Setor das telecomunicações ataca Anacom: “Preço das comunicações desce mais em Portugal do que nos países com restrições à fidelização”

Preço das comunicações desce mais em Portugal do que nos países com restrições à fidelização, segundo a Associação dos Operadores e Comunicações Eletrónicas.

Segundo a organização, “Portugal está na liderança da descida de preços nos pacotes de comunicações, usados por 89,4% das famílias portuguesas”.

“Os dados mais recentes do Euostat, referentes a Agosto de 2021, demonstram mais uma vez a forte dinâmica competitiva do mercado Português de comunicações eletrónicas”, acrescenta o comunicado enviado pelo organismo associativo á Executive Digest.

A APRITEL afirma ainda que “nos últimos 12 meses, a competitividade do setor nacional sai reforçada: em média, o índice dos preços IHPC reduziu-se -0,3% enquanto na EU27 apenas desceu -0,1%”.

“Nos serviços em pacote, aqueles que as famílias portuguesas cada vez mais preferem, e que no final de 2020 já eram subscritos por 89 em cada 100 famílias (de acordo com dados da ANACOM), os preços baixaram nos últimos 12 meses: -0,8%”, acrescenta o setor.

Para a associação  “os dados do Eurostat contrariam a tese da ANACOM de que mais restrições à fidelização potenciam descidas de preços: França e Dinamarca, os exemplos dados”.

Uma análise distinta da ANACOM?

Desde janeiro de 2021, os preços das telecomunicações cresceram 1,9%, 0,5 pontos percentuais (p.p.),  acima do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), revelam os dados publicados em agosto pela ANACOM. O supervisor justifica este aumento com “o crescimento das mensalidades das ofertas em pacote”.

Em julho de 2021, os preços das telecomunicações, medidos através do sub-índice do Índice de Preços do Consumidor (IPC), aumentaram 0,3% face ao mês anterior devido a alterações de algumas ofertas em pacote. Em comparação com o mês homólogo, os preços aumentaram 1,3%, segundo os mesmos dados.

Em julho de 2021, a taxa de variação média dos preços das telecomunicações em Portugal foi inferior à verificada na União Europeia (-0,5 p.p.), correspondendo à 15ª taxa de variação média mais elevada dos últimos doze meses entre os países da UE.

Neste mês,  as mensalidades mínimas são oferecidas pela NOWO em sete casos de um leque de 13 serviços/ofertas, enquanto a MEO, a Vodafone e a NOS, apresentaram as mensalidades mais baixas para quatro, dois e um tipo de serviços/ofertas, respetivamente.

O país onde ocorreu o maior aumento de preços foi a Polónia (+5,8%) enquanto a maior diminuição ocorreu na Dinamarca (-3,6%). Em média, os preços das telecomunicações na UE diminuíram 0,1%.

Entre abril de 2011 e maio de 2019, os preços das telecomunicações cresceram mais em Portugal do que na UE (em termos da taxa de variação média dos últimos doze meses). Em termos acumulados, entre o final de 2009 e julho de 2021, os preços das telecomunicações em Portugal aumentaram 8,4%, enquanto na UE diminuíram 9,7%.

Uma análise comparativa mais fina, permite constatar que, entre o final de 2009 e julho de 2021, os preços das telecomunicações diminuíram 22,1 em França, 17,1% em Itália e 8,7% em Espanha, enquanto em Portugal aumentaram 8,4%.

 

 

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