Siderúrgica Sidenor é o primeiro grupo ibérico a encerrar por 20 dias para poupar na conta da luz

As associações siderúrgicas espanholas já tinham alertado para esta subida do preço da energia para os 260 euros por MW/hora, um aumento de 300% em relação ao ano passado, quando as empresas pagavam apenas 60 euros por MW/hora.

Fábio Carvalho da Silva

A Sidenor vai ser o primeiro grupo industrial ibérico a interromper a produção por 20 dias, devido aos preços “exorbitantes da eletricidade”.

As associações siderúrgicas espanholas já tinham alertado para esta subida do preço da energia para os 260 euros por MW/hora, um aumento de 300% em relação ao ano passado, quando as empresas pagavam apenas 60 euros por MW/hora.

Para o grupo basco, contactado pelo diário “Cinco Dias” esta aumento significa pagar mais 200 euros  por tonelada produzida, o que aumenta seus custos totais em mais de 25%, uma situação geradora de perdas e que torna impossível “manter o ritmo atual da produção”.

Um caso semelhante foi vivenciado este mês indústrias eólicas e fotovoltaicas espanholas, que também cessaram sua atividade por esse motivo.

Este calendário corta 30% da atividade da siderúrgica até 31 de dezembro. A empresa adverte que é “um primeiro passo” para “tentar limitar o tremendo impacto que os custos exorbitantes e descontrolados de eletricidade estão a causar” ao grupo.

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A subida do preço da eletricidade mercado ibérico está assustar as empresas ibérias. Vários líderes de associações representativas das empresas portuguesas manifestaram também, em entrevista ao Jornal de Negócios, a sua “preocupação” e admitem mesmo sair do país.

“Temos conhecimento de empresas que estão a ponderar a relocalização para países onde os custos com a energia sejam inferiores. Há pelo menos uma multinacional, que tem produção em Portugal e está a pensar deslocalizá-la por causa dos preços”, adianta ao Negócios o presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Luís Miguel Ribeiro.

“Há empresas cujo consumo energético representa cerca de meio milhão de euros por mês. Estes aumentos têm um grande impacto na nossa competitividade”, acrescenta o líder associativo.

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