Shein responde às tarifas de Trump: CEO promete manter preços acessíveis e crescimento

O presidente executivo da retalhista de fast-fashion Shein, Donald Tang, afirmou em carta aos investidores que a empresa continua a registrar um “crescimento forte”, mesmo após os EUA eliminarem a isenção de impostos para pacotes de comércio eletrónico de baixo valor provenientes da China e aumentarem as tarifas de importação.

Executive Digest

O presidente executivo da retalhista de fast-fashion Shein, Donald Tang, afirmou em carta aos investidores que a empresa continua a registrar um “crescimento forte”, mesmo após os EUA eliminarem a isenção de impostos para pacotes de comércio eletrónico de baixo valor provenientes da China e aumentarem as tarifas de importação.

A Shein, que trabalha numa oferta pública inicial (IPO) na Bolsa de Londres, enfrenta preocupações sobre o seu modelo de negócios após a decisão de Donald Trump, de acabar com a provisão de isenção fiscal “de minimis” para importações da China abaixo de 800 dólares. Analistas acreditam que a mudança pode forçar tanto a Shein como a sua concorrente Temu, da PDD Holdings, a elevar os preços.

Em carta a que a ‘Reuters’ teve, Donald Tang procurou tranquilizar os investidores ao afirmar que a Shein continuará competitiva no setor de moda acessível nos EUA, o seu principal mercado. “Enquanto escrevo esta nota, apesar dos desafios recentes, o nosso crescimento continua forte, impulsionado pela nossa capacidade de oferecer uma seleção diversificada de produtos de moda e estilo de vida a preços consistentemente acessíveis”, destacou o executivo.

Tang sublinhou ainda que a empresa está a investir em melhorias na cadeia de abastecimento para aumentar a eficiência e a capacidade de resposta, além de otimizar a sua logística para garantir entregas mais rápidas e confiáveis aos consumidores.

 

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Avaliação pode cair mais de 50% antes de entrada na Bolsa de Londres

A retalhista online de fast-fashion Shein está sob pressão para reduzir a sua avaliação para cerca de 30 mil milhões de dólares (28,5 mil milhões de euros) antes da sua esperada listagem na Bolsa de Valores de Londres.

De acordo com a Bloomberg, os acionistas da Shein estão a sugerir um ajuste na avaliação da empresa como forma de viabilizar a potencial oferta pública inicial (IPO) no Reino Unido.

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No início deste mês, a Reuters relatou que a Shein estava disposta a reduzir a sua avaliação para cerca de 50 mil milhões de dólares (47,5 mil milhões de euros) numa possível listagem em Londres. Esse valor representaria uma queda de quase 25% em relação à avaliação de 66 mil milhões de dólares (63 mil milhões de euros) em 2023, reflexo dos desafios crescentes enfrentados pela empresa.

Além disso, o Financial Times reportou na semana passada que os planos da Shein para a sua entrada no mercado acionista britânico serão provavelmente adiados para o segundo semestre deste ano. A decisão estaria relacionada com o recente encerramento das chamadas regras “de minimis” pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, medida que pode impactar diretamente as operações da empresa.

Inicialmente, a Shein pretendia abrir o capital em Londres no primeiro semestre de 2025, desde que obtivesse as aprovações necessárias dos reguladores no Reino Unido e na China, segundo informações da Reuters.

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