Sikander Sattar, KPMG: XVII Barómetro Executive Digest

É a resposta mais expressiva deste barómetro e ilustra bem o foco dos gestores no actual contexto: 84% dos inquiridos consideram que a flexibilidade e adaptabilidade são os factores que se tornaram mais decisivos para as organizações que lideram. Um diagnóstico alinhado com as conclusões do mais recente CEO Outlook Pulse Survey, da KPMG, no qual foram ouvidos 500 líderes das maiores e mais influentes empresas globais, que nos últimos seis meses alteraram, significativamente, a sua posição sobre o teletrabalho numa óptica de optimização de recursos e redução de custos. Se em Agosto de 2020, 69% dos CEO apontavam ao trabalho remoto, em Março de 2021 já só 17% mantiveram esta posição, reconhecendo a larga maioria a importância da presença física dos colaboradores para a evolução do seu conhecimento e a prosperidade dos negócios. O workplace do futuro será muito diferente daquele que conhecíamos antes da pandemia, mas é improvável que o local de trabalho físico desapareça por completo. Maior certeza existe já sobre a, ainda maior, valorização da tecnologia nesta nova realidade. A dependência tecnológica dos negócios acentuou-se mais do que nunca, colocando as empresas numa disputa de talento global sem precedentes. Um contexto adverso para muitos, mas no qual os portugueses se podem destacar, pela flexibilidade e adaptabilidade às novas necessidades, quer a nível das competências tecnológicas, quer da competitividade e diferenciação na resposta aos desafios da nova realidade.

Testemunho publicado na edição de Abril (nº. 181) da Executive Digest, no âmbito da XVII edição do seu Barómetro.



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