Seul ordena desmantelar altifalantes de propaganda na fronteira com a Coreia do Norte

Ministério da Defesa da Coreia do Sul afirmou que se trata de “uma ação concreta para contribuir para o alívio das tensões entre as duas Coreias, sem afetar a postura de preparação militar”

Executive Digest com Lusa

O Exército sul-coreano começou hoje a desmontar todos os altifalantes usados para transmitir mensagens de propaganda em direção à Coreia do Norte na Zona Desmilitarizada (DMZ), num novo gesto de Seul para reduzir as tensões.

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Num comunicado, o Ministério da Defesa da Coreia do Sul afirmou que se trata de “uma ação concreta para contribuir para o alívio das tensões entre as duas Coreias, sem afetar a postura de preparação militar”.

A remoção dos altifalantes deverá estar concluída antes do final da semana, disse o vice-porta-voz do ministério, Lee Kyung-ho, numa conferência de imprensa.

Um porta-voz do Estado-Maior Conjunto sul-coreano esclareceu, na mesma ocasião, que a medida “não foi previamente coordenada com a Coreia do Norte”.

O Governo do novo Presidente de centro-esquerda, Lee Jae-myung, já tinha ordenado, em junho, a suspensão das transmissões como primeiro gesto de distensão, poucos dias depois de tomar posse.

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As emissões tinham sido retomadas no ano passado pelo Executivo conservador de Yoon Suk-yeol, em resposta ao envio de balões com lixo a partir da Coreia do Norte.

Os altifalantes fazem parte de uma longa tradição de guerra psicológica na península e foram usados durante décadas para transmitir notícias, mensagens críticas contra o regime norte-coreano e música popular para lá da fronteira.

O desmantelamento dos altifalantes faz parte de uma série de gestos unilaterais da Administração de Lee Jae-myung para reduzir as tensões com Pyongyang.

O novo Governo sul-coreano pediu também a organizações civis que interrompam o lançamento de panfletos contra o regime norte-coreano através de balões.

No mesmo plano de distensão, Seul suspendeu ainda as transmissões de rádio e televisão de propaganda geridas pelo Serviço Nacional de Informações (NIS), uma medida não confirmada oficialmente, mas cuja interrupção foi detetada por emissoras privadas.

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Estas transmissões, no ar há mais de cinco décadas, eram uma das principais ferramentas mediáticas contra a Coreia do Norte.

Apesar de Pyongyang ter desligado, em junho, os seus próprios altifalantes de propaganda, em aparente resposta às medidas de Seul, o regime de Kim Jong-un continua a rejeitar a aproximação.

Na semana passada, Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano, afirmou que a Coreia do Sul “continua a ser o inimigo” e descartou qualquer diálogo com o país vizinho, rejeitando os objetivos de desnuclearização propostos por Seul e Washington.

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