SHEIN com financiamento recorde nos Estados Unidos: gigante de comércio ‘fast fashion’ chinês é ‘teste’ às tensões geopolíticas entre os dois países

SHEIN, fundada pelo empresário chinês Chris Xu, tornou-se um dos maiores mercados de moda online do mundo desde o seu lançamento em 2008 em Nanjing

Francisco Laranjeira

A empresa de retalho de moda online SHEIN, da China, deverá receber cerca de 2 biliões de dólares em nova ronda de financiamento este mês e pretende abrir o seu capital nos Estados Unidos no segundo semestre de 2023, segundo informou esta quarta-feira a agência ‘Reuters’.

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O fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos, Mubadala Investment Company, é um dos grandes investidores desta ronda, acompanhado por alguns dos investidores existentes, tais como a empresa de ‘private equity’ General Atlantic e o grupo de capital de risco ‘Sequoia Capital China’. Também a empresa de investimento americana, Tiger Global Management, vai entrar no capital da gigante de comércio ‘fast fashion’.

A SHEIN cortou na sua avaliação, para 64 biliões de dólares, nesta captação de investimento, um terço abaixo da realizada no ano anterior. A oferta, se for bem-sucedida, será uma das maiores a nível mundial este ano e um teste ao ‘apetite’ dos investidores americanos às empresas chinesa por entre a volatilidade dos mercados de capitais e às tensões geopolíticas entre os dois países.

A SHEIN, fundada pelo empresário chinês Chris Xu, tornou-se um dos maiores mercados de moda online do mundo desde o seu lançamento em 2008 em Nanjing. Atualmente, procura a expansão na Europa conforme constrói a sua equipa na Irlanda: começou a produção na Turquia e vai abrir uma grande instalação na Polónia como parte do seu plano de expansão na Europa.

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