerra civil no país.

Executive Digest com Lusa

Um voo proveniente do Kuwait, operado pela companhia Syrian Airlines, aterrou hoje no Aeroporto Internacional de Deir Ezzor, no leste da Síria, após mais de uma década do encerramento das instalações aeroportuárias devido à guerra civil no país.

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“A abertura desta rota insere-se nos esforços da Direção-Geral da Aviação Civil e do Transporte Aéreo para alargar a rede de destinos aéreos, facilitar as deslocações dos passageiros, apoiar a atividade económica e o investimento, e reforçar os laços entre a Síria e o Kuwait”, afirmou a Autoridade da Aviação Civil síria, numa mensagem divulgada nas redes sociais.


Segundo a mesma entidade, o passo “assinala a retoma dos voos internacionais de e para o aeroporto”, uma vez que o tráfego aéreo em Deir Ezzor foi afetado pela instabilidade securitária e pelos danos nas infraestruturas aeroportuárias durante a guerra civil no país.


Para a Autoridade da Aviação Civil síria, a medida permite “voltar a colocar Deir Ezzor no mapa regional do transporte aéreo e reforça a conectividade aérea com países irmãos”.


As obras de reabilitação do aeroporto começaram no início deste ano e ficaram concluídas em meados de julho.

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Segundo as autoridades aeroportuárias, restavam apenas os últimos procedimentos regulamentares e de segurança antes da reabertura da infraestrutura, conforme as normas de segurança, proteção e qualidade.


O conflito civil na Síria teve origem na vaga de contestação popular que atravessou em 2011 vários países do norte de África e do Médio Oriente, que ficou conhecida como a “Primavera Árabe”, e na consequente repressão dos protestos, em grande parte pacíficos, do regime de Damasco, então liderado pelo Presidente sírio Bashar al-Assad.


O conflito, que durou mais de uma década, provocou mais de 500.000 mortos e obrigou a que mais de cinco milhões de pessoas deixassem a Síria e procurassem refúgio em outros países.


Em novembro de 2024, grupos insurgentes liderados pelo grupo islâmico Hayat Tahrir al-Sham, ou HTS, iniciaram uma ofensiva terrestre que, em poucos dias, capturou as quatro maiores cidades do país, começando por Alepo, no norte, e depois Hama e Homs, no centro da Síria.


A 08 de dezembro do mesmo ano, os rebeldes marcharam para Damasco, marcando o fim dos 54 anos do regime da família al-Assad, considerado um dos mais brutais da região.

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Bashar al-Assad fugiu para a Rússia, considerado o seu principal aliado internacional, onde se encontra exilado.


As novas autoridades do país são lideradas pelo antigo guerrilheiro islâmico Ahmad al-Sharaa.

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