O acolhimento dos refugiados ucranianos pela Câmara Municipal de Setúbal através de cidadãos russos pró-Kremlin mereceu a atenção da imprensa internacional, em particular a ucraniana.
No jornal ‘Ukrayinska Pravda’, foi destacado que “Portugal está a investigar a transferência de informação sobre refugiados ucranianos para a Rússia”. No texto, pode ler-se que a polícia portuguesa “revistou” um centro municipal de apoio a refugiados sob a acusação de entregar dados pessoais de refugiados ucranianos à Rússia, que passou em revista o caso relacionado com a Câmara Municipal de Lisboa, então sob a liderança de Fernando Medina, que foi multada em 1,2 milhões de euros por passar dados pessoais de manifestantes à embaixada russa.
O jornal ‘Zaxid.net’ também destacou o episódio da câmara sadina, salientando que um casal russo no centro de refugiados tirou fotos dos ucranianos e interrogou-os”. É referido ainda que “Portugal recebeu quase 36 mil refugiados ucranianos”, o que ‘empresta’ ainda maior gravidade à situação. A situação em Portugal mereceu ainda referência do site ucraniano ‘babel.ua’.
Mas não só a imprensa ucraniana. Também a agência Reuters deu destaque ao momento: “Polícia portuguesa invade órgão local onde russos lidavam com refugiados ucranianos”, indica a publicação.
O escândalo na Câmara Municipal de Setúbal está relacionado com a Associação de Imigrantes de Leste, que esteve presente no processo de acolhimento de refugiados ucranianos na autarquia da CDU – alegadamente, terão sido fotocopiadas as identidades dos refugiados pelo casal russo Igor Khashin e Yulia Khashin, assim como terão sido feitas questões sobre a localização das respetivas famílias na Ucrânia.














