O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) apresentou esta segunda-feira uma contraproposta ao aumento de sete euros a todos os trabalhadores da Função Pública cujos vencimentos vão até aos 683,13 euros, proposto pelo Governo, avança a “TSF”.
O documento de sete páginas, assinado pela sindicalista Helena Rodrigues, conclui que os funcionários públicos precisam de uma actualização das remunerações e da tabela remuneratória única (TRU) em 2%; de actualização do valor do subsídio de refeição para 10 euros; fixação do valor do desconto para a ADSE em 2,5% da remuneração; eliminação imediata das quotas do Sistema Integrado de Gestão e Avaliação de Desempenho da Administração Pública; e reposição de três dias de férias (para 25 dias úteis).
«Por ser da mais elementar justiça, a integração de uma cláusula no sentido de evitar que a actualização salarial proposta venha a provocar uma diminuição no salário em termos líquidos face ao atual, tal como aconteceu na proposta do Governo quanto ao aumento de 7 euros do nível 5 da TRU», propõe o STE.
Helena Rodrigues atira: «Parece que o Excel é o mesmo do antigo ministro Gaspar, ainda não conseguimos sair disso. Neste momento com 0,3% de actualização a maioria dos trabalhadores vai receber menos remuneração».
Recorde-se que, no final da reunião negocial da semana passada, a primeira após a aprovação do Orçamento do Estado 2020, o ministério de Alexandra Leitão propôs, aos sindicatos que representam os funcionários públicos aumentar os salários não em 0,3%, como tinha sido anunciado em dezembro, mas em sete euros (cerca de 1%), para as remunerações até 683,13 euros. A actualização em causa terá efeitos retroactivos a Janeiro, havendo lugar a um acerto em Março.













