Sinal de alarme na Europa: Casos de febre hemorrágica da Crimeia-Congo detetados no Reino Unido e em Espanha

Esta foi a terceira vez que a doença foi reportada em solo britânico. Em Espanha já circula em grande parte do território.

Fábio Nunes
Março 25, 2022
15:01

Uma mulher foi diagnosticada com a febre hemorrágica da Crimeia-Congo no Reino Unido, anunciou a Agência da Segurança para a Saúde britânica. Esta é apenas a terceira vez que foi registado um caso da doença no Reino Unido, de acordo com o The Guardian. A doença também está a circular em Espanha, o que gera preocupação na Europa.

Este caso de febre hemorrágica da Crimeia-Congo foi detetado nos hospitais da Universidade de Cambridge, e a paciente está a receber tratamento médico especializado. A mulher viajou recentemente para a Ásia Central.



Susan Hopkins, a principal conselheira médica da Agência da Segurança para a Saúde britânica, sublinhou que este vírus “não se propaga facilmente entre pessoas e o risco geral para a população é muito baixo”.

Os dois casos anteriormente reportados no Reino Unido ocorreram em 2012 e 2014. Tanto num caso como no outro o vírus não se propagou.

Hopkins adiantou que a agência britânica está a tentar falar com as pessoas que estiveram em contacto com a paciente.

Ao contrário dos casos pontuais que têm surgido no Reino Unido na última década, em Espanha a doença já está a circular na maioria do território. No total, o país registou 10 casos casos desta febre, três deles resultaram na morte dos pacientes.

As regiões espanholas onde o vírus tem circulado mais são as de Estremadura, Castela e Leão, Castela-Mancha e na Comunidade de Madrid.

A febre hemorrágica da Crimeia-Congo é habitualmente transmitida por carraças ou gado em países onde a doença é endémica, nomeadamente em nações do norte de África, na Ásia, e no sul e leste da Europa.

Os sintomas do vírus incluem febre, doenças musculares, dores de cabeça, sensibilidade à luz e dores de cabeça. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% dos pacientes costumam morrer na segunda semana da infeção.

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