Sindicato de trabalhadores da Altice reúnem-se amanhã com o Presidente da Anacom para discutir saída de 246 trabalhadores

Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Altice em Portugal (STPT) reúne-se amanhã às 9h30 com o presidente da ANACOM, João Cadete de Matos, líder do regulador que rege as telecomunicações, informou hoje a organização num comunicado enviado à redação.

“A empresa tem afirmado que a grande questão  é o regulador, a relação hostil entre ambos, pelo que temos de perceber o que é que a ANACOM tem a dizer sobre  este assunto”, explicou Jorge Félix, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Altice em Portugal (STPT), contactado pela Executive Digest.

Como frisa Jorge Félix, na circular enviada aos trabalhadores que anunciava o despedimento coletivo e saída voluntária de alguns trabalhadores, “a empresa refugiou-se no argumento da mudança tecnológica, no entanto a Comissão Executiva está sempre a usar este argumento do regulador

“Afinal que exigências está a fazer o regulador, para que a Comissão Executiva utilize sempre este argumento?”, interroga-se o presidente do STPT.

O sindicato anunciou ainda que a Comissão de Trabalhadores irá negociar pela última vez com a administração na quinta-feira, pelo que a empresa “dará o caso por encerrado na sexta-feira”. Ao todo o STPT estima que saiam cerca de 246 trabalhadores da Altice.

Questionado sobre a possibilidade de avançar com uma providência cautelar, Jorge Félix explicou à Exectuive Digest ” que esta hipótese não foi descartada, mas que é necessário que o despedimento seja consumado”. “Se houver argumentação jurídica, avançamos”, rematou.

Os sindicatos representantes dos trabalhadores da Altice receberam em junho uma comunicação por parte da empresa. No documento, a que o ‘Expresso’ teve acesso, a empresa mostra-se disponível  para negociar um novo Contrato Coletivo de Trabalho. “Uma disponibilidade que resulta de uma abertura para haver aumentos salariais transversais na empresa”, como esclarece o mesmo jornal.

Segundo o órgão de comunicação do grupo Impresa, “a comunicação deixou os sindicatos desagradados, já que a disponibilidade para aumentar salários ocorre em simultâneo com o anúncio de que a Altice está a preparar-se para avançar com um despedimento coletivo.

“É o típico movimento de dividir para reinar”, considerou na altura uma fonte sindical ouvida pelo ‘Expresso’, que preferiu não ser identificada.

 

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