A região da Sibéria registou o mês de Junho mais quente de sempre, desde o inicio dos registos, devido a uma vaga de calor sem precedentes, de acordo com o Serviço de Alterações Climáticas Copernicus, citado pela ‘CNN’.
As temperaturas registadas na região em Junho situaram-se até 10 graus Celsius acima da média. A Sibéria tende a sofrer grandes variações de temperatura mês a mês e ano a ano. Mas este ano os termómetros subiram muito para além do que é esperado, face a 2019.
As temperaturas de Junho em toda a região da Sibéria foram mais de cinco graus Celsius superiores à média e mais de um grau Celsius superior do que no mesmo mês de 2018 e 2019, que tinham sido anteriormente os dois meses de Junho mais quentes de sempre.
Cientistas estimaram que o leste da Sibéria tenha atingido uma temperatura máxima no Ártico de 37 graus Celsius, a 20 de Junho. Esta é uma nova máxima para o Ártico, sendo um a dois graus Celsius mais quente do que os recordes anteriores estabelecidos no Alasca em 1969 e no leste da Sibéria em 1973.
As elevadas temperaturas também contribuíram para os incêndios florestais. Estima-se que 59 toneladas de dióxido de carbono (CO2) tenham siso liberradas na Sibéria em Junho devido aos fogos, segundo cientistas do Copernicus.
As emissões de dióxido de carbono da região em Junho foram as mais altas nos 18 anos do conjunto de dados do Copernicus, ultrapassando assim o último recorde estabelecido em Junho do ano passado, de 53 toneladas de CO2.
«Temperaturas mais altas e um clima de superfície mais seco estão a proporcionar as condições ideais para que esses incêndios possam arder e persistir durante tanto tempo numa área tão grande», disse o cientista sénior do Copernicus, Mark Parrington, citado pela ‘CNN’.
O especialista revela ainda: «Vimos padrões muito semelhantes na actividade de incêndio e anomalias de humidade do solo em toda a região, através das nossas actividades de monitorização de incêndio nos últimos anos».
A onda de calor da Sibéria inluenciou ainda a queda dos níveis de gelo marinho, sobretudo no Oceano Ártico, de acordo com o Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos EUA .
Mas nem todas as zonas da região foram afectadas. A Sibéria Ocidental registou principalmente temperaturas abaixo da média no mês passado.



