Setor têxtil abranda depois de um 2021 forte: Efeitos da guerra e inflação fazem-se sentir

Depois de em 2021 ter registado um grande crescimento no volume de vendas, o setor têxtil está a registar um abrandamento. Associação do setor confirma dados e preocupações dos empresários.

Em declarações ao semanário ‘Expresso’, empresários do setor admitem uma quebra no volume de vendas em 2022, comparando com 2021, apontando para o facto de que os portugueses, durante dois anos, estiveram mais fechados em casa, mais centrados nas compras para o lar, e que agora começaram a sair e a gastar o seu dinheiro noutras coisas.

A ATP — Associação Têxtil e Vestuário de Portugal confirma ao semanário que o clima é o setor está com uma performance externa positiva, com as exportações a crescer 18% nos primeiros quatro meses do ano para 2,08 mil milhões de euros e 5% na quantidade. No entanto, em abril registou-se um abrandamento, com as vendas ao exterior a subirem 14% em valor e a caírem 0,2% em quantidade.

A associação revela ainda que este resultado é já reflexo do efeito da guerra, da subida dos preços, da inflação e do impacto da crise energética.

Outros problemas também são apontados para o abrandamento no setor, como a disrupção das cadeias de abastecimento, o aumento dos preços das matérias-primas, as dificuldades de contratação e de acesso a financiamento e os atrasos nos concursos para a descarbonização da indústria, revela o semanário.

O setor regista ainda uma quebra de 42% nas exportações para a Rússia, bem como uma contração de 8% para o mercado chinês.

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