Sexta extinção em massa está em curso: Planeta já perdeu até 13% das espécies, aponta estudo

Até agora, o planeta passou por cinco grandes eventos de extinção marcados pela perda de biodiversidade em massa devido a fenómenos naturais extremos. Mas o atual é inteiramente causado por atividades humanas.

Simone Silva

A sexta extinção em massa da biodiversidade do planeta está em curso, de acordo com um novo estudo que confirma alertas anteriores de que as espécies da Terra estão a morrer em ritmo acelerado nos últimos séculos, avança o ‘Independent’.

Até agora, o planeta passou por cinco grandes eventos de extinção marcados pela perda de biodiversidade em massa devido a fenómenos naturais extremos. Mas o atual é inteiramente causado por atividades humanas, segundo o estudo.

A pesquisa, publicada na revista Biological Reviews, estimou que desde o ano de 1500, a Terra já possa ter perdido entre 7,5% e 13% dos seus dois milhões de espécies conhecidas.

Embora os registos oficiais sugiram que cerca de 900 espécies estão extintas, os investigadores disseram que o verdadeiro número de mortes excede em muito a taxa normal de extinções no planeta, estimando que entre 150 mil a 260 mil dos quase dois milhões de espécies conhecidas já tenham sido extintas desde por volta do ano 1500.

“Taxas de extinção de espécies a subir drasticamente e um abundante declínio de muitas populações de animais e plantas estão bem documentados, mas alguns negam que esses fenómenos representem uma extinção em massa”, disse Robert Cowie , principal autor do estudo da Universidade do Havaí em Manoa.

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Segundo a equipa de investigação, essa negação deve-se a uma visão tendenciosa da crise que se desenrola, que se concentra apenas em mamíferos e aves, ignorando a taxa de mortalidade de invertebrados, que constituem cerca de 95% das espécies animais conhecidas.

“Muitas vezes, usam a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) para apoiar a sua posição, argumentando que a taxa de perda de espécies não difere da taxa de fundo”, escreveram os investigadores no estudo.

No entanto, sublinham, essa lista “é fortemente tendenciosa: apenas uma fração diminuta de invertebrados foram avaliados em relação aos critérios de conservação”, apontam, adiantando que “os números avaliados como extintos são subestimados e inadequados para estimar os verdadeiros níveis de extinção”.

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